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12/08/2013 09:56:48

 

Paraná: Pés de café queimados pela geada negra serão arrancados

 

 

O agricultor Jaime Rosseto, um dos mais tradicionais plantadores de café de Mandaguari (a 39 quilômetros de Maringá), comprou nesta semana 45 mil mudas de café e avisou ao viveirista que vai precisar de mais em breve para replantar parte de sua lavoura, às margens da BR-376, próxima à praça de pedágio, destruída pelas geadas da última semana de julho. Também seus três irmãos e primos, todos cafeicultores, já se preparam para arrancar cafeeiros queimados pelas geadas.

Um levantamento realizado pelo Departamento Técnico da Cooperativa Cocari aponta que várias propriedades de Mandaguari, Jandaia do Sul, Ivaiporã e Apucarana terão que arrancar pés de café condenados, outras, menos atingidas, poderão optar pela recepa, que é uma poda a cerca de 20 centímetros do solo para o renascimento da planta.

Pelos cálculos da Cocari, praticamente 100% dos cafezais da região foram atingidos em diferentes níveis e os que não forem arrancados ou recepados, terão, no mínimo, que passar pelo esqueletamento, um tipo de poda que consiste no corte dos ramos de produção a cerca de 30 centímetros do tronco. "As providências a serem tomadas poderão ser diferentes de acordo com o nível de afetação do pé de café, mas é certo que a produção cafeeira em 2014 no norte e noroeste paranaenses está seriamente comprometida", diz o agrônomo Roberval Simões Rodrigues, que chefia a equipe do Departamento Técnico da Cocari envolvida com o café. "Podemos esperar uma produção cerca de 90% abaixo da normal na safra que vem". Segundo ele, alguns municípios foram menos atingidos, porém outros sofreram um comprometimento quase que total.

A família Rosseto já está escolhendo os pés que terão que ser arrancados e, segundo Jaime, o trabalho começa assim que conseguir contratar uma pá carregadeira. "Só vamos saber de fato o que se aproveita e o que terá que ser descartado depois de uma boa chuva, possivelmente lá para setembro, quando veremos como será o brotamento.

De qualquer forma, de agora em diante, não há dinheiro que chegue. Todo o trabalho será braçal, teremos que contratar muita gente, pois além arrancar, vem o trabalho de recepa e do esqueletamento. Tudo é manual e muito demorado". A recepa é uma operação que utiliza foices, machados e serrinhas, ou mecanicamente, empregando máquinas podadeiras mecanizadas e motosserras, sempre fazendo um corte oblíquo em relação ao tronco.

Nesta semana, os cafeicultores de Mandaguari se surpreenderam ao descobrir brotamentos no caule do cafeeiro. Segundo o agrônomo Roberval Simões, o brotamento no caule é resultado da queima dos ponteiros e da maioria dos ramos e, se crescerem transformarão a planta em um emaranhado de galhos, sem condições de produzir grãos.

Nas plantas que não estiverem condenadas à erradicação ou recepa, os produtores terão que retirar todos esses brotos antes que eles cresçam a não possam mais ser extraídos. "Os brotos terão que ser retirados manualmente, um por um, pé por pé. Vamos ter que contratar muita mão de obra para isto", diz Rosseto. R$ 0,75 é o valor médio de uma muda de café na região de Maringá, podendo o preço cair dependendo da variedade e quantidade adquirida.

Fonte: O Diário.com

 

 

 

 









 

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