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12/08/2013 09:16:00

 

Balanço semana do CNC: período de 5 a 9 de agosto

 

 

Após intenso período de negociação, governo anuncia Leilões de Opções Públicas para o café; No total, a disponibilidade de recursos para a safra 2013/14 chega a R$ 5,76 bilhões.

 

OPÇÕES PÚBLICAS DE VENDA — Na quarta-feira, 7 de agosto, a Presidente da República Dilma Rousseff anunciou, em Varginha (MG), a implantação de um programa de Opções Públicas de Venda que envolverá 3 milhões de sacas de 60 kg de café, para exercício em março de 2014, a um preço unitário de R$ 343, o que implica a destinação de R$ 1,03 bilhão às políticas estratégicas do setor.

O Conselho Nacional do Café (CNC) entende que essa medida, ainda que tardiamente, vem ao encontro das necessidades pontuais do setor, pois extinguirá uma pressão vendedora, haja vista que o produtor poderá adquirir os financiamentos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) e aguardar para negociar parte de sua safra mais adiante, quando acreditamos que o mercado apresente preços melhores em relação às defasadas cotações atuais, podendo, no mínimo, cobrir seus custos de produção e almejar lucro na atividade.

Após intensas rodadas de negociações das lideranças da produção, como o CNC e a Comissão Nacional do Café da CNA, com o Governo Federal, nas esferas da Casa Civil e dos Ministérios da Agricultura, da Fazenda e do Planejamento, aos quais agradecemos pelo trabalho empenhado, o setor entende como positivo o anúncio dos Leilões de Opções, ainda que não ao valor por saca de R$ 360 que desejávamos, principalmente por sinalizar ao mercado um valor piso pelo qual venderemos nosso produto. Isso implica que não aceitamos os preços aviltados praticados e que vamos comercializar a saca a partir do valor referencial de R$ 343.

 

LIBERAÇÕES DO FUNCAFÉ — Em reunião extraordinária realizada também na quarta-feira, o Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC) ratificou a distribuição dos recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira para a safra 2013/14, os quais somarão R$ 3,16 bilhões. A distribuição dos valores para cada uma das linhas de financiamento ficou definida da seguinte maneira:

- Estocagem: R$ 1,140 bilhão

- Custeio/Colheita: R$ 650 milhões

- FAC: R$ 500 milhões

- Capital de giro para cooperativas: R$ 450 milhões

- Capital de giro para torrefação e moagem: R$ 200 milhões

- Capital de giro para solúvel: R$ 150 milhões

- Mercado de futuros e opções: R$ 50 milhões

- Recuperação de cafezais: R$ 20 milhões

Além disso, foi anunciado que o Banco do Brasil destinará mais R$ 1,570 bilhão (recursos próprios, a taxa de juros do crédito rural) ao setor, sendo R$ 1 bilhão para aquisição e estocagem do produto, e R$ 570 milhões para compra por parte do setor industrial.

Dessa maneira, a destinação total de recursos à cafeicultura na safra 2013/14 totaliza R$ 5,76 bilhões (R$ 3,16 bi do Funcafé, R$ 1,570 bi do BB e R$ 1,03 bi para o programa de Opções), o maior registrado na história, apesar do atraso na liberação da verba.

Ainda na reunião extraordinária do CDPC, os representantes do Governo Federal informaram que os agentes financeiros interessados em operar com recursos do Funcafé já negociaram e assinaram os contratos nesta semana, o que implica que a operacionalização desse capital começará a partir da semana que vem.

 

MERCADO — O mercado reagiu positivamente às medidas de apoio à cafeicultura anunciadas pelo governo brasileiro na quarta-feira. O vencimento setembro do contrato C da bolsa de Nova York apresentou alta acumulada de 380 pontos até o fechamento de ontem, quando atingiu a cotação de US$ 1,2205 por libra-peso. O mercado futuro da variedade robusta também sustentou sua tendência de alta, com ganhos de US$ 43por tonelada no vencimento setembro do contrato 409 da bolsa de Londres.

Na semana também foi destaque a taxa de câmbio brasileira, pois, na quarta-feira, o dólar atingiu a cotação mais elevada do ano e o maior patamar desde março de 2009, a R$ 2,3139. Já na quinta-feira, o dólar reverteu a tendência de alta em função da divulgação de dados positivos da balança comercial da China, que fortaleceu as moedas dos países exportadores de commodities. Assim, a alta acumulada até quarta foi zerada. Porém, o fato da desvalorização do real não ter puxado para baixo as cotações do arábica na bolsa norte-americana na quarta-feira reforça o impacto positivo dos instrumentos de política cafeeira anunciados pelo Brasil.

Por fim, o relatório de mercado da Organização Internacional do Café (OIC) referente a julho traz nova atualização do quadro de oferta e demanda mundial para a safra 2012/13. A OIC projeta crescimento de 7,7% na produção global de café em 2012, para 144,5 milhões de sacas ante os 134,2 milhões de sacas de 2011. Porém, novamente chamamos a atenção para a necessidade de análise de médio prazo e não pontual.

Quando consideramos o balanço entre oferta e demanda dos últimos quatro anos, é evidente que o  excedente projetado pela OIC para 2012, de 2,5 milhões de sacas, não é volumoso frente ao déficit de oferta acumulado no período entre 2009 e 2011, de 17,77 milhões de sacas. Esse fato se reflete nos menores níveis de estoques mundiais observados nos últimos 20 anos.

A conquista dos instrumentos emergenciais de apoio ao ordenamento de oferta e sustentação de renda para os cafeicultores foi muito positiva frente ao cenário mercadológico atual, em que a visão imediatista dos especuladores sobrepõe-se ao quadro fundamental de médio e longo prazo. Entretanto, o CNC também defende e trabalha para a construção de medidas estruturantes de longo prazo para cafeicultura nacional, que se baseiem na inteligência de mercado e promovam o incremento da competitividade do café brasileiro no mundo.

Nesse sentido, na reunião ordinária do CNC desta sexta-feira, 9 de agosto, analisaremos e debateremos um documento elaborado pela P&A Marketing Internacional sobre “Perspectivas futuras da Cafeicultura Brasileira: demanda, oferta, competitividade e concorrentes”, bem como a proposta de criação do Centro de Inteligência no Departamento do Café do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (DCAF/MAPA).

 

Fonte: Asscom CNC/ Paulo André Colucci Kawasaki

 

 

 

 









 

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