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14/06/2013 14:22:49

 

Balanço semanal do CNC: período de 10 a 14 de junho de 2013

 

 

Após atraso, governo deve confirmar hoje anúncio das linhas do Funcafé; Em meio aos preços aviltados, CNC busca saída para ampliar a competitividade do café brasileiro.

 

FUNCAFÉ 2013 — Após acertos entre as áreas agrícola e econômica do governo referentes ao plano safra, o que atrasou o anúncio da distribuição dos recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), o secretário de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), João Alberto Paixão Lages, nos garantiu que o governo informará, nesta sexta-feira, 14 de junho, os valores destinados a cada linha de financiamento pelo Fundo, os quais devem vir ao encontro do que mencionamos no boletim passado.

 

REUNIÃO DO CNC — Na quarta-feira, dia 12, o Conselho Nacional do Café (CNC), aproveitando a participação de seus associados na Expocafé 2013, realizou reunião extraordinária na Cooperativa dos Cafeicultores da Zona de Três Pontas (Cocatrel), em Três Pontas (MG), a qual contou, além dos conselheiros diretores, com a participação dos secretários de Estado de Agricultura e de Transportes e Obras Públicas de Minas Gerais, Elmiro Nascimento e Carlos Melles, respectivamente, demonstrando o apoio que o governo estadual vem dando à cafeicultura.

O foco principal da reunião foi a geração de renda ao produtor brasileiro de café, em especial nesse momento de crise e preços aviltados que vivenciamos na atividade. Além das ferramentas de mercado disponíveis, que deverão ser implementadas pelo governo em breve, houve consenso entre os conselheiros e os secretários do governo de Minas para utilização de recursos do Fundo Estadual do Café (Fecafé) para a divulgação da excelente qualidade do produto nacional.

Nesse sentido, o primeiro ponto é não aceitar, de maneira alguma, a existência de impurezas e/ou substâncias estranhas no produto disponibilizado para a comercialização. Além disso, foi idealizado um projeto para que os rótulos das embalagens informem ao consumidor se há ou não mescla das variedades arábica e robusta. O objetivo não é apresentar o percentual de cada variedade no blend, mas elucidar à população o que de fato está adquirindo e, consequentemente, valorizar os produtos 100% arábica, haja vista a superioridade qualitativa de uma bebida produzida apenas com esta variedade.

 

COMPETITIVIDADE — Ao longo da reunião do CNC, os conselheiros diretores aprovaram um projeto de trabalho apresentado pela P&A Marketing Internacional, que consiste em levantamento de dados, análise e elaboração de um documento de posicionamento referente à competitividade do café brasileiro, incluindo informações e análises comparativas sobre custos de produção, oferta e a demanda de café e seus impactos nos mercados nacional e internacional. A intenção do Conselho é trabalhar com dados e informações confiáveis, em nível mundial, para que possamos melhor nos posicionar e ampliar a competitividade internacional do café brasileiro em todos os elos do setor produtivo.

 

MERCADO — O mercado financeiro apresentou um desempenho ruim na semana, refletindo o aumento da percepção de risco dos investidores em função da provável redução de estímulos pelos bancos centrais dos países que lutam para sair da crise econômica, incertezas quanto às economias da China e do Japão e redução da previsão de crescimento econômico global pelo Banco Mundial. O clima positivo gerado pela melhora dos indicadores da atividade econômica dos Estados Unidos foi sombreado pelos temores quanto à redução da compra de bônus pelo Banco Central (FED, em inglês).

Os mercados futuros de café arábica e robusta acumularam significativas perdas até o fechamento de quinta-feira. O contrato C da Bolsa de Nova York, com vencimento em julho de 2013, teve desvalorização de 325 pontos, atingindo o menor patamar desde setembro de 2009. O relatório sobre a safra 2013/14 do Brasil, divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, em inglês), reforçou a equivocada percepção dos especuladores sobre ampla oferta de café na próxima temporada.

O USDA estimou redução de 5% na safra brasileira 2013/14, de 53,7 milhões de sacas de café, um volume superior em 4,8 milhões de sacas ao levantado pela Conab. Além disso, calcula que o carregamento de estoques da safra passada é de 6,7 milhões de sacas. O mais interessante é que uma análise detalhada do relatório nos mostra que o USDA projeta exportações de 31 milhões de sacas e consumo de 21 milhões de sacas no próximo ano safra. Ou seja, afirma que quase toda a produção brasileira de café será absorvida, restando apenas cerca de 1,7 milhão de sacas para compor o futuro estoque de passagem (volume equivalente ao consumo doméstico de um mês).

A esse respeito e por mais interessante que seja notarmos esse equilíbrio apresentado pelo órgão norte-americano, o CNC externa repúdio veemente em relação ao tamanho da especulação que se realiza com os dados de nossa colheita e frisa que a única instituição capacitada e bem estruturada para a realização de um levantamento confiável de nosso volume de produção é a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), por isso é completamente surreal imaginarmos que o Brasil irá além das 48,6 milhões de sacas estimadas pela estatal.

Na Bolsa de Londres, o contrato futuro do robusta também sofreu forte desvalorização, atingindo a mínima dos últimos 17 meses. Investidores triplicaram as apostas nas quedas das cotações até o início do mês, devido à previsão de condições climáticas favoráveis à colheita da safra na Indonésia e à recuperação dos cafezais do Vietnã afetados pela severa estiagem do início do ano. O vencimento julho do Contrato 409 da Euronext Liffe acumulou perda de US$ 143 por tonelada até o fechamento de quinta-feira.

O comportamento das cotações de café nesta semana reforça nossa percepção de que o foco dos especuladores no lucro de curto prazo está resultando em formação de preços dissociada dos fundamentos de longo prazo do mercado cafeeiro. O relatório de mercado referente a maio, disponibilizado esta semana pela Organização Internacional do Café (OIC), trouxe uma revisão para baixo do excedente de oferta de 2012, anteriormente estimado em 2,7 milhões de sacas, para 1,3 milhão de sacas. O déficit de oferta acumulado nos anos de 2009 e 2011, antes de 16,6 milhões de sacas, agora está projetado em 17,9 milhões de sacas.

Mesmo com a entrada de uma safra brasileira significativa para um ano de baixa bienalidade, é evidente que a diferença entre oferta e demanda global está apertada e não se pode falar em excesso de oferta. Consideradas as dificuldades previstas para a temporada 2013/14 na América Central, Vietnã e Indonésia, e que a Colômbia, mesmo com recuperação da produção, não conseguiu retornar aos níveis produzidos há cinco anos, não vemos, no longo prazo, excedentes significativos de café no mundo. Pelo contrário, os preços aviltados levarão ao retorno da bienalidade acentuada no Brasil, o que reforça a probabilidade de escassez de oferta para a indústria cafeeira nos próximos anos, em um cenário de consumo crescente, resultando em forte flutuação nos preços internacionais.

Atenciosamente,

Dep. federal Silas Brasileiro - Presidente Executivo do CNC

 

Fonte: Asscom CNC/ Paulo André Colucci Kawasaki

 

 

 

 









 

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