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14/07/1999

 

Mercado de café exige atenção e ação

 

 

Manoel Vicente Fernandes Bertone

O mercado de café tem apresentado preços em baixa apesar do acordo internacional entre países produtores efetuado no último dia 7 em Brasília. Os produtores ficam desesperados pensando em até onde vai essa queda. Já vimos isso em outras safras, e sabemos que a queda irá até quando tomarmos alguma providência concreta no sentido de demonstrarmos efetivamente que esse acordo será cumprido. Na realidade o mercado espera que o Brasil, único responsável por essa queda, faça alguma coisa para proteger seu patrimônio. Foi assim em 95, ano em que apesar das geadas e da safra de apenas 15 milhões de sacas chegamos a vender café por 90 dólares, foi assim também em 96 e 97. Basta lembrar ou verificar os gráficos de comportamento dos preços. Em 98 o mesmo comportamento se repetiu, com quedas sistemáticas até que o Funcafé liberasse os financiamentos de pré comercialização. Neste ano, de safra muito pequena, os importadores, que realmente dominam o mercado, estão fazendo tudo para deprimir os preços e comprar barato nossa safra. E não fizemos ainda nada para evitar isso. Os financiamentos de colheita não foram liberados, a prorrogação das dívidas exige amortização durante a pior fase de desembolso de custos, ou seja, durante a colheita, não há perspectivas de financiamentos de pré comercialização. As decisões infelizmente estão tardando, e isso não ocorre por culpa dos representantes dos produtores no CDPC. O Conselho Nacional do Café e a Comissão Nacional de Café da CNA efetuou as recomendações necessárias. Ao governo cabe implementá-las os mais rápido possível. É comprovado que os estoques, quando em mãos dos países consumidores pesam muito mais nos preços que quando em mãos dos países produtores. Se transferirmos agora, como fizemos na safra passada, produto em excesso aos países consumidores, possibilitando que aumentem seus estoques, estaremos transferindo ainda mais poder para que baixem os preços. E a ganância do "mercado" é incontrolavel. Não tem limites. Por isso temos que agir rápido. Caso contrário os preços só subirão quando o produtor já tiver vendido tudo. A safra brasileira é pequena. Os preços podem reagir, desde que façamos nossa parte. Implementemos a adequada política de financiamento para ordenar o fluxo das vendas.

Manoel Vicente F. Bertone é vice-presidente do CNC (Conselho Nacional do Café) e membro do CDPC (Conselho Deliberativo da Política do Café).

 

 

 









 

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