Perdas com café em Minas Gerais já acumulam 30%

10:33:52 -

A queda no preço do café em 2013, que já acumula perdas de 30%, trás preocupação para o futuro da atividade em Minas Gerais. Todas medidas adotadas até agora não surtiram efeito no mercado. Mesmo quem está segurando o estoque não tem fôlego para esperar por muito tempo, tendo que vender com prejuízo.

O produtor Sérgio Segantini Bronzi diz que há sacas de café em estoque, porém, o mercado está comprando apenas grãos de melhor qualidade.

– É tanta oferta que o mercado está bem abastecido. Não conseguimos vender o café, e o preço está caindo a cada dia. O produtor precisa pagar as contas dos insumos do ano passado ainda. Estamos ficando descapitalizados e comprometendo a safra seguinte – diz Bronzi.

Preços baixos devem refletir nas próximas safras com a redução nos tratos culturais das lavouras. No Dia de Campo em Araguari, em Minas Gerais, técnicos e empresas buscam orientar e conquistar os cafeicultores com a proposta de reduzir a adubação química, aumentar o uso de produtos naturais e só aplicar o necessário. Segundo o agrônomo, Roberto Yukawa, gestão de custos é a palavra de ordem.

– Através de análise de solo, é preciso fazer as recomendações necessárias,  reduzindo, principalmente, potássio e carga de nitrogênio que seria uréia  sulfato de amônia. No caso de potássio é importante que a pessoa esteja consciente e faça uma racionalização dos custos, senão, não vai fechar as contas e, logicamente, a atividade vai estar comprometida – destaca Yukawa.

A florada anuncia o próximo ciclo de produção, mas o ritmo de comercialização do café já em estoque é o mais lento dos últimos cinco anos. Segundo produtores, culpa dos preços que ficam em média R$ 100 abaixo do custo de produção. Os cafeicultores da região anunciaram que vão esperar a colheita da safra de  2014 para só então definir o futuro dos cafezais.

A região deve colher em 2014 cerca de 800 mil sacas de café. Segundo o presidente da Associação dos Cafeicultores de Araguari (ACA), Cláudio Garcia, parte das áreas de cafezais vão perder espaço para outras culturas.

– Aqui nesta região vai ter muita erradicação. Como nós temos muito maracujá, o pessoal vai renovar com a fruta as lavouras, e muitos vão plantar soja – conta Garcia.

O cafeicultor José Astrogildo de Oliveira tem 15 hectares de café, e colheu 400 sacas. Oliveira diz que para não ficar endividado, precisou fazer a venda antecipada de 180 sacas a um preço de R$ 380, em fevereiro. O café que ainda está estocado, ele vai aguardar o tempo que for possível, na esperança de alguma reação do mercado.

– O que deixamos para agora foi por água abaixo. Desse jeito não tem como. Podemos aguentar um ou dois meses, depois vamos ter que vender – diz o cafeicultor.

Assista à reportagem do Canal Rural em http://videos.ruralbr.com.br/canalrural/video/rural-noticias/2013/10/perdas-com-cafe-minas-gerais-acumulam/47376

Canal Rural – RuralBR

29/10/2013

 

 


Em Franca (SP), cafeicultores diminuirão tratos devido a baixos preços do Café

10:35:59 -

Em Franca (SP), os agricultores estão apreensivos em relação ao que está acontecendo com os preços do café. O Brasil produziu este ano uma safra de 47,8 milhões de sacas, sendo que o consumo interno é de mais de 20 milhões de sacas e as exportações somam 32 milhões de sacas, porém, mesmo assim, os preços do grão continuam baixos.

O Presidente do Sindicato Rural de Franca, Galileu de Oliveira Macedo, afirma que na região florada tem sido benéfica, mas os cafeicultores irão reduzir os tratos culturais devido aos preços baixos: “O nosso a custo é de 10 mil reais por hectare e estamos vendendo uma saca por R$ 255,00, com um prejuízo de R$ 105,00/saca, assim os produtores estão cautelosos”.

O desânimo por parte dos cafeicultores da região irá afetar a próxima safra, uma vez que o produtor não terá condições de tratar das lavouras como deveria. Segundo Macedo, os agricultores não conseguem preços remuneradores para continuar na atividade, com isso está ocorrendo muitas demissões, trazendo um grande impacto para o setor.

Notícias Agrícolas

29/10/2013 - João Batista Olivi e Paula Rocha

 


Produtores de café são capacitados para custos de produção

10:47:19 -

 Buscando minimizar prejuízos enquanto se vive uma crise na cafeicultura, produtores de café da Cooparaiso (Cooperativa Regional dos Cafeicultores de São Sebastião do Paraíso) participaram esta semana de dois cursos gratuitos de “Custos de Produção”, do Senar Minas (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural). Um dos treinamentos terminou sexta-feira ((25), no Uaitec, da Cooparaiso.

Os cursos atraíram cerca de 30 cooperados do município, conforme informou o mobilizador da Cooparaiso, Ricardo Ferreira. “Este foi um pedido dos próprios produtores cooperados e esperamos aumentar a demanda desse curso”, disse o mobilizador, que organizou as turmas.

O instrutor do treinamento, Márcio Daúd, informou que capacita os produtores para que eles descubram seu real gasto com a produção da saca de café. “A maioria deles não tem noção desse custo e não faz controle de gastos nos processos de produção”, afirmou.

Para tanto, são levantadas informações sobre balanço patrimonial, gastos com insumos e mão de obra. Depois, o instrutor usa modelos contábeis para elaborar uma planilha de custos com os produtores.

“Com este balanço, o produtor começa a valorizar financeiramente o que ele tem e com indicadores econômicos chega ao custo efetivo de uma saca de café. Em média, levantamos que eles gastam R$ 303,00, em média, por saca”, contou o instrutor. “Os dados possibilitam que o produtor identifique onde estão seus desperdícios e onde pode gastar menos e até aumentar seus rendimentos”, completou.

Daúd adiantou que os gastos maiores dos produtores de Paraíso são com a compra de insumos e na colheita do café. Com o curso do Senar eles poderão otimizar seus gastos e ter menos prejuízos neste momento de crise.

“Os próprios produtores estão achando uma solução, porque às vezes o problema é comum. O treinamento estimula o produtor a gerenciar seus processo de produção e ter certeza que a atividade está sendo rentável”, finalizou.

 Folha da Manhã

 

 


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criado em 30/10/2013