Produtores de café reclamam da falta de reação do preço do grão em MG

09:19:27 -

Preço está 36% abaixo do valor recebido no mesmo período de 2012

 

Os cafeicultores enfrentam este ano uma situação difícil. Mesmo com as medidas de apoio adotadas pelo governo para retirar produto do mercado, não houve reação dos preços do café. O preço do grão está 36% abaixo do valor recebido no mesmo período do ano passado.

O governo liberou dinheiro para estocagem e ofereceu os contratos de opção. Por esse tipo de contrato, o produtor fica com o direito de vender determinada quantidade de café para a CONAB em março de 2014 pelo preço de R$ 343,00 a saca, um valor que está acima dos R$ 260,00 oferecidos hoje pelo mercado.

Os cerca de 12 mil cafeicultores filiados à Cooxupé, uma das maiores cooperativas do Brasil, já terminaram a colheita do grão deste ano. Eles têm que administrar uma situação complicada. O preço está 36% abaixo do mesmo período do ano passado.

O agricultor Osvaldo Paiva colheu 2,5 mil sacas de café na propriedade em Varginha, no sul de Minas Gerais, e negociou 500 sacas do grão. Para conseguir recursos até março, o produtor diz que irá recorrer ao empréstimo para estocagem, outra ajuda oferecida pelo governo.

“O governo já liberou mais de R$ 1 bilhão do Funcafé para estocagem, ou seja, eu posso pegar esse dinheiro, financiar esse café e esperar até a hora que eu vou vender para o governo ou para o mercado”, diz Paiva.

A cooperativa dos cafeicultores de Guaxupé arrematou 524 mil sacas de café nos três leilões de contratos de opção realizados até agora. Mas o mercado não reagiu como o esperado. O gerente de mercado futuro da Cooxupé Heberson Sastre considera o leilão importante, mas aconteceu tarde. "Se ele tivesse vindo antes do início da colheita, o produtor já ia ter as regras claras antes de terminar a safra e teria evitado de ter vendido café agora durante a safra. Não estou falando que isso está fora de hora, mas se viesse mais cedo, teria sido melhor para os produtores”, diz Sastre.

O governo faz nesta terça-feira (8) o último leilão de contratos de opção para ofertar 400 mil sacas que sobraram dos três leilões anteriores.

 

Globo Rural


Lideranças pedem ao governo leilão de opção para 5 milhões de sacas

09:22:01 -

As lideranças da cafeicultura pediram ao Governo Federal, após uma reunião, a continuidade dos leilões de contrato de opção para que cerca de 5 milhões de sacas de café sejam retiradas do mercado. A medida faz parte de um pacote de apoio à safra 2014/15.

O diretor do Departamento de Café, Jânio Zeferino, em entrevista à Agência Estado, afirmou que as reivindicações apresentadas pela cafeicultura serão analisadas pelo governo e discutido com antecedência. Zeferino afirma que os produtores são o "elo mais fraco da cadeia" e terão suas demandas consideradas nas tomadas de decisão. 

Outra reivindicação feita pelas liderança foi o aumento do prazo de reembolso dos financiamentos de estocagem de 12 para 24 meses. Assim como o pedido dos leilões para 5 milhões de sacas, o pedido também deverá ser analisado pelo governo, segundo o diretor do Departamento de Café. Além disso, a reivindicação passará também pelo Conselho Deliberativo da Política do Café e pela aprovação do Conselho Monetário Nacional (CMN). 

 

Fonte: Notícias Agrícolas 

 


Selo brasileiro de café estreia no mercado internacional

09:24:08 -

A empresa líder no comércio de café na Alemanha, Tchibo, é a primeira estrangeira a testar o selo Certifica Minas Café, o único desenvolvido por um governo. A companhia não revela a quantidade do grão negociada por questões de concorrência de mercado. O produto brasileiro embarca em outubro rumo às 77 lojas da marca espalhadas pelo país europeu.

"A Tchibo trabalha com todas as certificações de sustentabilidade e a Certifica Minas é a primeira realmente boa certificação local que nós conhecemos. Por isso, nós queríamos prová-la e também mostrar ao governo de Minas Gerais que existe mercado internacional para selos bons e sérios", afirmou Philip von der Goltz, gerente de conceitos de pesquisa na compra de café da Tchibo, em entrevista à DW Brasil.

Um terço do café consumindo no mundo vem do Brasil, e Minas Gerais é o maior produtor nacional. Para atender a demanda estrangeira por artigos produzidos de forma sustentável, o governo mineiro lançou uma certificação própria. Ainda pouco popular no país, as certificações garantem ao consumidor padrões de qualidade, sustentabilidade, direitos trabalhistas e processo de produção.

A promessa do selo mineiro é garantir ao consumidor que o produto tem qualidade e foi cultivado de forma sustentável. "Ele assegura que o processo de produção respeitou questões sociais, mais especificamente, a legislação trabalhista e também a legislação ambiental", diz Niwton Castro Moraes, coordenador de café da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais.

Vários modelos
Além do Certifica Minas, existem outros selos que determinam qualidade, origem ou o processo de produção de bens consumo. No Brasil, para o café, há selos de indicação geográfica, como o Região do Cerrado Mineiro, o Norte Pioneiro do Paraná e o Região Serra da Mantiqueira, além dos de qualidade, como os da Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic) ou da Associação Brasileira de Cafés Especiais.

No cenário internacional, os mais conhecidos são o Fairtrade, o Rainforest Alliance ou programas do Código Comum para a Comunidade Cafeeira 4C. Essas certificações estabelecem padrões de sustentabilidade, parecidos com os do selo mineiro.

"As principais diferenças são as abordagens específicas e objetivo principal do selo. O Fairtrade busca comércio justo, remunerando melhor o produtor, o Rainforest verifica padrões de preservação da natureza, os selos da Abic estão focados na qualidade da bebida e da pureza do café", diz Nathan Herszkowicz, diretor executivo da Abic. Ainda assim, a grande maioria dos brasileiros, ou seja 75%, não conhecem essas certificações.

Café com mais valor
Segundo Moraes, o Certifica Minas abre mercados internacionais para os produtores, além de agregar valor econômico ao produto. Mas diferentemente de alguns selos que estabelecem um preço mínimo de venda, o mineiro deixa essa negociação nas mãos dos cafeicultores.

Em 2012, 1.643 produtores estavam credenciados no programa, desses 52% são propriedades de agricultura familiar. A meta da secretaria para esse ano é aumentar esse número para 1.750. Os produtores que têm interesse de integrar o programa recebem apoio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), que assessora tecnicamente, presta consultoria sobre questões agronômicas e também orienta a adequação da propriedade para atender as exigências da certificação.

Após a visita da Emater e antes da auditoria final externa, o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) faz uma vistoria para verificar se as propriedades foram adequadas de maneira correta. A inscrição no programa é gratuita.

 

Economia.terra

 


Encontro reúne especialistas da cafeicultura em São Sebastião do Paraíso

09:28:44 -

Nessa quarta-feira (9), a Epamig realizará a 1ª Reunião Técnica da Cafeicultura de São Sebastião do Paraíso e região. Durante o encontro serão apresentados resultados de pesquisas em cafeicultura e experiências de sucesso no setor.

Pesquisadores da Epamig irão abordar temas, como diagnóstico e controle das principais doenças do cafeeiro; ampliação da cafeicultura familiar por meio da capacitação e do associativismo; adubação do cafeeiro; desafios para o controle de nematoides do cafeeiro; principais avanços com produtos seletivos aos ácaros predadores encontrados em cafeeiro.

Segundo o chefe do Centro de Pesquisa da Epamig, Rogério Silva, o encontro contará com a participação de pesquisadores, extensionistas e representantes da área técnica da Cooparaíso e Cooxupé, além de lideranças da cafeicultura regional. “Essa reunião deve levantar questões sobre técnicas de cultivo e manejo que precisam ser aprimoradas e adequadas à realidade dos cafeicultores”, afirma.

A experiência de sucesso dos cafeicultores familiares de Santo Antônio do Amparo será apresentada pela pesquisadora da Epamig, Sara Chalfoun. Há cinco anos, a Epamig desenvolve trabalho com os produtores deste município para implantação de técnicas de pós-colheita e qualidade do café, em parceria com a Fundação Hanns Neumann e Emater-MG. A pesquisadora irá explicar como os cafeicultores conseguiram quase dobrar o valor da saca de café a partir da adoção de boas práticas de pós-colheita.

A 1ª Reunião Técnica da Cafeicultura de São Sebastião do Paraíso é uma ação do projeto “Desenvolvimento e Avaliação de Ferramentas de Comunicação Rural para a Cafeicultura do Sul de Mina Gerais”, coordenado pela Epamig.

Clic Folha

 


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criado em 09/10/2013