Rotulagem: A verdade tem que ser divulgada

08:49:02 -

ROTULAGEM - % ARABICAS % ROBUSTAS E TOLERÂNCIA DE TOXINAS
O P.V.A (preto, verde e ardido), é o resíduo de café que não tem mercado externo.Em sua totalidade, esse P.V.A é utilizado na torrefação nacional e consumido pelo povo brasileiro.

No comércio, o preço do café torrado e moído está próximo do custo da matéria prima de um café verde normal, demonstrando que a maioria do café que bebemos não passa de resíduo de café, que deveria ser descartado ou transformado em biodiesel ou óleo para finalidades diversas.

O P.V.A em questão provoca uma inadequação, descaracterizando o verdadeiro sabor e prejudicando a qualidade. Misturam, ainda, nele o Conilon / Robusta na faixa de 12.000.000 de sacas que são consumidas internamente, as quais, somadas ao P.V.A quase equivale ao nosso consumo interno, de um café de qualidade muito inferior.
Com exceção de fazendas e algumas firmas que se preocupam em fornecer cafés gourmet e de qualidade, a grande maioria dos cafés vendidos principalmente nos supermercados está longe da qualidade desejada, inibindo o aumento do consumo.
Assim estamos reorganizando, a ABCA (Associação Brasileira de Café Arábica), visando à defesa do Arábica e Rotulagem.

Nenhum país importa o P.V.A e estamos fornecendo ao povo brasileiro uma quantidade de cafés torrados e moídos sem o mínimo critério de TOLERÂNCIA DE RESÍDUO DE TOXINAS. Esse nível de contaminação provocado pela quantidade anormal de toxinas está ultrapassando níveis toleráveis, muito superiores ao de um país desenvolvido.

No Brasil, não existe legislação alguma impondo níveis de TOLERÂNCIA DE TOXINAS em café e estamos tomando cafés sem critérios técnicos, visando unicamente à guerra de preços e deixando a nossa população à mercê dos interesses econômicos, acima da SEGURANÇA ALIMENTAR. O Brasil consome um dos piores cafés do mundo em qualidade e, ainda sem especificação na rotulagem. Temos a obrigação de estabelecer níveis de TOLERÂNCIA DE TOXINAS. O Engenheiro Agrônomo Armando Matielli, que esteve presente no Seminário Internacional de Café, realizado em Belo Horizonte, de 09 a 12 de setembro, do corrente ano, contatou com diversas autoridades mostrando a necessidade da ROTULAGEM e o Marketing a favor do Arábica. Aproveitou a oportunidade e conversou com o Governador Antônio Anastasia e lhe entregou um documento expondo o relatado nesse artigo (vide foto).

É preemente a ROTULAGEM do café no Brasil. O consumidor tem pleno direito de optar pelo produto que quer consumir. Não estamos lhe dando essa oportunidade de escolha do produto desejado, pois, os interesses econômicos estão acima da SEGURANÇA ALIMENTAR.

A exigência da ROTULAGEM e, as devidas composições em PORCENTAGENS DE ARÁBICAS E ROBUSTAS e, citar o nível de TOLERÂNCIA DE TOXINAS, como fazem os países sérios e responsáveis em relação a sua população será a tônica do trabalho da ABCA.

Bibliografia: Micotoxinas – Importância na Alimentação e na Saúde humana e animal
EMBRAPA – Berdal J.M.; Miller, JV – Disease in Humans With Micotoxins as Possible Causes

Engenheiro Agrônomo Armando Matielli

MBA na FGV - Cafeicultor e membro da ABCA, estágio no Instituto de Toxicologia na Alemanha e no Centro de toxicologia da Bayer em Wuppertall.

Fernando Souza Barros

 


Cooparaiso atinge meta de recebimento de café

08:52:01 -

Cooperativa operou com 35 máquinas em sua área de atuação, e amplo leque de apoio ao produtor, reduzindo custos e agilizando o processo de colheita.

 

A colheita do café de árvore terminou no final agosto na área de abrangência da Cooparaiso e falta pouco para acabar a varrição, ou seja, o recolhimento do café que caiu no chão. “As chuvas atrasaram um pouco o processo, mas acreditamos que nas próximas semanas (meados de outubro) essa colheita esteja encerrada”, disse o superintendente de Relações com o Cooperado da Cooparaiso, Paulo Elias, enfatizando que cerca de 25% a 30% da colheita desta safra foi mecanizada.

Segundo o superintendente, produtores ainda possuem café nas tulhas para ser beneficiado. “A Cooparaiso já recebeu cerca de 80% da meta esperada de produtores cooperados e até o fim do ano deve receber a sua meta geral de 1milhão e 70 mil sacas de café. Cerca de 300 produtores, de um universo de 2.600 depositantes ainda não trouxeram seu café, mas tem fidelidade e devem dar entrada com o produto nos próximos meses, fechando a nossa meta”, explicou.

De acordo com Paulo Elias, nesta safra a Cooparaiso incentivou ainda mais a colheita mecanizada, buscando ordenar a demanda de colheita com a oferta de mão de obra, buscando reduzir custos. “Trabalhamos com 35 colhedoras, das quais 9 da própria cooperativa e as outras em parceria, alocando máquinas nos diversos núcleos da Cooparaiso, e o nível de satisfação do cooperado foi muito alto”, pontuou.

“Os produtores, sobretudo os pequenos, estão se adequando e a cada ano aumenta o volume de café colhido por via mecanizada. Este trabalho da Cooparaiso balizou preço de prestação de serviço com mecanização em geral, reduzindo custos, e também foi uma fórmula de reverter o crédito de ICMS a serviço do produtor”, lembrou Juarez Gonçalves Pedroso Junior, consultor técnico de mecanização da Cooperativa. “Complementamos a colheita para grandes produtores de até 300 mil pés de café, e colhemos em propriedades pequenas, com 5 a 6 mil pés de café, ninguém faz isso no país, por isso a Cooparaiso cumpre seu papel de servir ao produtor, e faz inclusive um papel social muito importante”, destaca Juarez.

De acordo com estudos da Cooparaiso, o apoio da cooperativa auxiliou muito o produtor a reduzir custos. “Não só desenvolvemos a campanha de apoio com máquinas na colheita, mas também com empréstimos de sacaria, big bag, máquinas de limpar, caminhões para o transporte”, diz Paulo Elias. “Inicialmente o produtor queria o recurso do crédito da ICMS na conta, mas agora com as máquinas e caminhões, adquiridos com este recurso, no ato da colheita o produtor recebeu por saca colhida quase 56 reais de redução direta de custo, fora encargos e ganhos com a racionalização da colheita, com melhor padronização em relação à colheita manual.

 

Coffee Break


Poços sedia o 39º Congresso Brasileiro de Pesquisa Cafeeiras

08:54:16 -

O tradicional Congresso Brasileiro de Pesquisas Cafeeiras, em sua 39ª edição, vai ocorrer brevemente, de 29 out a 1 nov, em Poços de Caldas-MG.

O objetivo principal do congresso é discutir e divulgar novas tecnologias, visando a melhoria da lavoura cafeeira. Nesta edição do evento serão publicados 287 trabalhos, no livro dos Anais que será distribuído aos participantes. Destes, 107 trabalhos serão apresentados oralmente.

A programação do evento, que consta, de forma completa, do site www.fundacaoprocafe.com.br, prevê, ainda, 3 seminários, sobre colheita mecânica do café, herbicidas para a lavoura cafeeira e custos de produção em diferentes condições de cafezais. Além disso, haverá um debate sobre a conjuntura cafeeira, sendo, ainda, lançada uma nova variedade de cafeeiros e prestadas homenagens a lideranças do setor e ao colaborador da pesquisa de 2013, neste ano indicada a Cooperativa de Boa Esperança-Capebe. Na sexta, dia 1º de novembro vai haver o dia de campo na Fda Sertãozinho, em Botelhos.

No ambiente do Congresso, que vai acontecer no Espaço Cultural da Urca, estarão presentes stands de empresas ligadas a insumos e maquinário para a cafeicultura e uma exposição de arte, especializada em obras sobre o café,  da artista plástica Valéria Vidigal.

O Congresso tem como patrocinadores a Fundação Procafé, a Embrapa-Café, a Ufla, a Uniube e a Secretaria de Agricultura de MG. O apoio será do Ministério da Agricultura , mediante convenio com a Fundação, da prefeitura municipal de Poços de Caldas, da Fda Sertãozinho, do Sebrae-MG, do CNC, Cecafe, Abic e Abics, da Faemg e da Ocemg, das Universidades e Instituições de pesquisa e AT, das Cooperativas e associações de cafeicultores e de empresas ligadas ao setor de insumos para o café.

A organização está a cargo de técnicos ligados às Instituições patrocinadoras. Tudo está sendo feito para receber bem os participantes, com conteúdo importante na pauta dos trabalhos e com ambiente adequado. A bela e aconchegante cidade de Poços de Caldas, como muitos já conhecem, com sua boa estrutura hoteleira, facilita na busca desse objetivo de tornar a estadia proveitosa, nos dois sentidos.

Esperamos suas presenças. Venham participar. Oferecemos a você   aquele cafezinho gostoso, acompanhado de útil saber. Afinal, o slogan do Congresso, neste ano,  diz - “Com boa tecnologia, mais café se anuncia”.

 

José Braz Matiello

 


Cooperativa de café recebe R$ 5,5 mi em investimentos

08:57:14 -

A Cooperativa de Comercialização e Reforma Agrária Norte Pioneiro (Coanop), no Paraná, recebeu investimentos de R$ 5,5 milhões do Fundo Social do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Os recursos serão utilizados para realizar atividades de classificação, padronização, seleção eletrônica e beneficiamento de café. A cooperativa é formada por 759 famílias de trabalhadores assentados.

A agroindústria já está operando de forma parcial, com capacidade de beneficiamento de até 280 sacas de café por turno, e tem estocado cerca de nove mil sacas do café em coco - fase que antecede a torrefação e moagem. "Todo o café sai daqui classificado, com mais de 90 variedades analisadas em nosso próprio laboratório", diz o diretor da Coanop, Rodrigo Casado. A renda obtida com o plantio de café, por cada família assentada, pode chegar a R$ 7 mil por hectare/ano.

Com 56 funcionários, a Coanop tem planos de expansão para implantar processos de moagem, torrefação e empacotamento do café, encaminhados ao Programa de Agroindustrialização em Assentamentos da Reforma Agrária, Terra Forte, do Governo Federal. Na primeira etapa, foram pré-selecionadas 139 propostas, que podem demandar investimento de R$ 679 milhões. Participaram com apresentação de pré-projetos 1.084 assentamentos, envolvendo 130.713 famílias assentadas em todas as regiões brasileiras.

A produção de café que alimenta a Coanop é proveniente de 25 projetos de assentamento da região do entorno da Coanop, criados pelo Incra em sete municípios – São Jerônimo da Serra,PR DSC 0682 Congonhinhas, Sapopema, Ibaiti, Figueira, Ribeirão do Pinhal e Bandeirantes.

Para o superintendente do Incra/PR, Nilton Bezerra Guedes, a Coanop é a mais moderna agroindústria de café da região e terá um papel estratégico no desenvolvimento dos assentamentos do Norte Pioneiro. "Essa é uma iniciativa que mostra a força da reforma agrária no Paraná e a capacidade organizativa dos assentados, com um caráter associativista e de grande impacto social e econômico", diz o superintendente.

 

Fonte: Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária

 


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criado em 08/10/2013