Custo de produção cresce mais nas lavouras mecanizadas

10:28:31 -

Os custos de produção de café em regiões com atividade mecanizada tiveram, em 2013, alta superior em relação às regiões com processo produtivo manual. O Custo Operacional Efetivo (COE), que contempla as despesas rotineiras nas propriedades rurais, subiu 4,22% nestas lavouras. Nos municípios onde a produção demanda mais mão de obra, o aumento foi de 3,95%.  A análise consta no boletim Ativos do Café, publicação que traça um panorama da atividade cafeeira, elaborada pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e pela Universidade Federal de Lavras (CIM/UFLA). Segundo o estudo, o principal fator para a variação maior do COE nas lavouras mecanizadas foi o aumento dos preços dos insumos agrícolas.  O boletim mostrou que a alta do COE foi ainda maior nas lavouras semimecanizadas, onde apenas a colheita é manual. Nestas regiões, o custo operacional cresceu 5,44%, diante do aumento dos custos com mão de obra na colheita, por causa da valorização do salário mínimo, e dos gastos com corretivos e defensivos.  Café conilon Com preços de venda mais estáveis e custos de produção menores, o café conilon ganhou mais espaço no mercado interno e o cenário atual é extremamente favorável a este tipo de grão. Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção passou de 7,5 milhões de toneladas em 2007 para 12,5 milhões de toneladas em 2012, crescimento de 66%. Neste cenário, a tendência é de expansão do cultivo de café conilon no Brasil.  De acordo com o estudo, a demanda por este produto pode crescer sob algumas condicionantes, como o aumento do consumo na Ásia, especialmente do café solúvel feito com o conilon.  Outro ponto relevante, segundo o boletim, são os novos processos para tratamento químico dos grãos, capazes de reduzir características indesejáveis na bebida, típicas da espécie. “A consequência direta dessas tecnologias é a elevação do percentual de conilon nos blends”, afirma o estudo. Hoje, a indústria nacional de café utiliza, em média, 50% de conilon em seus blends (cafés especiais).  Acesse a íntegra do Boletim Ativos do Café:  http://www.canaldoprodutor.com.br/biblioteca/publicacoes/boletim-ativos-do-cafe-cafeicultura-de-arabica-do-oeste-baiano-e-unica-aprese Fonte: Asscom CNA/ Canal do Produtor


Agronegócio deve garantir metade da expansão do PIB

14:09:19 -

Quase a metade da expansão da economia deste ano virá do agronegócio, que tem como carro-chefe a Soja. Com recordes seguidos de produção, o grão deve levar o País a uma posição inédita. 

Na safra 2013/2014, que começa a ser plantada este mês, o Brasil poderá ser o maior produtor e exportador mundial de Soja, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. Projetava-se essa mudança, de o Brasil superar os EUA, ainda em 2013, mas isso não ocorreu. 

A produção brasileira esperada de 88 milhões de toneladas de Soja para 2014 deve superar a safra dos EUA, de 85,7 milhões de toneladas, que está em fase final e foi afetada pela seca. 

Do crescimento de 2,4% do Produto Interno Bruto (PIB) estimado pelo mercado para este ano, segundo o Boletim Focus do Banco Central (BC) mais recente, um pouco mais de um ponto porcentual virá da agroindústria, calcula o diretor de pesquisa da consultoria GO Associados, Fabio Silveira. 

Nas suas projeções, ele considerou o PIB do agronegócio de 2012 em R$ 989 bilhões e a estimativa de crescimento para o setor de 5% para este ano, ambos os dados da Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária (CNA). Se as estimativas de crescimento se confirmarem, o PIB do agronegócio deve somar R$ 1,038 trilhão em 2013 e responder por 23% de toda a riqueza gerada no País. 

"Essa cifra inclui os segmentos antes e depois da porteira", ressalta Adriana Ferreira Silva, economista do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), que calcula o PIB do agronegócio para a CNA. Isso significa que a cadeia da agroindústria considera não só os produtos primários da Agricultura e da pecuária, mas também toda a riqueza criada no processamento e na distribuição, além do desempenho da indústria de insumos. 

"O agronegócio está puxando não só a indústria de alimentos, mas também a de bens de capital. Na minha avaliação, o agronegócio pode neste ano tracionar a economia mais do que o varejo", diz o economista da Associação Comercial de São Paulo, Emílio Alfieri, que acompanha de perto o consumo. 

Enquanto a indústria patina e o varejo desacelera, as evidências da força do agronegócio para tracionar outros setores da economia já aparecem nas vendas de insumos. "Se não houver nenhum imprevisto até dezembro, as vendas de tratores de rodas neste ano serão recordes", afirma o diretor de Vendas da Agrale, Flávio Crosa. 

Ele conta que 2012 já tinha sido um ano bom para a Agricultura e foram vendidos no mercado 56 mil tratores de rodas, que são para o agronegócio. Para este ano, a estimativa inicial era vender 54 mil máquinas. Mas, até agosto foram comercializados 44,9 mil unidades.

Com Agências.

 


Minas tem propostas de desenvolvimento rural sustentável para o país

14:17:13 -

Conferência nacional contará com 68 delegados da agricultura familiar mineira

 

Minas Gerais terá 68 delegados na Conferência Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário, que será realizada em Brasília no período de 14 a 18 de outubro, informa a Subsecretaria de Agricultura Familiar da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa). Os representantes foram eleitos na Segunda Conferência Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário, promovida pelo Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável (Cedraf-MG), Subsecretaria de Agricultura Familiar e Delegacia Federal do Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA) em Jaboticatubas, entre os dias 17 e 19 de setembro.   

 

De acordo com o superintendente de Agricultura Familiar, José Antônio Ribeiro, a delegação mineira será a maior do país e vai apresentar 40 propostas selecionadas para orientar a construção do Plano Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável de Minas.

 

O levantamento das propostas foi realizado por meio de 18 conferências intermunicipais e territoriais realizadas pela Subsecretaria e Delegacia do MDA em julho e agosto de 2013, com o foco na análise das políticas públicas para agricultura familiar e reforma agrária.

 

Os trabalhos realizados nesses encontros representaram a base da conferência de Jaboticatubas, município da Região Metropolitana de Belo Horizonte”, ressalta Ribeiro. “Nessas reuniões foram examinadas questões relacionadas ao desenvolvimento socioeconômico e ambiental do Brasil rural e o fortalecimento da agricultura familiar, agroecologia, pesca e aquicultura.  Outros temas foram: reforma agrária e democratização do acesso à terra e aos recursos naturais.

 

Os participantes das conferências municipais e regionais também analisaram os territórios rurais como estratégia de desenvolvimento rural e promoção da qualidade de vida. Ainda debateram a gestão e participação social,  autonomia das mulheres rurais, autonomia e emancipação da juventude rural, e promoção do etnodesenvolvimento.

 

Ribeiro acrescenta que, na Segunda Conferência Estadual, cerca de 250 participantes – representando entidades civis e órgãos governamentais –, ainda tiveram a oportunidade de melhorar as propostas e apresentar novas sugestões para compor o documento final orientador da construção do Plano Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável de Minas Gerais. “Agora, 68 delegados apresentarão as propostas da Agricultura Familiar do Estado como contribuição ao Plano Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário”, finaliza.

 

Fonte: Seapa/ Márcia França de Azevedo

 

 


Minas terá 12 bilhões reais para apoio às atividades agropecuárias

14:25:10 -

Governo de Minas e o Banco do Brasil assinaram Termo de Cooperação Técnica e Financeira para aplicação de recursos do Plano Agrícola e Pecuário Safra 2013/2014.

 

A agricultura mineira deve receber cerca de R$ 12 bilhões, por meio do Banco do Brasil (BB), para desenvolver ações integradas, que promovam o fortalecimento das atividades agropecuárias. O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura e Pecuária (Seapa), e o Banco do Brasil assinaram, nesta sexta-feira (20/09), no Palácio da Liberdade, Termo de Cooperação Técnica e Financeira para aplicação de recursos do Plano Agrícola e Pecuário Safra 2013/2014. Os R$ 12 bilhões que serão disponibilizados representam 17% do total ofertado no país, cerca de R$ 70 bilhões.

O desembolso destinado a Minas representa um crescimento de 11% em comparação ao montante aplicado na safra 2012/2013, de R$ 10,8 bilhões, e uma alta de 33% em relação ao montante inicialmente programado de R$ 9 bilhões. Desses R$ 12 bilhões, a agricultura empresarial terá R$ 9,8 bilhões (crescimento de 10% em comparação ao aplicado na safra passada, de R$ 8,9 bilhões) e a familiar, R$ 2,2 bilhões (16% a mais que na safra 2012/2013, que alcançou R$ 1,9 bilhão).

Acompanhado do secretário de Estado de Agricultura e Pecuária, Elmiro do Nascimento, o governador Antonio Anastasia disse, em seu pronunciamento, que o banco é um parceiro fundamental do Estado na realização de investimentos. Ao todo, o Banco do Brasil opera 510 unidades em Minas e tem aplicados R$ 45 bilhões no financiamento à produção e ao consumo de Minas. 

Segundo Anastasia, o agronegócio mineiro gera emprego e renda, além de ser imprescindível para que o Estado prospere, tanto no interior quanto na capital.

Para que isso continue a ocorrer é imprescindível que haja um fermento e esse fermento é exatamente o Banco do Brasil. Por meio do financiamento do Plano Safra, o banco permite que o agricultor faça o investimento necessário para no futuro colher o resultado desse esforço”, completou o governador. Ele também comemorou o crescimento em relação ao Plano Safra do ano anterior, que, na sua avaliação, é muito expressivo tanto para a chamada agricultura empresarial, como para agricultura familiar.

 

Novidade: Copa Verde

Segundo o superintendente estadual de Varejo e Governo do BB, Otaviano de Souza Campos, o agronegócio, dentre todas as carteiras, é o que gera a riqueza e promove o desenvolvimento de Minas Gerais.

Ele destacou o Programa ABC, um dos contemplados pelo Plano Safra 2013/2014. Segundo o executivo, na safra passada, Minas Gerais atingiu o primeiro lugar do país com operações R$ 650 milhões. A meta para este período é alcançar R$ 1 bilhão em financiamentos. O programa dará incentivos ao produtor que adotar boas práticas agronômicas para minimizar o impacto da emissão de gases de efeito estufa.

A novidade deste ano dentro do ABC é o Copa Verde, que destinará R$ 300 milhões para o apoio financeiro ao plantio de florestas de rápido crescimento (eucalipto, pinus etc) para compensar as emissões de gases causadores do efeito estufa com as obras de infraestrutura e realização da Copa das Confederações e Copa do Mundo, em Minas Gerais. O Estado possui a maior área de floresta plantada do país, com 1,5 milhão de hectares.

Mais uma vez, o Banco do Brasil se mostra inovador. Essa questão da Copa é interessante, porque vai permitir que o Estado, que já tem a maior floresta plantada do Brasil, possa colocar também recursos para permitir que as florestas de crescimento rápido possam compensar os impactos ambientais provocados pela realização dos eventos internacionais”, elogiou Anastasia.

 

 

Fonte: Seapa/ Márcia França de Azevedo

 


Brasil terá recorde histórico de produção de café em baixa bienalidade

15:21:24 -

Este ano, o Brasil irá colher a maior safra de café já produzida no país no período de baixa bienalidade. A informação é da terceira estimativa da produção brasileira do grão para 2013, divulgada dia 09 de setembro pelo Diretor de Política Agrícola e Informações da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Sílvio Porto, na Semana Internacional do Café, em Minas Gerais.

De acordo com o levantamento, o Brasil deverá colher 47,54 milhões de sacas de 60 kg de café beneficiado (arábica e robusta). O resultado representa uma redução de 6,46% (3,28 mi de sacas), se comparado aos 50,83 milhões do período anterior, de alta. A maior redução foi observada no café arábica, que teve queda de 1,68 mi, seguida pelo robusta, 1,61 mi.

De acordo com a Gerência de Avaliação de Safras da Conab, área responsável pelo levantamento, a redução se deve, sobretudo, ao ciclo de baixa bienalidade. Isso ocorreu na maioria das áreas de café arábica. Outro fator que interferiu na queda foi o regime de chuvas bastante irregular, aliado às altas temperaturas na maioria dos estados produtores e geadas no Paraná.

Estimada em 36.666,7 mil sacas, a produção de café arábica corresponde a 77,12% do volume de café produzido no país, e tem como maior produtor o estado de Minas Gerais, com 25,87 mi de sacas. Já a produção do robusta, contabilizada em 10.877,3 mil sacas, representa 27,88% do total nacional e tem como maior produtor o Espírito Santo.

O estudo indica também outra tendência positiva: nas últimas safras, a diferença entre a alta e baixa bienalidade está reduzindo. “Este fato se deve à maior utilização da mecanização, aliada às inovações tecnológicas, às exigências do mercado, à qualidade do produto e à boa gestão da atividade”, esclarece Silvio Porto. Segundo ele, esses fatores são extremamente importantes e necessários para o avanço e modernização da cafeicultura.

Em relação à área plantada no país, a cultura do café totaliza 2.312.152 hectares, 0,74% inferior à safra passada, com uma redução de 17.205 hectares. Desse total, 302.287,4 hectares (13,07%) estão em formação e 2.009.864,7  hectares (86,93%) estão em produção. Em Minas Gerais está concentrada a maior área, 1.236,9 mil hectares, predominando a espécie arábica com 98,82% no estado. A área total estadual representa 53,49% da área cultivada com café no país, e consequentemente, o maior estado produtor.

 

 


NOTA: Terceiro leilão de Opção para o café será dia 27

17:07:11 -

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) irá realizar, no próximo dia 27, 9h, o terceiro leilão de Contratos de Opção para o café. Serão ofertados mais 10 mil opções. Cada contrato refere-se a 100 sacas de café arábica (seis toneladas). O total somado dos três leilões irá abranger três milhões de sacas de café de 60kg, com preços de R$ 343,00 cada e exercício da opção para março de 2014. 
Poderão participar da operação os produtores rurais de café arábica e suas cooperativas. Eles deverão estar devidamente cadastrados na Bolsa de Mercadorias, Cereais e/ou de Futuros e possuírem, na data de realização do leilão, cadastro em situação regular no Sistema de Cadastro Unificado de Fornecedores (SICAF), entre outras exigências.

Fonte: Asscom Conab/ Antônio Marcos da Casa

 


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criado em 24/09/2013