Começa com otimismo a feira comercial da Cooparaiso - Hora Certa 2013

10:40:57 -

Começou hoje a feira comercial da Cooparaiso, a já tradicional Hora Certa. A diretoria da cooperativa vê o evento, que vai até quinta-feira (19), com otimismo e espera receber cerca de seis mil visitantes de São Sebastião do Paraíso e região, nos três dias. A abertura oficial aconteceu hoje, terça-feira (17), com a presença de mais de 90 empresas expositoras, bancos e agentes financeiros, além de instituições parceiras.

O secretário municipal de Agricultura, Mauro Westin, participou da abertura e parabenizou a Cooparaiso pela realização do evento e ressaltou a importância da feira para o produtor, onde ele encontrará assistência, orientação, preços bons e financiamentos facilitados.

O vice-presidente da Cooparaiso, José Rogério Lara, disse que “estamos trazendo para o produtor todos os produtos com preços diferenciados que agentes financeiros da nossa região fizeram com crédito subsidiado. A Hora Certa está ofertando defensivos, fertilizantes, máquinas e implementos para que os produtores possam comprar de maneira racional para que tenha renda e possa seguir nessa bonita missão, que é produzir café.

O representante da concessionária Valtra da Divisão de Máquinas (Dimaq) da Cooparaiso, Durval Ricz, disse que a responsabilidade da Hora Certa em relação ao produtor aumenta a cada edição. “Estamos aqui para obter o melhor resultado para a Cooperativa e produtor, reforçando essa parceria. Para os produtores, oferecemos condições com melhores prazos de pagamentos, tem também consórcio, financiamentos, mas, não é só. O produtor vai encontrar calor humano,pois é ele a razão de nossa feira”, ressaltou.

Para o diretor comercial da Cooparaiso, Rogério Couto Rosa Araújo, disse que o momento está propício para a realização da feira: “tudo está condizente para que a feira aconteça. A safra do ano que vem deve ser muito boa e isso compensa em termos de preço. As melhores empresas em tecnologia agrícola estão presentes nesta edição da Hora Certa prestigiando o produtor com condições especiais. A área de insumos agrícolas da Cooparaiso conseguiu condições especialíssimas; mesmo com a alta do dólar, conseguimos preço de fertilizante - um dos produtos que mais pesa no custo de produção – os mesmo preços do ano passado e até produtos com valores menores que os praticados em 2012. O produtor precisa saber que tivemos preços com quedas em real em relação aos preços praticados no ano passado. O produtor que vier à Hora Certa, com certeza fará grandes negócios”, informou o diretor.

O representante técnico de vendas especializado da Syngenta, Mário Lucio da Silva, disse que as expectativas de realização de negócios durante a Hora Certa por parte dos expositores é a melhor possível. “A questão da crise na cafeicultura é histórica. Se o produtor não cuida do seu café para a safra que vem, a produção será menor e a sua conta não vai fechar, por isso é necessário investir na lavoura. Nosa expectativa é de o produtor tenha a consciência de que ele não pode abandonar seu cafezal. É preciso investir em produtos de qualidade para que ele tenha melhor rendimento”, disse.

O presidente da Associação Comercial, Industrial, Agropecuária e de Serviços, Ailton Rocha de Sillos, disse que “para o produtor há disponibilidade de recursos, tecnologia e boa vontade de produtor, porém falta preço. Por isso, quero parabenizar a Cooparaiso que traz a solução inteligente que coloca produtores e fornecedores para conversar e balizar preços”, elogiou o presidente da ACISSP..

 O cooperado Orestes de Carvalho, produtor de café e proprietário da fazenda Santana da Porteira, valoriza a Hora Certa. “Esse é um evento bonito, onde a gente que é produtor encontra de tudo. Ficamos lá na roça e não vemos as novidades, aqui a gente fica por dentro de tudo. Venho todo ano e faço minhas compras de insumos, encontamos preços bons e bom atendimento, os técnicos da Cooparaiso são nota dez”.

A abertura da feira Hora Certa foi abençoada pelo padre Gladistone e contou ainda com a presença do presidente do Sicoob Nossocrédito, Luiz Carlos Diogo; do gerente da Caixa Econômica Federal, Cláudio Mendonça, além de outras autoridades e representantes dos bancos presentes à feira.

 

Coffee Break


Exportação de café sobe 13 por cento, mas faturamento cai 15 por cento

10:52:33 -

O crescimento das exportações de café e a alta na cotação do dólar têm sido incapazes de frear a queda no faturamento dos produtores brasileiros. O motivo é o preço do produto no mercado externo, que, na média, perdeu 25% do valor em dólares nos últimos 12 meses.

De janeiro a agosto, os embarques de café foram 13,3% superiores aos do mesmo período de 2012. Porém, a receita acumulada com as vendas baixou 15,2% (menos US$ 619 milhões, ou R$ 1,4 bilhão). Há desvalorização porque a oferta tem aumentado mais do que o consumo mundial.

Para amenizar a situação, o governo brasileiro, por meio da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), investirá R$ 1,050 bilhão em três leilões públicos de café neste mês. Serão adquiridos 3 milhões de sacas de 60 quilos, ao preço unitário de R$ 343, para retirá-las do mercado e elevar a cotação do produto.

O valor oferecido pelo governo, equivalente a US$ 150, se aproxima do preço médio da saca alcançado em agosto e divulgado no mais recente relatório do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil), de US$ 151,87 – atingido após 12 meses de quedas mensais ininterruptas.

Outra medida foi anunciada na Semana Internacional do Café, em Belo Horizonte (MG). Na segunda-feira (9), o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Antonio Andrade, disse haver R$ 5,8 bilhões em caixa para financiar lavouras, estoques e capital de giro para indústrias e cooperativas.

 

Leilões podem reduzir potencial de exportação, diz diretor do Cecafé

O diretor-geral do Cecafé, Guilherme Braga, entende que os leilões "não têm efeito de sustentar" os preços. Para ele, o governo deveria financiar exportadores, torrefadores e a indústria de café solúvel. Esses setores ampliariam estoques, programariam vendas por maior prazo e poderiam produzir mais para o mercado interno.

"Isso aumentaria a demanda em quase 2 milhões de sacas. Quando o governo eleva a estocagem [com leilões] e contrai a oferta, reduz o potencial de exportação. O espaço é ocupado pela concorrência. No ano passado, deixamos de exportar 4 milhões de sacas", diz Braga.

Na abertura da Semana Internacional do Café, na segunda-feira (9), o diretor-executivo da OIC (Organização Internacional do Café), Robério Silva, manifestou preocupação com a queda nos preços do café e o ritmo de produção nos próximos anos.

"Com custos de produção mais rígidos, como consequência de maior sustentabilidade econômica, social e ambiental, e maiores custos para conter enfermidades [no café], podemos esperar maior instabilidade de produção nos próximos anos", declarou Silva, conforme a assessoria de imprensa do encontro.

Guilherme Braga, do Cecafé, estima que os preços deverão subir novamente nos próximos seis a oito meses. A intensidade dependerá do volume colhido na próxima safra, do qual os cafeicultores terão ideia a partir de outubro, quando ocorrerá a florada (aparição das flores do café nas lavouras).

 

Com preço da saca em queda, houve prejuízo mesmo com alta do dólar

Entre janeiro e agosto deste ano, segundo o Cecafé, as exportações somaram 19,7 milhões de sacas. O volume cresceu 13,3% na comparação com o mesmo período de 2012, quando se venderam ao exterior 17,4 milhões de sacas.

No ano passado, porém, o preço médio da saca era de US$ 235,24, e a receita totalizou US$ 4,086 bilhões no período. Neste ano, com o produto a US$ 176,11 em média, o faturamento foi de US$ 3,467 bilhões. Por isso, enquanto as exportações cresceram, o rendimento aos produtores, em dólares, caiu 15,2%.

Houve prejuízo mesmo levando em conta a disparada na cotação do dólar. No final de agosto do ano passado, a moeda norte-americana, no câmbio comercial, para venda, valia R$ 2,0310. Um ano depois, R$ 2,3851 – alta de 17,4%.

Ao se converter o faturamento para reais, ainda assim houve saldo negativo de um ano a outro. Em moeda nacional, as receitas de janeiro a agosto de 2012 atingiram R$ 8,299 bilhões. Neste ano, R$ 8,269 bilhões (-0,4%). Os cálculos se basearam na cotação do dólar em cada época.

Os Estados Unidos são os maiores importadores do produto brasileiro, segundo o Cecafé, ficando com 20% do total. Depois, vêm Alemanha (17%) e Itália (9%).

O Brasil é o maior produtor e exportador mundial de café e o segundo maior consumidor, segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. A safra deste ano é estimada em até 50,16 milhões de sacas de 60 quilos, 1,3% inferior à do ano passado (50,8 milhões).

 

Fonte: UOL/ Rafael Motta (Santos – SP) 

 


Cooparaiso abre Feira Hora Certa e produtores buscam melhor negócio para ter renda com café

13:26:22 -

A abertura da 13ª edição da Campanha Hora Certa, feira de negócios realizada pela Cooparaiso, na manhã de terça-feira (17), em São Sebastião do Paraíso, foi marcada pela esperança de dirigentes e produtores rurais na recuperação dos preços do café e por elogios pela iniciativa da cooperativa em promover o evento como forma de auxiliar o homem do campo a ter maior produtividade e renda com sua atividade.

Com participação de mais de 90 expositores, entre fornecedores de maquinas, insumos, veículos, e instituições financeiras com linhas de crédito especiais, a Hora Certa vai até o dia 19 de setembro, com portões abertos esperando um público de 6.000 visitantes de todo Sul e Sudoeste Mineiro e Nordeste Paulista. A feira oferece estandes especiais, encontros para a difusão de tecnologias, de capacitação e treinamento, além do atrativo de ser uma feira onde o produtor encontra em só local os maiores fornecedores, ganhando agilidade e facilidade para planejar com antecedência suas compras, com preços e condições especiais de pagamento, além de ofertas relâmpago.

Discursado na abertura da feira, o vice-presidente da Cooparaiso, José Rogério Lara, disse que, embora os preços do café estejam abaixo do custo de produção, a cooperativa acredita na cafeicultura e que o produtor é um forte. “Estamos vivendo um momento difícil, a Hora Certa foi pensada para que o produtor possa ter acesso a tecnologias, com preços e condições de pagamento facilitados. Além disso, nosso corpo técnico está orientado a atender os produtores para que eles possam ter a máxima eficiência dos produtos visando renda com o café”, afirmou José Rogério, agradecendo as empresas e as instituições públicas e privadas presentes ao evento.

Secretário Municipal de Agricultura, Mauro Westin – que representou o prefeito Rêmolo Aloíse, disse estar impressionado com o porte da feira e muito bom produtor realizar bons negócios. “Na venda não estamos conseguindo, então com a compra bem feita, com a capacidade e qualidade dos vendedores e do departamento técnico, orientando para uma compra técnica e eficiente”, disse Westin, cuja secretário está presente ao evento demonstrando os programas municipais de apoio, sobretudo às associações rurais.

“Me alegra que a Cooparaiso tenha exercido cada vez mais a função de apoio ao produtor rural. Somos hoje o principal aliado estratégico da cooperativa, temos hoje repassados a associados comuns R$ 62 milhões, a maior parte destes recursos com juros subsidiados, de ordem de R$ 40 milhões. Temos ainda mais R$ 8 milhões que estamos disponibilizando para fazer pré-comercialização de café e outros R$ 3 milhões para capital de giro”, pontuou o presidente do Sicoob NossoCrédito, Luis Carlos Diogo.

“Os recursos estão ai, a tecnologia também, mas falta preço. A Cooparaiso é um sustentáculo da nossa economia, nós empresários vivemos em função do café e sentimos a dificuldade, por isso é uma solução muito inteligente da Cooparaiso fazer este evento, para que produtores e fornecedores possam conversar, buscar preço para ter maior renda”, destacou o presidente da Associação Comercial, Industrial, Agropecuária e de Serviços de São Sebastião do Paraíso – Acissp, Ailton Rocha de Sillos.

“Temos muita honra em participar deste evento, a Caixa Federal está entrando no mercado de crédito rural. Muito mais que concorrentes, queremos a parceria em favor do produtor, por isso estamos presentes com nosso caminhão agência disponibilizando recursos e R$ 7 milhões junto a Cooperativa para a pré-comercialização”, disse o gerente da Caixa.

Presidente do Sindicato Rural de São Sebastião do Paraíso, Antonio Jacinto Caetano disse a Cooparaiso e o Sindicato precisam sempre trabalhar juntos, e reforçou a parceria para que eventos visando o produtor tenham o Parque de Exposição João Bernardes Pinto Sobrinho (Expar), como sede. A campanha Hora Certa pelo segundo ano seguido é realizada no local.

Logo após a abertura centenas de produtores de diversas cidades iniciaram a visitação os estantes, bem como às atividades paralelas, como a Gincana da Hora.

Serviço:

Campanha Hora Certa Cooparaiso

Local: Parque de Exposições João Bernardes Pinto Sobrinho (Expar)

Data: 17 a 19 de setembro

Contato: 35 3411 7000

 

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criado em 17/09/2013