Cooperativas da cafeicultura familiar mostram produtos especiais em evento de MG

09:32:51 -

Bebida que faz parte da cultura nacional e apreciada mundialmente, o café é a grande atração do 8ª Espaço Café Brasil - Feira Internacional do Café, que ocorre de segunda (9) a quinta-feira (12), em Belo Horizonte (MG) e contará com os produtos especiais da agricultura familiar. Na segunda-feira (9), às 19 horas, o diretor do Departamento de Assistência Técnica e Extensão Rural da Secretaria da Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Argileu Martins da Silva, falou sobre Políticas Públicas para a Cafeicultura Familiar, no Auditório Inteligência de Mercado.

Em sua palestra, o diretor vai explicou como acessar as políticas públicas do MDA. “Quando fazemos a convergência das políticas de financiamento com as políticas de comercialização e as políticas de assistência técnica e extensão rural, nós temos um sistema de produção completo, sustentável e que, consequentemente, gera mais renda”.

Dentro do 8º Espaço Café Brasil, o Espaço MDA – Cafés do Brasil Rural Contemporâneo ocupa 96 m², promovido e organizado pelo ministério, por meio da Secretaria da Agricultura Familiar, com apoio da Delegacia Federal do MDA no estado. São dez empreendimentos da cafeicultura familiar que representam os principais estados produtores do país. O evento faz parte da Semana Internacional do Café.

Entre os empreendimentos estão a Cooperativa dos Agricultores Familiares do Território do Caparaó (Coofaci), do Espírito Santo, e a Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha (Coocafé), de Minas Gerais. A Coocafé conta com aproximadamente seis mil cooperados. Destes, 95% são agricultores familiares. Criada em 1979, a cooperativa vende café arábica e conilon, em grãos, para São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, além de Minas Gerais.

Em 2012, a Coocafé recebeu, em seus armazéns, cerca de 400 mil sacas de café. No mesmo ano, 13 mil sacas foram exportadas para Alemanha, Bélgica, Inglaterra e Holanda, totalizando aproximadamente R$ 7 milhões. Desde 2005, a cooperativa faz a comercialização do café com certificação Fairtrade (comércio justo) de seus cooperados, ou seja, busca o estabelecimento de preços justos, bem como de padrões sociais e ambientais equilibrados nas cadeias produtivas.

É a primeira vez que a Coocafé participa do 8º Espaço Café Brasil. De acordo com o diretor-presidente da cooperativa, Fernando Romeiro de Cerqueira, há a expectativa de ampliar a rede de contatos. “A cafeicultura é muito importante para as regiões das Matas de Minas e de Montanhas do Espírito Santo porque promove uma geração de emprego considerável, se comparada a outros modelos de agricultura. Estamos em uma região que se destaca com relação à produtividade, qualidade e trabalho cooperativo. Desenvolvemos trabalhos técnicos e buscamos melhores condições de comercialização para nossos produtores rurais, pois nossa região depende da agricultura familiar”.

Com organização estruturada, a Cooperativa dos Agricultores Familiares do Território do Caparaó (Coofaci), tem 200 agricultores familiares organizados em associações comunitárias do município de Iuna, no Espírito Santo. Os associados têm assistência especializada nas propriedades e recebem visitas dos técnicos da cooperativa.

Criada em 2005, a cooperativa realiza um trabalho de mobilização e organização social, voltado para o fomento à produção de cafés especiais, como café arábica torrado e moído por meio de um processamento artesanal, transformando-o no café gourmet.

“Nossa pretensão é ampliar o mercado porque queremos que os consumidores dos outros estados conheçam e provem o nosso produto”, destaca o presidente da Cooperativa dos Agricultores Familiares do Território do Caparaó (Coofaci), Paulo Márcio Reis Fernandes.

A Coofaci promove a melhoria da qualidade de vida dos agricultores familiares, por meio da produção sustentável, respeito a questões ambientais e busca por melhorias na eficiência produtiva das propriedades e da qualidade dos cafés. A cooperativa faz a comercialização do café com certificação Fairtrade (comércio justo) de seus cooperados, em mercados da região.

Serviço

8º Espaço Café Brasil
Data: 09 a 12 de setembro (segunda a quinta-feira)
Horário: 12h às 20h
Local: Expominas – Avenida Amazonas, 6.030 – Gameleira (6 km do Centro de BH)

Fonte: www.semanainternacionaldocafe.com.br


OIC atribui preço do café ao excesso de capacidade produtiva

09:48:06 -

O diretor-executivo da Organização Internacional do Café (OIC), Robério Silva, atribuiu na segunda-feira o baixo preço internacional do grão ao excesso de capacidade produtiva.

Robério e representantes dos 73 países-membros da OIC se reúnem até quinta-feira em Belo Horizonte para um encontro da entidade no qual vão analisar a situação do setor.

"Esperamos que da reunião saiam medidas concretas para ajudar o mercado (do café) a compreender melhor a situação atual de estoques, preços, consumo e exportação", disse à Agência Efe o brasileiro, que está à frente da organização desde setembro de 2011.

Durante o ato de abertura, o diretor-executivo da OIC mostrou sua preocupação com os "preços baixos" do café devido, segundo sua opinião, ao "excesso de capacidade produtiva", mas disse que o mercado mundial do grão se caracteriza por um "alto grau de volatilidade e por imperfeições e assimetrias".

Neste sentido, Silva transferiu o compromisso "prioritário" da organização cafeteira para controlar a volatilidade dos preços e evitar que se formem as condições de uma nova crise do café.

Por sua vez, o ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fernando Pimentel, que estava presente no ato de abertura do evento, assegurou aos jornalistas que o Brasil estuda a possibilidade de permitir importações de café de outros países, como a Colômbia, para melhorar suas misturas.

As reuniões, que começaram hoje, serão a portas fechadas, e a OIC, que celebra seus 50 anos de existência, anunciou que oferecerá um balanço sobre seu desenvolvimento na próxima quinta-feira em entrevista coletiva.

O ato de abertura foi marcado pelo protesto de um pequeno grupo de manifestantes do Sindicato Nacional de Fiscais Federais Agropecuários, que reivindicavam ao ministro da Agricultura, Antonio Andrade, também presente no ato inaugural, que a fiscalização da produção cafeteira do país se baseie em aspectos técnicos, e não "políticos".

Segundo afirmou à Efe Carlos Castro, um membro do sindicato, deixar de realizar uma fiscalização técnica dos cultivos representaria "um risco para os campos de café, para sua produção, sua qualidade e sua exportação".

 

Fonte: Asscom Semana Internacional do Café

 


Café sustentável é a grande meta do setor

10:13:35 -

O diretor executivo da OIC – Organização Internacional do Café, Robério Silva, disse em entrevista durante a Semana Internacional do Café, em Belo Horizonte, que o grande desafio da entidade no momento é encarar junto com os países membros a questão da sustentabilidade econômica, social e ambiental na área do café. Segundo ele, isso é fundamental, pois as principais torrefadoras do mundo fixaram meta de elevar o percentual de fornecedores do produto dos 8% atuais para 25% de cafés sustentáveis, até 2015.

Ao fazer um balanço dos 50 anos comemorados pela OIC em 2013, Robério Silva afirmou que depois de ter cumprido um importante papel de estabilização do setor cafeeiro na primeira metade de sua atuação, a entidade transformou-se, nos últimos 25 anos em uma fundamental “agência de coleta e distribuição de estatísticas, funcionando como um elemento que dá transparência para o mercado internacional do café”. Principal organismo intergovernamental do setor cafeeiro mundial, a Organização Internacional do Café (OIC) se reúne em Minas Gerais pela primeira vez. A escolha do local reflete a importância do estado para a cafeicultura mundial, uma vez que 25% de todo o café consumido no mundo é produzido em solo mineiro.

 

Equilíbrio necessário

A OIC, disse seu diretor executivo, precisa estar no centro do debate da sustentabilidade para assegurar que o produtor também seja visto como a principal forma de garanti-la. Fator fundamental para que a parte econômica do tripé da sustentabilidade seja preservado, o preço baixo do café no mercado, hoje, é uma ameaça significativa àquele objetivo. ”Então, temos que estar no centro do debate, para podermos viabilizar estatísticas confiáveis aos membros da OIC e ao mercado, exatamente para promover esse debate franco e aberto entre produtores e consumidores”, acrescentou.

Robério Silva disse esperar que, com a divulgação das estatísticas da OIC com relação a produção, a consumo e a estoques, que as diversas partes que atuam no comércio internacional do café compreendam que o  equilíbrio do mercado está muito instável nesse momento: “tanto os preços podem continuar baixando, quanto há possibilidade também de uma reação, quando ocorrer qualquer interrupção da oferta”, alertou.

A Semana Internacional do Café abriga a Reunião de 50 anos da Organização Internacional do Café (OIC) e o Espaço Café Brasil, a maior feira do setor na América Latina. A programação ainda inclui rodadas de negócios, conferências, competições de baristas, palestras, workshops e seminários. A Semana é uma realização do Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado e Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), em parceria com a Federação da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais (Faemg), Sebrae, OIC, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Ministério das Relações Exteriores e Café Editora.

A Semana Internacional do Café abriga a Reunião de 50 anos da Organização Internacional do Café (OIC) e o Espaço Café Brasil, a maior feira do setor na América Latina. A programação ainda inclui rodadas de negócios, conferências, competições de baristas, palestras, workshops e seminários. A Semana é uma realização do Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado e Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), em parceria com a Federação da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais (Faemg), Sebrae, OIC, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Ministério das Relações Exteriores e Café Editora.

 

Organização Internacional do Café (OIC)

Principal organismo intergovernamental do setor cafeeiro mundial, a Organização Internacional do Café (OIC) se reúne em Minas Gerais pela primeira vez. A escolha do local reflete a importância do estado para a cafeicultura mundial, uma vez que 25% de todo o café consumido no mundo é produzido em solo mineiro. Centenas de delegados da organização, representando dos principais países produtores e consumidores estão em Belo Horizonte para discutir os rumos da cafeicultura.

Os países-membros da OIC representam 97% da produção mundial e mais de 80% do consumo de café. Durante a reunião, embaixadores, ministros, secretários de agricultura e representantes de entidades de classe de diversos países discutem, entre outros assuntos, tendências do mercado, melhoria de qualidade do café, tecnologias relevantes para o setor e instrumentos financeiros para a melhoria das condições de plantio e de trabalho dos produtores.

8º Espaço Café Brasil (Feira Internacional de Café) O Espaço Café Brasil é uma plataforma de negócios para o mercado de café que reúne a área de exposições e atrações para produtores rurais, cooperativas, torrefadores, exportadores, varejistas, empreendedores, baristas e consumidores finais.

Desde 2006, a feira atrai os principais compradores e fornecedores do mundo. Em 2012, contou com a visitação de 6.500 compradores e profissionais e mais de 100 marcas expositoras, que apresentaram lançamentos de produtos e as principais tendências do mercado.

 

Fonte: Asscom Semana Internacional do Café 

 


Abertas inscrições do décimo terceiro Concurso do Café

10:17:04 -

 

A Coopemar (Cooperativa dos Cafeicultores de Marília) está com inscrições abertas até o próximo dia 15 para participação no 13º Concurso Café Colheita com Qualidade, que será realizado no dia 26 deste mês. Qualquer cafeicultor pode participar da seleção dos melhores cafés. As categorias disponíveis são para café natural e cereja descascado.

Para participar é preciso ter um lote mínimo de 10 sacas e entregar amostras de um quilo de café (peneira 16 acima, bebida dura ou dura para melhor), dos tipos seca natural ou cereja descascado. Os classificadores e degustadores vão avaliar bebida, aspecto, corpo, acidez, amargor e aroma.

O evento contará além da premiação, com palestras com informações atuais sobre o mercado de café e palestras comerciais com empresas reconhecidas mundialmente.

A cooperativa também realizará o 1º Feirão Coopemar, quando será colocado à disposição seus produtos agrícolas e pecuários com descontos especiais durante todo o evento. Os três primeiros lugares serão premiados com R$ 800, R$ 500 e R$ 300 em mercadorias da loja de insumos agropecuários da cooperativa. E os cinco primeiros classificados concorrerão no concurso estadual de cafeicultores.

Para o cafeicultor da Coopemar, Valter Pereira dos Santos, o concurso tem como objetivo incentivar a melhoria da qualidade do café da região. “Começamos o concurso buscando incentivar os produtores a melhorar a qualidade, assim a meta sempre é estar entre os melhores e hoje conseguimos ser reconhecidos como uma das melhores regiões do país. Este ano acreditamos que a qualidade cairá em relação ao ano passado, pois no início da colheita tivemos muita queda do produto”.

Neste ano, a análise será feita pelos degustadores Jorge Miguel Santos, Pedro Carlos de Jesus e Rodrigo Willian de Lima.

 

Fonte: Diário de Marília/ Beatriz Bartholomeu

 


Mecanismos melhoram lucro dos pequenos cafeicultores

10:21:09 -

Fonte: UOL Mais


IEA registra queda de 10,1 por cento na produção da safra em São Paulo

10:27:32 -

De acordo com a terceira estimativa de safra de café (agosto/2013) serão colhidas 3.845.354 sacas de 60kg no Estado de São Paulo, representando diminuição na produção de 10,1% frente a segunda estimativa de safra (maio/2013), conforme relatório publicado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), do Ministério de Agricultura, em parceria com o Instituto de Economia Agrícola (IEA/Apta) e a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), órgãos da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. A estimativa de área ocupada com lavouras de café somou 177.641 hectares cultivados, dos quais 158.907ha em produção e 18.734ha em formação. Enquanto as lavouras em produção exibem densidade de cultivo de 2.941 pl/ha as em formação já alcançam as 3.325pl/ha, indicando que os cafeicultores estão em processo de incorporação da tecnologia de adensamento, visando o incremento da produtividade média obtida. 

“O patamar de produtividade média observada 24,2 sc/ha minimiza o chamado ciclo de baixa da cultura, pois na previsão anterior, a produtividade média estimada foi de 25,3 sc/ha. Em São Paulo o estreitamento da amplitude do ciclo de produção das lavouras é uma realidade agronômica”, afirmam Celma Baptistela, Celso Vegro, José Alberto Ângelo, Maria Carlota Vicente e Vera Lúcia Francisco, pesquisadores do IEA, responsáveis pelo estudo.

Mão de obra  O total de pessoas ocupadas (exceto volantes) na cafeicultura paulista em agosto de 2013 foi de mais de 49 mil pessoas, de acordo com a pesquisa. A categoria de trabalho proprietário e familiares (residentes e não residentes nas UPAs – Unidades de Produção Agropecuária) predominou com 25 mil pessoas, ou seja, 51,1% do total empregado. Assalariados somaram 18,5 mil pessoas correspondendo a 37,7% do total. As categorias arrendatários e parceiros e seus familiares totalizaram 1.019 pessoas e 4,5 mil pessoas, respectivamente. A contratação de volantes tanto para o manejo como a colheita da cultura contabilizou 392.224 dias/homem.   

 

Fonte: IEA  

 


CNC concorda em discutir liberação da importação

10:34:58 -

A importação de cafés para compor os blends, assunto considerado tabu pelos cafeicultores brasileiros, pode voltar a ser discutido no âmbito do governo.

O presidente do Conselho Nacional do Café (CNC), deputado federal Silas Brasileiro (PMDB/MG), disse ao Broadcast que atualmente existe maturidade no setor para discutir a liberação das importações de café em regime de drawback, isto é, para processamento visando a exportação.

Silas Brasileiro explicou que a importação de café deve ser em volume limitado, apenas para compor os blends na industrialização e destaca ser necessário “controle absoluto para evitar a entrada de pragas e doenças”. Ele reconhece que para os cafeicultores brasileiros, por serem os maiores produtores do mundo, é difícil aceitar a liberação da importação, mas observa que a Nestlé está construindo uma fábrica na Itália que poderia ser instalada no Brasil, se houvesse possibilidade de diversificar os blends. “É importante para a balança comercial brasileira”, diz ele.

Na avaliação do deputado, a importação de café para compor os blends deve ser temporária. Ele acredita que, devido à diversidade de condições da produção de café no Brasil, em termos de altitude e de clima, é possível produzir vários tipos de grãos para elaborar os blends visando à exportação do café industrializado.

O secretário-executivo do Ministério da Agricultura e secretário interino de Produção e Agroenergia, José Gerardo Fontelles, concorda que para agregar valor ao café brasileiro é preciso liberar a importação de grãos para compor os blends, mas salienta que o assunto requer uma discussão com todos segmentos da cafeicultura. Ele acredita que a pesquisa brasileira tem condições de desenvolver novas variedades de café que atendam os requisitos das indústrias, para dispensar a necessidade de importação.

 

Fonte: Agência Estado/ Venilon Ferreira 


AO VIVO: Semana Internacional do Café

10:48:18 -

Fonte: Revista Cafeicultura/ Antônio Sérgio


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criado em 11/09/2013