Preço diário composto cotado a centavos

08:05:42 - A OIC (Organização Internacional do Café) divulgou que o preço diário composto, referente ao dia 07 de Agosto ficou em centavos por libra peso, com baixa de 100%. Em Nova Iorque, os preços dos vários tipos de café se portaram de tal forma: os colombianos suaves atingiram centavos por libra peso, com queda de 100%; os outros suaves apresentaram a cotação de centavos por libra peso, com baixa de %; os brasileiros e outros naturais foram negociados a centavos por libra peso, com a desvalorizacao de 100%, ao passo que os robustas ficaram cotados a centavos por libra peso, com baixa de 100%. O preço aferido pela OIC feito a partir da cotação de colombianos suaves (14%), outros suaves (20%), brasileiros naturais (31%) e robustas (35%).


Dólar abre em baixa de 100%, cotado a R$

09:10:06 - O dólar comercial iniciou os negócios desta Quinta-Feira com desvalorização de 100% em relação ao seu fechamento anterior. Na abertura da sessão, a moeda norte-americana era comercializada a R$ na compra e a R$ na venda.


Comissão de Agricultura aprova projeto de lei que cria a Anater

11:06:27 -

 A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou na manhã desta quarta-feira, 7 de agosto, Projeto de lei nº 5.740/2013 que autoriza a criação da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), com a finalidade de promover a execução de políticas públicas voltadas para o extensionismo rural.

Com a criação da Anater, volta-se a ter uma referência nacional que viabilizará o fortalecimento da extensão rural no Brasil. Os médios produtores rurais serão objeto da prestação de serviço do extensionismo, assim como os agricultores familiares.

O projeto de lei da forma como foi aprovada reconhece a importância da inclusão dos médios produtores nas políticas afetas ao acompanhamento técnico especializado. Outro fator importante é que a Anater viabilizará a integração da pesquisa agropecuária e a extensão rural.

O trabalho em conjunto da pesquisa com a extensão permitirá que as inovações tecnológicas possam chegar mais rapidamente ao produtor rural, possibilitando, por parte dos agricultores, a apropriação da tecnologia gerada pela pesquisa agropecuária brasileira.

Segundo o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Antônio Andrade, “a instituição da Anater é uma iniciativa importante para aumentar ainda mais a competitividade da agropecuária brasileira, incluindo os pequenos e médios agricultores”.

O projeto de lei segue o trâmite para ser finalizado na Câmara dos Deputados e, em seguida, será encaminhado ao Senado Federal.

Fonte: Asscom Mapa

 


Valor: as medidas de apoio ao café

11:38:31 -

O governo vai oferecer aos produtores a opção de vender até 3 milhões de sacas de café para a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) por um preço 30% maior do que o praticado no mercado em uma operação que pode custar até R$ 1 bilhão. O objetivo é dar sustentação aos preços da commodity, que sofreram forte queda no último ano devido ao excesso de produção.

 

O anúncio foi feito ontem pela presidente Dilma Rousseff, em Varginha, sul de Minas Gerais (uma das regiões produtoras de café mais importantes do país), após quase dois meses de pressão do setor produtivo sobre o Ministério da Agricultura e resistências da Fazenda.

 

"Sei perfeitamente a importância da cafeicultura para a economia do nosso país. E tenho recebido, através do ministro [da Agricultura] Antonio Andrade, os pleitos dos cafeicultores", disse Dilma.

 

De acordo com a presidente, o governo oferecerá contratos de opção de venda ao preço de R$ 343 por saca (a Conab não confirmou o valor) para entrega e pagamento em março de 2014. No mercado, o produto é atualmente negociado na faixa de R$ 270.

 

A expectativa do governo é que o anúncio seja suficiente para recuperar os preços no mercado, de modo que não seja obrigado a executar os contratos de opção para todo o volume proposto.

 

O Executivo terá de publicar uma Medida Provisória (MP) para viabilizar a operação, uma vez que o valor oferecido aos produtores excede os R$ 307 previstos pela Política de Garantia de Preços Mínimos.

 

Além da opção de venda, Dilma também anunciou que o governo vai oferecer crédito para financiar a estocagem do café. "Os agricultores que estão começando a colher não precisam comercializar imediatamente a sua produção. Vamos dispor recursos para manter os seus produtos estocados na expectativa de elevação de preço da saca no mercado nos próximos meses".

 

À tarde, em Brasília, após reunião extraordinária do Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC), o Banco do Brasil definiu que vai disponibilizar mais R$ 1,6 bilhão em crédito para o setor cafeeiro. Do montante, R$ 1 bilhão deverão ser destinados a financiar operações de estocagem, custeio e comercialização. Os outros R$ 600 milhões serão oferecidos para financiar a compra do grão pelas indústrias de torrefação.

 

Embora pleiteassem um preço maior pelo café, de R$ 360 por saca, os cafeicultores elogiaram a medida. Para o presidente da cooperativa de produtores de Varginha, Osvaldo Paiva, o anúncio ajudará a resolver os problemas do setor. "Vamos ter uma mudança no mercado". Já o presidente do Conselho Nacional do Café (CNC), Silas Brasileiro, afirmou que as medidas anunciadas são "altamente positivas".

 

Brasileiro destacou que o total de recursos disponibilizados para financiar a cafeicultura pelas fontes oficiais pode chegar a R$ 5,8 bilhões em 2013/14. "São os maiores recursos de toda a história da cafeicultura nacional", afirmou ele.

 

Em nota, a Comissão de Café da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) informou que os contratos de opção dão uma alternativa de comercialização ao produtor rural.

 

O mercado reagiu positivamente ao anúncio de que o governo pretende intervir no mercado. Ontem, na bolsa de Nova York, os contratos de café para entrega em dezembro fecharam em alta de quase 2,6%.

 

Contudo, há no mercado dúvidas de que a medida tenha efeito duradouro diante do tamanho do problema. Só em 2013 (um ano de baixa produtividade no ciclo bianual dos cafezais), o Brasil deve colher 48,5 milhões de sacas.

 

Fonte: Valor ONLINE/ Marcos de Moura e Souza e Tarso Veloso/ Colaborou Carine Ferreira



 


Cooxupé considera positivas medidas anunciadas pelo governo

11:56:28 -

O presidente da Cooxupé - Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé Ltda, Carlos Alberto Paulino da Costa, considerou positiva a série de medidas anunciadas pela presidente Dilma Roussef para o setor cafeeiro. O anúncio da presidente foi feito nesta quarta-feira, dia 07, em Varginha/MG.

De acordo com Carlos Paulino, esta é apenas uma parte, o início de uma série de medidas de apoio à cafeicultura. “O governo demonstrou abertura para dar uma solução aos problemas dos cafeicultores e isso é muito positivo”, disse o presidente da COOXUPÉ.

Entre as medidas está o lançamento de contrato de opções de venda para três milhões de sacas ao preço de R$ 343 com vencimento previsto para março de 2014, o que implica mais R$ 1,03 bilhão às políticas estratégicas do setor. Ou seja, a destinação total de recursos à cafeicultura para a safra atual é de R$ 5,76 bilhões, o maior já registrado na história.

Na quarta-feira, dia 07, também aconteceu a reunião extraordinária do Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC) onde foi ratificada a distribuição dos recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé).

Além disso, o governo informou que os agentes financeiros interessados em operar com o Funcafé já estão assinando os contratos o que resultará na operacionalização dos recursos na próxima semana.

 

Fonte: Assessoria de Imprensa da Cooxupé/ Phábrica de Ideias


Colecionador busca parceiros para o projeto "Museu Virtual do Cafezinho"

12:10:37 -

Bibliotecário e residente na cidade de São Paulo há 40 anos, José Domingos Brito, tem uma vasta coleção de xícaras e pires, juntados durante 20 anos. Colecionador nato, Brito já colecionou rolhas de vinho e latas de manteiga.

 

A ideia

Com uma coleção de aproximadamente 900 peças, todas impressas com logotipos e marcas, o colecionador teve a ideia de montar o Museu do Cafezinho. O conceito surgiu à época em que sua esposa precisava de um tema para a tese de conclusão do curso de pós-graduação em Patrimônio Cultural, incentivada pelo professor, que interessou pelo projeto. Impossibilitado de criar um museu real, devido à falta de recursos e com a necessidade de divulgar seu projeto, surgiu uma nova proposta.

A ideia de fazer um museu virtual seria mais fácil para que eu pudesse angariar recursos ou parceiros em sua concretização real. Mais especificamente, a intenção era sensibilizar algum órgão púbico ou empresa de café interessada em sua concretização”, explicou José Domingos Brito.

 

Ambiente virtual

Aproveitando o ensejo de que, o ambiente virtual é mais propício para a divulgação, devido à rapidez da troca de informações na internet, um de seus focos é que a cidade de São Paulo, capital do estado, também possua esse reconhecimento à importância do café na história brasileira. A cidade de Ribeirão Preto possui um museu com acervo dedicado ao cultivo e produção de café e a cidade de Santos tem museu com peças voltadas ao comércio e exportação da bebida.

Nesse contexto, entra o diferencial da ideia de Brito: enfocar o consumo do cafezinho. “Nos museus existentes, o consumo do café, em sua expressão maior e como fator cultural relevante em todo o mundo, não dão ênfase ao consumo da bebida” explicou o bibliotecário. Além disso, a expectativa do colecionador vai mais longe: “O Brasil, na condição de maior produtor mundial de café, é responsável pela documentação de sua história. Quero criar um Centro de Documentação do Café, incluindo o museu e um acervo de livros e informações sobre o café, sua história e sua importância para a história do Brasil, sua importância cultural como aglutinador de pessoas e ideias. É sabido que grandes acontecimentos históricos foram costurados em torno de uma mesa regada a cafezinho” contou.

 

Museu Virtual

O projeto resume a história do café no mundo e sua chegada ao Brasil, por meio de apresentação explicativa e um breve histórico do café no Brasil e no mundo, além da exposição virtual das xícaras de café devidamente identificadas, que trazemgravado o logotipo/emblema da marca ou do local (estabelecimentos comerciais, instituições públicas e empresas públicas e privadas) onde o cafezinho foi servido.

Como complemento, o Museu contará com uma seção denominada “Café & Literatura”, onde é apresentada uma coletânea de frases e citações literárias referentes ao café, bem como textos extraídos de destacadas obras da literatura universal, onde o cafezinho é citado explicitamente e ainda um levantamento bibliográfico sobre a história, industrialização,comércio e consumo do café no Brasil.

Posteriormente, o Museu poderá também, incorporar outras peças tais como objetos, livros e publicações referentes ao cultivo, industrialização, comércio e consumo do café. Assim, a criação deste site vem preencher essa lacuna contemplando o consumo do café com um museu virtual do cafezinho, preservando sua história e reconhecendo sua importância como traço cultural não apenas do povo brasileiro mas de diversos povos no mundo.

 

Parcerias

Brito está em busca de parcerias e mecanismos financeiros para dar início ao Museu Virtual do Cafezinho, visando a preservação de seu acervo, democratização do acesso a história do café, por meio de um processo continuado de identificação, preservação e comunicação.

Contato: José Domingos Brito E-mail: literacria@gmail.com Telefone: (11) 2991-3247

 

Fonte: Rede Social do Café/ Daniela Novaes

 


Governo ainda não sabe de onde tirará recursos para atender setor

12:17:35 -

O desafio do governo para atender o setor da cafeicultura é definir de onde sairão os recursos para bancar os leilões de opções públicas de venda de até 3 milhões de sacas de café. Segundo fontes, os recursos do Tesouro Nacional para as Operações Oficiais de Crédito (2OC) somam R$ 300 milhões e seriam suficientes para garantir a compra pelo governo de menos de 1 milhão de sacas, levando em conta o pleito de lideranças dos cafeicultores.

O governo estuda o remanejamento da programação dos financiamentos previstos pelo Funcafé nesta safra, mas um dos entraves é que a legislação não prevê o uso destes recursos em operações de subvenção, como é o caso das opções.

Embora exista a possibilidade de no futuro o governo vender o café com lucro, caso as cotações subam impulsionadas por uma possível redução da oferta mundial, na prática a operação implica em subvenção, pois se o produtor exercer a opção e entregar o café receberá valor acima do preço mínimo de garantia. Se a opção levasse em conta o preço mínimo não haveria subvenção. Nas operações de opções de venda, os produtores pedem um preço de referência é de R$ 360/saca para o café fino, valor R$ 53 acima do preço mínimo de R$ 307.

Descontando as despesas com preparo do café para entrega no padrão das opções, o preço efetivo de venda sairia em torno de R$ 350/saca.

A reunião do Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC) marcada para amanhã será justamente para avaliar as alternativas e chegar a uma proposta de consenso. Uma das saídas seria remanejar os R$ 450 milhões que estão programados pelo Funcafé para financiar o capital de giro das cooperativas nesta safra. Os recursos poderiam ser utilizados para compra de café, o que está previsto nas regras do fundo. Vale lembrar que o Funcafé já prevê R$ 500 milhões para financiar a compra de café por exportadores e torrefações. 
O cafeicultor Luiz Hafers, coordenador da comissão de café da Sociedade Rural Brasileira, diz que a indefinição no anúncio das medidas de apoio ao setor compromete a credibilidade do governo brasileiro. “O mercado não se tapeia. Ou se faz bem feito ou fica quieto”, diz ele. Na avaliação de Hafers, o que o governo fez até agora “foi pouco, tarde e mal feito”.
 
Autor: Venilson Ferreira - venilson.ferreira@estadao.com / Fonte: Agência Estado

 

Fonte: Via Cenario MT

 

 


Dólar comercial opera em baixa, cotado a R$

14:30:51 - O Dólar comercial está operando com baixa de 100%. Há pouco, a moeda americana era comercializada a R$ na compra e a na venda.


NOTA: OIC projeta aumento de 7,7 por cento na safra global de café 2012/13

15:22:18 -

A produção mundial de café em 2012/13 deve aumentar 7,7 por cento ante o ano anterior, para 144,5 milhões de sacas, disse nesta quarta-feira a Organização Internacional do Café. Uma geada no principal produtor mundial, o Brasil, em julho não deve causar danos à produção nas principais áreas produtoras em Minas Gerais e Espírito Santo, disse a OIC. "A geada foi registrada no Estado do Paraná, que inicialmente tinha a previsão de produzir 1,7 milhão de sacas", disse a organização em seu relatório mensal, ressaltando que a área danificada produz volume relativamente pequeno de café frente ao total. O relatório não trouxe nova previsão para a safra do Estado. A OIC estimou o consumo no ano calendário 2012 em 142 milhões de sacas, representando um crescimento médio anual de 2,4 por cento, como nos últimos quatro anos.

Fonte: Reuters/ Sarah McFarlane

 


Epamig celebra 39 anos e pesquisadores elegem sete pesquisas de maior impacto

15:44:49 -

Sete pesquisas de grande impacto à sociedade em 39 anos de existência da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG). Essa seleção foi o desafio proposto aos pesquisadores da empresa. Por meio de votação, cada uma das sete unidades elegeu o seu destaque.

“Queremos mostrar a sociedade que os pesquisadores da EPAMIG se dedicam há mais de três décadas a melhorar a qualidade de vida dos cidadãos e também a renda do produtor rural. O conhecimento está disponível e queremos intensificar a difusão dessas tecnologias”, explica Marcelo Lana, presidente da EPAMIG. 

Pesquisa para a sociedade

1. Café resistente à ferrugem e com alta produtividade – Quando o pesquisador Antonio Alves Pereira começou seus estudos sobre o café na década de 70, as lavouras de Minas estavam assoladas pela ferrugem, uma doença que pode reduzir a produção à metade. Pesquisadores da Universidade Federal de Lavras e da hoje EPAMIG se uniram e conseguiram desenvolver uma cultivar resistente à ferrugem. Atualmente já são 12 variedades livres dessa e outras doenças e com altíssima produtividade. Se na década de 70 a média de produção era de 11 sacas de café por hectare, hoje são 22 sacas por hectare. Uma diferença significativa na renda do produtor rural 

Mini currículo - Antônio Alves Pereira é pesquisador da EPAMIG Zona da Mata. Engenheiro agrônomo, doutor em fitopatologia pela Universidade Federal de Viçosa, coordenou a implantação do Banco Ativo de Germoplasma de Café na Fazenda Experimental da EPAMIG no município de Patrocínio a 400 km da capital, um dos projetos de maior relevância para a cafeicultura nacional.

2. Qualidade do café - A pesquisa de Sara Maria Chalfoun desenvolveu um agente bioprotetor apelidado de “fungo do bem", que resulta para o consumidor um café de mais qualidade. O produtor que adotar essa tecnologia terá no mínimo 30% de valorização da sua safra anual. A técnica consiste em usar o fungo do bem para eliminar outros que causam mofo nos grãos de café, principalmente em lavouras próximas a represas onde o grão é mais afetado pela umidade.  Segundo a pesquisadora “o agente bioprotetor influencia no sabor, odor e cor”.  A tecnologia também assegura que pelo menos um terço dos frutos presentes nos cafeeiros e que secam na planta antes da colheita não sejam comprometidos pelos fungos prejudiciais.  Essa pesquisa é uma parceria da EPAMIG e Universidade Federal de Lavras, com o financiamento da Fapemig, desde 2004.

Mini currículo - Sara Maria Chalfoun é Doutora em Agronomia, com trabalhos nas áreas de fitossanidade, microbiologia e gestão de qualidade na produção. Dedica-se à pesquisa há 40 anos e desde 1973 atua na EPAMIG Sul de Minas. Entre os temas de estudo estão os benefícios do café para saúde, a busca por uma produção de maior qualidade, o controle de pragas, a adoção de boas práticas agrícolas na cafeicultura e recentemente desenvolvimento de bioprodutos (produtos a partir de microorganismos) para a cadeia produtiva do café.

3. Soja – A pesquisadora Maria Eugênia Lisei de Sá desenvolveu uma variedade de soja que mantém a qualidade nutricional, mas é muito mais saborosa. Os estudos já comprovavam que a soja é um alimento com o dobro de proteínas do feijão, entretanto o sabor do grão era apontado como um dos motivos para o pouco consumo. Como solução para esse impasse, foram lançadas as variedades BRSMG 790A (soja amarela – usada no preparo de saladas, sucos e queijos) e BRSMG 800A (soja marrom- que pode substituir o feijão ou ser misturada a ele em preparo de pratos como a ‘sojoada’ e a ‘soja tropeira’). O projeto “Melhoramento Genético da Soja para a Alimentação Humana em Minas Gerais” é uma parceria da EPAMIG, Embrapa e Fundação Triângulo.

Mini currículo - Maria Eugênia Lisei de Sá é pesquisadora da EPAMIG Triângulo e Alto Paranaíba. Bióloga, doutorada em Genética e Bioquímica, atualmente cedida à Embrapa atua em pesquisas sobre melhoramento genético, genética molecular e análises físico-químicas de soja, algodão e macaúba.

4. Leite – A pesquisa de José Reinaldo Mendes Ruas garante rentabilidade à produção de leite.  A adoção do sistema de gado F1 HZ (cruzamento de Holandês x Zebu – HZ) tem potencial para dobrar a média de produção leiteira de Minas Gerais de 1500 kg por lactação (IBGE 2011). Esse sistema de fêmeas mestiças desenvolvido pela EPAMIG e aprimorado desde 1998 é comprovadamente eficiente para produzir bezerro de corte e vaca de leite com rentabilidade em pastagens na região central do Brasil, segundo dados do Programa Minas Leite da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa).

Mini currículo - José Reinaldo Mendes Ruas é pesquisador da EPAMIG Norte de Minas. Médico veterinário, pós-doutorado em Zootecnia, é um dos autores do sistema de Gado F1.

5 - Queijo minas artesanal – A pesquisadora Denise Sobral desenvolveu estudo que alia a preservação de um dos sabores mais tradicionais do estado, o queijo Minas Artesanal, e também a demanda crescente do mercado por mais qualidade, higiene e apresentação do produto final. O foco da pesquisa foi a introdução de substância que controla o crescimento de microorganismos no queijo artesanal. O consumidor cada vez mais exigente, segundo Denise “estimula a busca permanente por boas práticas de fabricação que resultem em produtos seguros”, informa.

Mini currículo - Denise Sobral é pesquisadora do Instituto de Laticínios Cândido Tostes da EPAMIG. É engenheira de alimentos, doutora em Ciência e Tecnologia de Alimentos e uma das autoras da edição da revista Informe Agropecuário sobreQueijos Artesanais Mineiros.

6. Integração lavoura-pecuária e floresta (ILPF)– A pesquisadora Maria Celuta Machado Viana desenvolveu estudos de culturas intercalares no sistema de integração lavoura-pecuária e floresta. É uma tecnologia sustentável que permite recuperação de pastagem degradada e consórcio entre lavoura, pecuária e floresta. A ILPF permite intensificação do uso de áreas agrícolas ao mesmo tempo em que melhora a qualidade do solo, reduzindo o uso de insumos e gerando maior renda.

Mini currículo - Maria Celuta Machado Viana é pesquisadora da EPAMIG Centro-Oeste. Agrônoma, doutorada pela Universidade Federal de Minas Gerais, atua em projetos nas áreas de forragem, produção, pastagem e integração lavoura-pecuária-floresta.

7. Gestão sustentável de propriedades rurais – O pesquisador José Mário Lobo Ferreira desenvolveu a metodologia chamada ‘Indicadores de Sustentabilidade em Agroecossistemas (ISA)’ que abrange 23 critérios entre os quais  a qualidade do solo e da água, a diversificação da paisagem, o estado de conservação da vegetação nativa etc. Com o apoio de imagens de satélite e levantamento de campo é possível mostrar como está sendo usado e ocupado o solo. “Esse sistema já foi implantado em mais de 600 propriedades rurais em diferentes regiões do estado e até o final de 2013 deve ser adotado por mais 1000 produtores”, explica o pesquisador.

Mini currículo - José Mário Lobo Ferreira é engenheiro agrônomo pela Universidade Federal de Viçosa, mestre em Agrossistemas e autor do livro “Indicadores de Sustentabilidade em Sistemas de Produção Agrícola” (2010).

Fonte: Asscom Epamig

 


CeCafé espera fechamento do ano civil de 2013 das exportações de café em 30,5 milhões de sacas

15:55:17 -

As exportações brasileiras de café apresentaram um acréscimo de 1,6% no volume de sacas embarcadas em julho (2.158.640 sacas) em relação ao mesmo mês do ano passado, quando foram exportadas 2.123.889 sacas. Já a receita registrou uma redução de 22,7% na mesma base comparativa, fechando em US$ 339,543 milhões. As informações são do Balanço das Exportações divulgado hoje pelo CeCafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).

 

Apesar disso, o diretor-geral da entidade, Guilherme Braga, “espera uma recuperação no ritmo das exportações entre os meses de agosto e dezembro, o que deve levar a um encerramento do ano civil de 2013 com um volume de café exportado em torno de 30,5 milhões de sacas, o que representa um aumento de aproximadamente 7% em relação a 2012.”

 

Considerando a qualidade do café, o levantamento mostra que de janeiro a julho a variedade arábica respondeu por 84,8% das vendas do país, o solúvel por 10,8%, o robusta, por 4,3%, e o torrado & moído por 0,1% das exportações. Os cafés diferenciados (arábica e conillon) tiveram participação de 15,7% nas exportações em termos de volume e de 19,2% na receita cambial durante esses meses.


O relatório aponta ainda que, nesses sete meses o principal mercado importador foi a Europa, responsável pela importação de 53% do total embarcado do produto brasileiro, enquanto a América do Norte respondeu pela compra de 22% do total de sacas exportadas, a Ásia por 18% e a América do Sul, por 3%. 

 

As exportações brasileiras para os chamados Países Importadores Tradicionais tiveram um aumento de 15,7% nesse mesmo período. Os Países Importadores Emergentes também registraram um crescimento 25,2% nas exportações, considerando a mesma base comparativa. Os embarques do produto para os Países Produtores apresentaram uma queda de 22,3% em relação ao período anterior, passando de 558.970 sacas para 434.061 sacas. 

 

Segundo o Balanço das Exportações, os Estados Unidos lidera a lista de países importadores de janeiro a julho de 2013, com 3.436.764 sacas adquiridas (20% do total exportado), seguido pela Alemanha, com 2.966.967 sacas (17% do total). A participação do Japão manteve a terceira colocação, importando 1.518.625 sacas do produto brasileiro (9%). Em quarto lugar continua a Itália, com 1.433.627 sacas (9% do total). A Bélgica ocupa a quinta posição com 1.071.436 sacas (6% do total).


Os embarques de café acumulados até o sétimo mês deste ano foram realizados em grande parte pelo porto de Santos, que escoou 77,4% do produto exportado (13.218.177 sacas), pelos portos do Rio de Janeiro, que embarcaram 15,6% do total (2.659.043 sacas), e pelo porto de Vitória, de onde saiu 1,9% do total (325.028 sacas).

 

Mais informações com a assessoria de imprensa do Cecafé

 

Fonte: Communicação Assessoria Empresarial

 


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