Preço diário composto cotado a 145.50 centavos

08:03:28 - A OIC (Organização Internacional do Café) divulgou que o preço diário composto, referente ao dia 28 de Junho ficou em 145.50 centavos por libra peso, com baixa de 24,81%. Em Nova Iorque, os preços dos vários tipos de café se portaram de tal forma: os colombianos suaves atingiram 145.50 centavos por libra peso, com queda de 24,81%; os outros suaves apresentaram a cotação de 135.88 centavos por libra peso, com baixa de %; os brasileiros e outros naturais foram negociados a 113.50 centavos por libra peso, com a desvalorizacao de 13,36%, ao passo que os robustas ficaram cotados a 95.75 centavos por libra peso, com alta de 21,93%. O preço aferido pela OIC feito a partir da cotação de colombianos suaves (14%), outros suaves (20%), brasileiros naturais (31%) e robustas (35%).


Cafeicultores da Zona da Mata Mineira preparam protesto hoje

08:58:49 -

Acompanhado a onda nacional de protestos os cafeicultores da Zona da Mata Mineira vão manifestar sua insatisfação na próxima segunda-feira (01/07) no Trevo de Realeza na Zona da Mata. Em pleno período de colheita os produtores estão enfrentando dificuldades para arcar com os altos custos da mão de obra para colheita, que no geral chega a representar 40% do custo total do café. Os baixos preços do café, que são os menores recebidos em 4 anos. 
Para o analista Marcus Magalhães precisa haver união,  "imagine se por apenas 24 / 48 horas todo o negócio café parar no mundo, cruzando os braços, demonstrando o grau de insatisfação que os produtores estão como relação as falsas premissas, falsos dogmas e as vezes especulações, sem precedentes," afirma.

Segundo o produtor Leonardo, "será reivindicado que  os governantes olhem para a cafeicultura principalmente nos que somos da região da zona da mata mineira pois estamos pagando para trabalhar, e é isto mesmo nossa produção é bem mais cara do que a venda da saca de café," defende. 
Situação semelhante é relatada na Região do Cerrado Mineiro, pelo produtor que usa o codinome  "Zeus", que reclama da manipulação de preços por parte de analistas de mercado, que tem levado o produtor a trabalhar no prejuízo e chega a denominar a situação de "Produção Escrava".
A produtora Célia Sousa, da cidade sul minera de Boa Esperança, desabafou a indignação vivida por grande parte dos produtores. “Estou com vergonha do preço do café. Cadê a melhoria? (...) Em plena safra, será possível contratar funcionários vendendo café a R$ 280 a saca de 60 kg? (...) Onde está o apoio do Ministério da Agricultura (...). No mínimo, precisamos de R$ 400 por saca. Meu Deus, quanto descaso, quanta vergonha.”

 

Fonte: News Cafeicultura/ Antônio Sérgio 

 


Dólar abre em baixa de 100%, cotado a R$

09:09:23 - O dólar comercial iniciou os negócios desta Segunda-Feira com desvalorização de 100% em relação ao seu fechamento anterior. Na abertura da sessão, a moeda norte-americana era comercializada a R$ na compra e a R$ na venda.


Balanço semanal do CNC: período de 24 a 28 de junho de 2013

09:42:36 -

 CNC solicita medidas de apoio para o café ao ministro da Fazenda, Guido Mantega.

 

POLÍTICAS PARA O SETOR — O presidente executivo do Conselho Nacional do Café (CNC), deputado federal Silas Brasileiro, participou, na quarta-feira, 26 de junho, de audiência pública conjunta das comissões de Finanças e Tributação; de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; de Fiscalização Financeira e Controle; e de Viação e Transportes na Câmara dos Deputados. Na ocasião, questionamos o ministro da Fazenda, Guido Mantega, sobre as políticas para a cafeicultura brasileira.

Mantega reconheceu que o café vive um momento de crise, principalmente por causa de um cenário de oferta satisfatória à demanda e devido aos baixos preços oferecidos pelo mercado aos produtores. O ministro também anotou que a Secretaria de Política Econômica (SPE) da Pasta está aberta a discussões para buscarmos uma solução para o atual cenário vivido pelo setor, haja vista que o governo precisa participar nas épocas de crise do café, conforme postura que adotou em relação aos outros setores de nossa economia.

Nesse sentido, agendamos para a próxima segunda-feira, 1º de julho, audiência com o secretário de Política Econômica da Fazenda, Márcio Holland, com o intuito de definirmos a implantação dos leilões de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro) e a possibilidade da realização de leilões de Opções Públicas. Esses também serão os itens da pauta de outras duas reuniões, que teremos ainda na próxima segunda-feira, com o ministro da Agricultura, Antônio Andrade, e com o secretário de Produção e Agroenergia da Pasta, João Alberto Paixão Lages.

O emprego dessas ferramentas de mercado se faz extremamente necessário para que se comece a devolver a competitividade aos produtores, com remuneração justa, e, principalmente, mantenha-se o emprego no campo. Vale destacar, ainda, que buscamos um valor médio que cubra nossos custos de produção e que, de maneira alguma, gere inflação no preço da bebida, “punindo” o consumidor final, o que, definitivamente, o CNC não concorda e nem permitirá que ocorra.

 

CMN — Na terça-feira, 25 de junho, o ministro da Agricultura, Antônio Andrade, comentou que o Conselho Monetário Nacional (CMN) – que tem reunião ordinária prevista para hoje (28/06) – deverá votar um pedido do Mapa para a autorização adicional de R$ 390 milhões para a realização de leilões de Pepro para o café. Se confirmado, caberá a nós, em parceria com as demais lideranças da cafeicultura brasileira, encontrar a melhor maneira para estruturarmos o programa junto ao governo, além de mantermos as negociações a respeito da implantação dos leilões de Opções Públicas.

 

HABILITAÇÃO DE AGENTES FINANCEIROS — Na sexta-feira da semana passada, 21 de junho, a Secretaria de Produção e Agroenergia e o Departamento do Café do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), divulgaram que estão contratando instituições financeiras integrantes do Sistema Nacional de Crédito Rural - SNCR para atuarem como agentes financeiros na aplicação e na administração de recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé). Os agentes financeiros interessados deverão encaminhar, formalmente, proposta de contratação dos recursos à SPAE até o dia 5 de julho de 2013.

 

MERCADO — A semana foi marcada por volatilidade nas cotações do mercado futuro de café arábica, em Nova York, e tendência de queda do robusta, em Londres. De maneira geral, o mercado das commodities foi influenciado pelas variáveis macroeconômicas internacionais. No Brasil, mereceu atenção o arrefecimento das cotações do dólar após adoção de novo artifício pelo Banco Central.

A divulgação de dados aquém da expectativa sobre o crescimento do PIB dos Estados Unidos no primeiro trimestre deste ano gerou mais tranquilidade no mercado cambial e a reação dos preços de algumas commodities. Com o menor crescimento norte-americano, de 1,8% ante os 2,4% previstos por analistas, os investidores consideraram que a redução da injeção de dólares na economia pelo Banco Central dos EUA (FED, em inglês) não será tão imediata. Por outro lado, o desempenho da China continuou preocupando diante do aperto no mercado interbancário, que sinaliza menor crescimento da oferta de crédito.

No Brasil, o dólar apresentou queda de 2,17%, até o fechamento de quinta-feira. A tendência internacional de desvalorização foi reforçada pela decisão do Banco Central do Brasil de eliminar o recolhimento compulsório sobre as posições vendidas dos bancos no mercado de câmbio. Essa foi a terceira medida adotada pela autoridade monetária brasileira, desde o início de junho, para conter a alta do dólar.

A Colômbia, segundo maior produtor de arábica do mundo, teve que recorrer ao Fundo Monetário Internacional (FMI) para reduzir sua exposição aos riscos causados pela instabilidade no mercado cambial. Nesta semana, o FMI aprovou uma linha preventiva de crédito, para o governo colombiano, de US$ 5,84 bilhões.

Após a atingir a mínima de quase quatro anos no dia 20 de junho, a US$ 1,1765 por libra-peso, o vencimento julho do contrato C da Bolsa de Nova York encerrou a quinta-feira com alta acumulada, desde o início da semana, de 290 pontos. A recuperação foi consequência principalmente da cobertura das posições vendidas por parte dos players.

Mas a reação do mercado também foi consequência de temores quanto a uma possível nova greve de cafeicultores colombianos, o que reduziria as exportações daquele país. Com os preços abaixo dos custos de produção, eles decidirão, no dia 3 de julho, se realizarão novas manifestações, pois alegam que apenas 25% dos produtores receberam o subsídio prometido pelo governo, de US$ 75 por carga de café de 125 kg.

Na Bolsa de Londres, o vencimento julho do contrato 409 apresentou queda acumulada de US$ 6 por tonelada até o fechamento de ontem. Os produtores da Indonésia e do Vietnã têm comercializado somente o café robusta mediante o pagamento de significativos prêmios pelos exportadores, devido ao baixo nível das cotações da Liffe. Dessa forma, o aumento das posições vendidas pelos especuladores resulta em distanciamento das cotações da bolsa dos preços realmente praticados no mercado físico. Esse cenário evidencia o aquecimento da demanda mundial pela variedade robusta.

No mercado doméstico, o volume de negócios se mantém baixo em função dos preços aviltados do café arábica e das chuvas que têm atrasado as operações de colheita em Minas Gerais e São Paulo. O indicador de preços do café arábica levantado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) permaneceu praticamente inalterado em relação à semana passada, apontado em R$ 283,28 por saca (+0,17%) na quinta-feira. Já a saca do conilon apresentou variação negativa de 0,70%, situando-se em R$ 241,44.

 

Atenciosamente,

Dep. federal Silas Brasileiro - Presidente Executivo do CNC


Cafeicultores fecham o trevo de Realeza nesta manhã

13:12:29 -

Produtores realizam protesto nesta manhã de segunda-feira, dia 01/07, no trevo de Realeza, distrito de Manhuaçu. Eles querem para o entroncamento das duas principais rodovias da região as BRs 262 e 116. Pode haver queima de sacas de café em protesto contra a falta de apoio, os preços baixos e pelos custos altos de produção.
Acompanhado a onda nacional de protestos, os cafeicultores das Matas de Minas vão manifestar sua insatisfação. Em pleno período de colheita os produtores estão enfrentando dificuldades para arcar com os altos custos da mão de obra para colheita, que no geral chega a representar 40% do custo total do café na região de montanhas. Os baixos preços do café, que são os menores recebidos em quatro anos, agravam ainda mais a crise.
O presidente da Associação de Agricultura Familiar do Leste de Minas Gerais, Admar Soares, fala que os cafeicultores estão se mobilizando e que pode haver queima de sacas de café como forma de protesto pelos baixos preços. "A produção está em alta, mas o mercado não está ajudando", conta Admar.
"Em 1994, uma saca de café nosso tinha o mesmo valor do salário mínimo, mas hoje é comercializada a menos de R$ 260,00, porém os custos são maiores que este valor. Os agricultores familiares estão enfrentando muitas dificuldades", afirma.
Segundo o produtor de café, Leonardo, "será reivindicado que os governantes olhem para a cafeicultura, principalmente nós que somos da região das Matas de Minas, pois estamos pagando para trabalhar. É isto mesmo, nossa produção é bem mais cara do que a venda da saca de café," defende.
Produtores reclamaram que o preço está levando os cafeicultores a trabalhar no prejuízo numa situação que comparam a escravidão para o mercado.
O presidente do Sindicato Rural de Manhuaçu, Lino da Costa e Silva, conta que os produtores estão trabalhando muito para ter prejuízo, vendendo café a R$ 250, para pagar a colheita.
Já outro produtor questiona a falta de apoio do governo para o setor: “Será que as autoridades que determinam as regras da atividade cafeeira não aprenderam que a colheita começa em Maio todos os anos e que as medidas tem de ser implementadas no tempo certo?”.
Outra parte da reivindicação do setor é justamente a prorrogação dos prazos para pagamento do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar). Eles querem isenção do pagamento pelos próximos dois anos.
O protesto começou às 9 horas em Realeza. Existe a possibilidade do grupo se mobilizar para seguir até a cidade de Manhuaçu e promover um segundo ato em frente ao Banco do Brasil, que cuida dos contratos do Pronaf.

Fonte: Portal do Caparaó/ Carlos Henrique Cruz

 

 

 


Manifestantes bloqueiam BRs 262 e 116 por causa do café

13:22:45 -

Desde as 9 horas da manhã desta segunda-feira, 01/07, cafeicultores fecharam o trevo das rodovias BR-262 e BR-116, em Realeza, distrito de Manhuaçu, num protesto contra o baixo preço do café e a falta de políticas do governo para remunerar melhor o segmento.

Pacífica e sem registro de tumultos, a manifestação começou fechando as pistas nos quatro sentidos um pouco antes do trevo. No entroncamento das duas rodovias, foram jogadas sacas de café e ateado fogo.

A proposta da mobilização é seguir até a cidade de Manhuaçu durante a tarde e protestar na frente do Banco do Brasil, na praça central. Os cafeicultores também exigem a prorrogação dos prazos para pagamento do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar). Eles querem isenção do pagamento pelos próximos dois anos.

 

PROFESSORES

Além do grupo de cafeicultores, diversas professoras da rede municipal de ensino de Manhuaçu também estão protestando contra os baixos salários e a falta de atenção do governo municipal nas escolas e creches de Manhuaçu.

Elas participam do ato em Realeza e querem se deslocar para uma manifestação na área central da cidade.

 

RUAS BLOQUEADAS

No centro de Manhuaçu, toda a extensão das ruas José Fernandes Rodrigues, Praça Cinco de Novembro e Praça Cordovil Pinto Coelho foram bloqueadas para trânsito e estacionamento de veículos.

A Polícia Militar desviou o trânsito para deixar o espaço liberado para a manifestação.

 

Fonte: Portal do Caparaó/ Jailton Pereira / Carlos Henrique Cruz -  


Da retórica a ação: o mundo real não espera

14:22:22 -

Por Francisco Ourique

 

Enquanto a política cafeeira brasileira para a safra 2013/14 permanece perdida entre um e outro gabinete de Brasília, quem diria um governo dito de origem popular, os 220 mil cafeicultores brasileiros, sem contar os 4 milhões de trabalhadores da cidade e do campo que dependem da atividade, começam a perder a paciência.

Hoje em Manhuaçu produtores de café colocaram fogo em algumas sacas bloqueando estradas. Na cidade de Três Pontas outra manifestação está marcado para quinta-feira.

Pelo lado do macro, a receita cambial brasileira com exportações de café jogou fora U$ 2 bilhões no ano passado e vai jogar outros U$ 2 bilhões no corrente ano por pura e simples paralisia do governo federal com política cafeeira. Na verdade, essa perda de receita virou margem adicional da indústria mundial de café.

Evidentemente, não deve haver ninguém no planeta com algum grau de inteligência que possa chamar alocação de crédito rural como uma política, quando muito, linha de crédito, que algum dia deve ser paga, é uma ferramenta para algum propósito.

Até o momento, o fluxo de caixa do produtor rural brasileiro com a colheita da safra de 2013/14 está negativo em alguns bilhões, levando nossos produtores a procurarem no mercado quem queira comprar café na busca de recursos para saldar suas despesas correntes.

Por mais que o governo federal seja alertado que a atual configuração da assimetria do mercado de café exige uma clara intervenção governamental, ajustando a oferta de curto prazo contra uma demanda dispersa, devemos lembrar sempre que café é produto não perecível, permitindo aos agentes de mercado adiarem suas decisões de compra sempre que o mercado fica frouxo, a reação de Brasília simplesmente não acontece.

O governo federal brasileiro, cuja agenda vai se complicando na medida em que ele próprio deixa as conjunturas setoriais se deteriorarem, por falta de ação a tempo e hora, esta, a bem da verdade, perdido no que diz respeito a política cafeeira.

Sendo o Brasil o principal país exportador do produto, responsável por mais de 25% do volume mundial, e consumidor de outras vinte milhões de sacas, além do café ser o maior segmento empregador de mão-de-obra do país, nossos governantes têm a responsabilidade e o dever de ter o setor em suas agendas de prioridade. Esse não parece ser o caso atual.

Entre debates em torno de um programa de equalização de preço – Pepro – demandas por leilões de venda ao governo federal, o certo que o governo não tem uma estratégia clara para o setor cafeeiro.

Ele está reagindo, ou administrando, a pressões isoladas e não consegue formar uma política.

Enquanto isso, milhões de pessoas no Brasil estão no sufoco, e outras milhares no exterior simplesmente acham que o gigante adormeceu.

 

Francisco Ourique - Economista/ Foto: Jornal Portal do Caparaó


CMN não vota R$390 mi para café, Agricultura garante recurso

14:47:03 -

O Conselho Monetário Nacional não votou a liberação de 390 milhões de reais para auxiliar produtores de café, como era aguardado para esta sexta-feira, mas o Ministério da Agricultura afirma que os recursos estão garantidos.

Uma portaria interministerial tratando do assunto ainda está sendo redigida, disse à Reuters o secretário de Produção e Agroenergia do ministério, João Lages. "Está sendo conduzido isso aí", disse ele, na noite de sexta-feira, garantindo que na próxima semana haverá definição sobre o assunto.

Embora não tenha dito quando a Agricultura espera a oficialização da liberação dos recursos pelo CMN, Lages foi enfático ao dizer que está garantido o dinheiro para apoiar os produtores, que reclamam de preços muito baixos. "Não existe dúvida."

Os produtores de café do Brasil têm enfrentado preços internacionais oscilando perto dos menores patamares em quatro anos, em meio à grande safra no Brasil, após uma produção recorde na temporada anterior.

A ideia do governo é realizar leilões de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro), pagando aos produtores a diferença entre o preço de mercado e o preço mínimo oficial, estabelecido em 307 reais por saca. Atualmente, os preços no mercado brasileiro estão entre 25 e 30 reais por saca abaixo do mínimo.

Mesmo sem ter a liberação dos recursos oficializada pelo CMN, cafeicultores já agendaram para a próxima semana reuniões com a área econômica do governo para discutir como e quais operações serão realizadas.

 

Fonte: Reuters

 


CURIOSIDADE: Franquia aposta em cafeteria gourmet montada dentro de furgão

14:54:23 -

Negócio lançado no interior de São Paulo custa R$ 65 mil, além do veículo estilizado.

Uma cafeteria móvel que leva a empresas, escritórios e universidades o café gourmet preparado na hora faz sucesso em Itu, onde foi lançada, e começa a se expandir pelo interior de São Paulo.

Batizada de Barisly, a cafeteria ocupa um mini furgão estilizado e equipado com máquinas para servir também outras bebidas quentes, além de salgados e doces finos. Lançado em janeiro deste ano pelos empresários Mario Chierighini Filho, Ricardo Cury e Plinio Bernardi, o serviço acaba de ganhar a primeira franquia em Sorocaba.

De acordo com Chierighini, que atua há 29 anos em indústrias de café, a ideia é levar produtos especiais a pessoas que passam muito tempo fora de casa e apreciam o café gourmet. “Criamos um modelo exclusivo de cafeteria móvel para atender pessoas de bom gosto, que já se cansaram da garrafa térmica”, disse.

A mobilidade permite ao Barisly atender clientes em vários pontos da cidade num mesmo dia. Cury, especialista em gestão de negócios e franquias, acredita no potencial do negócio para franqueados. “Com R$ 65 mil, mais o veículo, a pessoa tem um empreendimento na mão sem a necessidade de contratar funcionários.”

Adriana Pellegrino, dona da franquia em Sorocaba, passou por treinamento, atendeu as regras da Vigilância Sanitária e espera ter o mini furgão circulando em trinta dias. Ela pretende atender também a eventos.

Mercado 

O consumo de café no Brasil em 2013 deve manter o ritmo de crescimento do ano passado, de 3,7%, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC). O consumo de cafés especiais, no entanto, tem potencial para um crescimento bem maior, segundo o diretor executivo Nathan Herszkowicz.

 

Fonte: Estadão PME 

 


NOTA: Manifestação reunirá produtores de Três Pontas nesta quinta-feira

15:40:14 -

Acompanhando a onda nacional de protestos os cafeicultores de Três Pontas, Sul de Minas, vão manifestar sua insatisfação na próxima quinta-feira (04/07) na Praça Cônego Vitor (Praça da Matriz).

A manifestação será uma passeata pelas ruas centrais da cidade, de modo pacífico, e contará, além dos produtores, empregados, comerciantes e pessoas de outros segmentos da sociedade que vem sendo afetadas pela crise.

Fonte: Acorda Cafeicultura


Dólar comercial opera em baixa, cotado a R$

16:15:44 - O Dólar comercial está operando com baixa de 100%. Há pouco, a moeda americana era comercializada a R$ na compra e a na venda.


Exportações mundiais de café somam 9,75 milhões de sacas em maio

16:30:32 -

A OIC (Organização Internacional do Café) divulgou nesta segunda-feira (01) que os embarques globais de café somaram 9,75 milhões de sacas de 60 quilos no mês de maio. O volume é menor do que o registrado no mesmo período do ano passado, quando foram exportadas 10,32 milhões de sacas do grão.

Em contrapartida, as exportações mundiais de café, nos oito primeiros meses da temporada 2012/13, de outubro a maio de 2013, apresentaram um aumento de 5,2%, totalizando 75,69 milhões de sacas. Em igual período de 2012, foram embarcadas 71,96 milhões de sacas.

Ainda de acordo com a organização, as exportações de café arábica atingiram 68,22 milhões de sacas, nos últimos 12 meses até o mês de maio de 2013. O número é maior do que o embarcado no ano anterior, de 64,90 milhões de sacas.

Do mesmo modo, os embarques do café robusta apresentaram um crescimento e passaram de 39,45 milhões de sacas para 45,03 milhões de sacas, no mesmo período. Com informações de agências internacionais.

 

Fonte: Notícias Agrícolas // Fernanda Custódio

 


Há seis meses o deputado Carlos Melles alertou: "Por que não reagimos?"

17:01:47 -

Relembre o artigo de autoria do presidente da Cooparaiso, deputado federal Carlos Melles, publicado em janeiro deste ano, em que explicita a crítica situação dos produtores de café e estimula a união do setor, cobrando uma ação efetiva do governo em relação à política para o café.

Leia novamente o artigo.

 

Coffee Break/ Foto: Jornal Portal do Caparaó

 

Por que não reagimos?

 

*Carlos Melles

 

Milhares de produtores e trabalhadores rurais, homens e mulheres que suam a camisa todos os dias com dedicação e amor, dão ao Brasil não só a chancela de maior produtor de café do mundo, mas em paralelo com sua atividade de alto risco a céu aberto, geram um formidável saldo comercial para Minas e para o país, e um impacto muito consistente na geração de empregos e renda em torno de uma cadeia produtiva presente em 1.800 municípios brasileiros.

A despeito de sua histórica importância social e econômica, a mais brasileira das bebidas é festejada com glamour em importantes círculos, mantendo uma distância telescópica de quem amanhece e anoitece na roça para fazer brotar do chão essa riqueza brasileira. Da porteira pra dentro, produtores de café insistentemente lutam com sua atividade agrícola, enfrentando adversidades climáticas e a ausência efetiva de uma política cafeeira que dê sustentação de preços ao produto. A dura realidade é que enquanto o Brasil colhe os bons frutos do cafeeiro, o governo federal vira as costas para o produtor.

Mas vivemos em um país que, sobretudo nos últimos anos, tem sido pródigo em assuntos polêmicos, complacente com alguns setores e padrasto com outros igualmente fundamentais, como é o caso da cafeicultura. Curiosamente, a não ser pelas mobilizações e audiências públicas realizadas nos últimos anos – como exemplo o SOS Café, não existe o fenômeno, hoje em moda no mundo, do movimento dos indignados.

E a sociedade urbana, as pessoas do comércio, indústria e serviços, as entidades e instituições de classe, por que não engrossam o movimento dos indignados? Por que não se mobilizam nas redes sociais?

Há 25 anos como dirigente de uma cooperativa de cafeicultores, conheço a real situação e o lamento de cafeicultores Brasil afora, mas infelizmente não temos a cultura de nos manifestarmos de forma clara, transparente, mostrando de forma organizada e consistente nosso imenso endividamento e o extenso prejuízo que o Brasil está tendo face a omissão do governo federal diante de um assunto nacional de tamanha relevância. Tomem nota: R$ 8 bilhões. Essa é a sangria que o país sofreu, resultante da queda no valor do produto no último ano.

O produtor de café, apesar de sua eficiência, vende seu produto abaixo do custo de produção ou raramente empata, e ainda assim é um conformado. Já tivemos boas mobilizações no país. Quem se recorda do tratoraço contra o Plano Funaro? Mas o mundo mostra mais atitude. Exemplo mais recente foi na Bélgica, quando produtores despejaram toneladas de leite no centro da capital, Bruxelas. Eles vieram da França, da Polônia, da Alemanha, da Holanda e invadiram o centro de Bruxelas com centenas de tratores e interromperam o trânsito. Os manifestantes enfrentaram as tropas de choque com jatos de leite e lançaram esguichos contra o prédio do parlamento. O protesto foi contra o preço de venda do leite, que, segundo eles, não paga nem o custo da produção. Nós cafeicultores brasileiros enfrentamos a mesma situação, mas parece que o problema não é com a gente.

O Governo Federal acode setores que julga importantes, e de fato são importantes. Foi assim com a chamada linha branca, com a indústria automobilística, e mais recentemente com a construção civil que, segundo a Presidente “o conjunto de medidas anunciado é “um reconhecimento da importância da construção civil para geração de empregos, para estimular várias cadeias produtivas”. Há poucas semanas o governo voltou a reforçar as medidas de apoio à indústria, como a desoneração da folha de pagamento. Ótimo! E cadê o reconhecimento do café?

Embasamento técnico o setor cafeeiro tem, a partir de estudos de altíssimo nível realizados por instituições de excelência, entre as quais a Fundação Getúlio Vargas, Oxfam, Tecnoservice, Agroconsult, entre muitas outras, cujos trabalhos merecem ser conhecidos e/ou revisitados. 

Interessantemente, quando é preciso, a imensa massa de produtores e trabalhadores do café, da cadeia produtiva, são lembrados. Era a esses produtores que nos últimos anos os então candidatos à Presidência da República se comprometeram publicamente com os produtores, quanto estiveram nas regiões cafeeiras, todos dizendo que fariam uma política para dar estabilidade a quem trabalha com o café. “Aqui bate o coração do café, em parceria com o governo do Estado, darei todo apoio a esta atividade”, afirmou a candidata Dilma Roussef, que bem intencionada agora Presidenta ao que tudo indica não tem informações reais e consistentes para tomar uma decisão nacional para o café.

A dura realidade é que não se vê atenção com um produto que tanto fez e que muito representa para o Brasil, sob a ótica econômica, social e ambiental, a qual preconizamos em discurso na assembléia geral da Organização Internacional do Café – OIC, em 2009.

Por seu turno, o governo do Estado de Minas – que tem sob sua responsabilidade a produção de 56% da safra nacional de café, fez uma medida importantíssima, sendo o primeiro estado do mundo a criar um fundo específico para o café, o Fecafé, um instrumento para mitigar riscos da setor cafeeiro.

Mas, de volta ao centro da discussão em torno de uma política de sustentação de preços, tendo os preços do café se deslocado para patamares compatíveis com a rentabilidade da atividade nos últimos três anos, depois de permanecer abaixo do custo de produção por mais de dez safras, o mercado mundial esta sendo dominado por informações, disseminadas por empresas comerciais internacionais, sugerindo que o Brasil e o Vietnã, os dois maiores países produtores de café do mundo, estão com perspectivas de ampliar significativamente seus níveis de produção.

A demanda mundial de café tem sido abastecida nos últimos anos pela absorção total das produções de cada ano agrícola e pela utilização dos estoques de safras remanescentes.

Os países produtores de café estão com seus estoques em níveis reduzidos, o que tem provocado inclusive a expressiva importação de café, fenômeno particularmente visível na Colômbia, Venezuela, Índia e México.

Pelo lado dos estoques nos países consumidores a tendência tem sido também a de queda, o que pode ser verificado nas estatísticas da Federação Europeia de Café ou nos estoques publicados pela Associação Nacional de Café dos Estados Unidos.

Evidentemente o efeito dos preços do café nos últimos três anos provocará a ampliação do volume mundial de produção de café. Com vistas a uma avaliação e um planejamento estratégico mais minucioso é fundamental que o Brasil promova o levantamento do seu parque produtor e realize missões de pesquisa no seu principal concorrente, o Vietnã.  Temos sugerido ao Governo, repetidamente, a necessidade de levar a cabo esses levantamentos, básicos, para o conhecimento da real situação da oferta potencial mundial.

O levantamento do potencial da produção brasileira para o próximo ano safra, de 2013/14, realizado pelas cooperativas de Minas Gerais, considerando que o Brasil estará no ciclo de baixa da sua bienalidade, não corroboram os dados de empresas internacionais dando conta de uma elevação da produção nacional.

Pelo lado da demanda, a Organização Internacional do Café, segundo recente pronunciamento do seu diretor executivo confirma uma taxa de expansão anual da ordem de 2,4%, o equivalente a cerca de 3,2 milhões de sacas ao ano.

No curso dos próximos anos, mesmo ocorrendo uma elevação pontual de oferta global, a demanda mundial irá superar a marca de 160 milhões de sacas, representando nível de abastecimento que a área ocupada com café não poderá atender.

É fundamental que o Brasil programe uma política de sustentabilidade da sua cafeicultura, ferramenta que alavanca o desenvolvimento econômico, social e ambiental do produto agrícola que se confunde com a história do país.

A proposta, conforme abaixo, tem como objetivo a mitigação dos riscos do produtor, estimular a manutenção dos tratos culturais, ordenar o fluxo de oferta, balizar preços de médio prazo e reduzir a volatilidade dos preços internacionais, cuja mola mestre é à falta de clareza do mercado de como o Brasil vai escoar seu café.

a)                 O crédito para custeio, em função do café ser uma cultura perene, deve ser considerado fundamental para a sobrevivência do produtor e para a redução do custo e risco do capital de giro.

b)                 O preço mínimo de garantia é ferramenta fundamental e obrigatória na nossa da realidade e na nossa conjuntura de produção. Sem ele no preço real de custo, é um risco grande ao produtor.

c)                 Os Estoques reguladores são absolutamente relevantes para um país que é o maior produtor e será o maior consumidor de café do mundo.

São sugestões objetivas e práticas que poderão ser implementadas em conjunto, nenhuma delas isoladamente resolveria o problema e em conjunto permitiria a mitigação e a flexibilização de seu uso, repetindo a mitigação dos riscos.

É muito importante levar em conta essas modalidades quando colocadas, ainda que como normas (parâmetros) do governo, elas são exercidas na prática, em percentual muito pequeno. Observem os resultados do programa de opções, do PEPRO, exemplo de aplicações de baixo percentual físico e financeiro com grande resultado no volume da safra como um todo. Funcionam sempre como uma rede de proteção, por isso a sua pouca utilização funciona sempre bem. Esse seria o principal papel normativo e regulatório, que com muito poucos recursos, grandes resultados surtem grandes efeitos, como segue.

1)                 PROGRAMA DE OPÇÃO DE VENDA PARA OS PRODUTORES DE CAFÉ PELO MENOS POR 5 ANOS PARA ESTABILIZAÇÃO DE MERCADO

2)                 PROGRAMA PEPRO – PRÊMIO DE ESCOAMENTO DE PRODUÇÃO POR 5 ANOS.

3)                 PROGRAMA DE PRODUÇÃO SUSTENTÁVEL;

  1. PRÊMIO PARA PRODUTORES DE CAFÉ CERTIFICADOS, ESTIMULANDO A CERTIFICAÇÃO
  2. PRÊMIO PARA PRODUTORES CERTIFICADOS QUE PRATICAM A PRESERVAÇÃO AMBIENTAL
  3. PREMIO PARA PRODUTORES, EM ESPECIAL, NAS REGIÕES DO SUL DE MINAS E ZONA DA MATA, PELA GERAÇÃO E FIXAÇÃO E GERAÇÃO DE MÃO DE OBRAS-EMPREGO
  4. PRÊMIO PARA PRODUTORES E COOPERATIVAS PRONAFIANAS

4)                 PROGRAMA DE CPR – CÉDULA PRODUTOR RURAL A CUSTO ZERO PARA O PRODUTOR

5)                 PROGRAMA PRÊMIO TRAVA/ HEDGING PARA VENDA FUTURA DE CAFÉ NA BM&F, A CUSTO ZERO PARA O PRODUTOR

6)                 PROGRAMA DE TROCA DE INSUMOS E MÁQUINAS JÁ PRATICADOS SEM FORMALIZAÇÃO POR EMPRESAS, COOPERATIVAS E PRODUTORES

7)                 PROGRAMA DE APOIO A MECANIZAÇÃO DA COLHEITA, JÁ APRESENTADO E APROVADO NO MAPA (MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO), DE COLHEDEIRAS INDIVIDUAIS PARA O TRABALHADOR RURAL, E MÁQUINAS DE MÉDIO E GRANDE PORTE PARA COOPERATIVAS E PRODUTORES.

8)                 FINANCIAMENTO DE USINAS REGIONAIS DE PREPARO DE CAFÉ PARA PEQUENOS PRODUTORES, EM ESPECIAL PRONAFIANOS, POSSIBILITANDO O PREPARO DE CAFÉS ESPECIAIS PARA FINS DE CAFÉ CEREJA DESCASCADO.

9)                 REVISÃO DE MECANISMOS DE UTILIZAÇÃO DO FUNCAFÉ (FUNDO DE DEFESA DA ECONOMIA CAFEEIRA), COMO FUNDO GARANTIDOR E NÃO PARA FINANCIAMENTOS

10)              ELIMINAR A DUPLICIDADE DE PAGAMENTO FISCAL, FUNRURAL E ENCARGOS SOCIAIS E REVISÃO DE ICMS.

A importância e a situação da cafeicultura é amplamente conhecida. Temos propostas viáveis. Será que não merecemos ter ou exigir uma política para o café que nos dê dignidade para continuar trabalhando?

Nos brasileiros somos pacíficos, pouco dado aos protestos, mas o produtor e o trabalhador rural são heróis anônimos que, de tanto suportarem humilhações, um dia podem querer reivindicar seus direitos com a mesma energia com que suam a camisa no campo.

 

*Carlos Melles é Deputado Federal (licenciado), exercendo o quinto mandato consecutivo. È presidente de honra do Conselho Nacional do Café (CNC) e da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), presidente da Cooparaiso há 25 anos, idealizou em 1996 o Conselho Deliberativo da Política Cafeeira (CDPC). Atual Secretário de Transportes e Obras Públicas de Minas Gerais.

 

Janeiro de 2013.

 


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criado em 01/07/2013