Preço diário composto cotado a 149.25 centavos

08:03:18 - A OIC (Organização Internacional do Café) divulgou que o preço diário composto, referente ao dia 19 de Junho ficou em 149.25 centavos por libra peso, com baixa de 22,87%. Em Nova Iorque, os preços dos vários tipos de café se portaram de tal forma: os colombianos suaves atingiram 149.25 centavos por libra peso, com queda de 22,87%; os outros suaves apresentaram a cotação de 139.13 centavos por libra peso, com baixa de %; os brasileiros e outros naturais foram negociados a 117.25 centavos por libra peso, com a desvalorizacao de 10,5%, ao passo que os robustas ficaram cotados a 97.17 centavos por libra peso, com alta de 23,07%. O preço aferido pela OIC feito a partir da cotação de colombianos suaves (14%), outros suaves (20%), brasileiros naturais (31%) e robustas (35%).


Sociedade se mobiliza, setor cafeeiro não

08:50:31 -

Produtores ainda têm esperança de que o governo federal formate políticas efetivas.

 

O Brasil tem assistido na última semana a mobilização de toda a sociedade, em um movimento pacífico e com reivindicações legítimas. O setor cafeeiro também realizou grandes mobilizações, a exemplo do SOS Café, que aconteceu em várias cidades (Brasília, Varginha, Três Pontas, São Sebastião do Paraíso), com uma pauta de reivindicações que traria solução definitiva para o setor, mas que nunca saiu do papel e das discussões com as lideranças do governo federal, que até hoje não deram a merecida resposta ao produtor de café, tornando crônico o problema.

As mobilizações continuaram ao longo dos anos. Em fevereiro passado, sindicatos dos produtores rurais se reuniram com as cooperativas de café para, mais uma vez, tentarem chegar ao governo federal com uma pauta de solicitações, que sempre foram plausíveis.

Porém, a resposta do governo, sempre tardia, não consegue resolver os problemas dos produtores de café, que enfrentam o endividamento crônico há uma década. Falta uma política que assegure a atividade e valorize a cafeicultura como um dos pilares econômicos brasileiros.

O produtor está disposto a levar a mobilização adiante, frente aos representantes do Ministério da Fazenda, bem como o da Agricultura. Porém, o produtor tem limite, que já está chegando ao fim com a falta de resposta por parte do governo.

O presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Varginha e presidente da Associação dos Produtores Rurais do Sul de Minas (ASSUL), Arnaldo Bottrel Reis, disse que o papel do sindicato é representar os produtores, com o apoio das cooperativas. “Por exemplo, nossa reivindicação máxima era o preço mínimo em R$ 340 e foi fixado em R$ 307 e isso contrariou e prejudicou muito os produtores. Estamos inconformados. Precisamos de uma parecer claro das cooperativas em relação à mobilização dos sindicatos para poder lutar por nossas reivindicações diante do governo federal que, por sua vez, aproveita a discordância que há no setor. Os governos, federal e estadual, não fazem o dever de casa. Todas as classes se unem para lutar, obviamente de forma ordeira, para levar suas pautas aos ministérios. Isso não acontece com o produtor de café”, reclama o presidente do sindicato.

O deputado federal Diego Andrade, da Frente Parlamentar Mista da Cafeicultura, disse que, apesar das mobilizações dos produtores de café, “tanto o governo federal, como o estadual respondem com morosidade à cafeicultura. Estamos fazendo cobranças diretas ao secretário, João Alberto Paixão Lages, para liberar recursos do Funcafé (governo promete a liberação de R$ 3,18 bilhões ainda neste mês) e fazer, neste momento o Pepro, pagando ao produtor um prêmio que não esteja abaixo do custo de produção. Neste momento, é o que a Frente Parlamentar vem reivindicando”, relatou o deputado.

O presidente da cooperativa de café Minasul, Osvaldo Henrique Paiva Ribeiro, disse que “s dirigentes de cooperativas vão continuar se mobilizando, exigindo do governo ações que precisamos para ter êxito no setor, mantendo a cafeicultura com seu nível de emprego e fazendo a distribuição de renda que o setor faz no país”.

“As lideranças estão mobilizadas e nós estamos seguindo pelos caminhos normais, negociando com o governo, mas se não houver uma solução o produtor não aguenta e vai tomar uma atitude heterodoxa, ou seja, vamos marchar em Brasília e nas capitais dos estados produtores”, disse o presidente da Cooxupé, Carlos Paulino, destacando que “a culpa é nossa, precisamos nos manter sempre organizados e mobilizados, não só na hora em que a água está batendo no pescoço”, declarou ele por ocasião da visita da senadora Kátia Abreu, em visita à Cooxupé em 20 de abril passado.

O presidente da Cooparaiso, secretário de Estado de Transportes e Obras Públicas, Carlos Melles, vem atuando ao longo de décadas em prol da mobilização e união do setor cafeeiro. Entre as ações propostas, Melles vem divulgando o documento que segue abaixo, para obter uma resposta efetiva por parte do governo.

 

Coffee Break

 

Por que não reagimos?

 

*Carlos Melles

 

Milhares de produtores e trabalhadores rurais, homens e mulheres que suam a camisa todos os dias com dedicação e amor, dão ao Brasil não só a chancela de maior produtor de café do mundo, mas em paralelo com sua atividade de alto risco a céu aberto, geram um formidável saldo comercial para Minas e para o país, e um impacto muito consistente na geração de empregos e renda em torno de uma cadeia produtiva presente em 1.800 municípios brasileiros.

A despeito de sua histórica importância social e econômica, a mais brasileira das bebidas é festejada com glamour em importantes círculos, mantendo uma distância telescópica de quem amanhece e anoitece na roça para fazer brotar do chão essa riqueza brasileira. Da porteira pra dentro, produtores de café insistentemente lutam com sua atividade agrícola, enfrentando adversidades climáticas e a ausência efetiva de uma política cafeeira que dê sustentação de preços ao produto. A dura realidade é que enquanto o Brasil colhe os bons frutos do cafeeiro, o governo federal vira as costas para o produtor.

Mas vivemos em um país que, sobretudo nos últimos anos, tem sido pródigo em assuntos polêmicos, complacente com alguns setores e padrasto com outros igualmente fundamentais, como é o caso da cafeicultura. Curiosamente, a não ser pelas mobilizações e audiências públicas realizadas nos últimos anos – como exemplo o SOS Café, não existe o fenômeno, hoje em moda no mundo, do movimento dos indignados.

E a sociedade urbana, as pessoas do comércio, indústria e serviços, as entidades e instituições de classe, por que não engrossam o movimento dos indignados? Por que não se mobilizam nas redes sociais?

Há 25 anos como dirigente de uma cooperativa de cafeicultores, conheço a real situação e o lamento de cafeicultores Brasil afora, mas infelizmente não temos a cultura de nos manifestarmos de forma clara, transparente, mostrando de forma organizada e consistente nosso imenso endividamento e o extenso prejuízo que o Brasil está tendo face a omissão do governo federal diante de um assunto nacional de tamanha relevância. Tomem nota: R$ 8 bilhões. Essa é a sangria que o país sofreu, resultante da queda no valor do produto no último ano.

O produtor de café, apesar de sua eficiência, vende seu produto abaixo do custo de produção ou raramente empata, e ainda assim é um conformado. Já tivemos boas mobilizações no país. Quem se recorda do tratoraço contra o Plano Funaro? Mas o mundo mostra mais atitude. Exemplo mais recente foi na Bélgica, quando produtores despejaram toneladas de leite no centro da capital, Bruxelas. Eles vieram da França, da Polônia, da Alemanha, da Holanda e invadiram o centro de Bruxelas com centenas de tratores e interromperam o trânsito. Os manifestantes enfrentaram as tropas de choque com jatos de leite e lançaram esguichos contra o prédio do parlamento. O protesto foi contra o preço de venda do leite, que, segundo eles, não paga nem o custo da produção. Nós cafeicultores brasileiros enfrentamos a mesma situação, mas parece que o problema não é com a gente.

O Governo Federal acode setores que julga importantes, e de fato são importantes. Foi assim com a chamada linha branca, com a indústria automobilística, e mais recentemente com a construção civil que, segundo a Presidente “o conjunto de medidas anunciado é “um reconhecimento da importância da construção civil para geração de empregos, para estimular várias cadeias produtivas”. Há poucas semanas o governo voltou a reforçar as medidas de apoio à indústria, como a desoneração da folha de pagamento. Ótimo! E cadê o reconhecimento do café?

Embasamento técnico o setor cafeeiro tem, a partir de estudos de altíssimo nível realizados por instituições de excelência, entre as quais a Fundação Getúlio Vargas, Oxfam, Tecnoservice, Agroconsult, entre muitas outras, cujos trabalhos merecem ser conhecidos e/ou revisitados. 

Interessantemente, quando é preciso, a imensa massa de produtores e trabalhadores do café, da cadeia produtiva, são lembrados. Era a esses produtores que nos últimos anos os então candidatos à Presidência da República se comprometeram publicamente com os produtores, quanto estiveram nas regiões cafeeiras, todos dizendo que fariam uma política para dar estabilidade a quem trabalha com o café. “Aqui bate o coração do café, em parceria com o governo do Estado, darei todo apoio a esta atividade”, afirmou a candidata Dilma Roussef, que bem intencionada agora Presidenta ao que tudo indica não tem informações reais e consistentes para tomar uma decisão nacional para o café.

A dura realidade é que não se vê atenção com um produto que tanto fez e que muito representa para o Brasil, sob a ótica econômica, social e ambiental, a qual preconizamos em discurso na assembléia geral da Organização Internacional do Café – OIC, em 2009.

Por seu turno, o governo do Estado de Minas – que tem sob sua responsabilidade a produção de 56% da safra nacional de café, fez uma medida importantíssima, sendo o primeiro estado do mundo a criar um fundo específico para o café, o Fecafé, um instrumento para mitigar riscos da setor cafeeiro.

Mas, de volta ao centro da discussão em torno de uma política de sustentação de preços, tendo os preços do café se deslocado para patamares compatíveis com a rentabilidade da atividade nos últimos três anos, depois de permanecer abaixo do custo de produção por mais de dez safras, o mercado mundial esta sendo dominado por informações, disseminadas por empresas comerciais internacionais, sugerindo que o Brasil e o Vietnã, os dois maiores países produtores de café do mundo, estão com perspectivas de ampliar significativamente seus níveis de produção.

A demanda mundial de café tem sido abastecida nos últimos anos pela absorção total das produções de cada ano agrícola e pela utilização dos estoques de safras remanescentes.

Os países produtores de café estão com seus estoques em níveis reduzidos, o que tem provocado inclusive a expressiva importação de café, fenômeno particularmente visível na Colômbia, Venezuela, Índia e México.

Pelo lado dos estoques nos países consumidores a tendência tem sido também a de queda, o que pode ser verificado nas estatísticas da Federação Europeia de Café ou nos estoques publicados pela Associação Nacional de Café dos Estados Unidos.

Evidentemente o efeito dos preços do café nos últimos três anos provocará a ampliação do volume mundial de produção de café. Com vistas a uma avaliação e um planejamento estratégico mais minucioso é fundamental que o Brasil promova o levantamento do seu parque produtor e realize missões de pesquisa no seu principal concorrente, o Vietnã.  Temos sugerido ao Governo, repetidamente, a necessidade de levar a cabo esses levantamentos, básicos, para o conhecimento da real situação da oferta potencial mundial.

O levantamento do potencial da produção brasileira para o próximo ano safra, de 2013/14, realizado pelas cooperativas de Minas Gerais, considerando que o Brasil estará no ciclo de baixa da sua bienalidade, não corroboram os dados de empresas internacionais dando conta de uma elevação da produção nacional.

Pelo lado da demanda, a Organização Internacional do Café, segundo recente pronunciamento do seu diretor executivo confirma uma taxa de expansão anual da ordem de 2,4%, o equivalente a cerca de 3,2 milhões de sacas ao ano.

No curso dos próximos anos, mesmo ocorrendo uma elevação pontual de oferta global, a demanda mundial irá superar a marca de 160 milhões de sacas, representando nível de abastecimento que a área ocupada com café não poderá atender.

É fundamental que o Brasil programe uma política de sustentabilidade da sua cafeicultura, ferramenta que alavanca o desenvolvimento econômico, social e ambiental do produto agrícola que se confunde com a história do país.

A proposta, conforme abaixo, tem como objetivo a mitigação dos riscos do produtor, estimular a manutenção dos tratos culturais, ordenar o fluxo de oferta, balizar preços de médio prazo e reduzir a volatilidade dos preços internacionais, cuja mola mestre é à falta de clareza do mercado de como o Brasil vai escoar seu café.

a)                 O crédito para custeio, em função do café ser uma cultura perene, deve ser considerado fundamental para a sobrevivência do produtor e para a redução do custo e risco do capital de giro.

b)                 O preço mínimo de garantia é ferramenta fundamental e obrigatória na nossa da realidade e na nossa conjuntura de produção. Sem ele no preço real de custo, é um risco grande ao produtor.

c)                 Os Estoques reguladores são absolutamente relevantes para um país que é o maior produtor e será o maior consumidor de café do mundo.

São sugestões objetivas e práticas que poderão ser implementadas em conjunto, nenhuma delas isoladamente resolveria o problema e em conjunto permitiria a mitigação e a flexibilização de seu uso, repetindo a mitigação dos riscos.

É muito importante levar em conta essas modalidades quando colocadas, ainda que como normas (parâmetros) do governo, elas são exercidas na prática, em percentual muito pequeno. Observem os resultados do programa de opções, do PEPRO, exemplo de aplicações de baixo percentual físico e financeiro com grande resultado no volume da safra como um todo. Funcionam sempre como uma rede de proteção, por isso a sua pouca utilização funciona sempre bem. Esse seria o principal papel normativo e regulatório, que com muito poucos recursos, grandes resultados surtem grandes efeitos, como segue.

1)                 PROGRAMA DE OPÇÃO DE VENDA PARA OS PRODUTORES DE CAFÉ PELO MENOS POR 5 ANOS PARA ESTABILIZAÇÃO DE MERCADO

2)                 PROGRAMA PEPRO – PRÊMIO DE ESCOAMENTO DE PRODUÇÃO POR 5 ANOS.

3)                 PROGRAMA DE PRODUÇÃO SUSTENTÁVEL;

  1. PRÊMIO PARA PRODUTORES DE CAFÉ CERTIFICADOS, ESTIMULANDO A CERTIFICAÇÃO
  2. PRÊMIO PARA PRODUTORES CERTIFICADOS QUE PRATICAM A PRESERVAÇÃO AMBIENTAL
  3. PREMIO PARA PRODUTORES, EM ESPECIAL, NAS REGIÕES DO SUL DE MINAS E ZONA DA MATA, PELA GERAÇÃO E FIXAÇÃO E GERAÇÃO DE MÃO DE OBRAS-EMPREGO
  4. PRÊMIO PARA PRODUTORES E COOPERATIVAS PRONAFIANAS

4)                 PROGRAMA DE CPR – CÉDULA PRODUTOR RURAL A CUSTO ZERO PARA O PRODUTOR

5)                 PROGRAMA PRÊMIO TRAVA/ HEDGING PARA VENDA FUTURA DE CAFÉ NA BM&F, A CUSTO ZERO PARA O PRODUTOR

6)                 PROGRAMA DE TROCA DE INSUMOS E MÁQUINAS JÁ PRATICADOS SEM FORMALIZAÇÃO POR EMPRESAS, COOPERATIVAS E PRODUTORES

7)                 PROGRAMA DE APOIO A MECANIZAÇÃO DA COLHEITA, JÁ APRESENTADO E APROVADO NO MAPA (MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO), DE COLHEDEIRAS INDIVIDUAIS PARA O TRABALHADOR RURAL, E MÁQUINAS DE MÉDIO E GRANDE PORTE PARA COOPERATIVAS E PRODUTORES.

8)                 FINANCIAMENTO DE USINAS REGIONAIS DE PREPARO DE CAFÉ PARA PEQUENOS PRODUTORES, EM ESPECIAL PRONAFIANOS, POSSIBILITANDO O PREPARO DE CAFÉS ESPECIAIS PARA FINS DE CAFÉ CEREJA DESCASCADO.

9)                 REVISÃO DE MECANISMOS DE UTILIZAÇÃO DO FUNCAFÉ (FUNDO DE DEFESA DA ECONOMIA CAFEEIRA), COMO FUNDO GARANTIDOR E NÃO PARA FINANCIAMENTOS

10)              ELIMINAR A DUPLICIDADE DE PAGAMENTO FISCAL, FUNRURAL E ENCARGOS SOCIAIS E REVISÃO DE ICMS.

A importância e a situação da cafeicultura é amplamente conhecida. Temos propostas viáveis. Será que não merecemos ter ou exigir uma política para o café que nos dê dignidade para continuar trabalhando?

Nos brasileiros somos pacíficos, pouco dado aos protestos, mas o produtor e o trabalhador rural são heróis anônimos que, de tanto suportarem humilhações, um dia podem querer reivindicar seus direitos com a mesma energia com que suam a camisa no campo.

 

*Carlos Melles

Deputado Federal (licenciado), exercendo o quinto mandato consecutivo. È presidente de honra do Conselho Nacional do Café (CNC) e da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), presidente da Cooparaiso há 25 anos, idealizou em 1996 o Conselho Deliberativo da Política Cafeeira (CDPC). Atual Secretário de Transportes e Obras Públicas de Minas Gerais.

 

 


Dólar abre em baixa de 100%, cotado a R$

09:09:41 - O dólar comercial iniciou os negócios desta Quinta-Feira com desvalorização de 100% em relação ao seu fechamento anterior. Na abertura da sessão, a moeda norte-americana era comercializada a R$ na compra e a R$ na venda.


Rede Social do Café disponibiliza material da Expocafé 2013

09:51:43 -

 O objetivo da Rede é difundir as tecnologias por meios digitais.

Por Daniela Novaes 

Cerca de 20 mil pessoas passaram pela maior feira do agronegócio café do país, a Expocafé. Produtores de pequeno, médio e grande porte de diversos estados brasileiros como São Paulo, Paraná, Espírito Santo vieram até Minas Gerais para visitar o evento em busca de novidades tecnológicas.

A exposição de novos produtos como fertilizantes, herbicidas, máquinas e implementos agrícolas movimentou, em três dias de exposição na Fazenda Experimental de Três Pontas - MG, aproximadamente R$ 260 milhões em negócios, montante 30% maior que no ano de 2012. Novas cultivares desenvolvidas pela EPAMIG também foram apresentadas aos visitantes e devem estar no mercado a partir do próximo ano.

Autoridades e representantes da cafeicultura em Minas Gerais participaram da abertura da 16º edição da Expocafé no dia 12 de junho. O cenário atual da cafeicultura, a busca por maior visibilidade e pela valorização do produto final foram os principais temas abordados na solenidade.

O 4º Simpósio de Mecanização da Lavoura Cafeeira, realizado um dia antes da abertura oficial, recebeu cerca de 250 inscritos e contou com 9 palestras ministradas por diversos profissionais ligados à área, como pesquisadores, consultores, professores, estudantes, empresários entre outros interessados na cadeia produtiva. Durante o ciclo de palestras, foi dado enfoque maior na redução de custos de produção. Houve também a realização de debates , ocasião em que os seguintes temas foram discutidos: evolução das máquinas, desempenho da colheita mecanizada e cultivares de cafés aptas à colheita mecanizada, além dos benefícios e impactos da adoção de máquinas agrícolas nas lavouras em regiões montanhosas.

A Dinâmica de Máquinas é o momento que os visitantes da feira têm a oportunidade de acompanhar o funcionamento de máquinas e implementos em campo. Em 14 estações foi possível saber mais sobre colhedoras, derriçadeiras, sopradores e tratores. Os participantes também puderam conhecer novas cultivares de café, resultantes do Programa de Melhoramento Genético do Cafeeiro da EPAMIG, em parceria com outras instituições de pesquisa que integram o Consórcio Pesquisa Café.

A Rede Social do Café disponibiliza para quem não pôde comparecer ou para quem esteve presente e gostaria de ver novamente, o Cardápio de Palestras do 4º Simpósio de Mecanização da Lavoura Cafeeira e também o Cardápio da Dinâmica de Campo Virtual, que podem ser conferidos nos seguintes links:

4º Simpósio de Mecanização da Lavoura Cafeeira:  http://bit.ly/15kqxHH
Cardápio da Dinâmica de Máquinas Virtual: http://bit.ly/11M82Kq

Fonte: Rede Social do Café

 


Somar aponta chuvas prejudiciais à qualidade

10:32:14 -

As recorrentes chuvas que vêm ocorrendo desde a segunda quinzena de maio estão afetando a produção de cafés de qualidade em todas as principais regiões produtoras de São Paulo, Paraná e Minas Gerais. O excesso de dias chuvosos e consequentemente o excesso de umidade sobre os grãos de café tem provocado a aceleração no processo de maturação dos grãos e a produção de cafés cereja descascado diminuiu drasticamente nessa safra. A
avaliação parte do boletim agrometeorológico semanal da Somar Meteorologia.

Segundo conversas com especialistas do setor, diz o boletim, normalmente a produção desse tipo de café especial é de 30% em relação à produção de cafés especiais de todos os tipos. Esse ano, devido a essas intempéries climáticas, estima-se uma produção de no máximo 15%. Assim, será produzido a metade de café cereja descascado que normalmente se produz.

Além disso, aponta a Somar, outros tipos de cafés especiais também sofreram reduções, já que muitos grãos estão passando rapidamente da fase verde para o passa, sem ao menos passar pela fase de cereja. Além dessa aceleração na maturação dos grãos, essas chuvas muitas vezes estão vindo associadas a fortes rajadas de ventos e isso tem provocado a queda prematura dos grãos e consequentemente isso também afeta a qualidade dos grãos, já que esses grãos perdem sua qualidade, indica a Somar.

Por outro, coloca a Somar, o que se observa com o andamento da colheita, em todas as regiões produtoras, são índices de produtividade acima da média para um ano de bienalidade baixa, o que irá resultar em uma safra excelente, com perspectivas de produção bem próximas das 48,5 milhões de sacas, sendo que para o café arábica o valor deverá ficar acima dos 36 milhões de sacas.

Portanto, o grande problema dessa safra deverá ser mesmo com a qualidade dos grãos e não propriamente a produção, avalia a Somar. Para essa segunda quinzena de junho, novos episódios de chuvas deverão ocorrer, pois nessa semana novas áreas de instabilidade já avançam sobre o Paraná. Dessa forma, esse sistema deverá atingir as regiões cafeeiras de São Paulo e sul de Minas Gerais entre amanhã (quarta-feira) e quinta-feira, deixando o céu com muita nebulosidade e com chuvas a qualquer hora do dia atrapalhando o andamento da colheita e consequentemente afetando a pré-secagem e secagem dos grãos nos terreiros.

Com relação à ocorrência de geadas, aponta a Somar, não há previsão para esses próximos 15 dias de que possa vir a ocorrer formação de geadas em nenhuma região produtora de
café.

 

Fonte : Safras & Mercado 

 


Cooxupé pode reavaliar safra de café; chuva preocupa produtor

10:40:31 -

A colheita de café na área de atuação da Cooxupé, maior cooperativa de cafeicultores do mundo, no sul de Minas Gerais, atingiu até o momento cerca de 10 por cento do total projetado e indica volumes menores do que os previstos, o que pode levar uma redução nas estimativas de produção na atual safra 2013/14. 

A afirmação é do presidente da Cooxupé, Carlos Paulino da Costa, que avalia que a produtividade tem sido menor que a esperada por conta de um tempo excessivamente quente em dezembro e janeiro. Ele também disse estar preocupado com o efeito das recentes chuvas para a qualidade do café. 

A área de atuação da Cooxupé, no Sul de Minas e Cerrado Mineiro, tem expectativa inicial de colheita de 8,5 milhões de sacas de 60 kg, o que já seria uma queda de 15 por cento na comparação com a temporada passada, em função de o ciclo atual ser o ano de baixa produtividade na bianualidade do café arábica. Mas as colheitas iniciais, de grãos "muito miúdos", indicam a possibilidade de uma produção ainda menor.

"Vai dar menos, tem um ponto de interrogação. Precisamos de uma avaliação melhor. Iria haver uma quebra de 15 por cento em relação ao ano passado, pode ser pior do que isso", afirmou ele à Reuters nesta quarta-feira, acrescentando que, conforme a colheita avança, será possível uma projeção mais detalhada.

O volume de café estimado para as regiões da Cooxupé representa 17,5 por cento da produção prevista para o país pelo Ministério da Agricultura, de 48,6 milhões de sacas de 60 kg, a maior safra para um ano de baixa do arábica.

Carlos Paulino citou um teste feito esta semana na cooperativa para exemplificar a menor produtividade. No ano passado, disse ele, para se obter 100 gramas de café eram necessários 740 grãos. Neste ano, para o mesmo volume foram necessários 900 grãos do produto que já entrou na cooperativa. "Pelo tamanho dos grãos, precisaremos de mais grãos para encher uma saca", explicou.

Até o momento, a cooperativa recebeu aproximadamente 100 mil sacas de café da safra nova, um volume ainda pequeno ante as mais de 4 milhões de sacas com potencial de receber este ano. Os recebimentos se intensificam a partir do agosto e setembro, quando os produtores já conseguiram formar maiores volumes para entregar nos armazéns.

Chuvas afetam qualidade

Chuvas acima da média para o mês de junho em algumas áreas produtoras do Brasil, incluindo o sul de Minas Gerais, estão preocupando os cafeicultores, uma vez que já afetam a qualidade do produto. E previsões de mais precipitações aumentam o alerta do setor produtivo, que teme a repetição de uma situação vista no ano passado.

"Parece que está repetindo o que aconteceu no ano passado, começou a chover e vai piorar a qualidade. Prejudica um pouco a qualidade, derruba o café...", comentou Carlos Paulino.

No entanto, ele lembrou que as chuvas foram mais intensas, no ano passado, ao final de junho.

"Está menos mau do que o ano passado, não está normal... A nível de Brasil, ela (a chuva) é preocupante, mas não representa perigo de atrapalhar. Ano passado ela (a safra) ficou prejudicada por conta da chuva", disse.

As recorrentes chuvas desde a segunda quinzena de maio estão afetando a qualidade do café da safra 2013/14, alertou a Somar Meteorologia na terça-feira, destacando problemas para a produção do café "cereja", de alta qualidade.

"Sobre o cereja, ela (Somar) tem razão, com a chuva adianta a maturação. Prejudicou o tipo de café... Cada chuva, o que poderia ser um futuro cereja descascado, passa a ser café boia."

Os produtores conseguem preços mais altos para os cafés de melhor qualidade, mas o presidente da Cooxupé observou que o mercado atual não estimula muito essa produção, uma vez que é pequena a diferença entre os melhores produtos e aqueles não tão bons.

Segundo ele, o café de boa qualidade está cotado a 285 reais por saca, enquanto o de baixa vale 245 reais por saca. O produtor lembrou que a commodity, que está oscilando perto do menor nível em quase quatro anos na bolsa de Nova York, é cotada no Brasil abaixo do preço mínimo de garantia do governo, de 307 reais por saca.

O indicador diário Cepea/Esalq, que mede os preços do arábica no mercado interno à vista, fechou a 283,12 reais por saca na terça-feira.

Carlos Paulino disse que mercado está "muito parado e produtor não está vendendo", enquanto aguarda programas do governo de apoio ao preço.

 

 

Fonte: Reuters/ Roberto Samora

 


"Crise do café se tornou insustentável" - Breno Mesquita

10:57:05 -

Com mais de 20% da safra colhida, cafeicultores de todo o país reclamam da falta de recursos e de políticas de renda para escoamento da produção de forma organizada e economicamente viável. Em entrevista, o diretor da FAEMG e Presidente Comissão Nacional do Café da CNA e Comissão Estadual de Café de Minas Gerais, Breno Mesquita, classifica a situação como “insustentável”.

 

FAEMG - Quais são os principais problemas enfrentados hoje pelo setor?

BRENO - Estamos atravessando uma crise em plena colheita. O café tem baixíssimo preço no mercado e o produtor não tem capital para manter essa produção até que as coisas melhorem. É uma situação insustentável e, até agora, não estamos tendo nenhum apoio do poder público. O Governo não aprovou até hoje o Funcafé, o que era pra ter acontecido um dia depois do Plano de Safra. Existe muita promessa, mas o que vemos, infelizmente, é uma enorme morosidade em uma safra que está sendo colhida. Não estamos tendo acesso ao recurso que nos pertence e que foi gerado por nós, que trabalhamos e nos mantivemos na cafeicultura. Estamos buscando empréstimos a juros caros para nos manter numa atividade que está nos propiciando hoje um prejuízo de mais 100 reais a saca dependendo da região.

 

FAEMG - A expectativa está em torno da liberação de recursos do Funcafé?

BRENO - Todo o dinheiro do Funcafé cuja liberação foi anunciada ontem não será o suficiente. Foram liberados 3 bilhões de reais, mas esses recursos não se destinam apenas ao produtor. A indústria terá acesso, a exportação terá sua fatia e as cooperativas também. No final, pouquíssimos produtores terão acesso a esse recurso porque não têm garantia para dar. A maioria, ao longo dos anos, veio se descapitalizando e hoje se encontra com dificuldades de tomar recursos.  É preciso muito mais que isso, precisamos de políticas concisas de garantia de renda ao produtor.

 

FAEMG - Como teve origem toda esta crise que o café vive hoje?

BRENO - Desde o ano passado estávamos alertando que a safra deste ano seria uma safra grande, apesar de ser ano de ciclo baixo, e que precisaríamos de instrumentos como Pepro e Opções de venda para que pudéssemos manter o preço ao menos compatível com a safra, em torno de 360 a 380 reais. O que obtivemos, em lugar, foi um completo desrespeito à atividade. Começou com o preço mínimo, que não engolimos até hoje. Ainda não nos explicaram o porquê do valor de R$ 307 e por que foi descartado todo o trabalho com embasamento técnico da Conab que chegou a 336 reais, valor muito aproximado ao calculado pela Ufla em parceria com a CNA, de 338 reais.

 

FAEMG - Qual a importância do valor pleiteado e o que mudou com a aprovação de um mínimo inferior?

BRENO - Com o marco de 336 reais nós teríamos condições de fazer uma política em que o Governo teria que fazer pouco e o produtor poderia almejar preços que, em tese, cobririam seus custos de produção. A 307 reais, nosso espaço de negociação diminui bastante.

 

FAEMG - Há expectativa para uma nova revisão?

BRENO - A revisão do mínimo vai acontecer depois da safra. Hoje o que temos para trabalhar é esse valor de referência baixo, de 307 reais. Não concordamos até hoje, pois não nos passaram nenhuma razão ou parâmetro técnico para que o mínimo fosse este. Sem qualquer instrumento para ordenar essa safra que o Brasil está colhendo, que é grande, vamos acabar jogando-a toda no mercado desordenadamente e o preço virá ainda mais abaixo.

 

FAEMG - Como é a situação dos cafeicultores hoje?

BRENO - O que temos visto, aos montes e todos os dias, são casos de produtores desesperados que estão vendendo café verde no terreiro para fazer dinheiro. Mesmo com deságio de 50, 70 reais a saca, vendem para poder honrar suas contas, pagar o funcionário pela colheita da semana. Chegamos ao ponto em que não está dando mais. Temos que deixar isso claro, porque não estamos sendo ouvidos: “Não estamos aguentando mais”. É um desrespeito não só ao produtor, mas à cafeicultura nacional, uma atividade que sempre trabalhou pelo Brasil. A palavra que resume tudo isso é ‘insustentável’.

 

FAEMG - Como reverter ou pelo menos aliviar este quadro?

BRENO - É preciso atitude rápida e proativa do governo, e não é só soltando dinheiro para financiar a safra. Em vista da situação, e do agravamento já ocasionado pela falta de recursos no momento certo, hoje o setor precisa muito mais que isso. Junto ao recurso do Funcafé, precisamos de uma política de renda para o setor passando por um programa de opção e um programa de Pepro. Sem isso, a situação ficará insustentável para a cafeicultura nacional. Nós pagamos nossos compromissos, nós mantivemos os empregos dos nossos funcionários e projetamos nosso futuro. E ainda assim, não saímos do lugar. Tudo o que estamos pedindo são políticas comuns de governo para este tipo de situação. Já foi feito inúmeras vezes, pela laranja, o cacau, ou a cana-de-açúcar. São excepcionalidades e o governo tem recursos a fundo perdido exatamente para fazer políticas para produtos que estão passando por momento de crise. Além de ser muito importante para a economia, a cafeicultura é atividade extremamente democrática e pulverizada, com forte presença em todo o Brasil e principalmente entre pequenos produtores. É preciso que haja não um tratamento especial, mas um tratamento bom, digno e motivador.

 

FAEMG - Como se encontra a demanda da FAEMG por apoio aos produtores afetados pela chuva de granizo em Itamogi e região?

BRENO - Conseguimos, junto aos ministérios da Agricultura e da Fazenda, recurso de 20 milhões de reais, que o produtor, dependendo da intensidade dos danos decorrentes do fenômeno, poderá pagar em até seis anos, com três anos de carência. O problema é que esse recurso já deveria estar na mão do produtor. O ciclo da planta não pode esperar a boa vontade ou a burocracia na liberação destes recursos.   Federação da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais

 

Fonte: FAEMG http://www.faemg.org.br/

 


VBP da Agropecuária sobe 9,5 por cento em 2013 puxado pela soja

11:05:00 -

O Valor Bruto da Produção (VBP) da agropecuária brasileira deve crescer 9,5% este ano e o produto que vai puxar este crescimento é a soja. A estimativa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) é de que o VBP da soja totalize R$ 80,4 bilhões em 2013, com uma alta de 16,6% na comparação com o resultado do ano passado. 
Estudo da CNA mostra que o faturamento obtido com a venda de 25 produtos agropecuários deve somar R$ 433,8 bilhões em 2013. O mesmo levantamento indica que 71% da safra brasileira de soja foram comercializados até maio, quando os preços subiram em função da diminuição no ritmo de vendas. As altas apontadas no mês passado inverteram a queda de preços verificada desde o começo do ano. 

No mercado internacional, as atenções estão voltadas para a safra dos Estados Unidos, onde 44% da área de soja foi semeada, contra 61% na média dos últimos cinco anos. Segundo a CNA, as ocorrências de chuvas nas principais regiões produtoras dos Estados Unidos continuam dificultando o plantio das lavouras, cenário que deve provocar volatilidade de preços nos próximos meses devido à importância da safra norte-americana para o abastecimento mundial. 
Para o milho, a expectativa é de recuo dos preços no mercado interno em função do avanço da colheita da segunda safra, cuja produção deve ser 11,5% superior ao volume colhido em 2012. O VBP do milho deve somar R$ 37,5 bilhões em 2013, crescimento de 7,1%. Esse resultado deve ser determinado pelo aumento da produção nacional, estimada em 78,468 milhões de toneladas nas duas safras anuais. 
A alta do VBP da agropecuária é justificada pelo cenário de preços que, na maioria dos casos analisados, permanecem em patamares elevados. 

 

Fonte: Canal do Produtor 

 


CMN aprova ajustes em normas de financiamento da safra 2013/2014 e anuncia crédito a cooperativas agropecuárias

11:17:39 -

Financiamento promete ajudar o produtor para a compra de maquinaria, implementos e utensílios agrícolas, entre outros.

O Conselho Monetário Nacional (CNM) aprovou nesta terça, dia 18, um ajuste nas normas do crédito rural para as operações de financiamento de custeio, comercialização e investimento na safra 2013/2014. O anúncio foi publicado nesta quarta, dia 19, no Diário Oficial.
Dentre as mudanças aprovadas está a inclusão nos itens financiáveis do custeio agrícola as despesas de soca e ressoca de cana-de-açúcar, abrangendo os tratos culturais, a colheita e os replantios parciais; aquisição antecipada de insumos; e a compra de silos bags, limitadas a 5% do valor do custeio. No caso da criação de animais, o custeio inclui a aquisição de leitões para produtores independentes e compra de insumos em qualquer época do ano.
O CMN oficializa o anúncio da presidente Dilma Rousseff para o Plano Safra 2013/2014, de aumento do limite do crédito de custeio rural por beneficiário, que passa de R$ 800 mil para R$ 1 milhão. O limite inclui todos os créditos de custeio tomados com recursos controlados, exceto no âmbito dos fundos constitucionais de financiamento regional. O CMN prevê a obrigatoriedade de inscrição no Cadastro Ambiental Rural (CAR).
No caso da avicultura, o limite individual do custeio por criador será de R$ 80 mil. Nas parcerias de criadores que desenvolvam duas ou mais atividades integradas, o limite por participante pode ser de até R$ 160 mil. As normas prevêem prazo de até 270 dias para utilização dos insumos comprados antecipadamente, e o criador deve identificar as lavouras às quais se destinam, especificando o valor correspondente a cada uma.

Médio produtor
O conselho estabeleceu que, no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), serão enquadrados os produtores que possuam renda bruta anual de até R$ 1,6 milhão, considerando no limite a soma de 100% do Valor Bruto de Produção (VBP), 100% do valor da receita recebida de entidade integradora e das demais rendas provenientes de atividades desenvolvidas no estabelecimento e fora dele e 100% das demais rendas não agropecuárias. O limite do custeio no Pronamp é de R$ 600 mil por beneficiário e para investimento de 350 mil. Os encargos financeiros são juros de 4,5% ao ano.
O governo instituiu um limite de crédito adicional de até R$ 1 milhão por beneficiário, de olho nos problemas pelas adversidades climáticas, que provocaram frustrações de safras e alta nos preços dos hortifrutigranjeiros, desde que os recursos adicionais sejam destinados exclusivamente ao financiamento de custeio de batata inglesa, cebola, feijão, mandioca, tomate, demais verduras (folhagens) e legumes.

Assistência a cooperativas agropecuárias
A CMN também aprovou a resolução que trata da assistência financeira às cooperativas de produção agropecuária e de crédito. No caso das cooperativas de produção, o crédito poderá ser usado para suprimento de recursos de atendimento aos cooperados; integralização de cotas-partes e antecipação de verbas de taxa de retenção.
As finalidades de crédito previstas na resolução são adiantamentos a cooperados por conta de produtos entregues para venda; compra de insumos e de bens para fornecimento aos membros (sementes e mudas, maquinaria, implementos e utensílios agrícolas, veículos, animais, bens essenciais ao consumo, materiais diversos e produtos utilizáveis nas explorações rurais); e aquisição de bens para prestação de serviços exclusivamente em explorações rurais (maquinaria, implementos, utensílios agrícolas e reprodutores machos puros ou de alta linhagem).
De acordo com a resolução, também publicada no Diário Oficial, a concessão de crédito para adiantamentos a cooperados deve se basear na avaliação da capacidade de comercialização da cooperativa e na estimativa da produção esperada pelos associados. O cronograma de uso do crédito para adiantamentos a cooperados deve obedecer ao fluxo de ingresso dos produtos na cooperativa, conforme o ciclo das atividades dos associados. Na hipótese de formação de caixa pela cooperativa, para adiantamentos a cooperados, as liberações de recursos do financiador não podem exceder a demanda projetada para um mês.

Preços mínimos da safra 2013/2014
O conselho deve definir os preços mínimos de garantia dos produtos agrícolas para a safra 2013/2014, na quinta da próxima semana, dia 27. A informação partiu do secretário adjunto de Política Agrícola do Ministério da Fazenda, João Rabelo Jr., acrescentando que os valores propostos pelo Ministério da Agricultura ainda estão sendo analisados pelas autoridades econômicas.
No início do mês, um estudo elaborado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aponta para a necessidade de reajuste dos preços mínimos do algodão e do milho. Os produtores de algodão pedem correção de 36,8% no preço mínimo da pluma, para R$ 61 a arroba, mas o estudo da Conab propõe R$ 50,58 a arroba (+13,41%), levando em conta o custo variável, estimado em R$ 50,47 a arroba.
Pelos cálculos da Conab, o reajuste dos preços mínimos do milho também deve ficar abaixo das expectativas. No Rio Grande do Sul, os produtores pediam R$ 21 a saca, mas a proposta da Conab é de R$ 17,67 a saca para o Sul, Sudeste e Centro-Oeste (exceto Mato Grosso), valor 1,5% superior aos atuais R$ 17,46 a saca. O reajuste proposto para Mato Grosso e Rondônia é de 4,15% (passando de R$ 13,02 para R$ 13,56 a saca). Para a Região Norte (exceto Rondônia), oeste da Bahia, sul do Maranhão e sul do Piauí, a proposta da Conab é de aumento de 4,05% (de R$ 20,76 para R$ 21,60 a saca). Para as demais áreas do Nordeste, a proposta é de aumento de 32,9% no preço mínimo, de R$ 20,76 para R$ 27,60 a saca.

 

Fonte: Canal Rural 

 


Mais tecnologia para o campo

11:22:17 -

Com a criação da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), que depende da aprovação de um projeto de lei já enviado ao Congresso, o governo pretende aproximar ainda mais os centros de pesquisas dos produtores Rurais, dos quais apenas 25% têm acesso aos conhecimentos tecnológicos. A Anater deverá articular em nível nacional o trabalho desenvolvido pelas instituições estaduais de extensão rural de levar aos agricultores e pecuaristas as tecnologias disponíveis de produção e criação, armazenamento, processamento e de gestão dos negócios Rurais. Com isso, o que se espera é a modernização mais rápida da agropecuária brasileira, com o aumento da produtividade e maiores ganhos para os produtores. 
O papel que caberá à nova agência já foi desempenhado, no passado, pela Empresa Brasileira de Assistência Técnica e Extensão Rural (Embrater). Em 1989, o governo Sarney decretou o encerramento das atividades da empresa, mas uma rápida reação do Congresso impediu que o decreto tivesse efeito prático: O governo seguinte, de Collor, porém, conseguiu fechar a Embrater em 1992. Desde então, a atuação das empresas estaduais de assistência técnica e extensão rural - em São Paulo, a atividade é desempenhada pela Coordenadoria de Assistência Tecnica Integral, vinculada à Secretaria da Agricultura - vem sendo coordenada por uma entidade nacional por elas criadas. 
Mesmo já tendo alcançado níveis elevados de produtividade, que lhes têm assegurado crescimento contínuo da produção de grãos com aumento bem menor da área cultivada, o Brasil ainda tem muito espaço para desenvolver sua agropecuária e oferecer mais alimentos para o mercado interno e para outros países. Dos estabelecimentos Rurais registrados no Pais, 11% dos considerados familiares e 9% dos médios e grandes não têm nenhuma produção, de acordo com dados do governo. Mais de 1,3 milhão de estabelecimentos não obtém receita com a atividade agropecuária. 
O mais recente Censo agropecuário, de 2006, mostrou o impacto da assistência técnica e da extensão rural na renda auferida pelos produtores. "Enquanto os grandes e médios produtores que não recebem assistência técnica e extensão rural obtêm um valor básico de produção de R$ 232 por hectare, os que contam com esse serviço obtêm R$ 996 na mesma área", conforme a mensagem enviada pelo governo ao Congresso para justificar a criação da Anater. 
Como mostram esses números, a assistência técnica e a extensão rural podem mais do que quadruplicar a renda, nas médias e grandes propriedades. Nas propriedades familiares, o impacto é semelhante: o valor da produção passa de R$ 639 para R$ 2.309 por hectare. 
Na esfera federal, o sistema coordenado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) conta com uma rede de 47 centros de pesquisas e 16 instituições estaduais. Além da estrutura da Embrapa, o País dispõe de uma rede privada e também de universidades. 
O Plano Agrícola e Pecuário 2013/2014 anunciado no início do mês pelo governo inclui. o investimento de R$ 120 milhões para a ampliação e modernização dos seis laboratórios nacionais agropecuários, para dar-lhes condições de produzir diagnósticos mais rápidos e precisos sobre a qualidade dos produtos agropecuários nacionais. 
Para levar a mais produtores os conhecimentos gerados nas instituições de pesquisa, além da criação da Anater, o governo pretende montar uma rede de educação profissional e de inovação tecnológica. Essa rede envolverá a estrutura da Embrapa, as universidades federais, as escolas técnicas e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, gerido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). 
Ao mesmo tempo em que levará conhecimentos para os produtores, a nova estrutura federal para a assistência técnica e extensão rural trará para os centros de pesquisa as demandas e as necessidades reais do setor produtivo. Os dois lados têm a ganhar com isso.

 

Fonte: Editorial do jornal O Estado de S. Paulo 

 


Dólar comercial opera em baixa, cotado a R$

14:37:49 - O Dólar comercial está operando com baixa de 100%. Há pouco, a moeda americana era comercializada a R$ na compra e a na venda.


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criado em 20/06/2013