O porto de Santos exportou 673.175 sacas, o porto de Vitória embarcou 77.445 sacas, o porto do Rio de Janeiro enviou 2.900 sacas, o porto de Sepetiba exportou 1.440 sacas, o porto de Salvador enviou -??, enquanto os outros portos exportaram 11.123 sacas de café.
Também até o dia 13, o Cecafé registrou a emissão de 1.065.603 certificados de origem, dos quais 900.001 são referentes a arábicas, 69.288 a conillon e 96.314 de solúvel.
Por Armando Matielli
ESTAMOS CONVIVENDO COM UMA SITUAÇÃO CLIMÁTICA, NAS REGIÕES CAFEEIRAS, TOTALMENTE ATÍPICA COM OS DADOS HISTÓRICOS. POR EXEMPLO, AQUI NA FAZenda JACUTINGA –GUAPÉ-M.G,CHOVEU 164 ML DE 30 DE MAIO ATÉ 20 DE JUNHO. NO MAPA/PROCAFÉ DE VARGINHA A PLUVIOMETRIA TAMBÉM FOI MUITO PRÓXIMO AO OCORRIDO EM GUAPÉ E, FALANDO COM DIVERSOS COLEGAS, DE DISTINTAS REGIÕES, ESSAS CHUVAS ATINGIRAM 85- 90% DAS REGIÕES PRODUTORAS DE ARÁBICAS. EXCEÇÃO PARA AS LAVOURAS INSTALADAS DO NORTE DE MINAS E DA BAHIA QUE ESTÃO SECAS ACIMA DO NORMAL.
DOS 85-90% DO PARQUE CAFEEIRO NÃO OCORRERÁ STRESS HÍDRICO E, HAVERÁ COMPROMETIMENTO NA PRÓXIMA SAFRA DE 2013/2014. NÃO OCORRERÁ O STRESS PARA A MATURAÇÃO DAS GEMAS. A CHUVA É O MEIO MAIS EFETIVO DE INTERRUPÇÃO DO REPOUSO FLORAL, QUE ASSOCIADO AO PERÍODO FRIO SÃO OS FATORES PREPONDERANTES PARA A DETERMINAÇÃO DA FLORADA NO INICIO DA PRIMAVERA COM A ELEVAÇÃO DA TEMPERATURA E OCORRÊNCIA DE CHUVAS. CHOVEU ABSURDAMENTE EM JUNHO. DOS 22 ANOS QUE MEDIMOS O REGIME DE CHUVAS DA FAZ.JACUTINGA A MÉDIA NESSE PERÍODO É DE 17 ML, OU SEJA CHOVEU QUASE 10 VEZES MAIS QUE A MÉDIA E COM ISSO DESESTABILIZA SE TODA FISIOLOGIA E COM CERTEZA TEREMOS SÉRIOS PROBLEMAS NA PRÓXIMA FLORADA E PRODUÇÃO. JÁ TEM LAVOURA, DA VARIEDADE TUPI, FLORINDO E OUTRAS AS GEMAS JÁ ESTÃO ESTUFANDO COMO OCORREM EM SETEMBRO. PROVAVELMENTE NÃO CONVIVEMOS COM ESSA SITUAÇÃO OU SE CONVIVEMOS FORAM RARÍSSIMAS VEZES. A NORMALIDADE DAS PRINCIPAIS REGIÕES CAFEEIRAS É A OCORRÊNCIA DE BAIXÍSSIMA PLUVIOMETRIA EM JUNHO. ESSAS CHUVAS QUE OCORRERAM NA ÚLTIMAS SEMANAS SÃO COMUNS EM SETEMBRO E OUTUBRO, OU SEJA O CAFEEIRO, ESTÁ ``DESCODIFICADO`` E NÃO ENCONTRANDO O PONTO DE EQUILÍBRIO NA RELAÇÃO HÍDRICA E TÉRMICA NECESSÁRIOS PARA UMA FLORADA E PRODUÇÃO IDEAL. DOS DOIS FATORES PREPONDERANTES PARA A FLORADA UM DOS FATORES FOI TOTALMENTE QUEBRADO E DESENQUADRADO TECNICAMENTE.
COM RELAÇÃO à BEBIDA TEREMOS UMA PERCENTAGEM ALTÍSSIMA DE CAFÉS DE BAIXA QUALIDADE. OS CAFÉS CEREJAS ESTOURARAM PELO EXCESSO DE ÁGUA E VAZOU TODO A MUCILAGEM. A GENTE VÊ NO TERREIRO O TANTO DE GRÃOS QUE ESTÃO ESTOURADOS E,SEM LEVAR EM CONSIDERAÇÃO AOS QUE ESTÃO NO SOLO. ESSES CAFÉS DE SOLO OU NA PLANTA SERÃO FORTEMENTE ATACADOS POR FUNGOS QUE PROVOCAM MALEFÍCIOS NA BEBIDA COMO O FUSARIUM, ASPERGILUS, ALTERNARIA ENTRE OUTROS POIS, AS FENDAS NO FRUTOS ASSOCIADOS A ALTA HUMIDADE E, AINDA AGRAVADOS PELA BAIXA EVAPOTRANSPIRAÇÃO, DESSA ÉPOCA DO ANO, MANTERÁ O SOLO MUITO HÚMIDO POR MUITO TEMPO QUE COMPROMETERÁ TOTALMENTE A BEBIDA. PÉSSIMO. MEDIMOS EM ALGUNS TALHÕES E NOS CATUAIS CAIRAM 31% EM MÉDIA. NOS MUNDO NOVO VARIAM DE 34 A 38% DEPENDENDO DO CULTIVAR.O ACAIÁ CAIU MAIS QUE OS M.N.376 E 379. ISSO POR ENQUANTO, POIS A NORMALIDADE DAQUI PARA FRENTE, ATÉ O FINAL DA COLHEITA, É CAIR AINDA MAIS CAFÉ. SE OCORRER MAIS ALGUMAS CHUVAS NAS PRÓXIMAS SEMANAS OS PREJUÍZOS SERÃO AINDA MAIS MARCANTES.
PORTANTO, TEREMOS QUE ENFRENTAR PERÍODOS DELICADOS DE QUALIDADE E PRODUÇÃO. A SITUAÇÃO ESTARÁ CRITICA PELO RETARDAMENTO DA COLHEITA, QUEDA MASSIVA NA QUALIDADE E GRANDE POSSIBILIDADE DE UMA FORTE FRUSTAÇÃO DA SAFRA 2013/2014.
Armando MATIELLI - ENG.AGRONOMO COM M.B.A NA F.G.V, CAFEICULTOR EM GUAPÉ/ PRESIDENTE EXECUTIVO DA SINCAL.
Na comparação com o mesmo mês de 2011, a redução é de 32,6% sobre os US$ 2,1558 registrados no período
O índice composto de preços da Organização Internacional do Café (OIC) registrou queda de 7,8% em junho para US$ 1,4531 a libra-peso. É o menor nível desde junho de 2010. Na comparação com o mesmo mês de 2011, a redução é de 32,6% sobre os US$ 2,1558 registrados no período. O indicador é formado por meio de uma média dos valores de alguns tipos de cafés arábica e robusta, além das cotações negociadas nas bolsas de Nova York e Londres.
Em junho, os preços do café arábica continuaram o movimento de queda dos últimos meses. O recuo no valor dos grãos robusta foi menos acentuado em relação ao arábica, o que levou a outro estreitamento do diferencial entre as duas cotações. Dentro da composição do índice da OIC, houve queda maior nos preços dos cafés colombianos (10,9%) e dos brasileiros (10,3%).
Já os robustas tiveram declínio de apenas 1,1% em junho na comparação com o mês de maio. Os valores dos cafés colombianos continuam mais altos que os brasileiros? US$ 1,8467 por libra-peso ante o preço de US$ 1,6869 do café brasileiro no último mês.
Fonte: http://www.cenariomt.com.br/noticia.asp?cod=212477&codDep=6
O Espaço Café Brasil (ECB) é um dos maiores eventos de café da América Latina e reunirá produtores, compradores, empresários e especialistas em café. Agora, em sua 7ª edição, que acontece de 4 a 6 de outubro de 2012 no Pavilhão do Expo Center Norte, em São Paulo (SP), a Feira Internacional de Café investe ainda mais no setor ao trazer toda a cadeia cafeeira para gerar negócios durante os três dias.
O objetivo é aproximar e integrar cafeicultores, torrefadores, classificadores, exportadores, empresários, baristas, proprietários de cafeterias e apreciadores em um só local para a troca de experiências, além de mostrar novos produtos, que hoje estão mais disponíveis nas lojas, cafeterias e supermercados para os apaixonados por café. Neste ano são esperados 8 mil visitantes e R$ 15 milhões em geração de negócios.
Com a co-realização da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), o Espaço Café Brasil também conta com o apoio institucional das principais entidades cafeeiras. A feira funciona como uma plataforma de negócios para associados e para o desenvolvimento do setor.
Marcos Racy Haddad, diretor comercial da Café Editora – a realizadora da feira –, ressalta que o Espaço Café Brasil se consolidou como a feira do setor. "Vamos oferecer, neste ano, o foco em diferentes experiências com o produto, seja em conhecimento, tecnologia ou inovação, até a própria degustação de cafés frescos da safra atual", comenta.
A colheita do café conilon está praticamente concluída no Espírito Santo, gerando bons índices de produção nos principais municípios produtores, mas os trabalhos na lavoura não terminaram. Após a colheita, alguns cuidados são necessários na plantação já pensando na próxima safra.
De acordo com o técnico agrícola da Defagro Defensivos Agrícola, Adriano Oliosi, os tratos com a lavoura pós-colheita começam com a análise de solo e foliar. Antes de adubar a lavoura é preciso conhecer a necessidade de nutrientes do solo e das folhas para aplicação correta de adubo. “A correção do solo com calcário, por exemplo, é importante para o ciclo do café. Analisando o solo, o produtor só vai aplicar o que precisa realmente, evitando desperdícios", afirma Oliosi.
A poda da planta é uma ação considerada extremamente importante para o desenvolvimento da lavoura. A prática consiste em retirar a parte da planta, ramos e hastes, que já produziram. "O produtor tem que deixar ramos com parte vegetativa para dar flores e frutos na próxima safra. Aquelas hastes que não têm mais possibilidade de produção devem ser retiradas. O tempo médio das hastes ficarem na planta é de três a quatro anos", explica o técnico.
A adubação deve ocorrer após 30 dias da análise de solo ou aplicação do calcário. Normalmente, quatro vezes ao ano, levando em consideração a poda, a florada, enchimento dos frutos e maturação. O combate a pragas e doenças no cafezal deve começar também logo após a colheita. “A dica é, após a poda, entrar com a pulverização e os nutrientes adequados na planta, que possam protegê-la de doenças”, destaca Oliosi.
Regiao Norte
Regiao Nordeste
Regiao Centro Oeste
Regiao Sul
Através de uma mobilização geral em torno do projeto, a Federação dos Cafeicultores do Cerrado está realizando treinamentos nas associações e cooperativas do sistema Região do Cerrado Mineiro
A Federação dos Cafeicultores do Cerrado, através de seus colaboradores Petrônio Primo e Wado Jr, realizaram uma manhã de treinamento do Sistema Integra Cerrado nesta sexta-feira, 6 de julho na sede da ACARPA. Funcionários e técnicos participaram do treinamento, que faz parte do projeto da campanha de cadastramento da Região do Cerrado Mineiro.
Wado jr ressaltou a importância do projeto, sendo este estruturante da federação para os projetos das entidades filiadas ao sistema. “Trata-se de um importante projeto que tem a intenção de montar uma base de dados rica em informações relevantes que auxiliem nossos gestores nas tomadas de decisões para benefício da região.” Enfatiza.
Petrônio destacou que o projeto foi criado para atualização e enriquecimento do banco de dados da Federação dos Cafeicultores junto às instituições filiadas. “Todos os produtores que são associados em uma das associações ou cooperativas, ou em ambas, deverão atualizar seu cadastro junto à instituição filiada. Mesmo os produtores que não são filiados poderão fazer seu cadastro e desfrutar dos projetos que serão direcionados para a Região do Cerrado Mineiro.” Ressalta.
Através deste cadastramento o produtor terá benefícios, como avalorização e reconhecimento da sua propriedade dentro da indicação geográfica da Região do Cerrado Mineiro e garantirá sua participação em todos os projetos direcionados ao sistema.
A coordenação de certificação da Tecnologia da Informação da Federação está visitando todas as instituições e realizando o treinamento do software Integra Cerrado, envolvendo agrônomos, técnicos de campo, vendedores e colaboradores.
A Secretaria de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento autorizou contratos com instituições financeiras para as linhas de crédito destinadas aos financiamentos de custeio, estocagem, capital de giro para a indústria de torrefação de café, indústria de café solúvel e financiamento para Aquisição do Café (FAC). Os recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) de R$ 817 milhões foram liberados para o Banestes, Cooperativa-Crediminas, Rabobank, BPN Brasil, ABC Brasil S/A e Banco do Brasil.
Crédito
O Ministério já havia creditado nas instituições financeiras - Banco Itaú BBA, Bradesco, Banco Votorantim S/A, Cooperativa de Central de Crédito do Espírito Santo (Sicoob Central), Cooperativa de Crédito Rural e de Pequenos Empresários, Microempresários e Microempreendedores da Região de Varginha (Sicoob Credivar) - cerca de R$ 787 milhões para financiar a cafeicultura. Com as autorizações desta semana, totalizam R$ 1,6 bilhão dos R$ 1,95 bilhão previstos no Funcafé para financiar a cafeicultura.
Fonte: Folha de Londrina
Por Celso Luis Rodrigues Vegro
O forte declínio das cotações do café arábica que se iniciaram entre setembro e outubro de 2011, alcançando a mais intensa depreciação em junho de 2012, quando as cotações se aproximaram dos R$365,00/sc para cafés finos, deixou todos que de alguma forma participam desse mercado, completamente atônitos. Creditar, exclusivamente, a crise financeira a baixa nas cotações, não parece posicionamento acertado tendo em conta que os reflexos sobre o consumo da bebida não foram na mesma intensidade com que atingiu outros itens de consumo. Ademais, não se percebe qualquer notícia de recomposição de estoques mesmo tendo em conta a safra de alta brasileira e a formidável safra vietnamita.
Inegável que a crise financeira (banco e das dívidas soberanas de países centrais) forçou os grandes players da torrefação, acentuarem o emprego do robusta na composição das ligas e esse fato passou a pressionar para baixo as cotações do arábica2. Essa estratégia, entretanto, tem curta duração, pois como já se observou em outras ocasiões em que as cotações do arábica dispararam, carregar em robusta as ligas acaba se refletindo em encolhimento do mercado.
Diante desse cenário complexo ou, talvez melhor dizendo, confuso, é natural que comece a existir mobilizações por parte dos mais prejudicados pela chamada “gangorra de preços”, no caso, os cafeicultores e suas cooperativas. Em junho de 2012 foi redigido e em princípio de julho entregue aos gestores do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA)3o “Plano de Políticas Estratégicas para a Cafeicultura Brasileira, 2012/2014 – propostas da produção”, assinado pelas entidades: Conselho Nacional do Café (CNC), Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e Sistema da Organização das Cooperativas do Brasil (OCB). Trata-se de um plano enxuto, contemplando cinco diretrizes de ações estratégicas: a) comercialização; b) tecnologia e pesquisas; c) desenvolvimento de mercado e marketing; d) sustentabilidadee e)legislação4.
Os itens apresentação, introdução e cenário mundial formam uma espécie de premissas sobre as quais serão pautadas cinco políticas. Frases como: banda de sustentação; intervenção do governo; garantia de renda; formam um repertório caduco e conhecido. Em seguida destaca que “a cafeicultura brasileira vêm (sic.) convivendo com sucessivas crises”; todavia essa sucessão de crises é a normalidade da economia mundial e brasileira, não sendo singularidade da cafeicultura. Passa então a solicitar medidas estruturantes?? sem detalhar quais. Não creio que os organizadores do documento deixem de perceber no controle da inflação; redução dos juros básicos; desoneração das exportações; simplificação tributária (PIS/COFINS); monitoramento da depreciação cambial, como medidas de caráter estruturante e suficientes para um razoável azeitamento dos negócios privados. Talvez, a demanda esteja dirigida para a reforma das regulamentações que rege as relações capital/trabalho. Mas com o avanço da adoção da mecanização completa das lavouras essa temática vem perdendo o apelo que possuía há poucos anos atrás.
Ao final da introdução temos outra vez a ênfase no Novo Plano Estratégico da Cafeicultura Brasileira. O estranho dessa inserção é a noção de novo, pois folheando o documento apenas duas proposituras são relativamente novas, sendo que uma delas pertence à diretriz do governo federal independe de setores e segmentos. Todo o resto são demandas requentadas que como bem disse um amigo meu: novamente trás a idéia de defender a iniciativa privada quando tem lucro e o socialismo quando tem prejuízo eles solicitam uma série se seguranças quando os preços baixam, mas não se pronunciam sobre as de contribuições sociais quando os preços são altos! Ou seja, é missão da sociedade civil sustentar negócios privados na baixa e invejar a riqueza alheia na alta! Mas voltemos ao documento.
No item sobre cenários o destaque vai para o pleito sobre a criação de políticas que mantenha (sic.) preços remuneradores. Essa é a premissa básica sobre a qual serão norteadas as cinco demandas de políticas. Superar a gangorra dos preços recebidos pelos produtores em geral, cafeicultores em particular, é o maior desafio do Estado Brasileiro no sentido de espraiar a trajetória de desenvolvimento (crescimento econômico + inclusão social) para o meio rural. As discordâncias surgem de como isso deve ser conduzido, sem sobrecarregar um estado sob aperto fiscal; sem criar situações inflacionárias e tampouco privilegiar grupos de interesse.
No subitem indústrias a omissão da abertura, sob estrito balizamento, das importações em regime de drawback, demonstra a visão autárquica que os idealizadores do documento possuem sobre o agronegócio, algo totalmente discrepante com as exigências da contemporaneidade.
O primeiro dos cinco pilares de políticas é o da comercialização. Acertadamente, o documento levanta a dúvida sobre a necessidade ou não de formação de estoques públicos de café e em que dimensões. Com todas as críticas possíveis às duas edições dos contratos de opções públicas de café (governo como único comprador e prêmio 90% subvencionado), o governo federal logrou com a valorização dos lotes que foram ao exercício, demonstrando que há competência técnica para se elaborar políticas desse molde, minimizando o risco de perdas para o tesouro. Nesse sentido, ajustando-se uma melhor maneira de calcular o prêmio, creio que essa é a política de transferência de risco mais acertada, que em dosagem calibrada seria capaz de recompor estoques em dimensões suficientes para não interferir, demasiadamente, nos negócios privados (2 a 3 milhões de sacas talvez sejam números cabalísticos para as opções públicas). A perenização das opções públicas no escopo das políticas para o café atenderia muito mais aos objetivos de capacitação dos cafeicultores no uso dessa ferramenta comercial do que no intuito de formação de estoques.
De sua parte o documento justifica a necessidade de estoques públicos da ordem de 6 milhões de sacas, pautando-se em hipóteses pouco aderentes à realidade: ¿¿maior bienalidade no sul de Minas?? – desconheço artigo científico que comprovou essa tese; geada ou seca– excluindo-se a geada que é um evento que não acontece de modo generalizado desde 1974, as últimas grandes secas não foram capazes de interferir nos rumos do mercado com ou sem estoques públicos. Da forma como expôs-se essa justificativa, em realidade, nada justifica e são meras especulações empregadas na “legitimação” das 6 milhões de sacas em estoques públicos5.
O documento sugere a arquitetura financeira do PROCAP-AGRO para as aquisições de café. Não parece ser um mecanismo adequado pois se trata de um crédito emergencial destinado aos produtores cooperados afetados pela seca do primeiro trimestre do ano, convertido em cotas de capital integralizadas junto a empresa cooperativa da qual são associados. Ademais os juros cobrados nessa linha são de 9,5% ao ano para capital de giro e 6,75% para demais operações6. Aparentemente é uma fonte custosa e incompatível com o padrão volátil para a formação dos preços do café.
Se a linha sugerida para atender os requisitos da comercialização é um bocado estranha (s.m.j.), a aplicação das exigibilidades bancárias em contratos alongados para 18 meses é medida de formidável impacto na comercialização do café tendo em conta os ciclos de alta e baixa que se sucedem. A derrapada surge quando se estabelece no documento bandas de preços para a liquidação antecipada ou postergação dos contratos. No segundo caso entraria em cena mecanismo automático de prorrogação das dívidas, justamente a medida da qual se queixavam por considerar uma das poucas medidas de política agrícola nos anos passados (pg.3 – 4oparágrafo). Novo e velho misturados numa quimera histriônica!
A redução do spread dos empréstimos do FUNCAFE é medida urgente e disso já se conscientizou nossa presidente. Os 4% cobrados atualmente podem tranquilamente ser cortados à metade e ainda assim atrair o agente financeiro para operacionalizar transações. Ponto positivo para o documento.
A criação de Fundo Garantidor de Financiamentos e Seguro são outras ações da órbita da comercialização relacionadas. Na hipótese consignada no texto, a criação do fundo concederia maior segurança contra a inadimplência aos empréstimos efetuados pelo agente financeiro. Até que ponto essa seria ação positiva para a cafeicultura consiste na principal dúvida, pois a única coisa resguardada é a garantia de solvência do contrato celebrado e não a saúde financeira do cafeicultor. Mais honesto seria propor a concessão de crédito a juros menores e prazos mais elásticos para os cafeicultores aderentes ao programa do cadastro positivo por exemplo. As arquiteturas financeiras voltadas para proteção bancária não são solução para qualquer tipo de produção quando, ao contrário, formaram um dos alicerces da atual crise. Quanto ao seguro, trata-se de antiga discussão em que não entram as seguradoras por não existir uma seguradora das seguradoras e, não há interesse dos produtores rurais pois os prêmios são elevados e incompatíveis com a rentabilidade da maior parte dos cultivos e criações. Entra então em cena o governo, subvencionando com recursos do tesouro o prêmio das apólices. Porém, é bom lembrar que o cobertor é curto para tudo que se demanda.
Pode-se até imaginar uma segmentação dos Preços Mínimos Regionalizados e Preços de Referência segundo sistemas de produção de características distintas. Convenhamos não se trata de medida de operacionalização simples, havendo janelas de oportunidade para free riders de toda espécie. Sem um programa de rastreabilidade, siamês ao de preços regionalizados, os cafés declarados como de montanha e de colheita manual iriam inundar os armazém públicos!
Estabelecer preços de referência com 10% de margem sobre os custos é de fato recompor a tutela dos tempos do IBC. Sugerir tal percentual quando o juro real está na casa dos 2% a 3% é irreal e certamente não passará pelo crivo dos técnicos da fazenda.
A última sugestão dentro do pilar da comercialização é constituída pelo estímulo a utilização das ferramentas de mercado futuro. Toda a medida pró-mercado que desonere o governo deve ser estimulada, entretanto, nas entrelinhas do pleito solicita-se que os vendedores de contratos sejam isentos das margens de garantia e dos custos com registros e corretoras. Impedir a Bolsa de se remunerar pelo serviço de margeamento é o mesmo que transformá-la num cartório de uso exclusivo dos cafeicultores. A segurança e dos negócios avalizados pela Bolsa sucumbiria, assim como os compradores desses contratos dela se afastariam. Travar preço para não correr o risco de baixa sem qualquer custo, ou melhor, com o dinheiro do tesouro, deixa de ser uma política de mercado para ser mais uma muleta da antiga tutela.
Não existem obstáculos para a recriação do Centro de Inteligência de Mercado e o DCAF pode muito bem assumir essa tarefa, bastando para isso o segmento cotizar seu custo. Todos querem e precisam de estatísticas confiáveis, porém por se tratar de bem público, não há interesse algum em âmbito privado em suportar o ônus financeiro (que não é irrisório) para manter ativos e funcionais grupos de analistas dedicados ao assunto. Ademais, é preciso criar anteparos contra eventuais caça as bruxas, pois é inimaginável uma analise crítica como esta que alinhavo, emergindo de um centro de inteligência financiado pela esfera da produção. Dilemas dessa natureza devem ser criteriosamente planejados, pois sem independência do agente financiador a natureza dos relatórios presta-se apenas para o lobby de fins duvidosos.
O segundo pilar versa sobre a questão da Tecnologia/Pesquisas, que tem conexões com a problemática enunciada no parágrafo imediatamente acima. As intervenções da produção (com ou sem apoio de outros agentes da cadeia) trouxeram inúmeros prejuízos aos pesquisadores, institutos de pesquisa e universidades vinculadas ao Consórcio Pesquisa Café. Relembro as duas extinções do núcleo de sócio-economia que arregimentava aproximadamente 20 pesquisadores, imbuídos de responderem exatamente as questões colocadas como missões para o centro de inteligência de mercado. Desarticulou-se completamente o grupo, secou a fonte de financiamento das pesquisas e, atualmente, não se sabe quanto custa produzir uma saca de café, parâmetro básico para se decidir qual seria o preço de referência regionalizado. Um mea-culpa viria bem ao caso! Colegiados podem contribuir bastante sobre os rumos da pesquisa mas vetar esse ou aquele tema, projeto, equipe, atividade representam decisões que não deveriam participar das mesas de discussões.
A proposição de identificação dos Cafés do Brasil por meio de signos distintivos é interessante, desde que esses rótulos atuassem convergentemente pela valorização e maior reputação do café brasileiro dentro e fora do país. Há o risco de que se estabeleça uma competição entre as regiões (como já ensaia acontecer) em que criam somente perdedores, nesse caso, os próprios cafeicultores.
O terceiro pilar trata do Desenvolvimento de Mercado/Marketing, focalizando ações direcionadas para os eventos esportivos que ocorrerão no país. Sedimentar conceitos de: qualidade, sustentabilidade, diferenciação e origens e certificação são imprescindíveis pois movimentam-se na órbita dos apelos sinalizados pelos mercados consumidores. Menciona-se a redação de um Plano Estratégico, instrumento viabilizador da alavancagem dos recursos que suportaria um programa de base para ações dos agentes da cadeia. A explicação é quase circular e permanece no capítulo das intenções.
O quarto pilar é o da Sustentabilidade, que parcialmente também seria tratado no plano de marketing. A proposta é a de financiar a adesão a programas de certificação. Tal iniciativa pode ser acatada desde que previamente concertada com as empresas certificadoras quanto aos custos intrínsecos do processo e apoio no escoamento dos lotes certificados/auditados7. A precondição é importante pois com a fartura de recursos o resultado mais imediato seria a elevação dos serviços de certificação.
Enfim, o quinto pilar, a Legislação em que prevê a adequação das leis trabalhistas a realidade da atividade rural. O debate sério sobre o assunto deve ter como diretriz uma reforma que não torne mais precária a relação capital/trabalho. Os reclames patronais quanto à rigidez dos contratos de trabalho, normalmente, apontam para reformas que precarizam a condição do trabalhador. Em um país em que são anualmente libertados milhares de trabalhadores em condição similar à escravidão em pleno século XXI, exige-se imensa cautela quanto a uma pretensa reforma da legislação trabalhista. Caso a preocupação dirija-se à competição com nossos concorrentes internacionais, em que os salários são menores, a postura correta seria a busca por maior produtividade com mais pesquisa e mão de obra mais qualificada.
É legítimo que a sociedade organizada se mobilize para pleitear seus interesses junto à administração pública, mas ao fazê-lo precisa igualmente estar permeável as sugestões e críticas que essa atitude irá atrair. Os redatores do documento ao explicitarem publicamente suas demandas, são ao menos honestos, pois outros lobbistas preferem o caminho dos bastidores para viabilizar suas demandas.
O caminho que conduz ao inferno está pavimentado pelas boas intenções (mais um bom punhado de dinheiro da viúva)!
Fonte: Peabirus/ Celso Luis Rodrigues Vegro - Eng.Agr., M.S., Pesquisador Científico do IEA
Com um friozinho desses, um café bem preparado é sempre bem vindo. Mas, frio ou calor, o café espresso é sempre um bom companheiro, contanto que seja gostoso. Afinal, tem coisa mais desagradável que tomar um café ruim?
Pensando nisso, divido com meus queridos leitores um artigo de Sílvia Magalhães. Ela é tricampeã brasileira de barista e diretora de marketing da Italian Coffee. Confira!
Café espresso ruim, onde está o erro?
Quando falamos sobre café, logo vem à mente a imagem de uma xícara fumegante e um aroma marcante em mente, e este é motivo de grande orgulho para nós que trabalhamos com soluções para café e seus derivados. O cafezinho há anos foi incorporado nos cardápios de milhares de restaurantes no mundo inteiro e se tornou sinônimo de confraternização, sociabilidade e tradição, o que o torna atualmente indispensável na nossa rotina. Mas por trás dessa bebida que conquistou o nosso paladar há uma ciência e cuidados específicos para extrair o melhor do espresso.
Por ser uma bebida mais encorpada e que oferece uma sensação palatativa única, ela tem seus truques e um preparo específico, e é justamente seu preparo um dos grandes vilões quando o assunto é padrão, qualidade e sabor. E como toda receita, é preciso seguir rigorosamente o passo-a-passo para que se tenha sucesso e o cliente sinta-se satisfeito.
Se em outros países essa bebida tem mais vazão, aqui ela está entrando aos poucos na casa dos brasileiros e caindo na preferência da maioria. É claro que optar ou não pelo espresso é uma questão de gosto, de preferência e, consequentemente, tem tudo a ver com o paladar individual. Além disso, para quem está acostumado ao café coado, o espresso pode parecer um pouco estranho pelo seu sabor intenso e por ser mais concentrado do que outras bebidas à base de café. Por outro lado, o café em pó utilizado em coadores é diferente em termos de qualidade, se comparado ao utilizado no espresso, uma vez que este último exige uma qualidade superior em função da pequena quantidade utilizada em cada xícara.
Tudo é uma questão de buscar uma harmonização do café com outras especiarias e guloseimas para conquistar o paladar dos clientes, principalmente em relação ao público feminino que tem um paladar mais sensível ao amargo. De fato, a modernização da cafeicultura aliada à forte exigência de qualidade do produto pelos clientes e à inovação das máquinas, torna os avanços e a diversificação dos tipos de bebidas à base de café inevitáveis, bem como os investimentos em novos blends (misturas de vários grãos).
Hoje, é possível oferecer cafés com diferentes características – seja no aroma, suavidade, cremosidade e corpo – através da utilização de cafés gourmets, por exemplo. Tecnicamente, a estrutura de um blend é formada por diferentes tipos de cafés, com sabor limpo, sem defeitos, com bom nível de doçura e acidez, além de um toque especial de notas frutadas ou florais. Ou seja, o bom café depende muito do gosto pessoal e do blend que é utilizado, e opções não faltam. Inclusive, grande parte desse sabor intenso que percebemos no espresso é responsabilidade do tipo e da qualidade do grão, por isso, uma vez moído, ele deve ser utilizado em seguida, pois sua exposição ao ar inicia o processo de oxidação e, quase que imediatamente, começa a perder o sabor.
É possível reconhecermos um espresso de qualidade até mesmo antes de prová-lo, por causa do seu aroma peculiar e da formação uniforme da crema (creme formado ao final da extração do espresso). Elas é parte fundamental e indicativa do espresso de qualidade e de apresentar cor de avelã, ser consistente e espessa, com reflexos avermelhados e uma textura fina, muito além do que oferecer um efeito visual atrativo. A crema é a responsável por dar a sensação de cremosidade ao café por mais tempo, além de reter a temperatura da bebida e prolongar seu intenso aroma. Para nós, baristas, maior será a percepção do consumidor quanto à qualidade ou não do produto, pois não há espresso ruim, e sim uma bebida que não foi preparada corretamente.
Servir um café ruim é praticamente um pecado, mas com atenção aos detalhes na hora do preparado é possível apresentar uma bebida capaz de trazer à tona os aromas mais ricos do café, extraindo todas as propriedades e adequando ao gosto do consumidor. Além disso, se o espresso é um pouco forte ao seu gosto, há outras opções como o expresso americano, que é acrescido de um pouco mais de água. Aliás, o barista é um profissional que pode ajudá-lo a encontrar a bebida que mais se assemelha ao seu paladar. Há também quem prefira desfrutá-lo de forma incrementada, com diversos sabores combinados e como base para outras bebidas, a exemplo do cappuccino, do macchiato, do mocha, entre outros. Leite, chantilly, caldas, gelo, sorvete, água e até bebidas alcoólicas podem ser adicionadas ao espresso para criar novos drinks e conquistar consumidores com gostos requintados. Aproveite a hora do cafezinho para conhecer outros tipos de bebidas à base de espresso e entre nesse mundo gourmet tão fascinante.
Apesar de existir uma variedade muito grande de drinks, o que há de universal no método de preparar um bom espresso é o controle rígido e a atenção aos detalhes como grãos, torrefação, água, moagem, temperatura, assim como o tempo de infusão. Acertar no modo de preparo é fundamental e o trabalho é compensado após a degustação do que chamamos do espresso perfeito. Além de ser uma bebida rica em nutrientes e muito natural, o café traz benefícios para a saúde e é um bom motivo para encontrar amigos.
Fonte: Dicas e Tendências/ http://dicasetendencias.com/2012/07/08/111/
A participação do agronegócio nas exportações totais brasileiras passou de 37,6% em junho de 2011 para 41,7% em junho de 2012. Em junho, as exportações do agronegócio somaram US$ 8,07 bilhões, enquanto as importações somaram US$ 1,07 bilhão. Como resultado, o saldo da balança comercial do setor foi superavitário em US$ 7 bilhões no mês. Os números da balança comercial do agronegócio foram elaborados pela Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, a partir dos dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
Em relação a junho de 2011 (US$ 8,9 bilhões), o valor das exportações do agronegócio sofreu queda de 9,4%. Contudo, o mês de junho deste ano registrou o segundo maior valor de exportação do setor no ano de 2012, perdendo somente para o mês de maio (US$ 10,26 bilhões).
No acumulado dos últimos doze meses as exportações do agronegócio somaram US$ 96,57 bilhões. As importações do setor foram de US$ 17,12 bilhões, resultando em um saldo positivo de US$ 79,45 bilhões. As vendas externas tiveram um crescimento de 14,1%, enquanto o incremento nas importações foi de 9,4% em relação aos doze meses anteriores.
O complexo soja foi o setor que teve melhor desempenho em valores exportados com US$ 27,37 bilhões, ou 28,3% das vendas externas. Destacaram-se, em seguida, as carnes (US$ 15,64 bilhões), o complexo sucroalcooleiro (US$ 15,42 bilhões), produtos florestais (US$ 9,38 bilhões) e café (US$ 7,94 bilhões). Os cinco setores foram responsáveis por 78,4% das exportações do agronegócio no período.
As importações do agronegócio chegaram a US$ 17,12 bilhões, o que representa incremento de US$ 1,48 bilhão em comparação ao acumulado anterior (julho/2010 a junho/2011). As importações se concentraram em produtos florestais (US$ 3,32 bilhões), cereais, farinhas e preparações (US$ 2,99 bilhões), fibras e produtos têxteis (US$ 1,83 bilhão), pescados (US$ 1,16 bilhão) e produtos hortícolas, leguminosas, raízes e tubérculos (US$ 1,06 bilhão).
A China permanece como principal país de destino das exportações do agronegócio brasileiro, com o maior crescimento nas vendas externas (57,7%) e sua participação passou de 14,7% para 20,3%. Os Estados Unidos aparecem em seguida com US$ 6,68 bilhões e crescimento de 16,9% nos últimos doze meses.
Fonte: Mapa/ Inez De Podestá
Edson Arantes do Nascimento, o Rei Pelé, será a estrela do Time Agro Brasil, liderado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), campanha que será lançada nesta terça-feira (10/7), às 19h30, em Brasília.
O objetivo é consolidar a imagem do agronegócio sustentável brasileiro no País e no exterior. A campanha será realizada até 2014, em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), para divulgar as práticas sustentáveis adotadas pelos produtores rurais brasileiros, além de outras iniciativas que assegurem a boa qualidade do produto nacional.
O Time Agro Brasil mostrará que o País tem uma das maiores, melhores e mais sustentáveis agropecuárias do mundo, utilizando apenas 27,7% do território nacional para produzir grãos, carnes, matéria-prima para biocombustíveis e plantar florestas. Além disso, o País mantém intactos 61% dos seus biomas, a partir de práticas e tecnologias que, além de conservar a qualidade da água, solo e biodiversidade, também proporcionam aumento de produtividade sem precisar desmatar novas áreas.Considerado o melhor jogador de futebol de todos os tempos e eleito o “Atleta do Século XX”, Pelé, que também é produtor rural, tem presença confirmada no evento. O lançamento do Time Agro Brasil acontece na próxima terça-feira, 10 de julho, às 19h30, no Espaço Dunia City Hall (SHIS QI 15, conjunto 10, casa 15, Lago Sul, Brasília – DF).
Fonte: Canal do Produtor
O anúncio foi feito nesta quarta-feira (04/07) pela presidente da República, Dilma Rousseff, durante o lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar 2012/2013, em Brasília (DF). “Grande parte das medidas atende às necessidades do setor, detalhadas nas propostas apresentadas pelo Sistema OCB ao Ministério do Desenvolvimento Agrário. Isso mostra o reconhecimento do governo brasileiro à importância do cooperativismo para o crescimento da agropecuária nacional”, destacou o presidente do Sistema, Márcio Lopes de Freitas, presente na cerimônia realizada no Palácio do Planalto.
Mais recursos - “Contaremos com maior volume de recursos e taxas mais acessíveis, tanto os associados, nos limites individuais, quanto as cooperativas, nos coletivos”, ressaltou Freitas. Ele faz referência a duas linhas, principalmente – de Crédito de Investimento para Agregação de Renda à Atividade Rural (Pronaf Agroindústria) e de Crédito para Cotas-Partes de Agricultores Familiares Cooperativados (Pronaf Cotas-Parte).
Pronaf Agroindústria - No Pronaf Agroindústria, por exemplo, o limite de financiamento para investimento das cooperativas foi ampliado, passando de R$ 10 milhões para 30 milhões. Já os individuais saíram de R$ 30 mil para R$ 40 mil. No que diz respeito ao Pronaf Cotas-Parte, o limite por beneficiário passou de R$ 10 mil para 20 mil e, para contratação da cooperativa, de R$ 10 milhões para R$ 20 milhões.
Pontos pendentes - Sobre os pontos ainda pendentes, Freitas falou sobre o enquadramento das cooperativas para acesso aos recursos da agricultura familiar. “Hoje, 70% do quadro tem de ser formado por produtores familiares. Nós defendemos que haja uma flexibilização. Considerando que a cooperativa tenha a maioria de seus associados pronafianos, é importante contarmos com acesso proporcional às políticas públicas”, explicou o líder cooperativista.
Cooperativismo em destaque - Assim como no lançamento do Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2012/2013, no dia 28 de junho, o cooperativismo foi destaque nos pronunciamentos do governo, inclusive no da presidente Dilma. “As cooperativas são responsáveis por transformar a agricultura das pequenas propriedades em agroindústrias”, afirmou, lembrando que 2012 é o Ano Internacional das Cooperativas. O ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, também fez referência ao setor, homenageando as cooperativas de agricultores familiares.
Sobre o Plano – Além dos R$ 18 bilhões para créditos de custeio e investimento - montante 12,5% superior ao valor disponibilizado na safra anterior, outros R$ 4,3 bilhões devem chegar aos produtores por meio de programas como o de aquisição de alimentos e o de alimentação escolar. A taxa máxima de juros, que antes era de 4,5%, será de 4% ao ano. Já a renda bruta anual para acesso ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), passou de R$ 110 mil para R$ 160 mil.
Condições - “Apresentamos um plano com mais crédito, juros baixos, seguro rural e política de compra como garantia ao produtor, para que o mesmo não tema uma mudança de preço ou climática, ou seja, tenha condições sustentáveis em sua propriedade”, frisou a presidente Dilma.
Sustentabilidade - O Plano Safra 2012/2013 prevê, ainda, ações de sustentabilidade. Todas as novas contratações de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) passarão a exigir orientação específica para melhorar a gestão econômica e ambiental da propriedade. “Vamos colocar a assistência técnica na rota da sustentabilidade, prevendo assistência e manejo sustentável do solo, da água e dos insumos”, disse o ministro Pepe Vargas.
Fonte: Informe OCB
Que tal um pocket book (livro de bolso) sobre café? A ideia é simples e vem como solução para quem não tem smart phone, mas quer aprender sobre a bebida em qualquer lugar.
Pintou aquela dúvida sobre café? Lá está ele pertinho de você. Escrito em inglês, o A-Z Coffee (Café de A – Z) pode ser classificado como “livro de arte” que fala sobre a cultura do café por meio textos e ilustrações.
Escrito pelo designer Harald Johnsen Vøyle e ilustrador Lars K. Huse, o que mais chamou minha atenção foi a forma leve e engraçada com que explicam conceitos, dão dicas e falam sobre a cultura do café. É muito interessante como eles relacionam a explicação do texto com um ilustração bem bacana. Muitas vezes, há uma piada entre desenho e conteúdo. E foi isso que achei mágico.
De acordo com os autores, esta é uma leitura diferente quando comparamos com a literatura informativa…que pode ser, muitas vezes, chata.
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Fonte: Mexido de Idéias/ KELLY STEIN
Os preços atuais do café impedem uma situação de conforto para o aumento da produção mundial, avalia o diretor executivo da Organização Internacional do Café (OIC), Robério Silva. Recentemente, as cotações despencaram, assustando os produtores. Nos últimos dias, o café passou a se recuperar diante das preocupações com a qualidade da safra brasileira que chega lentamente ao mercado, afetada pelas chuvas, além da melhora do cenário geral. "Percebeu-se, em primeiro lugar, que o quadro de oferta e demanda para o café continua muito apertado", afirmou Silva. Apesar da tentativa de retomada, o diretor executivo da OIC acredita que os preços ainda não trazem a perspectiva de crescimento da produção mundial. "É preciso criar incentivos de médio e longo prazo para permitir a recuperação da produção de café", disse. "O principal incentivo é sempre o preço."
O executivo acredita que um patamar de US$ 2,00 por libra-peso seria razoável para estimular o plantio - ele frisa que essa é a sua própria estimativa, e não da OIC. Atualmente, a cotação está por volta de US$ 1,80. "Os produtores ficaram muito inseguros, a verdade é essa."
Silva assumiu a OIC em novembro do ano passado, o que representou o retorno do Brasil à liderança do órgão após quase dez anos. Em entrevista à Agência Estado, na sede da OIC em Londres, ele falou sobre o atual equilíbrio do mercado e sobre a volatilidade trazida pela financeirização das commodities. Veja abaixo os principais trechos:
Agência Estado - O preço do café despencou recentemente e agora mostra recuperação. O que aconteceu?
Robério Silva - Percebeu-se, em primeiro lugar, que o quadro de oferta e demanda para o café continua muito apertado. Existe uma expectativa por parte de vários agentes do mercado de que o Brasil poderia chegar com volumes muitos grandes, mas não foi isso que aconteceu. Na verdade, o café chegou num ritmo mais lento ao mercado e há preocupação muito forte com a qualidade da próxima safra. Isso tudo combinado fez com que os operadores vissem que o quadro não era tão favorável para comprar a preços baixos e o movimento se reverteu. Já vínhamos apontando que o quadro é apertado e que, principalmente, ainda existe consumo muito vigoroso.
AE - Mesmo com a crise internacional?
Silva - Mesmo com a crise. Houve desaceleração, mas ainda há crescimento do mercado. Nossa estimativa de consumo mundial é de 137,9 milhões de sacas em 2011, de 137,1 milhões em 2010, apesar dos aumentos de preços do café torrado e moído verificado em toda a Europa no ano passado. E devemos considerar que a produção continua a cair.
AE - Os preços chegaram a cair para US$ 1,50 por libra-peso. Esse foi o piso?
Silva - A OIC não faz nenhuma previsão sobre preços. Nós apontamos tendências. Vínhamos lembrando que existem determinados parâmetros de custos a partir dos quais os produtores começam a se sentir sem condições, desanimados. Isso, de certa maneira, segurou um pouco. O café demorou a chegar ao mercado e chegou com preocupações de qualidade, então é preciso correr para cobrir posições.
AE - Estamos então vendo cobertura de posições no mercado?
Silva - Isso mesmo.
AE - As chuvas podem realmente ter afetado a qualidade do café brasileiro?
Silva - Geralmente, se prejudica. Há uma expectativa grande com relação à qualidade do café. Será em mercados muito selecionados, mas, de modo geral, os operadores estão preocupados.
AE - Como estão os estoques mundiais?
Silva - Tanto nos países produtores quanto nos consumidores, os estoques estão em níveis muito baixos. Houve redução nas exportações totais. Entre outubro e maio, as exportações caíram 2,3%. Então, não há aumento significativo de estoques. O mercado está num equilíbrio.
AE - O equilíbrio deve permanecer?
Silva - A expectativa do mercado era de que uma fase de preços mais altos pudesse levar a um aumento de produção, o que não aconteceu.
AE - Por quê?
Silva – Porque, no fundo, os produtores estavam esperando para ver se o excesso de café poderia levar a algum tipo de enfraquecimento do mercado. Simplesmente esse excesso não ocorreu. Temos de criar as condições para os produtores pensarem em plantar café. Sem preços, você não tem isso. Você teve um susto no mercado, que até está dando mostras de arrefecimento.
AE - De onde poderia vir o crescimento da oferta?
Silva - Esse mapa do futuro da produção mundial passa pela necessidade de um período longo de preços atrativos. Não se vê hoje ainda uma situação em que você fala assim: eu tenho um conforto em plantar café. Porque quando você começou a ter essa situação de conforto, os preços caíram drasticamente. À medida que as condições forem criadas, teremos a produção seguindo naturalmente o consumo. Aí eu vejo condições de recuperação da lavoura na Colômbia, porque eles investiram pesadamente. Temos a possibilidade de plantios no Brasil. Há países africanos que querem retomar a produção e também novos países na Ásia, como Laos, que está começando a produzir café. É preciso criar incentivos de médio e longo prazo para permitir a recuperação da produção de café. O principal incentivo é sempre o preço. É preciso ter garantia de que o produtor terá acesso a isso.
AE - De que forma?
Silva - O mercado tem de aceitar um patamar de preços que seja razoável para os dois lados. Um patamar que não tenha impacto no consumo, mas que também dê sensação de remuneração para o produtor.
AE - Qual é esse patamar?
Silva - Já está provado que um patamar na faixa de US$ 2,00 por libra-peso seria razoável. Estamos perto de US$ 1,80 hoje. Essa é minha opinião, não é da OIC. Os produtores ficaram muito inseguros, a verdade é essa.
AE - Hoje os preços se mexem por vários fatores, não só por fundamentos. Isso é um problema?
Silva - Sim, há outros fatores, como a presença dos fundos, a financeirização dos mercados de commodities. É um problema para os produtores e para a indústria.
AE - O sr. acredita na necessidade de regulação?
Silva - É preciso criar instrumentos de mercado para viabilizar a redução da volatilidade, programas de qualificação para os pequenos produtores e organização de cooperativas para que sejam capazes de negociar melhor as suas safras. A OIC não tem mais nenhum papel de regulação, mas o papel de disseminação de informações. Acho que não é necessária a regulação, mas precisamos de acompanhamento pari passu do mercado para também não estimular uma produção desenfreada que esteja além da necessidade do consumo. É difícil falar em regular quando há players tão grandes. Ao mesmo tempo há grau de concentração grande no mercado. São poucos e grandes. E existem os agentes de fora dos mercados. Todos eles, de certa maneira, trazem liquidez para o café.
AE - Mas não reduzem a volatilidade.
Silva - Teoricamente, maior liquidez significaria menor volatilidade. Mas existem momentos em que a financeirização exacerba os movimentos. Por exemplo, a recuperação do preço do café arábica no momento tem também correlação com a recuperação das commodities.
AE - E com a melhora do sentimento na Europa também?
Silva - Exato, é preciso olhar o quadro macroeconômico como um todo.
AE - Como vê o papel dos emergentes no consumo de café?
Silva - Estive na Índia em janeiro e é uma coisa impressionante o crescimento de cafeterias e a presença de redes estrangeiras. A China e o Brasil são grandes mercados. É um quadro positivo dos emergentes.
Fonte: Agência Estado/ Daniela Milanese/ Foto: Wenderson Araújo
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) pretende contratar instituições financeiras para custear despesas com certificação de propriedades de café e financiar contratos de opções e operações em mercados futuros, em vendas referenciadas em café. Os recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) para os dois financiamentos totalizam R$ 100 milhões. As propostas deverão ser encaminhadas até o dia 13 de julho.
O aviso em que torna público as contratações das instituições financeiras, integrantes do Sistema Nacional de Crédito Rural (SNCR), foi divulgado no Diário Oficial da União.
O Brasil tem hoje o maior número de propriedades certificadas do mundo. “O nosso objetivo é colocar todos os produtores em condições de enfrentar um mercado cada vez mais exigente com a qualidade do produto e se na origem são respeitadas as condições econômicas, ambientais, sociais e trabalhistas”, afirma Edilson Alcântara, diretor do Departamento de Café.
A busca da certificação é um poderoso instrumento de inclusão de mercado, de melhoria da gestão e de sustentabilidade da produção. “Com certeza, o Brasil já é um exemplo e será no futuro o grande manancial de produção de cafés sustentáveis”, acrescenta.
Alcântara explica ainda que todos os produtores de café podem buscar a certificação. A Embrapa instruirá as empresas de extensão rural sobre os requisitos mínimos da certificação e com isso os extensionistas, que estão mais próximo do produtor, poderão elaborar projetos para que sejam apresentados aos bancos.
Fonte: Mapa/ Inez De Podestá
Nas regiões pesquisadas pela maior cooperativa de café do mundo, a Cooxupé, que envolve o Sul de Minas, o cerrado mineiro e o Vale do Rio Pardo, em São Paulo, apenas 15% da área total plantada com café já foi colhida. Segundo Joaquim Libânio, diretor de exportação da Cooxupé, a média histórica para esse período é de cerca de 30%.
As chuvas fora de época, em junho, prejudicaram a qualidade do produto e atrasaram os trabalhos de colheita. Segundo Libânio, cerca de 15% a 20% do café caiu no chão. Se voltar a chover, esses grãos podem fermentar, embora alguns já estejam levemente estragados.
O diretor da cooperativa disse que ainda é cedo para estimar a queda na produção de cafés finos. “O volume ainda não é significativo”, explica. Mas ele relata também florada antes da hora em função das chuvas, o que prejudica a safra seguinte - a 2013/14.
Nos últimos dez dias, as chuvas cessaram, mas produtores estão preocupados com a previsão de chuva para este fim de semana. O agrometeorologista da Somar Meteorologia, Marco Antonio dos Santos, diz que estão previstas chuvas de baixa intensidade apenas neste fim de semana em algumas áreas produtoras do Estado de São Paulo e no Sul de Minas, principalmente na região de Guaxupé, sede da Cooxupé.
Semana marca intenção do Governo em contratar instituições financeiras para custear despesas com certificação e financiar contratos de opções e operações em futuros; No mercado, preços avançam com preocupações sobre clima no Brasil.
POLÍTICAS ESTRATÉGICAS – Nesta semana, como reflexo de nossos esforços junto ao Governo Federal, em especial após a reunião desta terça-feira, dia 3 de julho, com o Secretário Executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), José Carlos Vaz, da qual também participaram o presidente da Comissão Nacional do Café da CNA, Breno Mesquita, e o presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes de Freitas, o Departamento do Café da Secretaria de Produção e Agroenergia da Pasta divulgou, no Diário Oficial da União, que pretende contratar instituições financeiras para custear despesas com certificação de propriedades de café e financiar contratos de opções e operações em mercados futuros, em vendas referenciadas em café.
Para a implementação dessas políticas estratégicas, estão disponibilizados R$ 100 milhões do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), sendo R$ 50 milhões para cada uma das linhas. Os agentes financeiros interessados deverão encaminhar suas propostas ao Mapa até o próximo dia 13 de julho. Entendemos que estas são medidas fundamentais e pró-ativas anunciadas pelo Governo, uma vez que as opções e as operações em mercados futuros possibilitam ao produtor um melhor ordenamento de suas vendas e, consequentemente, foco em rentabilidade. No que tange à certificação, entendemos que se trata de uma linha que poderá inserir todos os produtores brasileiros em condições de se adequar a um mercado cada vez mais exigente com a qualidade do produto, que prima pelas sustentabilidades econômica, ambiental e social.
CÓDIGO FLORESTAL – Nas reuniões desta semana da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), colegiado que o CNC integra, tomamos conhecimento que o senador Luiz Henrique, relator da Comissão Mista para analisar relevância, urgência e constitucionalidade da Medida Provisória 571/12, que preenche as lacunas deixadas pelos 12 vetos da Presidente da República, Dilma Rousseff, ao novo Código Florestal, mudaria a data para a apresentação do relatório a próxima segunda-feira, dia 9 de julho, o que permitiu que as entidades de classe apresentassem sugestões e definissem estratégias para que se obtenha um Código Florestal justo aos produtores rurais e, em especial, ao meio ambiente.
EXERCÍCIO DA PROFISSÃO DE MOTORISTA – Em vigor desde o dia 18 do mês passado, a Lei 12.619, que trata do exercício da profissão de motoristas, onerará sobremaneira o transporte de cargas, além de retardar o prazo de entrega dos produtos. Segundo as entidades que compõem a FPA, entre as quais o CNC, o aumento dos custos operacionais deverá ficar entre 38% e 44%. Considerando esse ônus, mas jamais esquecendo da segurança desses profissionais, a FPA tem um canal aberto com o senador Paulo Paim, que criou um grupo para receber sugestões das entidades que pretendem apresentar propostas de alteração em relação à matéria.
PESO MÁXIMO POR TRABALHADOR – O Projeto de Lei 5746/2005, que trata do peso máximo que um trabalhador poderá carregar em serviços braçais, também foi abordado na reunião da FPA devido à possibilidade de ir a Plenário. O Conselho Nacional do Café é completamente contrário à sugestão de reduzir de 60 kg para 30 kg o peso máximo, haja vista que o Brasil adota por medidas oficiais, na comercialização – interna e com o exterior – de soja, milho, trigo, arroz, café, enfim, grãos e cereais como um todo, o volume de 60 kg.
O CNC, junto aos demais integrantes da FPA, manifestou sua posição contrária à proposta, pois entende que, ao se aprovar tal demanda, seria necessária uma mudança radical no sistema de pesos e medidas da comercialização brasileira de alimentos ou a duplicação do número de trabalhadores no campo, o que, indubitavelmente, onerará o consumidor final, pois gerará incremento nos custos de produção do setor agropecuário nacional.
TRABALHO ESCRAVO – A respeito da CPI do trabalho escravo, não foram realizadas audiências nesta semana. A FPA entende que, na próxima, o foco deverá continuar no comércio. Na audiência da semana passada, ficou claro que a autuação do trabalho análogo ao de escravo (em relação à indústria têxtil) não aconteceu diretamente na empresa onde estava o problema, mas sim no tomador do serviço, já que o prestador não foi autuado (prevaricação). A esse respeito, a Frente recorda que fez requerimento solicitando os excessos dos fiscais para a corregedoria interna e que cobrará esses dados para montar uma estratégia conjunta no problema da prevaricação.
LDO – Com o parecer final do senador Antonio Carlos Valadares ao Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2013, a FPA entende que a votação poderá ocorrer já na próxima semana. Contudo, recordou-se da possibilidade do Congresso deixar para votar o PL, única e exclusivamente, na semana subsequente. Há o comprometimento de se acompanhar as tramitações e fazer com que os interesses do setor agropecuário sejam respeitados.
ANÁLISE DE MERCADO – Nesta semana, o mercado cafeeiro voltou a demonstrar preocupação com as condições climáticas e seus efeitos sobre a produção no Brasil, maior produtor e exportador mundial. Após tocar seu maior nível desde o dia 2 de maio deste ano, a US$ 1,8710 por libra peso, o contrato setembro/12 – o mais negociado – fechou bem abaixo do pico devido a realizações de lucro, mas ainda acumulando ganhos superiores a 3,3%.
Operadores de mercado creditam esse avanço às chuvas atípicas que caíram sobre quase todo cinturão produtor brasileiro, o que atrasa os trabalhos de colheita e prejudica a qualidade do café. Além disso, há o sentimento de que o mercado estava completamente sobrevendido e os traders técnicos passaram a comprar.
Também contribuiu para esse cenário positivo a melhora do humor na macroeconomia mundial, motivado pelos pacotes de incentivos anunciados pela Comunidade Europeia na semana antecedente, e a fraqueza que o dólar apresentou frente a outras moedas no início da semana, o que desencadeou um rali geral das commodities e ajudou a sustentar as cotações do café. Contudo, a mudança de direção que o dólar vem sinalizando, aliado a um virtual desaquecimento no consumo mundial motivado pela crise econômica, poderá exercer peso limitador sobre os ganhos.
O Conselho Nacional do Café lembra que um volume significativo de recursos do Funcafé voltados ao melhor ordenamento das vendas foi repassado aos agentes financeiros (conforme tabela abaixo). Dessa forma, sugerimos que procurem os bancos e cooperativas de crédito para terem acesso à verba e poderem executar a comercialização de seu produto aproveitando os momentos positivos do mercado, de forma que sejam cobertos os custos de produção e se obtenha renda na atividade.
Atenciosamente,
Silas Brasileiro
Presidente Executivo do CNC
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Liberações de recursos do Funcafé em 2012 (Resolução 4.068) - Posição em 28/06/2012 |
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AGENTES |
ESTOCAGEM |
FAC |
CUSTEIO |
Capital de giro p/ SOLÚVEL |
Capital de giro p/ TORREFAÇÃO |
Recuperação de CAFEZAIS |
Composição de DÍVIDAS |
TOTAL por agente |
|
Cooperativa - CREDIVAR |
10.000.000 |
— |
11.265.000 |
— |
— |
— |
— |
21.265.000 |
|
SANTANDER Brasil |
125.990.000 |
33.205.000 |
46.794.000 |
— |
— |
— |
— |
205.989.000 |
|
ITAÚ BBA |
67.676.000 |
17.836.000 |
— |
— |
10.000.000 |
— |
— |
95.512.000 |
|
BRADESCO |
60.000.000 |
32.496.000 |
20.000.000 |
— |
— |
— |
— |
112.496.000 |
|
RIBEIRÃO PRETO |
21.837.000 |
6.066.000 |
10.000.000 |
3.125.000 |
5.000.000 |
— |
— |
46.028.000 |
|
ITAÚ UNIBANCO |
62.392.000 |
24.593.000 |
10.000.000 |
— |
30.000.000 |
— |
— |
126.985.000 |
|
COOPERATIVA CENTRAL - ES |
17.158.000 |
— |
19.203.000 |
— |
— |
— |
— |
36.361.000 |
|
Banco FIBRA |
34.997.000 |
9.224.000 |
— |
3.125.000 |
10.000.000 |
— |
— |
57.346.000 |
|
VOTORANTIM |
32.756.000 |
9.099.000 |
— |
3.125.000 |
7.000.000 |
— |
— |
51.980.000 |
|
BNP PARIBAS Brasil |
10.000.000 |
6.767.000 |
— |
3.125.000 |
— |
— |
— |
19.892.000 |
|
Banco de TOKYO - MITSUBISHI UFJ Brasil |
10.000.000 |
3.033.000 |
— |
— |
— |
— |
— |
13.033.000 |
|
Banco ABC BRASIL |
18.717.000 |
7.379.000 |
— |
3.125.000 |
— |
— |
— |
29.221.000 |
|
Banco BANESTES |
— |
— |
52.324.000 |
— |
— |
— |
— |
52.324.000 |
|
BPN BRASIL Banco Múltiplo |
14.038.000 |
5.534.000 |
— |
— |
10.000.000 |
— |
— |
29.572.000 |
|
RABOBANK Internacional Brasil |
29.636.000 |
11.680.000 |
33.122.000 |
3.125.000 |
— |
— |
— |
77.563.000 |
|
Sicoob Central CREDIMINAS |
54.593.000 |
— |
61.062.000 |
— |
— |
— |
— |
115.655.000 |
|
BANCO DO BRASIL |
191.303.000 |
50.419.000 |
143.003.000 |
3.125.000 |
75.000.000 |
20.000.000 |
30.000.000 |
512.850.000 |
|
TOTAL - por linhas |
761.093.000 |
217.331.000 |
406.773.000 |
21.875.000 |
147.000.000 |
20.000.000 |
30.000.000 |
1.604.072.000 |
|
Elaboração: CNC - Assessoria de Comunicação / P1 |
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