Robustas abrem positivos na Bolsa de Londres

07:35:01 - Os contratos futuros do café robusta abriram positivos na sessão de hoje da Liffe. Há pouco, o contrato de Julho/2012 operava US$ 1993 dólares por tonelada, com ganho de US$ 18 dólares.


Até o dia 13, as exportações totalizam 792.083 sacas.

08:40:00 - As exportações brasileiras no mês de Maio, mais especificamente até o dia 13, totalizaram 792.083 sacas de 60 kg de café, registrando alta de 31.54% em relação às 542.218 sacas embarcadas no mesmo período do mês anterior. De acordo com informações do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil), 701.912 sacas embarcadas são referentes a café arábica, 17.631 a conillon e 72.540 referentes a solúvel.

O porto de Santos exportou 673.175 sacas, o porto de Vitória embarcou 77.445 sacas, o porto do Rio de Janeiro enviou 2.900 sacas, o porto de Sepetiba exportou 1.440 sacas, o porto de Salvador enviou -??, enquanto os outros portos exportaram 11.123 sacas de café.

Também até o dia 13, o Cecafé registrou a emissão de 1.065.603 certificados de origem, dos quais 900.001 são referentes a arábicas, 69.288 a conillon e 96.314 de solúvel.


Dólar abre em alta de 7.56%, cotado a R$ 1,9117

08:59:59 - O dólar comercial iniciou os negócios desta Sexta-Feira com valorização de 7.56% em relação ao seu fechamento anterior. Na abertura da sessão, a moeda norte-americana era comercializada a R$ 1,9117 na compra e a R$ 1,9123 na venda.


Confira a previsão do tempo nesta Sexta-Feira.

09:30:00 - Regiao Sudeste

Regiao Norte

Regiao Nordeste

Regiao Centro Oeste

Regiao Sul


Futuros dos arábicas abrem estavéis em Nova Iorque

10:15:00 - Os contratos futuros do café arábica abriram estavéis na sesssão de hoje na Bolsa de Nova Iorque. Setembro/2012 abriu com perda de 1 cents, cotado a 177,55 centavos de dólar por libra peso, abriu estável, cotado a centavos e se mantem estavél, cotado a centavos de dólar por libra peso.


ATENÇÃO: Começa nesta segunda serviço de alerta geada do Iapar

10:35:10 -

Há 17 anos em funcionamento, o Alerta prevê um pré-aviso de 48 horas em caso de previsão de geada e uma confirmação 24 horas antes do fenômeno climático ocorrer. O serviço é fundamental para evitar perdas ou a destruição dos pés de café com até dois anos de implantação, quando a planta é mais suscetível ao frio. Segundo o coordenador da área de café da Secretaria estadual da Agricultura do Paraná, Paulo Franzini, existem em torno de 2,4 mil hectares nesse estágio de desenvolvimento em todo o estado. Com até seis meses de formação ele calcula que sejam mil hectares.

A partir de um disparo de alerta, o produtor pode tomar algumas medidas para reduzir os riscos. Em pés de café com até dois anos, a recomendação é o enterrio das mudas, que podem ficar nessa condição até 20 dias. Nas lavouras maiores, de seis meses a dois anos, a técnica mais adequada é o “chegamento” de terra no tronco, o que pode ser feito já neste mês e durar todo o inverno.
O pesquisador do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Paulo Caramori, lembra que há 12 anos ocorreram sete geadas em um período de 12 dias, quando foi registrada pela última vez a incidência do fenômeno climático com mais força. “Estamos em um período de transição do La Niña. Além disso, historicamente temos geadas severas em um período de 8, 10 anos na nossa região. Então, todo cuidado é pouco”, avisa o pesquisador.
O Alerta Geada é realizado por meio de uma parceria entre a Secretaria da Agricultura, Iapar e Emater, Simepar e Consórcio Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento do Café. 

Fonte: AEN via Bem Paraná


Comissão é favorável a Fundo Estadual de Café

11:09:35 -

O Projeto de Lei (PL) 2.781/12, de autoria do governador, que institui o Fundo Estadual de Café (Fecafé), recebeu parecer favorável de 1º turno da Comissão de Política Agropecuária e Agroindustrial da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, em reunião realizada na tarde desta quarta-feira (2/5/12) 

O relator, deputado Antônio Carlos Arantes (PSC), opinou pela aprovação da matéria com as emendas de nº 1 a 7, da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), acrescentando outras sete emendas, de nº 8 a 14, elaboradas a partir de sugestões apresentadas em duas audiências públicas da ALMG sobre o tema. A matéria segue agora para análise da Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária (FFO).
O Fecafé tem como objetivo dar suporte financeiro a planos, programas, projetos e ações relacionados à cadeia produtiva do café no Estado. Conforme a proposta do governador, o Fundo terá duração de 20 anos e será constituído por recursos advindos de encargos dos financiamentos; doações, contribuições ou legados de pessoas físicas ou jurídicas, públicas ou privadas, nacionais e estrangeiras; e recursos previstos na Lei Orçamentária Anual e provenientes de operações de crédito interno e externo, firmadas pelo Estado e destinadas ao fundo.

Emendas

A emenda de nº 8 prevê que os estudos e produtos científico-tecnológicos estratégicos sejam produzidos com a participação de instituição pública de pesquisa localizada no Estado. Já a de nº 9 fixa a realização de audiência pública anual de prestação de contas do Fecafé, além de envio de relatórios com resultados para autoridades de controle competentes. A emenda de nº 10, por sua vez, prevê a inclusão de um pesquisador no grupo coordenador do Fundo.
Conforme o relator, a emenda de nº 11 reforça o uso do Fundo como garantia de empréstimo para pequenas propriedades e microempresas da cadeia produtiva do café. De caráter financeiro, a emenda de nº 12 contempla as propostas de que o financiamento do Fecafé não deve se restringir a investimentos, podendo, a critério do Grupo Coordenador, ser aplicado também em outras atividades, como custeio de safra e de assistência técnica.
A emenda nº 13, por sua vez, estabelece limite percentual máximo de 25% para gastos com recursos não-reembolsáveis, protegendo o Fundo contra descapitalização e garantindo sua sustentabilidade a médio e longo prazo. Por fim, a emenda nº 14 faz pequena correção para adequar o texto à técnica legislativa.
Na reunião, o deputado Ulisses Gomes (PT) e a deputada Liza Prado (PSB) destacaram a importância do projeto para os produtores e para o Estado. Os parlamentares também elogiaram a forma democrática com que o relator conduziu o debate, destacando a realização de duas audiências públicas para debater a implantação do Fundo. Agradecendo pelas manifestações positivas dos colegas, o deputado Antônio Carlos Arantes anunciou que, se aprovado, o Fecafé já nascerá forte para apoiar principalmente pequenos produtores que não têm acesso a créditos bancários.

Requerimento

A Comissão também aprovou requerimento do deputado Célio Moreira (PSDB) para realização de audiência pública para discutir sobre o procedimento de fiscalização integral da cadeia produtiva dos alimentos transgênicos no Estado. Os riscos que esse tipo de alimento pode causar à saúde, à agricultura e ao meio ambiente também serão abordados na ocasião.
Na reunião, a Comissão retirou de pauta o Projeto de Lei 1.702/11, do deputado Rômulo Viegas (PSDB), que altera a Lei 14.185, de 2002, relativa ao processo de produção do queijo minas artesanal. Segundo o presidente da Comissão, deputado Antônio Carlos Arantes, o PL ainda está sendo discutido junto ao Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA).

 

Fonte: Asscom ALMG

 


Robustas operam positivos na Bolsa de Londres

11:30:00 - Há pouco, o contrato de Julho/2012 operava US$ 2012 dólares por tonelada, com ganho de US$ 37 dólares.


Arabicas operam estavéis na Bolsa de Nova York

13:00:01 - Há pouco, o contrato Setembro/2012 operava a 177,75 centavos, com perda de 1 cents, e era negociado estavél a centavos de dólar por libra peso. Já o vencimento operava estavél, cotado a centavos de dólar por libra peso.


Dólar comercial opera em alta, cotado a R$ 1,9200

13:39:59 - O Dólar comercial está operando com alta de 7.96%. Há pouco, a moeda americana era comercializada a R$ 1,9200 na compra e a 1,9215 na venda.


Empresas brasileiras fecham negócios de 3 milhões de dólares na maior feira de café do mundo

13:58:34 -

 Contatos feitos por produtores e empresas brasileiras na 24ª edição da SCAA Annual Exposition também devem render volume adicional de negócios na ordem de US$ 10 milhões ao longo da safra 2012.

 

A participação brasileira na 24th SCAA Annual Exposition – a maior feira de café do mundo – rendeu negócios na ordem de aproximadamente US$ 3 milhões. Além disso, por intermédio dos contatos realizados, produtores e empresas nacionais devem fechar um volume superior a US$ 10 milhões em comercializações a serem consolidadas ao longo da safra 2012. Os dados preliminares são da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), que organizou a participação nacional em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e com o patrocínio do Sebrae.

Segundo a diretora-executiva da BSCA, Vanusia Nogueira, a participação do Brasil na 24ª Feira Anual da Associação Americana de Cafés Especiais (SCAA, em inglês), realizada no mês passado em Portland (EUA), teve um foco mais intenso em negócios do que nas edições anteriores. "Isso, provavelmente, é reflexo do maior número de profissionais estrangeiros presentes no evento", explicou.

O presidente da Associação, Luiz Paulo Dias Pereira Filho, comenta que os empresários ficaram muito satisfeitos, com alguns negociando o restante da safra 2011/12 e outros firmando compromissos futuros para a temporada 2012/13, que começa em julho. “Uma pesquisa que realizamos junto aos participantes mostrou que foram concretizados negócios com compradores dos EUA, Japão, Austrália, Canadá e do próprio Brasil”, aponta.

Esse levantamento realizado pela BSCA solicitou uma avaliação dos participantes a respeito do formato e da estratégia da ação e da comunicação e da imagem do setor junto ao público alvo elaborados pela Associação em parceria com a Apex-Brasil e o Sebrae. Do total, 93,34% consideraram o trabalho entre ótimo e bom e outros 6,67% o elegeram como regular. “É gratificante vermos esse percentual de aprovação, pois mostra que o trabalho que desenvolvemos é fundamental para inserirmos cada vez mais o produtor e o produto brasileiros no nicho mundial de cafés especiais”, enaltece Luiz Paulo, mencionando ainda que todos os entrevistados confirmaram o interesse em participar das edições futuras da feira da SCAA.

 

Fonte: Asscom BSCA/ Paulo André Colucci Kawasaki


Paraná inicia colheita do café da safra 2012

14:04:11 -

Conforme dados contabilizados até 23 de abril, a colheita alcança índice de 2% da área projetada para o ano, segundo relatório semanal do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (Seab).

Segundo o Deral, a produção de café na safra 2012/13 deve atingir 93.269 toneladas (1,554 milhão de sacas de 60 quilos), queda de 16% contra as 110.728 toneladas (1,845 milhões de sacas de 60 quilos) colhidas em 2011.

A área de café a ser colhida no estado está estimada em 69.625 hectares em 2012, recuo de 7% contra os 74.854 hectares de 2011. A produtividade média estimada é de 1.340 quilogramas por hectare em 2012, queda de 9% ante os 1.479 quilogramas/hectare de 2011.

As chuvas irregulares a partir de maio do ano passado, com índices abaixo da média, a geada de junho, a grande amplitude térmica registrada nos meses de floração (setembro, outubro e novembro) e o pouco investimento dos últimos anos, especialmente em adubação, explicam a redução da produção de café no Paraná, apesar do ciclo ser de alta para o arábica.

 

Fonte: CMA

 


Nespresso lança edição limitada para o outono

14:17:43 -

A Nespresso traz mais uma edição limitada para o Brasil. O Naora foi inspirado na produção de um vinho fino e é aposta da marca para o outono 2012.

Em parceria com a Federação Nacional de Produtores de Café da Colômbia, os especialistas em café da empresa basearam-se na enologia para desenvolver um processo de colheita tardia, com controles que permitem que as cerejas de café amadureçam até o último minuto possível.

Na Boutique Bar Nespresso, nos Jardins, em São Paulo, os clientes poderão degustar drinks e harmonizações desenvolvidos pelos baristas especialmente para o blend Naora. Entre as opções estão o Forest Treat (foto), o Black Berry Latte Machiatto e o Kawah. O Naora está disponível para compra em embalagens com 10 cápsulas por R$ 30,00.

Junto com o lançamento, a Nespresso apresenta também as Xícaras Espresso Limited Edition Premium, dois conjuntos de xícara e pires de porcelana projetados pelo designer francês Christian Ghion e ilustradas pelo artista francês Laurence Bost.

 

Fonte: Exame Abril

 


Polo Muzambinho forma técnicos em informática, cafeicultura e meio ambiente

14:35:02 -

A formatura de mais três cursos do IFSULDEMINAS – Campus Muzambinho foi realizada na noite da última sexta-feira, 27 de abril. Colaram grau os formandos dos cursos técnicos a distância em Informática, Cafeicultura e Meio Ambiente do polo Muzambinho. A cerimônia aconteceu no auditório do Prédio Pedagógico e contou com a presença do diretor geral Luiz Carlos Machado Rodrigues e do pró-reitor de Ensino, Marcelo Simão da Rosa, que representou o reitor Sérgio Pedini. Também foram convidados para compor a mesa de honra os coordenadores dos cursos, os paraninfos e patronos.

Após a abertura da cerimônia e da execução do hino nacional, a formanda do Técnico em Meio Ambiente, Flávia Cristina Lima Bueno, prestou o juramento acompanhada de seus colegas. Na sequência, os formandos foram chamados para receber o diploma.

A solenidade consolidou o polo Muzambinho como referência em Educação a Distância na rede de ensino federal. De acordo com o diretor Luiz Carlos, a instituição foi pioneira junto ao Ministério da Educação, pois, até então, não se podia criar polos na mesma cidade sede da escola. “Nosso projeto era ter dentro do campus um polo modelo. Eles acreditaram e nós implantamos. Hoje, o resultado está aí”, afirmou. Luiz Carlos também incentivou os formandos a serem empreendedores e terem seu próprio negócio. “Sejam ousados, busquem o novo, sejam diferentes, mas sempre com um pensamento na frente: o da responsabilidade e do comprometimento. A partir daí, nada será obstáculo para vocês.”

O crescimento da Educação a Distância no IFSULDEMINAS foi destacado por Marcelo Rosa. Conforme o pró-reitor, atualmente o número de alunos matriculados na modalidade não presencial já é quase 50% do total de estudantes. “Hoje, para o Instituto, a Educação a Distância é tão relevante quanto a educação presencial”, enfatizou. Rosa informou que, atualmente, 25 cidades possuem polos e 12 cursos técnicos de nível médio estão sendo oferecidos pelo IFSULDEMINAS. O planejamento é implantar mais quatro cursos e se credenciar junto ao MEC para oferecer também a graduação a distância.

Ao final de cerimônia, os formandos prestaram homenagens a professores e funcionários que contribuíram no desenvolvimento de seus estudos. Receberam placas de agradecimento os professores Osmar de Souza Magalhães, João Paulo Norberto, Márcio Maltarolli Quidá, Claudiomir da Silva dos Santos, Daniela Ferreira Cardoso Cruvinel, José Marcos Angélica do Mendonça, Maria Bernardete da Silva Brasil, o servidor Sebastião Marcos Vilela e a coordenadora do polo Muzambinho, Débora Silva Bueno.

 

Fonte: Texto: Joarle Magalhães/ Comunicação - IFSULDEMINAS

 


Setor prioriza aumento da produtividade da lavoura de café

14:58:13 -

Governo elabora, com a participação do agronegócio café, plano estratégico que permitirá alcançar novos ganhos na produção e produtividade do grão.         

 

 Com o desafio de aumentar a produção para atender o mercado nacional e mundial, representantes do Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC), se reuniram nesta semana, em Brasília, para discutir medidas para desenvolver a cultura do café, em volumes que não depreciem os preços.

Com este cenário, o governo em articulação com as entidades do Conselho, estão construindo para o período de 2012 a 2015, o Plano Estratégico de Desenvolvimento do Setor Cafeeiro. O secretário de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento, Gerardo Fontelles, ressaltou que, com as medidas implementadas pelo plano estratégico, pretende-se reduzir a volatilidade de preço para evitar o desequilíbrio entre a oferta e a procura do grão no mercado. “Com a estabilidade nos preços, permitirá ao cafeicultor aumentar sua produtividade, reduzindo custos”, acrescenta Fontelles.

Pesquisa e difusão e transferência de tecnologia com reflexos diretos no aumento da produtividade foram destacados pelo novo gerente geral da Embrapa Café, Gabriel Ferreira Bartholo. “Cerca de 84% da cafeicultura é constituída de agricultores familiares e essas famílias, com a adoção de tecnologia, podem saltar de 10 a 12 sacas por hectares para 20 sacas por hectares, explica Bartholo. Os recursos do Funcafé vão financiar as pesquisas do Consórcio Café, coordenada pela Embrapa, para desenvolver novas variedades resistentes e produtivas de café, novas formas de manejo da lavoura, como adensamento da plantação e equipamentos agrícolas mais eficientes.

 

Fonte: Mapa/ Inez De Podestá

 


Política Cafeeira: uma reflexão crítica

15:35:23 -

Por Mara Luiza Gonçalves Freitas

 

O mineiro tradicional, do interior, quando precisa refletir sobre um assunto relevante, encosta num canto de parede, pega o seu canivete de estimação e um pedaço de fumo guardados estrategicamente em sua algibeira e fica horas à fio preparando um piteiro. A princípio, dá impressão que ele está amuado, triste, distante. Depois, ele de um tempão, ele levanta um bocadinho a cabeça e diz: “pois é, né...”, e lá vem uma pérola.

 

Pois é, né.

 

Ontem aconteceu mais reunião do Conselho Deliberativo de Política Cafeeira. O mote, mais uma vez, para decidir o planejamento estratégico para a cafeicultura brasileira entre 2012 e 2015. A questão é que até hoje fico me questionando como um planejamento estratégico de um setor inteiro é construído numa parte de tarde, sem ouvir os interlocutores mais interessados: as pessoas que vivem efetivamente da cafeicultura. Isso é uma curiosidade dilacerante.

 

Exceto se essas reuniões tiverem o intuito de facilitar o trabalho do Departamento de Polícia Federal, já que os ‘inconfidentes’ estarão todos numa sala só, esse negócio de discutir o planejamento da cafeicultura do Brasil no estilo ‘receita minuto’ a portas fechadas, não passa de uma afronta à inteligência para ‘inglês ver’. Notem que no Brasil, estão sediadas as duas escolas de negócios que de acordo com o renomado jornal Financial Times estão entre as dez melhores do mundo. Uma delas, mineira, superou a Universidade de Harvard. Creio que nenhuma delas se habilita a construir um planejamento estratégico tão rápido, ainda que isso se converta numa indicação para o Guiness (pensando em marketing dos Cafés do Brasil, até que esta não é uma má ideia, na categoria de produção de Planejamento Estratégico Setorial mais rápido do planeta. Não defini ainda se podemos denominar este modelo de Ligeirinho ou Papaléguas). 

 

Qualquer setor do governo realmente interessado em construir um planejamento estratégico sério, democraticamente orientado, promove seminários em reuniões nas regiões consideradas importantes, quando não em todo o país. Isso é gestão pública com ampla participação democrática o que calha muito bem para um país que tem nela, a Democracia, a força motriz para atingir os patamares de desenvolvimento percebidos atualmente. O Departamento Nacional do Café – DENAC tem entre suas atribuições, exercer este papel, que faria toda a diferença para a construção da sinergia setorial. A sexta economia do mundo não pode mais se curvar às reuniões de portas fechadas, que privilegiam os interesses de somente alguns.

 

Para realizar uma ação dessa natureza, há a necessidade de se criar seminários municipais, que gerarão os seminários estaduais e que na sequência, gerarão o seminário nacional. Isso pode ser realizado dentro de um semestre. Tecnicamente, denomina-se tal processo de diagnóstico estratégico. Seria a partir da comunhão dos documentos produzidos nestas esferas é que o planejamento estratégico do agronegócio café nasceria. Pode até ser que não ficasse perfeito, mas minha intuição me diz que ele será infinitamente mais eficiente do que documentos como a Agenda Estratégica do Café, que foi construída em duas reuniões em Brasília e acabou sendo engavetado. Esse procedimento de articulação com as bases fomentaria a eficiência na gestão dos interesses públicos.

 

O setor cafeeiro brasileiro está a cada dia cavando a sua própria sepultura porque a parte que é fundamental para o bom andamento do processo, no caso, a política cafeeira, não consegue atingir os patamares de eficiência e profissionalização nas áreas de gestão pública e de inteligência, necessários para viabilizar efetivamente a expansão da plataforma da cafeicultura nacional em todos os elos da cadeia.

 

Ontem, 03 de maio de 2012, li três materiais interessantes: um artigo publicado na HSM Management, ‘Qual o valor da marca Cafés do Brasil?’, outro intitulado ‘O grande mercado para as origens brasileiras’ e o relatório da FIESP/ICONE, o Outlook Brasil 2022 – Projeções para o Agronegócio. Estes três documentos prestam-se para avaliarmos as resultantes das escolhas políticas do setor cafeeiro e a questionável eficiência do modelo de administração pública adotado pelo setor.

 

A primeira vez que conheci a estratégia de marketing ‘Um país, muitos sabores’, foi numa palestra do Dr. Carlos Brando, em Três Pontas, em 2003. Nesta época ele estava com os cabelos pretos e eu tinha 25 anos. Hoje, provavelmente, ele está com os cabelos brancos e eu com 35 anos. Estes dez anos passaram num estalar de dedos.

 

Fazendo uma análise pontual, se o Brasil ao longo dessa década que passou, tivesse apostado naquele projeto, pelo menos já teríamos uma inserção de marcas diferenciadas junto ao mercado internacional. Mas como na cafeicultura existe o sério problema da falta de continuidade de qualquer projeto (o único que se salvou até agora foi o do desenvolvimento da atividade de barista e de consumo fora de casa, porque isso interessa seriamente para quem vende café industrializado. Logo, não pode ser enquadrado como política, mas sim como ação da iniciativa privada), nenhuma evolução efetiva neste campo foi atingida. O consumo do café brasileiro somente chegará a 20 milhões de sacas neste ano, porque a ABIC investe, com recurso privado, há mais de duas décadas no Selo de Pureza. Notem que existe continuidade do processo que conduz a um crescimento vegetativo, mas sustentado.

Se não fosse a iniciativa privada tomar tal iniciativa, o brasileiro, sem dúvida, já seria o maior consumidor de chá verde do planeta.

 

A parte disso existe o discurso sobre a sustentabilidade, que vem se acirrando em função de questões como a intensificação da demanda de cafés certificados, em particular com o selo do Código Comum para a Comunidade Cafeeira.

 

Este item é interessante, à medida que ele acena que existe séria interferência internacional na política cafeeira brasileira. Li as entrevistas do CEO da Illy em sua última visita ao Brasil e me senti constrangida como cidadã brasileira. Eu vivo na

6ª Economia do Mundo ou estou enganada? Se estiver residindo em algum país subdesenvolvido, com governo e instituições totalmente desarticuladas, despido de constituição e regime presidencialista, alguém, por favor, me avise, porque estou sendo enganada e eu preciso me alinhar com a realidade. Aliás, tenho que simplesmente jogar toda a minha biblioteca fora.

 

Até quando o Brasil, no campo da cafeicultura, viverá em um nível de desorganização tal, a ponto de permitir que estrangeiros cheguem ao nosso território, dizendo o que temos de fazer? Ditando quanto temos de produzir ou imputando a nós a responsabilidade plena de abastecer o mundo? Foi para isso que o Brasil brigou de joelhos para conseguir um assento na direção da Organização Internacional do Café?

Estes aspectos morais têm de ser revistos.

 

O setor cafeeiro brasileiro, para começar, tinha que ter vergonha de ver uma multinacional financiando universidades brasileiras. Os grandes intelectuais do país que são especializados em café já estão expatriados dentro de seu próprio território, porque o setor que tem fundo único jamais enxergou na pesquisa socioeconômica uma necessidade estratégica. Na verdade, a pesquisa neste campo, que nos editais de alguns estados aparece como área de investimento a fundo perdido, tem outras finalidades, como o caminho mais curto para o financiamento de campanhas.

 

Neste campo, vale expor a outra grande fragilidade da política cafeeira brasileira: a organização da sua área de estudos estratégicos, de seu aparato de inteligência. Por que o setor cafeeiro não contrata o ICONE? Por que a cafeicultura não está participando do Outlook Brasil 2022?

 

O único estudo do setor cafeeiro que faz uma projeção da cafeicultura até 2020 é uma análise estratégica que produzi e foi publicada em janeiro de 2010 no Revista Cafeicultura. É um documento caseiro, mas estou muito feliz porque estou acertando os números já por dois anos consecutivos.

 

A síndrome da falta de eficiência do setor cafeeiro neste campo está relacionada a uma questão simples: falta de profissionalização. Seriedade, profissionalização não dão votos, é um produto da técnica. Não ajuda no desvio de erário público.

Não gera escândalos publicáveis na Época. Não compra o caráter de ninguém.

Gera sim, resultados, ações, respeito na comunidade internacional, crescimento, desenvolvimento, emprego e renda, amplia o orgulho de ser brasileiro porque mostra nossa capacidade. Ou seja, faz uma nação como a nossa de fato, ser a melhor do mundo.

 

Os setores agroindustriais que já entenderam essa diferença profissionalizaram seu setor de inteligência e simplesmente estão dez passos à frente da cafeicultura, que continua a viver da névoa remanescente do glamour que existia antes da quebra da

Bolsa de Nova Iorque, em 1929.

 

Não desanimando os moços que escreveram entusiasticamente sobre o marketing e sustentabilidade, imprimo aqui que esta, definitivamente, não é a meta do agronegócio café brasileiro. Notem que depois do CONAR, nem o Incrível Café sobreviveu.

 

Voltando para meu canto.

 

*Mara Luiza Gonçalves Freitas é professora de administração.

 


Octavio Café tem programação especial para comemorar o Dia Nacional do Café

15:46:26 -

De 9 a 30 de maio, cafeteria realiza exposição fotográfica sobre o grão.

 

Dia Nacional do Café é comemorado no dia 24 de maio. Mas no Octavio Café a data será celebrada durante todo mês com atividades especiais. A principal ação do período é a exposição temática “O Rei Café”, que ficará em cartaz entre os dias 9 e 30 de maio e trará fotografias de Luis Paulo Alexo, Paulo Bareta e Tomas Kolisch Jr. A mostra faz parte do projeto Arte no Octavio Café, iniciativa que tem o objetivo de transformar a cafeteria em um espaço cultural, por meio de apresentações musicais, exposições de telas e fotografias e atividades de literatura. A nova mostra dá continuidade às exposições - que tiveram início no mês de abril – e são promovidas por Cristiane Quercia, que faz parte da diretoria executiva das Organizações Sol Panamby e Emanuel von Lauenstein Massarani, curador do projeto e Presidente do Instituto de Recuperação do Patrimônio Histórico no Estado de São Paulo.

Os fotógrafos concentraram suas atenções nas várias fases do café, protagonista único das imagens escolhidas após um cuidadoso trabalho de seleção. Eles personalizaram suas obras utilizando a realidade e a imaginação, no esforço de revelar as diversas fases do plantio à colheita do café, em percepções únicas com resultados profundamente evocativos. “As fotografias aqui reunidas revelam um pessoal ponto de vista e as mais singulares prospectivas sobre um elemento do cotidiano tão rico de tesouros. Atraídos pela força de agregação do produto, e estimulados pelos aspectos mais insólitos, seus autores nos oferecem uma analise atenta, sensível e minuciosa na interpretação de algo tão familiar para nós brasileiros e que se revela, por isso, ao mesmo tempo misterioso e fascinante”, comenta Massarani, curador da exposição.

Para o coquetel de abertura da mostra, que acontece no dia 9 a partir das 19h, Cecília Sanada, barista e gerente de qualidade do Octavio Café, traz duas novidades. A primeira é a montagem de uma “estação de café” com uma máquina de espresso, onde será possível preparar o próprio café e ter um momento barista, com as preciosas dicas de Cecília. Outro agrado para quem passar pela cafeteria na data, é a distribuição de mudas de café, vindas diretamente das fazendas do grupo.

 

Sobre os artistas

Luis Paulo Alexo - Formado em fotografia pela University Polytechnic em Londres e com licenciatura em Letras na Universidade de Mogi das Cruzes é um admirador da diversidade cultural e,viajante nas horas vagas. Trabalha com fotografia para assessoria de imprensa política, empresarial e marketing de produtos. Em constante busca de desafios, já trabalhou para grandes grupos empresariais, instituições culturais, restaurantes, entre outros.

 

Paulo Bareta - Paulistano nascido no ano de 1966, começou a trabalhar com fotografia em 1984, na produtora de áudio visual Mikson. Autodidata não fez curso de fotografia. Trabalhou por nove anos no Estúdio Preto e Branco como fotógrafo e diretor de fotografia, quando deu início ao próprio estúdio fotográfico, desde então atendendo clientes como Casa & Decoração, Gula, Gosto, Honda, Amil, entre outros.

 

Tomas Kolisch Jr. - Fez curso em Bruxelas, no International Insitute of Photography, com o fotógrafo belga Jean Jacques Rotenburgh e participou de workshops com os fotógrafos Dean Collins, Jonh C. Stanton, Clicio Barroso, Carrieri, Freitas entre outros. Há mais de 25 anos dirige seu estúdio, sempre alinhado com as novas tecnologias, atendendo agências, clientes diretos e produzindo trabalhos autorais. Participou da XXV  Bienal de Arte Fotográfica Brasileira em Preto e Branco, da XVI Bienal de Arte Fotográfica Brasileira Cores, entre outras.

 

Sobre o Octavio Café

Localizado na Avenida Faria Lima, o Octavio Café é a moderna e confortável loja-conceito da marca, que tem como objetivo proporcionar aos clientes uma experiência gastronômica por meio da cultura do café. Este propósito transborda para cada detalhe da casa, que se configura como um cenário de bem-estar. A tecnologia do projeto é reflexo da precisa rastreabilidade de todas as etapas da produção, que começa em suas fazendas na região da Alta Mogiana, interior de São Paulo. O amplo cardápio oferece uma elaborada carta da bebida criada pela barista e gerente de qualidade, Cecilia Sanada, além de menus de café da manhã, comidinhas, almoço, happy hour e jantar feitos com muito esmero pela chef Kika Toledo. Há ainda uma loja com utensílios e cafés especiais da marca 100% brasileira.

 

Serviço
Exposição “O Rei Café”
De 9 a 30/5/2012 – Gratuita
Horário de funcionamento: segunda a quinta das 7h45 às 22h; sexta das 7h45 às 23h; sábado das 9h às 23h; e domingo e feriados das 9h às 22h.
Av. Brigadeiro Faria Lima, 2.996 - Jd. Paulistano, Telefone: (11) 3074-0110.
http://www.octaviocafe.com

 

Fonte: Asscom Octavio Café/ Anexo Comunicação

 


Robustas encerram ganho na Bolsa de Londres

16:40:01 - Na Liffe, o vencimento de Julho/2012 fechou com ganho de US$ 44 dólares e o contrato encerrou o pregão a US$ 2019 dólares por tonelada.


A dança do café

16:46:10 -


Arábicas encerram com perda na Bolsa de Nova York

17:30:01 - No fechamento da ICE Futures US, o contrato Setembro/2012 encerrou em 177,20 centavos de dólar por libra peso, com perda de 1 cents. foi negociado a centavos de dólar por libra peso, com esse negociação o contrato se manteve estavél, ao passo que encerrou estavél a centavos de dólares por libra peso.


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criado em 04/05/2012