O porto de Santos exportou 673.175 sacas, o porto de Vitória embarcou 77.445 sacas, o porto do Rio de Janeiro enviou 2.900 sacas, o porto de Sepetiba exportou 1.440 sacas, o porto de Salvador enviou -??, enquanto os outros portos exportaram 11.123 sacas de café.
Também até o dia 13, o Cecafé registrou a emissão de 1.065.603 certificados de origem, dos quais 900.001 são referentes a arábicas, 69.288 a conillon e 96.314 de solúvel.
O ex-presidente do Conselho Nacional do Café – CNC e da Cafepoços, Suelly Evandro Amarante, completou 80 anos de idade no dia 24 de abril. A Cooparaiso, por intermédio do presidente do Conselho de Administração, deputado federal Carlos Melles, prestou homenagem de reconhecimento pelos seus 60 anos de trabalho na defesa do café, entregando-lhe uma placa comemorativa na solenidade festiva ocorrida em São Paulo, no dia 28 de abril, com a presença de familiares, amigos e personalidades do setor cafeeiro e cooperativista.
Suelly Amarante, administrador de empresas e produtor de café, tem uma extraordinária trajetória na cafeicultura. Foi fundador e presidente da Cafepoços, diretor da Faemg, fundador e presidente do Conselho Nacional do Café – CNC, e teve atuação importante na Organização Internacional do Café – OIC.
Aos 21 anos de idade, logo que se casou com Rosa Maria Aparecida Junqueira Amarante, mudou-se de São Paulo para Poços de Caldas para dedicar-se às fazendas da família. Na vida pessoal constituiu uma exemplar e numerosa família, com 6 filhos, 16 netos e 2 bisnetos.
Em 1956 liderou um grupo de 76 produtores de café e juntos fundaram a Cooperativa dos Cafeicultores de Poços de Caldas, sob a inspiração da cooperativa de café de Ribeirão Preto, fundada por Tomas Alberto Whatelly. “Naquela época o IBC era o grande comprador de café e ficávamos de mãos atadas, porque muitas vezes o nosso café de qualidade fino era comprado como café riado. Inconformados com a situação, fundamos a cooperativa com o propósito de defender o produtor, a nossa intenção era exportar diretamente o café, não queríamos ser menosprezados”, conta Suelly, que por 30 anos esteve à frente da Cafepoços.
Sob a liderança do ex-governador paulista, Abreu Sodré, Suelly atuou com dirigentes do setor cafeeiro e cooperativista e fundaram o Conselho Nacional do Café – CNC. Posteriormente Suelly chegou à presidência do CNC, compartilhando a direção com companheiros do setor como o presidente da Cooparaiso, Carlos Melles. Nesta época Suelly atuou como representante da cafeicultura em nível nacional e internacional, fazendo importante gestões nas reuniões da Organização Internacional do Café – OIC, em Londres.
Ao completar 80 anos, Suelly Amarante diz que o café se incorporou de tal forma à sua vida que seria quase que impossível viver longe da lavoura. “Mesmo a duras penas, guardo o sentimento de muito amor pela cafeicultura”, diz ele, destacando que “a rigor o café é a melhor atividade agrícola, porque é quase imperecível, mas precisa de efetivo suporte econômico governamental para que os produtores pudessem ordenar e vender suas safras nos momentos certos, o país ganharia muito”.
Perguntado se recomeçaria sua vida em café, Suelly confirma: “devemos continuar produzindo café, buscando produção, produtividade, qualidade, mas sempre com os pés no chão”.
Paulo Henrique Delfante
Assessoria de Comunicação do deputado federal Carlos Melles
O documento fundamentará as políticas para o período 2012 a 2015.
Representantes de produtores, exportadores e torrefadores de café se reúnem no dia 03 de maio (quinta-feira), em Brasília, com representantes do governo, para discutir assuntos da pauta do Conselho Nacional de Política Cafeeira (CDPC). O conselho discutirá um plano estratégico para o desenvolvimento do setor cafeeiro que integrará a política governamental de 2012 a 2015.
Para a elaboração do plano estratégico, os técnicos debaterão o aumento de investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação, incluindo a difusão e transferência de tecnologia. Marketing, capacitação de agentes do agronegócio café, certificação, crédito e comercialização, financiamentos, liberação de recursos e mecanismos de mercado também serão tratados no encontro.
Esta será a segunda reunião do CDPC este ano. Participam o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mendes Ribeiro Filho, e representantes dos ministérios da Fazenda, do Planejamento, das Relações Exteriores e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio.
Fonte: Mapa/ Inez De Podestá
Foi aprovada pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) uma linha de crédito que irá beneficiar os produtores de café, o Fundo de Defesa da Economia Cafeeira, chamado de Funcafé.
O crédito poderá ser usado para financiar a safra de 2012. Além dessa linha, outros orçamentos foram aprovados para ajudar as indústrias que trabalham como torrefadoras de café, nesse caso, a verba deverá ser utilizada para financiar o capital de giro dessas empresas.
Ao todo, cerca de R$ 500 milhões deverão ser investidos no custeio das operações, R$ 900 milhões serão usados para estocar o produto e R$ 50 milhões serão investidos no financiamento de contratos e operações em mercados.
Os cafezais que sofreram algum tipo de dano também serão beneficiados, nesse caso, o valor a ser investido será de R$ 40 milhões.
O CMN também aprovou uma linha de crédito chamada de extraordinária, que servirá para quitar dívidas feitas por financiamentos contratados para serem investidos no processo produtivo.
Já os recursos a serem investidos no capital de giro receberão uma verba de cerca de R$ 200 milhões. As micro, pequenas e médias empresas também serão beneficiadas.
Essas linhas de crédito poderão ser contratadas até o dia 30 de novembro desse ano.
Fonte: Blog Dinheiro em Conta/ Texto: Joyce Silva
Regiao Norte
Regiao Nordeste
Regiao Centro Oeste
Regiao Sul
Analistas comemoram aperfeiçoamento do sistema de previsões do órgão.
Minas Gerais é referência quando se fala em produção de café. Metade do que se produz no país é proveniente dos cafezais mineiros em três grandes regiões produtoras: Zona da Mata, Cerrado e sul. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra deve ser favorável. O clima, no entanto, é fator determinante para definir a produção. O agrônomo Eduardo Lima resume o atual desenvolvimento do café, às vésperas de ser colhido.
– Este ano, em termos de precipitação, teve algumas anormalidades. Tivemos um fevereiro com 60 milímetros, apenas. Na região, geralmente, em fevereiro chove acima de 200 milímetros, mas nós temos notado que o efeito desse veranico concentrado em fevereiro não vai refletir em uma quebra efetiva da safra que estamos para colher. Acredito que possa, em termos de florada, pensando na safra seguinte, em termos de questão de abortamento. Porém, estamos com expectativa de uma safra boa. Não excepcional. Dentro de nossa programação, das nossas expectativas, em termos de produtividade e quantidade – afirma.
No campo, a volatilidade do mercado nunca esteve tão à prova. Os especialistas apontam que não deve sobrar café no mundo. Somente o Brasil e o Vietnã estão aumentando a produção, enquanto outros países produtores passam por dificuldades. Ao contrário de anos anteriores, quando as previsões provocaram desconfiança em todo setor.
– A produção, eu acredito que a Conab acertou em cheio, de 49 milhões a 52 milhões de sacas na nossa zona de atuação está batendo mais ou menos com a previsão do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Isso confirma que a Conab, que foi muito contestada nos anos anteriores, está aperfeiçoando seu sistema de previsão. Eu acredito que está dentro, estamos acreditando que vai ser isso mesmo – diz o presidente da Cooxupé, Carlos Alberto Paulino da Costa.
No sul de Minas Gerais, a Conab aponta que a produção deve ficar entre 12 milhões e 13 milhões de sacas. Isso representa 25% da produção nacional. No município de Cabo Verde, em 30% do território tem café. O produtor Guy Carvalho possui 60 hectares em cultivo. Ele deve produzir 2,4 mil sacas e confirma que os produtores estão mesmo investindo para melhorar a produtividade, graças à remuneração da saca favorável para cobrir os custos.
– Nos últimos anos, com a melhora dos preços, nos possibilitou investir melhor em fertilização, em podas e renovação de lavoura. Isso está refletindo nessa safra e deve refletir nas próximas. Podemos adubar dentro daquilo que a gente achava que seria o certo e fazer os tratos no momento adequado também. É uma safra média para boa aqui na minha fazenda – relata.
Fonte: RuralBR Agricultura/ Texto: Marcelo Lara (Guaxupé-MG)
O governo federal pretende financiar a estocagem de 10,9 milhões de sacas de café por parte dos cafeicultores na safra 2012/13, para evitar que a pressão da oferta derrube os preços após a entrada no mercado do fruto que começa a ser colhido em meados de maio. O cálculo leva em conta o financiamento de 80% da cotação de mercado do café, que resultaria num valor hipotético de R$ 320/saca.
O diretor do Departamento de Café (Decaf), do Ministério da Agricultura, Edilson Alcântara, explicou que os recursos virão do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) e da exigibilidade de aplicação no crédito rural de parte dos depósitos à vista nos bancos (MRC-62). Por enquanto, estão assegurados R$ 900 milhões do Funcafé, que foram aprovados na quinta-feira pelo Monetário Nacional (CMN). O montante é suficiente para financiar a estocagem de 2,8 milhões de sacas de café.
Para atingir a meta de estocagem, o governo deve lançar mão de mais R$ 600 milhões do Funcafé, o que possibilitaria financiar a retenção pelos cafeicultores de 1,875 milhão de sacas. Assim, o Funcafé faria aporte total de R$ 1,5 bilhão e financiaria a estocagem de 4,688 milhões de sacas. A maior parte dos recursos viria das aplicações da exigibilidade bancária, que atingiria R$ 2 bilhões, o suficiente para estocar mais 6,25 milhões de sacas.
Alcântara esclareceu que a atuação do governo é importante para evitar uma queda expressiva nos preços, que vêm sendo pressionados pela expectativa da colheita de uma grande safra no Brasil, estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 50 milhões de sacas. O dirigente diz que, mesmo com colheita de uma "safra cheia", as perspectivas são otimistas para os cafeicultores brasileiros, pois outros países produtores, como a Colômbia, ainda enfrentam problemas e, por isso, os estoques mundiais continuam apertados.
O diretor do Decaf afirmou que o governo optou por financiar a estocagem em vez de recorrer aos leilões de opção de venda por causa do preço mínimo do café, que é de R$ 269/saca, valor bem abaixo dos praticados atualmente no mercado. Os bancos ao conceder os financiamentos levarão em conta os preços efetivos no mercado. A taxa de juros das operações é de 6,75% ao ano com 12 meses para pagamento, podendo ser antecipado no caso de o produtor optar por vender o café antes do vencimento.
Fonte: Agência Estado
Máquinas para grandes propriedades são o principal negócio; tecnologia de ponta é destaque na feira.
As novidades da feira são incontáveis. As empresas levaram o que produziram de mais moderno no mercado agrícola, são máquinas gigantes, com mais de 500 cavalos de potência, que chegam a custar R$ 1 milhão.
A feira funciona como uma grande vitrine para lançamentos com tecnologia de ponta. E tem produtor disposto a fazer grandes investimentos em busca de melhores resultados no campo.
O agricultor José Antônio Sapata tem uma propriedade de 1.200 hectares em Campo Mourão, no Paraná, onde produz soja, milho e trigo. Ele está interessado em um trator com piloto automático e conta que a máquina economiza insumos e traz ganho na produtividade.
Seja para o transporte ou para o uso na lavoura, os aviões sempre chamam a atenção. Um modelo para pulverização movido a etanol custa cerca de R$ 700 mil e agradou o agricultor Jorge Toledo. Ele planta seringueiras e cana-de-açúcar em Monções, SP, já utiliza um modelo semelhante e pretende comprar mais um para aumentar a frota e oferecer o serviço a outros agricultores.
Serviço
Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação (Agrishow)
Ribeirão Preto – SP
De: 30/04 a 04/05
Site: www.agrishow.com.br
Fonte: G1
Presidente se reuniu nessa segunda com quatro ministros para discutir o tema.
A presidente Dilma Rousseff se reuniu nessa segunda, dia 30, com alguns ministros para analisar a possibilidade de veto a partes da lei do novo Código Florestal Brasileiro. Foram convocados os responsáveis pelos ministérios do Desenvolvimento Agrário, do Meio Ambiente, da Casa Civil e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.
Ninguém falou com a imprensa, mas as assessorias de imprensa confirmam que o assunto foi o possível veto da presidente Dilma ao Código Florestal. A Câmara dos Deputados deve encaminhar nesta semana a lei aprovada na última quarta, dia 25, assim que recebê-la, a presidente terá 15 dias úteis para se manifestar. A secretária do Meio Ambiente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Rosicléia dos Santos, acredita que a presidente vetará partes do texto.
– Pelo que a gente tem visto, existe uma mobilização da sociedade como um todo, não só a sociedade civil, para que a presidente possa vetar principalmente esses pontos mais polêmicos, como a questão da anistia aos grandes desmatadores.
Rosicléia diz que em audiência com Dilma, a Contag defendeu que a legislação ambiental deve diferenciar a agricultura familiar.
– Isso pra gente é o principal ponto. Sem falar que existem vários pontos que a gente entende que precisam ser vetados. A gente precisa trabalhar numa legislação que possa de fato ser efetiva, não uma legislação que já começa “capenga”, como foi o relatório do Paulo Piau – concluiu a secretária.
Fonte: Canal Rural
Semana foi marcada pela aprovação do relatório do Código Florestal, tratativas sobre a tributação do café em Minas Gerais e o regime de drawback para o café.
Esta semana foi marcada pela aprovação do relatório do deputado federal Paulo Piau sobre o Código Florestal no Plenário da Câmara, conforme a orientação passada em reunião da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). A nossa preocupação foi a de conciliar a produção agrícola brasileira com o meio ambiente. Agora, aguardamos a sanção da Presidente Dilma e, se necessários aperfeiçoamentos, que os mesmos venham através de Projetos de Lei.
Outro ponto de destaque foi a transferência de oito armazéns do extinto Instituto Brasileiro do Café (IBC), localizados nos municípios mineiros de Juiz de Fora, Perdões, Conceição do Rio Verde, São Sebastião do Paraíso, Manhumirim, Campos Altos, Varginha e Teófilo Otoni, para a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Esse é um ponto positivo porque Minas Gerais está no início da colheita e a disponibilidade de estocagem no Estado aumenta com essa estrutura adicional à dos armazéns de café das nossas cooperativas.
Na quarta-feira (25), participamos de audiência na cidade administrativa do Governo de Minas Gerais. Pelo CNC, estiveram presentes o presidente executivo Silas Brasileiro, José Scatolino (Cocatrel), José Roberto Corrêa Ferreira (Cooxupé), Francisco Ourique (Cooparaiso) e Marcelo Geraldelli (Cooparaiso). O Dr. Francisco Simões representou a FAEMG, ao passo que o governo estadual foi representado pelo Secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Elmiro Nascimento, pelo secretário adjunto de Fazenda, Pedro Meneguetti, e pelos subsecretários da Receita e do Tesouro Estadual, Gilberto Silva Ramos e Eduardo Antônio Codo Santos, respectivamente.
No encontro, demos sequência a uma matéria cujas tratativas iniciamos oficialmente em dezembro do ano passado: o regime tributário da cadeia produtiva do café. Ficou acertado que o crédito presumido do ICMS no Estado será de 2,2%, sendo 1% destinado aos produtores e 1,2% para a alimentação do Fundo Estadual do Café (Fecafé).
Também nesta semana tivemos um parecer positivo por parte do deputado federal Domingos Sávio, presidente da Frente Parlamentar do Café e vice-presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural – CAPADR na Câmara dos Deputados, de uma solicitação de requerimento para a realização de audiência pública, na esfera desta Comissão, a respeito do regime de drawback para o café. Este pedido do CNC e da Comissão Nacional do Café da CNA foi levado adiante por Domingos Sávio, que já deu entrada no processo na Câmara. Entendemos que a realização de uma audiência pública nesse sentido é relevante, pois existe forte pressão da indústria de solúvel para a autorização do processo e, por outro lado, uma preocupação, em especial dos produtores, no que se refere à parte fitossanitária, à qualidade dos cafés a serem importados e à observância da sustentabilidade ambiental e social dos países que concorrem com o Brasil na produção de café.
Para o Conselho Nacional do Café, considerando a diferença de posicionamentos dos agentes da cadeia produtiva do agronegócio, faz-se relevante ouvirmos a posição dos representantes de todos os elos em audiência pública, de maneira que possamos chegar a um consenso sobre esta matéria.
Análise de mercado
Enquanto o mercado físico apresentou baixo volume de negócios, com os produtores vendendo pouquíssima quantidade e os preços registrando pequena variação, os mercados futuros tiveram maciças vendas e altas oscilações.
Ao passo que os cafeicultores se recusam a vender quantidades significativas pelos atuais preços praticados no mercado interno, nos mercados futuros os fundos vendem, ignorando todos os fundamentos que sugerem um mercado mais consistente. Este é o resumo do que ocorreu na semana que se encerra.
Na quarta-feira (25), o contrato julho/12 oscilou mais de 1.000 pontos na Bolsa de NY, marcando a máxima em 185,70 centavos de dólar por libra peso e a mínima em 175,20 centavos, com variação superior a 5% em apenas um dia! Essa volatilidade observada afasta os genuínos agentes do mercado e dificulta os negócios dentro da cadeia de produção.
Movimentos de vendas como os observados nesta semana serão alternados por fortes recompras motivadas por fatores técnicos ou por insegurança climática. Aos produtores, nestas situações, resta observar estes movimentos e, para os que pretendem vender café no mercado físico ou com entrega futura, deixar preços de venda determinados em suas cooperativas ou com seus corretores, de maneira a aproveitar os movimentos de recompra dos fundos que gerem oportunidades de preços melhores.
Vamos agir com prudência, vista a disponibilidade de recursos do Funcafé aprovados pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e a disposição informada pelo secretário de Produção e Agroenergia do Mapa, Gerardo Fontelles, de colocar mais R$ 2 bilhões de recursos oriundos da exigibilidade bancária para aplicações em estocagem do café, o que representará um volume de ordenamento próximo a 11 milhões de sacas do produto.
Atenciosamente,
Silas Brasileiro
Presidente Executivo do CNC
Fonte: Asscom CNC/ Paulo André Colucci Kawasaki
Impulsionadas por programas agrícolas e por ações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), as despesas com subsídios federais mais do que dobraram em 2012. Segundo dados do Tesouro Nacional, os gastos líquidos – diferença entre valores desembolsados e recebidos – totalizaram R$ 3,32 bilhões de janeiro a março, contra R$ 1,552 bilhão registrados no mesmo período do ano passado, com aumento de 114%.
O crescimento foi liderado pela formação de estoques agrícolas. O Programa de Aquisição do Governo Federal (AGF), por meio do qual o governo compra parte das mercadorias dos produtores rurais quando o preço de mercado está abaixo do preço mínimo, executou R$ 921,5 milhões a mais no primeiro trimestre deste ano.
No acumulado de 2012, os gastos líquidos com o programa somaram R$ 408,7 milhões. No mesmo período do ano passado, a conta estava negativa em R$ 512 milhões porque o programa recebeu mais recursos do que efetivamente gastou.
O segundo maior responsável pela expansão dos subsídios federais foi o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que fornece crédito a pequenos produtores e assentados da reforma agrária. Os gastos líquidos do programa saltaram de R$ 988,2 milhões nos três primeiros meses de 2011 para R$ 1,614 bilhão no mesmo período deste ano, alta de R$ 626,5 milhões.
Os resultados do Pronaf englobam tanto as concessões líquidas – diferença entre os valores emprestados e devolvidos pelos produtores – como os gastos com a equalização. Por meio da equalização, o Tesouro Nacional compensa as instituições financeiras pelos baixos juros dos financiamentos.
Em terceiro lugar, entre as despesas que mais contribuíram para o aumento dos subsídios federais está a equalização para o crédito ao custeio agropecuário. As despesas líquidas com o programa passaram de R$ 208,5 milhões para R$ 539,9 milhões, aumento de R$ 331,4 milhões.
As despesas com os subsídios federais também foram impulsionadas pelo pagamento, em janeiro, de R$ 240 milhões da equalização do Programa de Sustentação do Investimento (PSI). Lançado em julho de 2009, o programa fornece financiamento para a aquisição e exportação de bens de capital (máquinas e equipamentos usados na produção) e investimentos em inovação com recursos do BNDES.
Os subsídios foram reforçados ainda por programas federais lançados no segundo semestre do ano passado, como o programa de Operações de Microcrédito Produtivo Orientado, que fornece crédito a microempreendedores individuais e a microempresas. As equalizações do programa nos três primeiros meses do ano somaram R$ 70,5 milhões.
Fonte: Agência Brasil/ Texto: Wellton Máximo/ Edição: José Romildo
“Essa é uma nova forma de enxergar o campo nativo, não apenas como alimento para os rebanhos, mas como provedor de outros serviços ambientais”, diz o pesquisador Leandro Volk, da Embrapa Pecuária Sul (Bagé/ RS), doutor em Ciência do Solo.
Junto com outros pesquisadores da Unidade, ele observa possíveis contribuições do campo nativo e do sistema radicular para o ambiente e destaca que metodologias de pesquisa estão sendo desenvolvidas para avaliar com maior precisão o comportamento das raízes das espécies forrageiras nativas.
“Há indícios de que o correto manejo do campo nativo leva a uma alteração também da dinâmica do sistema radicular, o que pode determinar maior acúmulo de carbono orgânico, mais resistência à compactação pelo pisoteio dos animais e mais atividade biológica. Além disso, o aumento de matéria vegetal no solo lhe garante maior porosidade, permitindo a infiltração de água, uma vez que as raízes que morrem deixam o caminho livre para essa infiltração”, explica o pesquisador.
O que também se observa, segundo Volk, é que quanto maior o volume de solo ocupado pelas raízes ativas, maior a disponibilidade de nutrientes, além de maior eficiência no aproveitamento da água disponível no solo, garantindo assim mais resistência das plantas aos períodos de seca.
Saiba mais sobre este assunto ouvindo o Prosa Rural desta semana, o programa de rádio da o programa de rádio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O programa conta com o apoio do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.
Fonte: Embrapa Pecuária Sul
Fonte: Mercado & Cia.
A colheita do café começou e o comércio das regiões ao Norte do Espírito Santo já sente os efeitos. A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) avalia que este período registra um maior faturamento que o do Natal. Em Rio Bananal, na região do Rio Doce, a produção cafeeira movimenta a economia local e os comerciantes já reforçaram o estoque. O período de safra vai até meados de junho.
O diretor da CDL Wesley Casagrande informou que a movimentação da economia cresce em média 20% a 30% durante o período de safra. “O município tem cerca de 120 lojas. Essa época é melhor até que o Natal. A colheita do café dura 90 dias. Estamos muito otimistas”, comenta.
A gerente de loja Larissa Brumatti vende artigos para o homem do campo e teve um desempenho acima do esperado em 2012. Ela teve que reforçar o estoque para dar conta da demanda. “Algumas mercadorias acabaram e tivemos que solicitar a reposição aos nossos fornecedores. Todo o ano é assim”, disse.
O gerente de supermercado Diogo Bassetti conta que o movimento no supermercado aumenta muito durante a colheita, principalmente aos fins de semana. Isso acontece porque os trabalhadores de fora do estado vêm para comprar itens de necessidade básica. “Nesse período de colheita, a gente reforça o estoque. Já estamos preparados para o movimento”, conta.
Segundo o Instituto Brasileiro de Pesquisa e Estatística (IBGE), Rio Bananal possui 17.538 habitantes. A principal atividade econômica do município é a produção cafeeira, com destaque para o tipo conilon. São 10.742 habitantes que vive na área rural, o que representa 69,2% da população. A zona urbana possui 6.796 moradores, 38,8%.
Fonte: G1 ES
Tradicional exportador de café verde em grão, o Brasil vê aumentar a demanda pelos grãos "diferenciados", que incluem os cafés especiais, orgânicos e certificados. Os preços médios dessa matéria-prima são maiores até que os valores médios dos produtos industrializados (torrado e moído e solúvel) vendidos ao exterior. É o que aponta o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).
No 1º trimestre de 2012, o preço médio desses cafés, de US$ 315,6 por saca, foi 7% menor em relação ao ano passado inteiro, mas ainda assim bem maior (33,5%) que a média do produto industrializado, que foi de US$ 209,6 a saca. Além disso, a participação do segmento no total de café exportado teve ligeiro aumento. No período, o volume de 1,7 milhão de sacas representou 26,8% das exportações e 32,3% do faturamento, segundo o Cecafé.
Em todo o ano passado, os grãos diferenciados representaram cerca de 26% do total embarcado de 33,5 milhões de sacas. Foram exportadas pouco mais de 8 milhões de sacas, gerando US$ 2,7 bilhões, ou 30% de toda a receita com as vendas externas da commodity. A exportação desse tipo de produto cresceu 14,8% em 2011, para pouco mais de 7 milhões de sacas. Trata-se ainda de um salto de 269,5% em relação ao verificado há apenas quatro anos. Em 2007, foram exportadas 2,1 milhões de sacas desses grãos, que representavam apenas 7,7% dos embarques totais.
Uma grande expansão também foi registrada no preço médio da saca exportada, que saiu de US$ 165,7 em 2007 para US$ 339,6 em 2011, um reajuste superior a 100%. Somente em 2011, o valor saltou 52,4%.
Já o preço médio do café industrializado ficou em US$ 200,8 por saca em 2011, 40,8% menos que a cotação média dos cafés diferenciados - que ainda superaram em 33% a média dos arábicas convencionais (US$ 254,3) e em 114,3% a do robusta em grão (US$ 139,7).
Guilherme Braga, diretor-geral do Cecafé, afirma que a demanda mundial pelos cafés diferenciados vem aumentando com a crescente exigência do mercado consumidor por uma produção sustentável. "[Este consumo] remunera o esforço do produtor para incorporar valor ao grão, vai direto para a renda", observa.
Braga considera um "equívoco" achar que o Brasil não exporta café de valor agregado. Para ele, essa agregação não ocorre apenas com a venda de café industrializado, mas também com a de grãos de melhor qualidade ou certificados, cujos preços são semelhantes aos da Colômbia, grande concorrente no ramo.
Esforço do produtor
O dirigente não minimiza a importância de o país embarcar café industrializado, mas vê dificuldades diante da estrutura no exterior das torrefadoras que dominam o mercado mundial. A tarefa exigiria grandes investimentos, além de esforços para acompanhar todo o processo de venda, concentrado em redes de supermercados.
Muitas vezes, existe ainda a necessidade de comercializar para intermediários, o que reduz a competitividade do exportador. Atualmente, a maior parte do café industrializado vendido pelo Brasil atende a nichos de mercado, como padarias e cafeterias. E o café em grão cru ainda é responsável pelo grande volume do comércio mundial do setor.
O diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), Nathan Herszkowicz, engrossa o coro de que é muito difícil "emplacar" uma marca brasileira no exterior. Segundo ele, as empresas precisam dispor de 10% a 15% do valor da venda do produto para investir em marketing, recursos que muitas companhias não podem disponibilizar. Para Herszkowicz, a saída é oferecer café torrado e moído "gourmet", de altíssima qualidade, que pode oferecer preços competitivos.
Ele não acredita que o fato de o preço médio do grão diferenciado ser maior que o industrializado irá desestimular os embarques de café torrado e moído. "Tem espaço para todos os setores", resume. E prevê que a exportação brasileira do produto industrializado "vai crescer ao longo do tempo, mas com muito investimento e diferenciação".
As vendas externas de café torrado e moído representaram apenas 0,2% dos embarques brasileiros de café de janeiro a março deste ano. Foram exportadas 11,5 mil sacas, queda de 23,6% contra o 1º trimestre de 2011. A receita recuou 1,44% para US$ 4,5 milhões. No período, as exportações de café industrializado (torrado e moído mais o solúvel) somaram 685,8 mil sacas, recuo de 11,7% em relação ao mesmo período de 2011.
Fonte: Valor Econômico/ Carine Ferreira