O porto de Santos exportou 673.175 sacas, o porto de Vitória embarcou 77.445 sacas, o porto do Rio de Janeiro enviou 2.900 sacas, o porto de Sepetiba exportou 1.440 sacas, o porto de Salvador enviou -??, enquanto os outros portos exportaram 11.123 sacas de café.
Também até o dia 13, o Cecafé registrou a emissão de 1.065.603 certificados de origem, dos quais 900.001 são referentes a arábicas, 69.288 a conillon e 96.314 de solúvel.
Por Antônio M.Buainain
Artigo de Celso Ming, A Embrapa perdeu o bonde, publicado nesta página (1/4/2012), e reportagem do Valor Econômico (Embrapa perde terreno na pesquisa agrícola, 21/3/2012) desencadearam um saudável debate sobre o papel e o futuro da Embrapa. Ming constata que a empresa vem perdendo mercado e aponta que no ramo da inovação "não basta competir" e que "ficar parado é condenar-se à insignificância".
Penso que Ming tem razão ao apontar o risco da irrelevância, mas isso não está associado à perda de espaço nos mercados nem à falta de recursos, mas à falta de rumo. Sobre este assunto o ministro Delfim Netto (Embrapa, Folha de S.Paulo, 11/4) pôs os pontos nos is, com reconhecida contundência e autoridade, afirmando que "a Embrapa não nasceu para competir com o setor privado. Nasceu para inovar, criar e transmitir conhecimentos, usando as empresas privadas como instrumento para disseminá-los". Portanto, não se mede a importância da Embrapa pela produção de sementes, mas pela capacidade de gerar intangíveis, que são o coração da inovação hoje. E é justamente neste terreno que está o risco da irrelevância atualmente em fermentação na Embrapa.
Não é suficiente indicar o orçamento como fonte e solução de problemas cujo enfrentamento requer, antes de tudo, visão estratégica clara para orientar a aplicação dos recursos disponíveis. Vejo que a Embrapa corre o risco da irrelevância porque em muitas oportunidades parece não saber o que é relevante e estratégico e não resiste à tentação de seguir o padrão populista do setor público brasileiro, pulverizando recursos e fragmentando-se em 1.500 atividades, das quais 1.480 são provavelmente irrelevantes e subtraem energias de ações que poderiam ter grande impacto. Muitos embrapianos sustentam que o estratégico seria investir em pesquisa para a agricultura familiar (AF), ignorando todas as evidências de que esse corte não é um determinante do "pacote tecnológico" e que a Revolução Verde viabilizou a sobrevivência de milhões de pequenos agricultores. Definir prioridades com base em critérios polarizadores comumente citados (interesses do mercado e social, público e privado, agronegócio e AF, mercado doméstico e externo, etc.) falsifica a complexidade da sociedade e conduz a falsas opções.
Isso remete ao risco maior do aparelhamento ideológico, que parece comprometer a capacidade de trabalho e os resultados da Embrapa, ameaçando-a de "rachas" internos paralisantes entre os que se supõem defensores dos interesses da AF, do meio ambiente e dos pobres e aqueles que estariam comprometidos com "os interesses do agronegócio", como se fossem objetivos antagônicos. Vários bondes são perdidos nesses conflitos, alguns difíceis de recuperar, como é o caso do protagonismo na pesquisa de transgênicos.
Nunca perdi uma oportunidade para ressaltar o papel da Embrapa e citá-la como exemplo positivo de política nacional de ciência e tecnologia bem-sucedida, baseada no binômio qualificação de recursos humanos e estruturação da pesquisa vinculada à geração de conhecimento e soluções para a nossa agricultura. É preciso reconhecer que a "defesa da Embrapa" passou por campanhas de valorização institucional que exageraram sua contribuição em detrimento do reconhecimento de outras instituições públicas e da importância do setor privado para o desempenho da agricultura brasileira. Isso se transforma em risco se a própria Embrapa perde a noção de sua real capacidade e se acha capaz de prover soluções tecnológicas de A a Z, desde a produtividade na produção de alimentos, contenção do desmatamento da Floresta Amazônica, bioenergia e genética avançada, da pecuária bovina à apicultura, mitigação dos efeitos das mudanças climáticas até a sustentabilidade da agricultura familiar e a erradicação da miséria no meio rural.
Um amigo embrapiano afirma que muitos bondes estão passando e que o verdadeiro desafio da Embrapa, "urgente e necessário, é se localizar no estado atual do desenvolvimento tecnológico da agricultura brasileira, para saber em que bonde subir quando ele passar".
Fonte: O Estado de S.Paulo/ Antônio M.Buainain é professor do Instituto de Economia da Unicamp
O acesso à informação é base de uma produção sustentável de café, melhoria de renda e qualidade de vida de cafeicultores, seus familiares e trabalhadores assalariados.
O emprego dos mais diversos meios de comunicação para fazer chegar até o produtor assuntos do seu interesse sobre a lavoura cafeeira levou a EPAMIG, a EMATER, a UFLA e o IAC a atuarem em parceria no projeto DESENVOLVIMENTO E AVALIAÇÃO DE FERRAMENTAS DE COMUNICAÇÃO RURAL PARA A CAFEICULTURA DO SUL DE MINAS GERAIS, ligado ao Consórcio Pesquisa de Café.
Neste projeto a articulação entre as consorciadas e suas ações soma esforços e multiplicam resultados promovendo a difusão e transferência de tecnologias a serem aplicados diretamente nas lavouras cafeeiras. O projeto prevê o emprego de diferentes ferramentas de comunicação, por meio de eventos presenciais, programas de rádio e TV e integração em redes sociais pela Internet (Comunidade Manejo).
Ontem, 16/04, em reunião na Unidade Regional da EMATER em Lavras, representantes das consorciadas definiram o calendário dos eventos 2012, onde as diferentes ferramentas de comunicação serão aplicadas e avaliadas. Espera-se que a informação, a partir da utilização de distintas metodologias, se transforme em conhecimento a ser aplicado por técnicos e cafeicultores, resultando em redução de distância entre a pesquisa e o campo, e a avaliação de métodos de comunicação rural.
Abaixo, alguns eventos presenciais onde existe atuação do projeto:
10/05 – Dia de Campo em São Sebastião do Paraíso - EPAMIG
16/05 – Encontro Sul Mineiro de Cafeicultura em Lavras - UFLA
17/05 – Dia de Campo em Machado - EPAMIG
24/05 – Dia de Campo em Três Pontas – EPAMIG
A idéia é utilizar o rádio, a Tv e a Internet para divulgar os assuntos relacionados aos dias de campo e realizar coberturas dos mesmos. Desta forma será realizada ampla divulgação e cobertura dos eventos presenciais e seus assuntos correlatos. A articulação, a integração e a comunicação são pontos-chave para difusão e transferência de tecnologias cafeeiras.
Fonte: Margareth Pederneiras- Comunidade Manejo da Lavoura Cafeeira
Regiao Norte
Regiao Nordeste
Regiao Centro Oeste
Regiao Sul
Considerado um alimento funcional, o café contém substâncias capazes de prevenir e até mesmo curar doenças. "Ele pode ajudar a reduzir o risco de diabetes, proteger o sistema cardiovascular, prevenir depressão e até emagrecer", explica o nutrólogo Fabiano Nave, especialista pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).
Para aproveitar tudo de bom que a bebida traz à saúde, entretanto, o ideal é saber moderar na quantidade dos acompanhamentos mais calóricos ou escolher sempre os mais saudáveis. Confira a lista com os quitutes mais gostosos para incrementar o seu cafezinho e aproveite o Dia Internacional do Café (14 de abril) para curtir essas delícias.
Chantili
Para quem se preocupa com o controle do peso e com uma alimentação mais saudável, a adição de chantili ao café não é uma boa opção. Sua composição - uma mistura de açúcar com creme de leite fresco - é rica em gorduras saturadas e tem alto teor calórico (uma colher de sopa equivale a aproximadamente 50 calorias). Para não abrir mão desse creme, o ideal é maneirar e optar por uma versão light. O nutrólogo Fabiano dá a dica: existe um chantili feito com creme vegetal e sem adição de açúcar, conferindo um valor calórico 25% menor.
Menta
As folhinhas estão liberadas para dar um gostinho especial ao café - a adição de calorias da planta à bebida é praticamente insignificante. A nutricionista Bruna Pinheiro, do Dieta e Saúde, conta que a menta tem diversas propriedades benéficas à saúde: "ela é usada como antisséptico e expectorante". Mas o melhor efeito é o de auxiliar na digestão, já que ela ajuda na secreção de enzimas digestivas.
Açúcar ou adoçante
Você enche o cafezinho de açúcar antes de beber? Esse é um dos piores erros. "Vale a pena colocar a menor quantidade de açúcar possível ou substituir o açúcar refinado pelo mascavo, que conserva cálcio, ferro e sais minerais, embora seja igualmente hipercalórico", orienta Bruna Pinheiro. Para quem não quer adicionar calorias à bebida, a melhor opção são os adoçantes artificiais, mas prefira os feitos à base de stevia e sucralose, que são mais saudáveis.
Chocolate
Para caprichar no café e na saúde, opte por pastilhas, bombons ou palitinhos feitos de chocolate amargo ou meio amargo. "Além de serem menos calóricas, essas versões possuem menos gordura e mais cacau, que comprovadamente tem efeitos protetores do sistema cardiovascular", explica Fabiano Nave.
Leite
Para aproveitar bem os nutrientes, o ideal é consumir leite e café isoladamente e com um intervalo de pelo menos duas horas, já que a cafeína do café diminui a absorção de cálcio do leite. Mas se a vontade de degustar essa combinação quentinha e saborosa falar mais alto, siga a dica da nutricionista Bruna: certifique-se que a quantidade de café da mistura não ultrapasse um quarto dela.
Canela
Polvilhe uma pitada de canela em pó na xícara de café para dar um gostinho especial à bebida. Além de não adicionar calorias à bebida, a canela possui efeito termogênico, que aumenta o gasto calórico em repouso, assim como a cafeína. "A associação destes dois alimentos acaba potencializando essa ação e ajuda no gasto de calorias", explica o nutrólogo Fabiano Nave.
Fonte: Rural Notícias
Muitos confiam na bebida feita com a planta que já foi a grande responsável pelo aquecimento da economia brasileira para despertar para o novo dia, mas o café possui muitas outras propriedades que a maioria pode não conhecer.
Depois do petróleo, o café é a segunda mercadoria mais importante. De eliminar chulé a creme cosmético, o café vai além da bebida quente. para a economia do mundo. O Brasil é responsável por 25% da produção mundial dos grãos, além disso somos os segundos maiores consumidores de café no mundo, portanto, nada mais justo que achar versatilidade para esse produto que é a nossa cara, não é?
Quando você joga o pó de café usado no lixo, ele se decompõe e libera metano, como qualquer outra matéria orgânica faria. O metano é um gás tóxico 20 vezes mais potente que o CO2. Felizmente, existem muitas maneiras de evitar que o café vá direto pro aterro sanitário, utilizando-o para fazer produtos de beleza, limpeza e até mesmo no jardim.
Fonte:http://consumidormoderno.uol.com.br/na-pele-do-consumidor/15-maneiras-de-reutilizar-o-po-de-cafe
O café representou 9,1% de todas as exportações brasileiras do agronegócio no primeiro trimestre (janeiro a março) de 2012, em receita. É o que mostra o informe estatístico de café mensal do Departamento do Café, da Secretaria de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
O desempenho praticamente iguala o alcançado em 2011, tendo em vista que no ano passado a participação total no ano do café foi de 9,2% das exportações do agronegócio. Entretanto, caiu a participação contra o acumulado do primeiro bimestre de 2012 (isoladamente), quando a fatia era de 10,2%.
No primeiro trimestre de 2012 o Brasil exportou 6,7 milhões de sacas, obteve receita de US$ 1,8 bilhão, ao preço médio de US$ 262,46 a saca. Em 2011, as exportações totais foram de 33,6 milhões de sacas, rendendo US$ 8,7 bilhões, com preço médio de venda de US$ 259,83 a saca.
O consumo brasileiro de café em 2012 é estimado em 20,4 milhões de sacas, com aumento de 3,5% contra 2011 (19,7 milhões de sacas). Em 2011, o consumo interno crescera 3,1% no comparativo com o consumo de 2010, de 19,1 milhões de sacas.
Os estoques do Funcafé (Fundo de Defesa da Economia Cafeeira) estão em 170 mil sacas.
Tomando o acumulado do primeiro bimestre, somando janeiro e fevereiro de 2012, a fatia das exportações brasileiras de café em relação às exportações mundiais foi de 25,8%. Em 2011, a participação brasileira no ano foi de 32,4% dos embarques.
Fonte: Agência Safras