O porto de Santos exportou 673.175 sacas, o porto de Vitória embarcou 77.445 sacas, o porto do Rio de Janeiro enviou 2.900 sacas, o porto de Sepetiba exportou 1.440 sacas, o porto de Salvador enviou -??, enquanto os outros portos exportaram 11.123 sacas de café.
Também até o dia 13, o Cecafé registrou a emissão de 1.065.603 certificados de origem, dos quais 900.001 são referentes a arábicas, 69.288 a conillon e 96.314 de solúvel.
Nesta quarta-feira, o tempo muda na maior parte de São Paulo, no centro-sul e no oeste de Minas Gerais. O sol ainda aparece e faz calor nessas áreas, mas o céu fica com muitas nuvens e há previsão de chuva a qualquer hora do dia. No leste paulista e nas demais localidades do Sudeste, o sol predomina e a temperatura fica alta, mas com o tempo abafado ocorrem algumas pancadas rápidas de chuva durante a tarde.
Regiao Norte
Nesta quarta-feira, o sol aparece um pouco mais no Tocantins e no sudeste do Pará. Apesar disso, ainda há previsão de pancadas rápidas de chuva a partir da tarde. O tempo segue muito instável em todas as demais áreas do Norte. O sol aparece em alguns momentos, mas o céu fica sempre com muitas nuvens e ainda chove a qualquer hora do dia.
Regiao Nordeste
Nesta quarta-feira, o sol aparece entre muitas nuvens e chove a qualquer hora no centro-oeste do Maranhão e no sudoeste do Piauí. Em todas as demais áreas do Nordeste, o sol predomina e faz calor. Com o tempo abafado, a nebulosidade aumenta e há previsão de chuva rápida no decorrer do dia.
Regiao Centro Oeste
Nesta quarta-feira, a instabilidade persiste sobre todas as áreas do Centro-Oeste. O céu fica sempre com muitas nuvens, o sol pouco aparece e chove a qualquer hora do dia. Há risco de temporais no sul de Goiás.
Regiao Sul
Nesta quarta-feira, o sol aparece entre muitas nuvens no centro-sul e no oeste do Rio Grande do Sul, mas não há previsão de chuva. Em todas as demais áreas do Sul, o sol aparece sempre entre muita nebulosidade e chove a qualquer hora do dia. Há risco de chuva mais forte e volumosa no oeste do Paraná.
A Cooxupé, maior cooperativa de café do mundo, renovou o convênio com o Senar Minas (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) para promover 180 cursos gratuitos de formação profissional rural para trabalhadores e produtores rurais, durante o ano de 2012. A assinatura do convênio aconteceu na quinta-feira, 16 de fevereiro, no Hotel Balneário do Lago, em Capitólio – MG.
Durante a assinatura, o superintendente do Senar Minas, Antonio do Carmo Neves, ressaltou os bons resultados alcançados pelo convênio firmado em 2011 e a parceria entre a Cooxupé e o Senar. “Ampliamos a base de recursos, que será de 200 mil reais para cada parte. Nosso objetivo é buscar cada vez mais a excelência junto aos produtores rurais”, enfatizou.
Segundo o presidente da Cooxupé, Carlos Alberto Paulino da Costa, o convênio é de extrema importância para os cooperados, pois os incentiva a participarem dos cursos, mantendo eles atualizados. “É nosso compromisso oferecer condições para que o nosso cooperado melhore tecnicamente e o Senar tem o que precisamos: uma equipe técnica especializada em treinar os produtores”.
Estavam presentes durante a assinatura os coordenadores de Desenvolvimento Técnico da Cooxupé, Mário Ferraz de Araújo e Maciel Yukio Nishioka, o gerente de Comunicação e Marketing da cooperativa, Jorge Florêncio Ribeiro Neto, além de presidentes de sindicatos rurais da região e agrônomos do Senar.
Números do convênio firmado em 2011
O convênio Senar Minas atingiu 18 municípios, treinando 1847 trabalhadores rurais e cooperados da COOXUPÉ. Os cursos mais solicitados foram: administração rural, aplicação correta de agrotóxicos, classificação e degustação de café e orientações sobre a utilização correta do terreiro no processo de secagem do café.
Os cursos de saneamento, qualidade da água e custos de produção já estão na grade para serem realizados em 2012.
Fonte: Phábrica de Ideias
Fonte: Mercado & Cia./ Notícias Agrícolas
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Código Florestal deve abrir a pauta prioritária da bancada ruralista no Congresso em 2012. Com votação prevista para os dias 6 e 7 de março, o código é o item mais importante de uma pauta que conta ainda com o projeto de lei para regulamentar a aquisição de terras por estrangeiros, a Proposta de Emenda Constitucional 215 que trata da demarcação de terras indígenas e as dívidas de produtores rurais.
O relator do Código Florestal na Câmara dos Deputados, deputado Paulo Piau (PMDB-MG), espera consolidar um documento preliminar com as contribuições recebidas dos parlamentares. O relator do projeto no Senado, senador Jorge Viana (PT-AC), diz que após a aprovação do texto será necessária uma "forte ação" do Congresso para implementar as mudanças que a lei exigirá.
O presidente da subcomissão que analisa a compra de terras rurais brasileiras por estrangeiros, deputado federal Homero Pereira (PR-MT), diz que o texto deve ser apresentado até o fim do mês. O prazo para que a subcomissão continue funcionando venceria dia 23 de dezembro, mas foi prorrogado por mais 60 dias.
Em relação à questão indígena, o deputado federal Nelson Padovani (PSC-PR) diz que o governo federal já sinalizou interesse em rever a legislação. Para ele, é importante aprovar a PEC 215, que dará ao Congresso a competência exclusiva para aprovar a demarcação de terras ocupadas por tribos e ratificar demarcações já homologadas. "O país já possui muitas áreas indígenas. Cerca de 16% do nosso território são destinados aos índios, que correspondem a menos de 1% da população. Precisamos cuidar do índio, mas também aproveitar melhor as terras", diz Padovani.
O deputado federal Luis Carlos Heinze (PP-RS) diz que a votação de PEC está prevista para este mês: "Falei com o deputado Ricardo Berzoini (PT-SP) e ele disse que o assunto será votado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) assim que as atividades iniciarem."
No que se refere ao endividamento, Padovani, que é relator da Subcomissão de Endividamento Agrícola da Câmara diz que deve entregar em 45 dias um relatório parcial. Padovani diz que é necessário encontrar uma solução definitiva para o problema: "O endividamento rural é um problema grave de todo o Brasil, e não apenas de uma classe."
Heinze diz que existem quase R$ 8 bilhões em dívidas somente de produtores de arroz, maçã, soja e suínos, principalmente no Sul do país. "O produtor não tem como agir sozinho por não ter crédito", afirma. "Temos uma comissão tratando do assunto", diz. "A nossa ideia inicial é pegar os municípios que declararam situação de emergência em vários anos e ajudar os produtores desses locais."
A Ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvalti, adiou a reunião que definiria os últimos detalhes do texto de reforma do Código Florestal que seria votado na Câmara. O Senador Waldemir Moka, que foi um dos principais articuladores do acordo entre os produtores rurais e os ambientalistas do governo quando o texto tramitou no Senado, informou pelo twitter que não até o momento não há nova data para reunião. Segundo Moka, a ministra Ideli tinha outros assuntos mais importantes, e adiou a reunião que definiria o futuro da agricultura nacional.
Hora da pressão
A assessoria de imprensa da Ministra Ideli Salvati informou por telefone que a reunião foi adiada em razão da recepção ao Primeiro Ministro da Finlândia que aconteceu na semana passada, no Planalto.
As reuniões da Ministra com o Senador Blairo Maggi e com os Deputados Luiz Carlos Heinze e Valdir Colato previstas foram confirmadas pela assessoria. É uma boa oportunidade de fazer uma pressão. É nessas horas que a gente sabe quem está preocupado com o produtor brasileiro.
Fonte: Valor Econômico/ Código Florestal.com
Um total de 78% dos paulistas continuariam tomando café da mesma maneira, mesmo que o preço do produto subisse. A informação é de uma pesquisa realizada pela APPM (Análise, Pesquisa e Planejamento de Mercado) e divulgada na última quarta-feira (15).
De acordo com o levantamento, entre aqueles que continuariam consumindo a bebida, ainda que houvesse alta no valor do produto, 53% continuariam comprando a mesma marca e quantidade; enquanto que 24% continuariam fiéis somente à marca, consumindo menos.
Outros 14% optariam por mudar para uma marca mais barata, continuando a beber a mesma quantidade; e apenas 9% mudariam para uma marca mais barata e diminuiriam a quantidade do cafezinho.
Compras
Ainda conforme o estudo da APPM, 71% dos amantes de café não gosta de tomar a bebida fora de casa, ou seja, em padarias, bares ou restaurantes.
Neste sentido, quem compra e decide qual é o produto para se consumir no lar, em 51% dos casos, é a mulher, sendo que na hora das compras, a qualidade é um item indispensável para 46% dos entrevistados e o fato da marca ser tradicional e de confiança responde por 36% das escolhas.
No geral, a pesquisa revela que 71% dos paulistas tomam cafezinho, com 69% tomado a bebida na primeira refeição. Em média, 53% dos entrevistados tomam cerca de três xícaras por dia.
Fonte: Yahoo Notícias
O Conselho Nacional do Café (CNC), que reúne as principais cooperativas do País, pede cautela aos produtores, que têm assistido a uma forte pressão baixista sobre as cotações do grão. Os contratos futuros do produto na Bolsa de Nova York, referência para o mercado internacional, recuaram aproximadamente 13% desde o início do ano.
"Acreditamos que os produtores terão melhores condições de comercialização entre os meses de março a maio deste ano. Também para produtores que pretendem fazer vendas futuras ou vender CPRs, acreditamos que terão melhores oportunidades nesses últimos meses que antecedem a entrada da nova safra", informa em comunicado o presidente executivo do CNC, Silas Brasileiro.
Segundo ele, para o restante do ano o mercado deve apresentar grande volatilidade, o que não chega a ser novidade para os produtores. "Apesar da safra de ciclo alto, a demanda segue firme e os estoques mundiais devem permanecer em níveis ainda ligeiramente abaixo das médias históricas. O fluxo de venda da safra brasileira será decisivo para o comportamento dos preços no mercado.
Se escoados de forma ordenada, os estoques em poder dos países importadores poderão diminuir, favorecendo a manutenção de bons preços no mercado", comenta Silas. Ele diz que a causa da queda das cotações nos últimos meses deve-se, possivelmente, à expressiva transferência de estoques dos países produtores para os importadores.
De acordo com dados da Organização Internacional do Café (OIC), o total exportado pelos países produtores alcançou o volume recorde de 103,7 milhões de sacas em 2011, com um aumento de 7% sobre o ano anterior. Os bons preços no ano passado estimularam fluxos significativos de embarque, os quais levaram a uma redução dos estoques de muitos países exportadores, ao passo que aumentavam nos países importadores.
Estima-se que nos principais países compradores havia 22,3 milhões de sacas em estoque, no fim de setembro de 2011. O CNC considera que o Brasil terá baixo estoque de passagem da safra 2011/12 para a seguinte, o que pode trazer suporte aos preços. Pelas estimativas do mercado, ao fim de dezembro de 2011, os estoques de café no Brasil eram de quase 16 milhões de sacas.
Considerando que as indústrias brasileiras deverão consumir mais 7 milhões de sacas para atender a demanda interna de janeiro até maio, o País teria volume máximo de 9 milhões de sacas, que poderia ser exportado nos primeiros cinco meses do ano. Isso representaria uma média de 1,8 milhão de sacas ao mês, bem abaixo das médias mensais verificadas nos últimos anos. Nos três últimos meses de 2011, o Brasil exportou quase 9 milhões de sacas.
Fonte: Agência Estado
As exportações de café de Uganda em fevereiro devem subir pelo menos 3% na comparação anual, à medida que a principal colheita chega ao fim, de acordo com a Autoridade de Desenvolvimento de Café do país (UCDA, na sigla em inglês).
Os embarques devem totalizar 200 mil sacas de 60 quilos cada neste mês, ante 193.965 sacas no mesmo período de 2011, informou a UCDA. O volume previsto para fevereiro, contudo, fica abaixo das 226.471 sacas exportadas em janeiro. Nos quatro primeiros meses da temporada 2011/12, Uganda embarcou 912.236 sacas, o que representa um crescimento marginal na comparação com as 907.665 sacas vistas entre outubro de 2010 e janeiro de 2011.
De acordo com a Organização Internacional de Café (OIC), Uganda superou a Etiópia em 2010/11, tornando-se o maior exportador de café do continente africano.
Fonte: Agência Estado/ Informações Dow Jones
Os agricultores José Astrogildo e Gislaine Oliveira plantam café no município de Patrocínio, na região do Alto Paranaíba, em Minas Gerais. Antes de 2010, é provável que nenhum estrangeiro tenha pisado nos 13 hectares da propriedade do casal. Mas, de lá para cá, americanos, portugueses e pessoas de várias nacionalidades têm visitado o local.
Há mais de 15 anos cultivando o grão, os produtores agora têm café certificado dentro dos padrões exigidos pelo Fair Trade (Comércio Justo). “Com a certificação, ganhamos maior poder de negociação e o reconhecimento do mercado externo”, afirma Gislaine. Em menos de um ano, ela e o marido aprenderam a se organizar e a planejar as vendas. “Com isso, esperamos um aumento de 600% na produção para 2012. Deve passar de 98 para 600 sacas de café”, prevê Astrogildo.
A família de José da Cruz também produz café em Patrocínio, há 16 anos. Com a ajuda dos filhos, plantou 4,5 hectares e está colhendo os frutos da certificação. O produtor ressalta que o Fair Trade trouxe maior exposição do produto no mercado internacional.
Cruz e Astrogildo fazem parte da Associação dos Pequenos Produtores do Cerrado, a APPCER. Criada há pouco mais de um ano, reúne 39 produtores, dos quais 27 já foram certificados. É a única entidade do Cerrado mineiro a ter a certificação. A safra deste ano, de acordo com dados da organização, foi de oito mil sacas de café. Para 2012, espera-se uma produção superior a 30 mil sacas, ou seja, 275% a mais.
A Fair Trade traz vantagens para os produtores de café de qualidade. Seus mecanismos eliminam a figura do atravessador e garantem um preço mínimo pela saca de café. O agricultor certificado ainda recebe do comprador um prêmio – de R$40,00 a R$50,00 – além do valor recebido pela saca. Para conseguir o certificado, todos os aspectos que asseguram a sustentabilidade do empreendimento rural devem ser cumpridos nos âmbitos social, ambiental e econômico. O produtor precisa, por exemplo, reduzir o impacto ambiental causado pelo plantio dos grãos, controlar o uso de agrotóxicos e armazená-los corretamente, em embalagens devidamente identificadas.
A região do Cerrado mineiro, primeira área produtora de café demarcada no Brasil, abrange 55 municípios localizados no Alto Paranaíba e Triângulo Mineiro. Seus mais de 3.500 agircultores respondem por 15% da produção nacional do grão. Segundo dados da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, o café gera mais de 90 mil empregos diretos e 270 mil indiretos.
Apoio
Além de dar todo o suporte técnico à certificação Fair Trade, o Sebrae responde pelo Educampo, um dos principais projetos de educação permanente voltado aos produtores rurais. O projeto orienta e capacita produtores, por meio de consultorias gerenciais e tecnológicas, oferecidas diretamente nas propriedades. “O Sebrae tem hoje 20 grupos que fazem parte do Educampo nessa região. São mais de 350 propriedades atendidas, o que representa 15% da produção no Cerrado mineiro”, diz Marcos Geraldo Alves, analista do Sebrae em Minas Gerais.
O Sebrae teve também um papel essencial na obtenção da certificação. Em 2009, iniciou-se um diagnóstico dos pequenos produtores da comunidade de Esmeril. Coube ao Sebrae disseminar a filosofia do Fair Trade entre os produtores, levando-os para conhecer outras áreas de Minas, já certificadas e com histórico nesse processo, além de uma visita a mais reconhecida feira de Cafés Especiais do mundo, em Houston, nos Estados Unidos, que é promovida pela Associação Americana de Cafés Especiais (SCAA).
Serviço:
Sebrae em Minas Gerais: (31) 3379-9275/9726
www.mg.agenciasebrae.com.br
Central de Relacionamento Sebrae: 0800 570 0800
Fonte: Asscom SEBRAE Minas
Senador Acir Gurgacz aprovou na Comissão de Agricultura requerimento para realização de audiência pública em Cacoal para discutir situação do café em Rondônia A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado (CRA) realizará no dia 30 de março, em Cacoal, uma audiência pública para discutir a produção de café em Rondônia.
A cultura do café, que foi uma das principais responsáveis pelo desenvolvimento agrícola e econômico do Estado, atravessa um momento de crise, com baixa produtividade e pouco retorno para os produtores.O objetivo da audiência, proposta pelo senador Acir Gurgacz (PDT), presidente da CRA, é discutir alternativas que possam fazer com que o café volte a ter produtividade, proporcionar sustentabilidade e a dar lucro para os produtores.
“A produção e a produtividade do nosso café vem caindo a cada ano, e isso é reflexo da falta de assistência técnica e de investimento em novas tecnologias”, observa o senador Acir Gurgacz.A observação do senador Acir encontra eco nas pesquisas e relatórios anuais de produção de café da Secretária de Estado da Agricultura (Seagri) e de órgãos como a Embrapa e Emater-RO. De acordo com Milton Messias dos Santos, técnico agropecuário da Seagri, não houve renovação nos cafezais de Rondônia, a maioria com mais de 15 anos, e a falta de falta de assistência técnica, mão de obra qualificada e a oscilação no preço, levaram muitos produtores a trocar a cafeicultura pela pecuária, ou o campo pela cidade, deixando as áreas tradicionais de café degradadas.A produção de café atingiu um dos menores índices nos últimos 20 anos, com queda em mais de 70% na produtividade neste período. Em 2011, a produtividade média do café em Rondônia foi de 12 sacas por hectare, enquanto em unidades demonstrativas da Emater-RO, com aplicação de novas tecnologias atinge-se até 50 sacas por hectare.
“É possível salvar a cultura do café em Rondônia, mas para isso são necessários investimentos em novos cultivares, em clones de espécies adaptadas à região, em sistemas de irrigação e de condução das lavouras, bem como na organização de toda a cadeia produtiva, com mais integração do produtor ao comércio e a indústria”, salienta Santos.A audiência pública da Comissão de Agricultura do Senado será no Teatro Municipal de Cacoal, no dia 30 de março, às 13h, com transmissão ao vivo pela TV Senado.
Fonte: Ariquemes Online
O cafezinho de todas as manhãs parece ser mesmo um néctar dos deuses. Além de dar energia para começar o dia, cada vez mais passa a ser aplicado como fonte de bem-estar. A novidade é seu uso para fins estéticos, tornando-se, agora, aliado das mulheres no combate à celulite. A cafeinoterapia - como é chamada a terapia estética que faz uso do café - usa as propriedades do grão para o tratamento da pele, em especial da região das pernas e do bumbum. E o melhor: o tratamento dá resultado.
Metabolismo, circulação sanguínea e linfática são estimulados na terapia que promete a queima de gorduras e toxinas. O resultado é ainda melhor quando sessões de drenagem linfática ou eletroestimulação são feitas em conjunto. Além da redução da celulite, a mulher que se submeter ao tratamento poderá perceber a redução de 5% a 7% das medidas ou mais, conforme afirma o Dr. Francisco Fernando Bezerra Junior, dermatologista e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD). “Associado à prática de atividades físicas, o tratamento pode ter efeitos ainda mais promissores”. Silhueta remodelada, pele flácida e problemas de retenção de líquidos também são amenizados com o tratamento.
Sessão de avaliação
Diagnosticar o grau de celulite é o primeiro passo para identificar o número de sessões necessárias para o tratamento apresentar resultados. Kátia Lessa, professora de estética do SPA Brasil, no Rio de Janeiro, explica que depois da avaliação é dado início ao procedimento com um tratamento prévio da pele. “Executamos uma esfoliação para remoção das células mortas, afinando a pele para melhorar a absorção do café.”
Na sequência, as áreas com concentração de celulite recebem uma mistura composta de café e argila verde ou rosa. Enquanto a cafeína acelera a circulação do sangue e das linfas, o barro libera as toxinas da pele. Durante 30 minutos, a pele é envolvida por uma manta térmica, responsável por abrir os poros, facilitando a ação dos princípios ativos dos produtos.
Os resultados podem ser observados logo nas primeiras sessões, mas o sucesso do tratamento irá depender do grau de celulite que a paciente possui. Segundo Kátia, em média, são recomendadas de 12 a 20 aplicações, três vezes por semana, em dias alternados. Nos centros de estética, cada aplicação da cafeinoterapia custa entre R$ 60 e R$ 120. Vale lembrar que mulheres com problemas cardíacos, insônia e gestantes não devem submeter-se ao tratamento em razão da estimulação provocada no organismo.
Fonte: Terra
A Leonardo DiCaprio Foundation lançou este mês a linha de cafés Lyon, em parceria com a marca norte-americana de café La Colombe Torrefaction.
A Fundação, criada em 1998 pelo ator e sua família, trabalha em projetos ambientais e humanitários, com ações de proteção de florestas e animais selvagens, acesso à água, apoio a populações que sofrem com desastres naturais e incentivo a energia limpa.
O conceito apresentado pelo café Lyon é o de uma cadeia de produção sustentável, no qual as famílias e comunidades que plantam o grão recebem suporte econômico, o uso da terra é feito de forma consciente e a matéria-prima é negociada a um preço justo.
A totalidade dos lucros obtidos pela venda dessa linha de café – que tem origem em plantações no Haiti, Peru, Etiópia e Brasil – será destinada aos projetos apoiados pela Leonardo DiCaprio Foundation.
É possível comprar o café pela internet (em inglês), por pouco mais de 12 dólares o pacote.
Fonte: Revista Superinteressante/ Imagem: Leonardo DiCaprio Foundation
Por Antônio M. Buainain
A cada safra volta à tona o problema do financiamento da agricultura brasileira, cujo padrão produtivo e cultura foram, pelo menos em parte, formados no ambiente de crédito farto e barato que prevaleceu até meados da década de 1980.
A crise da política agrícola foi um processo longo, marcado por intervenções e omissões do Estado, por um "padrão de intervenção caótico" que deixou sequelas negativas, dentre elas o endividamento e o empobrecimento da agenda de desenvolvimento do setor. A crise da política agrícola dominou a agenda política do setor durante mais de uma década, e um novo padrão só começou a emergir no início dos anos 90, com o reconhecimento da incapacidade de o Estado manter o crédito altamente subsidiado, honrar os preços prometidos pela política de garantia de preços mínimos e assegurar a assistência técnica universal. Ainda hoje, o financiamento é apontado como um dos principais gargalos para o crescimento sustentável do setor.
É bastante difundida a visão de que a agricultura brasileira depende totalmente dos recursos públicos, que o agricultor é descapitalizado e só consegue produzir porque conta com crédito rural oficial e condições especiais de financiamento. O trabalho de dissertação de mestrado em Economia na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Financiamento da cadeia de grãos no Brasil: o papel das tradings e fornecedores de insumos, defendido por Felipe Prince Silva, no início de fevereiro, apresenta evidências suficientes para questionar tal ideia.
O estudo parte de um aparente paradoxo: se a agricultura é tão dependente do crédito oficial, como explicar o forte dinamismo e a consolidação do setor na Região Centro-Oeste do País justamente no período mais intenso da crise da política agrícola e de redução de recursos públicos?
Para entender a questão, o trabalho analisa os modelos de crédito rural praticados no Brasil, no âmbito do crédito agrícola oficial e do crédito agrícola comercial privado, crédito não oficial e crédito informal; e quantifica e compara o papel desempenhado pelos agentes privados e pelo setor público no financiamento de custeio de grãos, tomando como exemplos a soja e o milho nas Regiões Centro-Oeste e Sul.
A primeira conclusão é de que no Sul do País predomina o modelo de crédito agrícola oficial, feito pelos bancos comerciais - principalmente o Banco do Brasil - e pelas cooperativas de crédito, enquanto no Centro-Oeste o financiamento se baseia principalmente no crédito agrícola comercial privado, feito por agentes não bancários, como agroindústrias, fornecedores de insumos e tradings.
De acordo com o trabalho, a partir de dados do Banco Central e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), na Região Sul o crédito agrícola oficial atendeu a 70% da demanda de crédito da soja e a 59% do milho na safra 2010/2011, e apenas a 32% e a 31% na Região Centro-Oeste. Para Prince Silva, "a capacidade dos agentes do agronegócio (a montante e a jusante) de se organizar e criar instituições e mecanismos para suprir a insuficiência de crédito oficial são elementos fundamentais para explicar a expansão da produção na região, mesmo em um cenário de redução dos recursos do Estado".
A segunda conclusão é de que nas duas regiões os produtores aportam porcentuais relevantes de recursos próprios para custear a produção, uma vez que a política agrícola limita o valor do crédito contratado em R$ 650 mil por tomador (controlado pelo CPF). Esse teto é insuficiente para atender às necessidades de custeio da maioria dos produtores de grãos do Centro-Oeste, que produzem em maior escala, e impõe severas restrições até mesmo no Sul do País. Isso obriga o produtor a buscar financiamento privado extrabancário ou a utilizar autofinanciamento, cuja parcela tem aumentado.
Trata-se, sem dúvida, de um fato positivo, em especial porque reduz a exposição do produtor ao risco de inadimplência. Mas tem também um aspecto negativo, pois reduz a disponibilidade de recursos para aqueles "pequenos gastos" que não são objeto de financiamento, mas que são muito importantes para a sustentabilidade da unidade produtiva e do negócio.
Os problemas do modelo oficial são conhecidos, e o estudo revela vantagens e desvantagens do modelo de financiamento privado predominante no Centro-Oeste.
A primeira vantagem é a própria autonomia em relação aos recursos oficiais, que no passado flutuaram de forma muito errática. O financiamento privado extrabancário também permite melhor gestão dos recursos, com efeitos importantes nos custos de produção. Um exemplo é a possibilidade de comprar os insumos na entressafra, quando os preços estão mais baixos, e evitar a conhecida novela do atraso da liberação dos recursos oficiais, que não raramente chegam tarde demais.
Além disso, o financiamento é associado à garantia de comercialização e à fixação de preço, o que reduz fortemente os riscos de mercado na medida em que os produtores fecham de forma antecipada os custos de produção e o preço de venda, deixando em aberto apenas o risco climático que hoje pode ser parcialmente segurado.
O lado negativo é que o "modelo do Centro-Oeste torna a região mais vulnerável à volatilidade do fluxo de recursos financeiros". Como os fornecedores de insumos e tradings que financiam a produção captam parte dos recursos no mercado de crédito internacional, "um cenário de crise econômica externa e queda de liquidez pode provocar diminuição da produção na região, colocar em risco os investimentos realizados e os benefícios gerados pelas exportações...".
Finalmente, talvez o ponto mais negativo "é o encarecimento das linhas de capital de giro para os produtores da região, já que as taxas de juros pagas são entre duas e três vezes mais elevadas que as taxas de juros com recursos controlados". É caro, mas está disponível, enquanto o oficial é mais barato, continua chegando tarde, muitas vezes não chega e ainda é insuficiente. E vem empacotado em serviços extras que o encarecem em alguns pontos porcentuais. Mesmo assim, o "modelo brasileiro" de financiamento privado é, atualmente, exemplo para muitos países.
Antônio M. Buainain é professor do Instituto de Economia da Unicamp/ E-MAIL: BUAINAIN@ECO.UNICAMP.BR