O porto de Santos exportou 673.175 sacas, o porto de Vitória embarcou 77.445 sacas, o porto do Rio de Janeiro enviou 2.900 sacas, o porto de Sepetiba exportou 1.440 sacas, o porto de Salvador enviou -??, enquanto os outros portos exportaram 11.123 sacas de café.
Também até o dia 13, o Cecafé registrou a emissão de 1.065.603 certificados de origem, dos quais 900.001 são referentes a arábicas, 69.288 a conillon e 96.314 de solúvel.
A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho lançou o programa de pavimentação de terreiros de café. Os produtores rurais interessados devem procurar o Departamento de Fomento Agropecuário da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho (Sedet), no Complexo Santa Cruz, ou entrar em contato pelos telefones 3697-2060 e 3697-3017, das 12h às 18h.
O asfaltamento faz parte de um programa de qualidade do café e é realizado do início do ano até o começo do período de colheita. A iniciativa traz benefícios na secagem dos grãos. O objetivo é melhorar a qualidade dos terreiros, garantindo a obtenção de cafés de melhor qualidade.
O terreiro de asfalto é quatro vezes mais barato que o de concreto, além de ser melhor para a secagem, já que retém mais calor, evitando a perda da qualidade do grão.
Para ser atendido pelo projeto, o produtor interessado precisa efetuar o pagamento correspondente à metragem de seu terreiro. O custo é de R$ 3,80 o metro quadrado. A Secretaria de Projetos e Obras Públicas entrega ao produtor, em sua propriedade, o material necessário para o asfaltamento, a preço de custo. Alguns terreiros foram asfaltados em regime de mutirão, reduzindo ainda mais os custos.
A partir deste ano, as cooperativas registradas no Sistema Ocemg/Sescoop-MG não deverão mais pagar a Taxa de Manutenção anual, cobrada desde o ano de 1994. A decisão, tomada na Assembleia Geral Ordinária (AGO) do mês de abril de 2011, previa que as cooperativas estariam isentas desta contribuição já no ano de 2012.
Por uma proposição do Presidente do Sistema, Ronaldo Scucato, com a finalidade de desonerar as cooperativas e consequentemente os cooperados, a taxa de R$ 360,00 não será mais cobrada. De acordo com o presidente do Sistema, a tomada de decisão levou unicamente em consideração o cooperado. "O Sistema, por meio da sua diretoria, tomou o lado das cooperativas e decidiu por em votação o fim desta cobrança", disse. A votação foi feita pelos presidentes das cooperativas, que as representaram na AGO.
Fonte: Asscom Cooparaiso
Criada pela Virus, marca californiana de artigos esportivos, a StayWarm é uma linha de roupas fabricada a partir de grãos de café. Voltadas para praticantes de esportes de neve, como esqui e alpinismo, as peças da coleção são fabricadas por meio de um processo que converte resíduos de plantações de café em um tipo de tecido expansível.
O material impede a propagação do calor e aumenta a temperatura corporal. A eliminação de tratamentos químicos na elaboração da peça garante a sustentabilidade em toda a cadeia produtiva.
Fonte: Revista Pequenas Empresas Grandes Negócios
As exportações de produtos agrícolas importantes decepcionaram em janeiro, de acordo com números divulgados ontem pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). É verdade que os preços das commodities em geral recuaram nos últimos 12 meses, mas também houve quedas em volumes de vendas. É muito cedo para afirmar se a meta do Ministério da Agricultura de alcançar US$ 100 bilhões em exportações do agronegócio em 2012 está em xeque, mas, diante das turbulências financeiras globais, não foram bons sinais.
No caso do café as exportações nos 22 dias úteis do último mês renderam US$ 559,2 milhões, com baixas de 24,9% em relação a dezembro e de 0,62% ante janeiro de 2011. Em volume, foram embarcadas 1, 951 milhão de sacas, recuos de 25,76% e de 24,56% em iguais comparações.
Já os embarques de suco de laranja, que sofrem restrições nos EUA há quase três semanas em função da presença de um fungicida permitido no Brasil, mas proibido no mercado americano, alcançaram US$ 171,7 milhões, recuos de 15,66% ante dezembro e de 30,11% sobre janeiro de 2011. Em volume, as 176,5 mil toneladas embarcadas representaram alta de 13,79% sobre dezembro, mas na comparação com janeiro de 2011 a queda foi de 18,96%.
Os embarques de açúcar foram menos frustrantes. O país exportou em janeiro 1,231 milhão de toneladas do produto - 950,7 mil toneladas de açúcar bruto e 280,4 mil açúcar branco -, 4,9% abaixo de janeiro de 2011, mas renderam US$ 744 milhões, alta de 2,3%. A receita aumentou por conta de contratos negociados antes do aprofundamento da tendência de queda de preços, mas os embarques estão menores devido a uma produção também mais baixa na produção nacional.
O destaque positivo dos números divulgados pelo MDIC foi a soja, principal produto do agronegócio brasileiro. A receita dos embarques de soja em grão caiu 33,7% sobre dezembro, mas mais do que triplicou na comparação com o janeiro de 2011, alcançando US$ 461,8 milhões. Em volume, foram 1,012 milhão de toneladas, queda de 31,2% ante dezembro, mas alta de 386,2% em relação a janeiro de 2011. O problema é que, neste caso, a base de comparação é baixa, já que no início do ano passado a oferta estava particularmente baixa por conta de atrasos no plantio e na colheita da safra passada (2010/11). E, segundo as indústrias do segmento, a tendência é de queda em 2012 (ver abaixo).
Segundo Amaryllis Romano, economista da Tendências Consultoria, é preciso olhar com mais cuidado os números. Ela diz que o aumento das exportações do complexo soja se deve principalmente à colheita recorde 2010/2011, de 75,32 milhões de toneladas, a maior da história. Segundo ela, o resultado não representa uma tendência neste momento de auge da entressafra. As vendas de algodão, por exemplo, cresceram 202,33% em receita ante janeiro de 2011 para US$ 103,7 milhões. O volume aumentou 173% para 52,7 mil toneladas. "Não estamos com uma safra boa e o clima afeta a produção e o escoamento da safra", diz.
Fonte: Valor Econômico/ Carine Ferreira
Nesta quinta-feira, o céu fica com muitas nuvens no Espírito Santo e no noroeste de Minas Gerais, onde o sol aparece pouco e há previsão de chuva a qualquer hora do dia. Já no Grande Rio e na Costa Verde Fluminense, o sol brilha forte, poucas nuvens se formam e o tempo fica seco. Nas demais áreas do Sudeste, o sol também predomina, mas o tempo fica abafado, com aumento da nebulosidade e algumas pancadas de chuva a partir da tarde.
Regiao Norte
Nesta quinta-feira, o sol aparece mais forte apenas em Roraima e no leste do Acre, onde as pancadas de chuva ocorrem a partir da tarde por causa do calor. Em todas as demais áreas do Norte, o sol aparece sempre entre muitas nuvens e há previsão de chuva a qualquer hora do dia. O tempo fica mais carregado no norte do Amapá.
Regiao Nordeste
Nesta quinta-feira, o tempo fica bem aberto, o sol brilha forte e não há previsão de chuva na faixa entre o interior de Sergipe e a região central do Ceará. No litoral e no centro-oeste da Bahia, no sul do Piauí, no centro-sul e no oeste do Maranhão, o sol aparece entre muitas nuvens e há previsão de chuva a qualquer hora. Nas demais áreas do Nordeste, o sol aparece forte e só ocorrem algumas pancadas rápidas e isoladas de chuva a partir da tarde.
Regiao Centro Oeste
Nesta quinta-feira, o sol predomina no sul e no leste de Mato Grosso do Sul e no centro-sul de Goiás, mas o céu fica com algumas nuvens carregadas e há previsão de pancadas de chuva a partir da tarde. Em todas as demais áreas do Centro-Oeste, o sol aparece entre muita nebulosidade e ainda chove a qualquer hora do dia.
Regiao Sul
Nesta quinta-feira, uma nova frente fria avança pelo Sul e deixa o tempo instável no centro-sul e no oeste do Rio Grande do Sul, com sol entre muitas nuvens e chuva a qualquer hora. Já no litoral de Santa Catarina, o sol brilha forte, faz calor e não há condições de chuva. Nas demais áreas da Região, o sol também predomina, mas a nebulosidade aumenta e há previsão de pancadas de chuva a partir da tarde.
Fonte: TV Sul Educativa
A 11ª edição da Femagri (Feira de Máquinas, Implementos e Insumos Agrícolas), promovida pela Cooxupé deve gerar negócios em torno de R$ 40 milhões. Neste ano, cem expositores participam do evento, que vai até amanhã, sexta-feira (3). A abertura, que aconteceu ontem, quarta-feira (1º de fevereiro) recebeu a visita de 6.400 pessoas.
Na cerimônia de abertura, o presidente da Cooxupé, Carlos Paulino, disse que “na feira tem um cenário onde é possível encontrar sapato para todo pé”. Ele referiu-se à modalidade de negócios podendo ser pagas através de troca futura por café, para as compras realizadas durante o evento, e pagamento programado até o dia 31 de julho, com saca valendo R$ 465,00 cada ou com pagamento para 10 de setembro, com a saca no valor de R$ 456,00.
Carlos Paulino explicou que a feira deste ano tem ênfase na mecanização. “O ambiente da Femagri favorece que todo produtor se atualize sobre a modernidade do maquinário agrícola que está sendo mostrado, com preços muito mais acessíveis e financiamentos atrativos”, disse.
A feira também tem ênfase na sustentabilidade. “Todo produtor rural é mestre em conservação ambiental. Logo teremos aprovado o Código Florestal que deve dar segurança jurídica às atividades rurais”. O presidente da Cooxupé também agradeceu aos produtores, “pois sem eles não haveria razão de ser da feira” e aos funcionários, que “sem a equipe da Cooxupé não seria possível a realização da Femagri”.
O presidente da Cooxupé fez um balanço das ações da cooperativa, dizendo que “2011 foi um ano glorioso. Foi um ano de recorde nas exportações e de faturamento. Em 23 de abril deste ano, a cooperativa completa 80 anos de atuação e 55 anos de atividades como Cooxupé e a feira faz parte das comemorações dessa grande data. A união dos pequenos criou escala para que a Cooxupé possa competir com grandes empresas nacionais e internacionais”, relacionou.
Carlos Paulino também fez uma avaliação sobre os preços do café neste momento: “O produtor passou por uma situação muito ruim por mais de dez anos, com os preços do café em torno de R$ 250,00. Estamos agora vivendo patamares entre R$ 470,00 e R$ 500,00, não é ideal, mas é um preço bom. Alguns que estão fora do mercado podem até dizer que subiu demais, mas não subiu. Se fizermos uma retrospectiva de 1994 para cá, a inflação deste período ficou em 247%, e o café subiu 150%. Caso suba mais, estará apenas fazendo a recomposição das perdas passadas. O mercado está equilibrado, está havendo equilíbrio entre produção e consumo, acredito que os fundamentos são positivos. A influência nisso pode vir da crise mundial, mas não temos condições de dizer como é vai que focar preço do café, devido a esses problemas internacionais.
O produtor
O primeiro dia da Femagri teve 6.400 visitantes. Quase que a totalidade desse número foi de produtores de Guaxupé e região, que chegaram de ônibus em caravanas de Alterosa, Monte Santo de Minas, Juruaia, Cabo Verde, entre outras.
O produtor de café de Cabo Verde, Galdino Norberto de Paula Neto, proprietário da Fazenda Fundão, estava na Femagri para comprar derriçadores de café. “Acho que vou comprar cinco máquinas derriçadoras para economizar um pouco na mão de obra e vou pagar com café. Esse tem que ser o caminho para o produtor conseguir que o custo da colheita seja um pouco mais baixo”, aconselha ele, que tem cinco empregados fixos em sua propriedade e que, em época de colheita, contrata de 15 a 18 pessoas, trabalhando com derriçadeiras.
Para Galdino o preço do café está bom, mas ainda não é o ideal. “Eu acho que a saca hoje deveria estar em R$ 700,00 para que o produtor pudesse sustentar sua família com o mínimo de dignidade.
Atrações
Neste ano a Femagri colocou à disposição do visitante algumas novidades. A cooperativa montou a “Fazendinha Cooxupé”, uma fazenda experimental em pequena escala, com mostra de todas as ações que requer uma lavoura de café real, com ênfase na granalização do produto e palestras explicativas sobre esse assunto.
Com o tema sustentabilidade, foram realizadas demonstrações de campo com plantio nas ruas de café de espécies de leguminosas e gramíneas, apresentada pelo pesquisador do IAPAR (Instituto Agronômico do Paraná), Ademir Calegari. Segundo o pesquisador, essas espécies são mais adequadas para o manejo racional, proteção, melhoria e recuperação da fertilidade do solo, capazes conservar o solo, levando ao cafezal nutrientes importantes.
Também a marca de cosméticos feitos com café, Kapeh, está presentes na Femagri. A idealizadora e proprietária da marca, Vanessa Vilela Araújo. Farmacêutica de formação e produtora de café em Três Pontas, Vanessa contou ao Coffee Break que a Kapeh, que tem cerca de quatro anos de existência, começou com três produtos em sua linha e hoje tem mais de cem. Agora vai lançar suas lojas em sistema de franquia.
As mulheres de produtores que visitam a feira também têm seu momento no “Espaço Beleza”, onde elas ganham serviços de maquiagem, hidratação, manicure, entre outros.
Serviço
11ª FEMAGRI
Local: Av. Vereador Nelson Elias, 1.300 B - Bairro Japy, Guaxupé – MG / (próximo à Torrefação Cooxupé)
Horário de funcionamento: Das 9h às 18 horas
Entrada gratuita.
Até sexta-feira (03)
Coffee Break
Por Armando Maitielli
Com o surgimento da ferrugem do cafeeiro, no Brasil, em 1970, alterou-se o comportamento tecnológico na cafeicultura. As pulverizações, que só ocorriam eventualmente passaram a ser espaçadas de 30 em 30 dias, iniciando em novembro e indicava-se de 4 a 5 aplicações com Oxicloreto de cobre 50% na dose média de 4 – 5 kg/ha e, ainda fazíamos o controle de pragas em média 2 a 3 aplicações totalizando de 6 a 8 aplicações o que dificultou em demasia os tratos culturais. No final de 1976 iniciaram se as primeiras vendas do produto sistêmico (?), denominado Sicarol, da firma Hoechst, que não emplacou no mercado pela baixa eficiência no controle da ferrugem (Hemileia vastatrix). No final de 1976 a Bayer iniciou os trabalhos com o Triadimenol (fungicida sistêmico do grupo dos triazóis), a qual foi pioneira no descobrimento dessa importante molécula. Lembro-me que nessa época contatamos os técnicos do extinto I.B.C que eram comandados pelo Dr. José Bráz Matiello que repassou os ensaios para o Dr. Zito Mansk do Espírito Santo e Dr. Saulo Roque de Almeida de Varginha / MG, entre outros pesquisadores. Com isso iniciou - se uma nova etapa para a cafeicultura. O Triadimenol com duas aplicações controlava a ferrugem eficientemente.
O Triadimenol, com o nome comercial de Bayleton, era vendido para trigo com excelentes resultados nas doenças indicadas. O trigo era uma cultura com grande esperança nacional. Os inícios dos trabalhos da Embrapa foram calcados na triticultura principalmente no sul do Brasil. A Bayer dominava esse mercado e ao mesmo tempo trabalhava paralelamente o café com Bayleton mas , sem grandes focos na cafeicultura pois a logística comercial concentrava se em soja e trigo numa indicação de “dobradinha” na rotação de culturas, muito preconizada tanto pela Embrapa como os agrônomos de modo geral. Infelizmente o trigo não deslanchou a contento, apesar da alta tecnologia introduzida pela Embrapa, tanto para as variedades nacionais, mais ao sul do Brasil, e as mexicanas no norte e oeste do Paraná e Mato Grosso do Sul e São Paulo. Por outro lado, a soja que tinha uma área incipiente, passava a crescer rapidamente e chegamos como a principal cultura no Brasil inclusive, responsável pela abertura do centro oeste brasileiro. Um tremendo sucesso e hoje, sabemos como a soja introduzida pelos Paranaenses e, principalmente os Gaúchos, que sem dúvida alguma, foram os principais responsáveis da abertura do Centro - Oeste e, a região em apenas 20 anos tornou se um forte seleiro do Brasil e do mundo. Temos que “tirar o chapéu” para os gaúchos. No café iniciou-se com os paulistas, paranaenses e depois os mineiros, pela ordem de crescimento de produção. Hoje, Minas Gerais domina a cafeicultura.
Com as aplicações sucessivas de Triadimenol e o café permeando as lavouras de trigo, principalmente no norte do Paraná e, muitas fazendas tinham trigo e café, os abastecimentos dos pulverizadores numa caixa de água centralizada na fazenda e muitas das quais rodeadas de café passaram a observar que aqueles cafeeiros próximos ao abastecimento permaneciam enfolhados e sem ferrugem. Isso despertou “os olhos” do vendedor Sr. Valentim e do agrônomo do I.B.C de Paranavaí, Dr. Ronaldo de Campos Borges, que atualmente, é um profissional respeitado e também cafeicultor em Araxá , Minas Gerais. Em 1984 começamos a visitar algumas experiências de campo juntamente com o Eng. Agrônomo Juan Cândia Navarro, chileno e agora brasileiro de coração, residente em Varginha- MG e trabalha na Basf. O Juan estava surpreendido pelos resultados demonstrativos na fazenda de café, da família Formigoni, em Paranavaí. Aplicava-se o Bayleton misturado com o Disyston (Dissulfoton) granulado que já era um produto referencial para controle de bicho-mineiro (Perileucoptera Coofeela) e cigarras do cafeeiro principalmente do gênero Quesada. Em 1984, visitamos as áreas e também fiquei impressionado com os resultados e comprei a idéia e junto o Dr. Da Ross gerente técnico da Bayer, hoje, executivo do Sindag em São Paulo, que nos deu total autonomia para encaminharmos a tecnologia. Passamos a trabalhar intensamente o café. Levamos o diretor técnico, Dr. Eckstein, um experiente técnico alemão e, iniciamos o desenvolvimento. Lembro-me que o Dr. Eckstein disse-me: “ficará caríssimo precisará de duas bases assim: Primeiro: - Estudar a relação custo benefício e; Segundo: - A dose tem que ser em I.A (ingrediente ativo)/ha pois, como iríamos dosar se tínhamos cafeeiros espaçados 4 por quatro, quatro plantas por cova. Por volta de 620 covas/ha e chegando a 5.000 plantas/ha plantados em Minas no sistema renque e, já se iniciava os adensados com até 10.000 plantas/ha
Com inúmeras variáveis de 620 a 10.000 plantas/ha realmente a única saída para a dosagem seria dosar em I.A (ingrediente ativo) por hectare do que por planta. Estávamos num estágio mais adiantado comercializando a mistura preconizada de
Bayleton mais Disyston, principalmente no Paraná, no espaçamento 4 por 4, com uma dose única por cova, como prevalecia no Paraná. Nessa época ainda existiam 500.000 a 600.000 has de café no Paraná e as respostas dos resultados do produto eram espetaculares aumentando a produtividade a níveis como 50% em relação ao convencional pulverizado, principalmente com Oxicloreto de cobre. A grande dúvida era o custo por hectare pois, argumentavam inclusive alguns da Bayer, que o produto não poderia ultrapassar o preço de um hectare de terra. Realmente pensando por esse lado era um absurdo mas, o aumento da produtividade deixava uma relação custo x benefício extremamente favorável e os resultados já corriam fronteiras e o mercado demandando o produto. Como iríamos para Minas Gerais com dose por planta/cova? Onde se dava uma confusão enorme. Ninguém pensava no café em dose por hectare e sempre utilizaram dose por cova ou por planta.
As pesquisas andavam a todo vapor numa embalada frenética e a Bayer dando total autonomia e o produto sendo testado em dose de I.A (ingrediente ativo) / hectare, na pesquisa interna, na pesquisa oficial principalmente pela equipe do Dr. Matiello do extinto I.B.C. O primeiro relatório técnico nesse sentido foi emitido pelo agrônomo da Bayer, no norte do Paraná, Ademir Santini, hoje, ainda na Bayer em Curitiba. O Santini nos relatou que a dose por hectare teria que ser entre 400 a 500 gramas de ativo /ha do Triadimenol. Isso abriu um leque enorme e partimos dessa base até chegarmos a uma dose que era heterogênea por hectare baseado no número de plantas por hectare. A posterior determinamos que além de ser dose/há, teríamos que adequar de acordo com a produtividade. Nessas alturas muitos agrônomos não correlacionavam produtividade com o potencial da doença. A Bayer registrou o Baysiston, uma formulação pronta (Triadimenol mais Disulfoton). O Triadimenol já uma fase mais adiantada do triazol triadimefon e, com melhor eficiência técnica.
No andamento das vendas e investimento forte em pesquisa, como exemplo, o próprio signatário possui 108 trabalhos de pesquisa com Triazóis / Baysiston, publicados em Congressos de Café, visando os seguintes lados técnicos como: aumento da produtividade, aumento do sistema radicular (ação hormonal), aumento de café cereja, maior resistência a seca, melhor vigor vegetativo, MIP, análises de resíduos em todos os países consumidores de café, sistema de aplicação, entre outros. Considerado o produto mais pesquisado no Brasil, detectamos a necessidade de aumentar a adubação pois, o cafeeiro não resistia à carga. Na época o Dr. Santinato, do extinto I.B.C, pesquisou e disse-nos que teríamos que quase dobrar a dose, principalmente de nitrogênio e potássio e, também dosar o adubo por hectare e não mais por cova ou planta. Revolucionamos a adubação após inúmeras pesquisas e, todos técnicos vendo os resultados de pesquisa nos Congressos de Café e, na prática, aderiram rapidamente. Nessas alturas o Baysiston deslanchou juntamente com a produtividade. Quebramos diversos paradigmas seculares e saímos de uma produtividade histórica de 150 anos de mensuração com 09 sacas por hectare (vide livro Cafeicultura Brasileira de Marcelino Martins) e, hoje, estamos batendo nas vinte sacas em média. Logicamente houve uma interação de tecnologias além, do controle fitossanitário e da adubação. Mas, a praticidade de aplicação única no solo contra a ferrugem e pragas, sem transportar altos volumes de calda, num só produto, Fungicida + Inseticida que até então, o único produto no mercado, diminuindo a compactação e maior praticidade contra, em média 6 aplicações do convencional. Uniu-se a praticidade com maior produtividade.
A equipe da Bayer e principalmente os agrônomos do I.B.C, tiveram uma enorme capacidade para essa revolução tecnológica e totalmente brasileira, pois, o Baysiston só existia no Brasil portanto, um produto brasileiro e revolucionário, pois, com a visão de aplicação via solo abriu se o leque para outras sistemáticas como o Imidacloprid em aplicação drench no tabaco que também foi revolucionária contra o sistema de 4 aplicações de inseticidas em pulverização. Um ponto importantíssimo é que a equipe era e são apaixonados pela cafeicultura e quase todos como cafeicultores agarraram o lado técnico com o lado vivencial.
Revolucionou a cafeicultura e abriu-se o horizonte para novos desenvolvimentos de pesquisa de fungicidas e inseticidas, dobramos a produtividade graças ao empenho técnico de outros grandes agrônomos como Rodolfo San Juan hoje, na Bayer em Franca, Eng. Agrônomo José Alberto Paranaíba, ainda trabalhando na Bayer, e o Eng. Agrônomo José Lourenço atuando em Minas e residindo em Belo Horizonte. Muitos colegas tiveram méritos nessa revolução tecnológica mas, esses citados foram os “cabeças” nessa empreitada. Inclusive o lema na cafeicultura era “Uma cafeicultura antes e outra depois do Baysiston”.
Ainda a Bayer introduziu nos anos 90, o sistema de troca física de café por insumos, com total segurança aos cafeicultores pois, a Bayer trabalhava com corretora e os preços de garantia travados na BM&F. O produtor só levava vantagens. Dentro desse trabalho, o engenheiro André Luis Brante, atualmente diretor da Bayer em Ribeirão Preto, teve papel importantíssimo, pois, foi um “Baluarte” na introdução dessa modalidade de negócio.
Esses técnicos citados foram empáticos e comprometidos com o trabalho e com nossa cafeicultura. No último Congresso Brasileiro de Café, em novembro de 2011 , os encontrei em Poços de Caldas, ficando muito feliz em revê - los dentro de um espírito de amizade marcando minha vida profissional. Rendo uma homenagem especial a esses verdadeiros amigos de muitos anos de trabalho pois, esse signatário oriundo do bairro do Rio Claro lá de São João da Boa Vista – SP, sai da roça, fui descalço para a escola primária como um caipira e, tornei-me um executivo de uma grande multinacional. Andei pelo mundo, não só cafeeiro, graças ao empenho e apoio desses colegas e amigos.
A partir desse trabalho implantado surgiram novas firmas que vieram depois ajudando a solidificar a sistemática de controle da ferrugem e hoje existem diversas opções e grande parte dos cafeicultores aderiram ao método de controle via solo. Hoje, é uma realidade o excelente controle de ferrugem juntos com algumas pragas que provocam seguramente 50% de prejuízo na produtividade.
Escrever do feito é fácil, o difícil é continuar evoluindo mas, nenhuma edificação consegue se manter se não tiver um bom alicerce. Outro aspecto que ouvi na última formatura de agrônomos da ESALQ em Piracicaba: “- O Agrônomo além de Hi Tech precisa do seguinte: plantando amizade, cultivando relacionamento e colhendo resultado” dito pelo Eng. Agrônomo professor Drº Marco Jank, paraninfo da turma de agrônomos da ESALQ. Três verbos na frase dita: plantar, cultivar e colher. Todos estão conjugados no gerúndio. O passado está pronto vamos continuar construindo em prol dessa estupenda e maravilhosa Agricultura Brasileira.
Fonte: Armando Matielli/ Engenheiro Agrônomo - MBA na FGV/ Cafeicultor em Guapé- MG/ Presidente Executivo da SINCAL
Na Rússia, rostos dos candidatos que disputam a presidência do país aparacem no café com leite que é servido pela cadeia de café Kofein, de Moscou. Dessa maneira, o Café resolveu realizar uma pequena prévia simbólica dos candidatos. Os resultados vão sendo mostrados em uma tela. As eleições presidenciais acontecem no dia quatro de março deste ano.
Ao pedir um simples café com leite, o cliente do Kofein podem gritar para o garço os nomes de Vladimir Putin, Gennady Zyuganov, Vladimir Zhirinovsky, Sergei Mironov e Mikhail Prokhorov.
Fonte: Estado de Minas