O porto de Santos exportou 673.175 sacas, o porto de Vitória embarcou 77.445 sacas, o porto do Rio de Janeiro enviou 2.900 sacas, o porto de Sepetiba exportou 1.440 sacas, o porto de Salvador enviou -??, enquanto os outros portos exportaram 11.123 sacas de café.
Também até o dia 13, o Cecafé registrou a emissão de 1.065.603 certificados de origem, dos quais 900.001 são referentes a arábicas, 69.288 a conillon e 96.314 de solúvel.
O empresário Eike Batista está buscando novos negócios. De acordo com a coluna Radar, assinada pelo jornalista Lauro Jardim, na revista Veja, o bilionário estaria interessado em plantar e exportar café.
Depois de investir em negócios que vão de petróleo a hotéis, Eike comprou fazendas de café em Araxá, em Minas Gerais. Segundo a publicação, o homem mais rico do Brasil estaria planejando acrescentar um X em seu portfolio, a BCX.
O objetivo do empresário seria vender tanto no mercado interno quanto no exterior. No controle do grupo EBX, Eike comanda mais de 10 empresas, entre elas a OGX, de exploração de petróleo, o RJX, um time de volei no Rio de Janeiro, e a SIX, da área de automação industrial.
Na última semana, Eike anunciou também que pretende entrar na concorrência para administrar o Maracanã. Em dezembro de 2011, o empresário já havia sinalizado que tinha interesse em investir no estádio e em outras arenas esportivas. Com tantas empresas, Eike não esconde de ninguém o seu objetivo de ser o homem mais rico do mundo, ultrapassando Carlos Slim, empresário dono da Claro.
Fonte: Exame.com
Que o Brasil é o país líder em produção de café, todos já sabem. Que o Brasil tem investido não apenas em quantidade, mas também na qualidade da bebida, é a mensagem que o país vem passado ao mercado. Na última sexta-feira (27), Varginha sediou a final do primeiro concurso de cafés naturais Cup of excellence, onde um grupo de 20 juízes internacionais teve uma grata confirmação: sim, o Brasil tem cafés naturais de excelência, com notas que superaram as expectativas.
O concurso foi organizado pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA – sigla em Inglês) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e a Alliance for Coffee Excellence (ACE). A cerimônia de divulgação e premiação dos finalistas foi realizada no Lagamar Resort Hotel (Varginha), com a presença de produtores, lideranças, profissionais do setor e compradores das principais importadoras de cafés especiais brasileiros.
Quatro das amostras finalistas receberam notas acima de 90 pontos na escala da Associação Americana de Cafés Especiais (SCAA), nas provas realizadas na sede da Cooperativa dos Cafeicultores da Zona de Varginha (Minasul). Esses cafés são chamados entre os juízes e baristas como “cafés presidenciáveis”.
Dos 19 cafés finalistas, apenas três amostras não são do Sul de Minas. Dez delas são de propriedades de Carmo de Minas, município que pertencente a Região da Serra da Mantiqueira e que conquistou recentemente o registro de Indicação Geográfica (IG), modalidade Indicação de Procedência (IP) para o café produzido na região demarcada.
O campeão do concurso foi o cafeicultor Luiz Flávio Pereira de Castro, do Sitio Colinas, Município de Carmo de Minas com a pontuação 92,656 (SCAA).

Segundo informação da agência Reuters, o Brasil planeja começar a vender aos poucos estoques públicos que somam 1,4 milhão de sacas de café arábica da safra 2009, a partir de fevereiro, após ter vendido a maior parte do produto mais antigo armazenado pelo governo, disse o diretor de Café do Ministério da Agricultura, Edilson Alcântara.
Ele afirmou que os estoques provavelmente serão vendidos em leilões semanais de 50 mil sacas, o que permitiria que a oferta chegasse aos poucos ao mercado, evitando impacto nos preços.
Fonte: Café da Terra
Mercado de café arábica em NY trabalha em alta neste momento, as cotações destas commodities acompanham os índices mundiais que estão no mesmo caminho, tendo como fator uma boa perspectiva de um acordo nas negociações em DAVOS sobre a crise financeira Europeia, o índice DAX que mede as ações da Bolsa da Alemanha está cotado a 6.504,35 a 0,92% de alta e o DJ futuro um índice de extrema importância também já mostra sinais de abertura em forte alta com tendência de ir buscar os 12.700 pontos. Petróleo também trabalha em forte alta de 1,32% a 99,94 dólares o barril, mostrando a força compradora de mercado.
Cotações em NY neste momento
KCH2 – 217,85 dólares por libra peso alta de 0,53%
KCK2 – 220,20 dólares por libra peso alta de 0,34%
KCU2 – 225,70 dólares por libra peso alta de 0,45%
Verão, época de chuva e calor. Para a cafeicultura, a estação pede ações de prevenção contra a ferrugem, doença causada pelo fungo Hemileia vastatrix, que encontra na combinação de umidade e temperatura nesse período, as condições ideais para sua manifestação. O cafeicultor deve ficar atento nos primeiros meses do ano, pois o fungo pode estar de forma latente alojado nas folhas, daí a importância do monitoramento da lavoura para adoção de medidas de controle.
Na região cafeeira da Bahia, há produção de café arábica, nas zonas de maior altitude e oeste do estado, e de café conilon, ao sul. Segundo a professora Sandra Elizabeth de Souza, da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), surgiram sintomas pontuais na região do conilon, por conta do aumento das chuvas nos meses de novembro e dezembro de 2011, fazendo com que os produtores iniciassem as ações de controle com fungicidas. A professora ressalta ainda que entre janeiro e fevereiro os cafeicultores devem continuar esse trabalho de prevenção das lavouras, pois se não controlar os sintomas no início, fica difícil depois que a doença se instala nas plantações.
A professora explica que o fungo causador da ferrugem leva de 30 a 40 dias para manifestar os sintomas nas plantas. Para evitar prejuízos maiores na lavoura, ela faz duas recomendações aos produtores: “Investir na adubação da planta, para suportar a competição por nitrogênio e proteínas com o fungo, e monitorar e observar o surgimento dos primeiros sintomas de pontos amarelados nas folhas para entrar com o controle imediato”.
Em Minas Gerais, maior produtor do Brasil, a pesquisadora do Centro Regional do Sul de Minas da Epamig, Sara Chalfoun, conta que até o momento o estado não sofre prejuízos na produção com a ferrugem, mas, a temperatura média de 23ºC e chuvas na região criam um ambiente propício para o aparecimento da doença. Sara ressalta que a manifestação dos sintomas se deve mais à alta umidade do que à chuva forte e constante, que impede a entrada do fungo nas folhas. A preocupação maior da pesquisadora é com a mudança no regime de chuvas devido às mudanças climáticas. Segundo ela, com as chuvas começando agora em novembro – antes era em setembro – acontece o que a pesquisadora chama de “ferrugem tardia”. Ela explica que “a mudança no período de chuvas está mudando a curva histórica da doença para os meses de janeiro e fevereiro. Antes ela surgia nos meses de novembro e dezembro”.
A consequência disso é que, quando os sintomas da ferrugem passam a se manifestar de janeiro a março, e não mais nos últimos meses do ano, a eficácia do fungicida aplicado tradicionalmente por volta de novembro já está bem reduzida. “Isso gera um duplo prejuízo ao agricultor, que tem que fazer uma aplicação adicional, dificultando a adoção de controle fixo”. Também como a professora Sandra Elizabeth, a pesquisadora Sara Chalfoun aconselha que o produtor faça o monitoramento sobre os sintomas na lavoura como medida para tomada de decisão sobre a aplicação do produto no tempo devido.
Na região cafeeira do Paraná, assim como em Minas, o pesquisador do Iapar, Marcos Antônio Pavan, informa que não há registro de ferrugem até o momento. Para ele, o controle da doença no estado se deve principalmente à adoção de cultivares resistentes. Segundo Pavan, a maioria dos produtores do Paraná já utiliza cultivares como a IPR 59, uma das poucas plantas no mundo resistente a diferentes tipos de ferrugem, a IPR 98, IPR 99 e IPR 107, cultivares obtidas com o apoio do Consórcio Pesquisa Café.
Pesquisas
Instituições do Consórcio Pesquisa Café desenvolvem diferentes estudos na área de melhoramento genético para obtenção de novas cultivares resistentes à ferrugem e com alta produtividade, como Embrapa Café, Iapar, IAC, Incaper, Epamig, entre outras. A Fundação Procafé, por exemplo, em parceria com a Embrapa Café, fez o pedido de registro de quatro cultivares resistentes à doença no último ano. O pesquisador da Embrapa Café, Carlos Henrique Siqueira de Carvalho, participa das pesquisas e explica que esse é um trabalho de longo prazo, que pode levar até 30 anos. Ainda assim, segundo Carlos Henrique, nos últimos 10 anos, mais de 30 cultivares já foram disponibilizadas para o produtor.
Uma alternativa para reduzir o tempo de pesquisas é a tecnologia da Biofábrica, projeto desenvolvido em parceria da Embrapa Café com a Fundação Procafé. A tecnologia permite uma rápida obtenção de um grande número de mudas, por propagação vegetativa da cultivar selecionada, com características agronômicas desejáveis, tais como a resistência a doenças, pragas e à seca, o que pode reduzir em até 10 anos as pesquisas para obtenção de novas cultivares.
A pesquisadora da Embrapa Café, Eveline Caixeta, participa do programa de melhoramento da UFV/Epamig, que utiliza a biotecnologia como ferramenta, tanto no desenvolvimento de marcadores moleculares, como na ampliação dos conhecimentos genéticos da resistência do cafeeiro à ferrugem. A biotecnologia é uma ferramenta também com grande potencial para o entendimento do mecanismo genético da resistência à ferrugem.
Continuamente, surgem novas raças de ferrugem resistentes às defesas das cultivares já existentes no mercado, o objetivo dos estudos é gerar tecnologias e conhecimentos que aumentem a eficiência e a rapidez na obtenção de novas variedades de cafeeiros com resistência à doença. Segundo a pesquisadora, no momento, os marcadores moleculares desenvolvidos e os genes de resistência à ferrugem estão sendo empregados na construção do mapa genético do cafeeiro e está sendo avaliada a eficiência da seleção assistida por marcadores no melhoramento.
Outra importante pesquisa na área é da Universidade Federal de Viçosa (UFV), instituição do Consórcio, divulgada no início de janeiro, revelou novidades no estudo da ferrugem no cafeeiro desenvolvido por professores dos departamentos de Fitopatologia e Biologia Geral. O professor da área de fitopatologia da UFV, Robert Weingart Barreto, falou sobre a descoberta da “criptossexualidade” no fungo Hemileia vastatrix, causador da doença, que pode levar à criação de estratégias mais eficazes para aumentar a resistência da planta à ferrugem. A descoberta mostra que as estruturas assexuadas da ferrugem, na verdade, funcionam como sexuadas. “Os eventos típicos da reprodução sexuada acontecem de modo oculto, dentro das estruturas sexuadas, o que passou despercebido dos pesquisadores durante mais de cem anos”, explicou Robert.
Fonte: Asscom Embrapa Café
Nesta terça-feira, o céu fica com muitas nuvens, o sol aparece pouco e há previsão de chuva a qualquer hora do dia no sul do Espírito Santo, no centro-norte do Rio de Janeiro, no leste e no norte de Minas Gerais. Já no sul, centro-oeste e noroeste de São Paulo, o sol brilha forte entre poucas nuvens, faz calor e não há condições para chuva. Nas demais áreas do Sudeste, o sol também predomina, mas o tempo fica abafado, a nebulosidade aumenta e há previsão de pancadas de chuva a partir da tarde.
Regiao Norte
Nesta terça-feira, o sol aparece mais forte no oeste do Acre. Com o tempo abafado, a nebulosidade aumenta e há previsão de pancadas de chuva a partir da tarde. Em todas as demais áreas do Norte, o sol aparece sempre entre muitas nuvens e ainda chove a qualquer hora do dia. Há risco de chuva forte e volumosa em Rondônia.
Regiao Nordeste
Nesta terça-feira, o sol aparece entre muitas nuvens e chove a qualquer hora no centro-oeste e no noroeste da Bahia e no centro-sul do Piauí e do Maranhão. Em todas as demais áreas do Nordeste, o sol brilha forte e faz bastante calor, mas o tempo fica abafado, a nebulosidade aumenta e provoca pancadas rápidas e isoladas de chuva no decorrer do dia.
Regiao Centro Oeste
Nesta terça-feira, o leste de Mato Grosso do Sul segue com sol forte e tempo aberto, sem previsão de chuva. As demais áreas do Estado e o sul de Mato Grosso e de Goiás também têm predomínio de sol, mas ainda ocorre o aumento das nuvens, que provocam pancadas de chuva a partir da tarde. Nas demais áreas do Centro-Oeste, o sol aparece sempre entre muita nebulosidade e ainda chove a qualquer hora do dia.
Regiao Sul
Nesta terça-feira, o sol ainda aparece forte e faz calor em todo o Sul do Brasil. No centro-sul e no norte do Rio Grande do Sul e no oeste de Santa Catarina, as nuvens aumentam devido ao avanço de uma frente fria e há previsão de pancadas de chuva a partir da tarde. Nas demais áreas da Região, o tempo ainda fica firme.
É impressionante a atual procura por informações relativas a cafés especiais. Parece que o brasileiro quer aprender a beber café de qualidade, principalmente pela crescente popularidade desse tema aqui no QVinho. O assunto é mais que oportuno, pois durante muitos anos os brasileiros consumiram apenas o nosso pior café, ao passo que os melhores grãos eram exportados. É hora de começar a apreciar um bom café, conhecendo e identificando os melhores grãos, aprendendo as diferentes maneiras de preparação, descobrindo o verdadeiro sabor e aroma do “Vinho da Arábia”.
Mas o que é um café especial? Basicamente, grãos arábica produzidos em regiões nobres seguindo rigoroso controle de qualidade. Existem entidades que procuram regulamentar essa classificação, como a Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), todavia, alguns excelentes cafés ainda não contam com a certificação da BSCA.
Para a maioria dos consumidores, não acostumados a comprar café especial, o preço elevado ainda é uma barreira. Mesmo assim, vale a pena experimentar, depois fica mais fácil virar consumidor habitual. Um grande diferencial que algumas fazendas estão oferecendo é o grão Bourbon. Uma variedade de café arábica, muito valorizado no exterior, que raramente era processado e embalado para consumo interno. Felizmente isso vem mudando, já podemos encontrar blends 100% Bourbon aqui no Brasil, um luxo não mais inacessível. Apesar da espécie arábica ser originária da Etiópia, existem inúmeras variedades dessa espécie. Algumas surgiram naturalmente por hibridação, outras foram desenvolvidas visando melhor resistência a pragas, maior produtividade e qualidade final. Geralmente não se faz menção as variedades que compõe o blend, por se tratar de um aspecto técnico inerente ao processo produtivo, mas como a Bourbon ganhou fama mundial, agora temos blends somente dessa variedade.
Os predicados de um café Bourbon são bem convincentes, doçura natural, textura achocolatada, aroma intenso e agradável acidez; desde que cultivado a uma boa altitude, em solo e clima adequado. Provei 2 blends exclusivos de Bourbon, o Ateliê do Café – Daterra Bourbon Collection e o Astro Bourbon, ambos não decepcionaram, produzindo uma bebida intensa e agradável, seja espresso, coado ou na Bialetti, comprovando a famosa “doçura” natural dessa variedade, deixando um final de boca suave e achocolatado. O blend Daterra Bourbon é preparado com grãos originários do Cerrado Mineiro e Mogiana Paulista, por sua vez, o Astro Bourbon é um café single state, produzido na Fazenda Irarema, próxima a Poços de Caldas, numa privilegiada região de solo vulcânico e altitude de 1.300 m.
Fonte: http://www.qvinho.com.br/cafes-especiais/conheca-o-cafe-bourbon/ Um bom site para se conhecer a historia do café Bourbon no Brasil é este: Vargem Grande e o café Bourbon. A história da família Pereira Barretos. Porque abandonaram o Vale do Paraíba fluminense e se transferiram para a região de Ribeirão Preto SP. http://www.genealogiafreire.com.br/jeo_vargem_grande_e_o_cafe_bourbon.htm
Para os amantes de café, iniciados e iniciantes, o Octavio Café realiza, no próximo dia 28 de janeiro, o primeiro curso de barista do ano. Com duração de três sábados, e sempre das 9h às 14h30, a série de aulas será ministrada por Cecília Sanada, barista e gerente de qualidade da casa, em parceria com a treinadora da marca, Tabatha Creazo. A cafeteria dispõe de uma sala equipada e preparada para esse tipo de treinamento, onde o participante será introduzido a um mundo completamente novo, aprendendo a provar e treinar a operação da máquina de espresso - de onde surgiu a palavra barista (bar de pressão da máquina) - até o armazenamento adequado do café. Entre os tópicos abordados nas aulas, o aluno aprende sobre a história do café, conhece as regiões produtoras de café no Brasil e no mundo, o processo produtivo, a torra, os métodos de preparo, o universo do espresso, vaporização do leite, coffee menu e drinques com café, entre outros.
Baristas
Cecília Sanada - Gerente de Qualidade do Ocatvio Café, onde aprendeu sobre a indústria de cafés especiais. Começou a trabalhar na cafeteria como barista, e desenvolveu diversas técnicas na profissão. Criou cursos de capacitação para baristas, apreciadores de cafés e vários profissionais das indústrias alimentícia e cafeicultora, como, por exemplo, treinamento e capacitação das nutricionistas e servidores do SESC-SP (Serviço Social do Comércio). É associada à ACBB (Associação de Café e Baristas Brasileiro). É Bi-Campeã Paulista do Campeonato de Baristas e 4ª colocada no 10º Campeonato Brasileiro de Baristas.
Tabatha Creazo - Treinadora da marca Octavio Café, onde aprendeu e se aprofundou sobre a Indústria de cafés especiais e coquetelaria tradicional. Responsável pelo treinamento de novos funcionários, adquiriu técnicas de extração, vaporização e conhecimento teórico que transmite a todas as empresas revendedoras do café Octavio, além de ser barista certificada pela ACBB.
Curso de barista
Carga horária: 16 horas, aos sábados, das 9h às 14h30
Preço: R$ 600
Próxima turma: 28/1
Octavio Café & Bistrô
Av. Brigadeiro Faria Lima, 2996 – Jardim Paulistano
Informações: (11) 3074-0114 ou por e-mail: cursos@octaviocafe.com
Fonte: Organizações Sol Panamby
Na última terça-feira, a ABIC – Associação Brasileira da Indústria de Café divulgou em seu estudo “Indicadores da Indústria de Café no Brasil – Desempenho da Produção e Consumo Interno – 2011”, que no período compreendido entre novembro de 2010 e outubro de 2011 o consumo de no Brasil foi de 19,72 milhões de sacas. Um crescimento de 3,11% em relação ao período anterior. Foram industrializadas 590 mil sacas a mais neste período de doze meses.
O consumo per capita foi de 6,10 kg de café cru ou 4,88 kg de café industrializado. É um novo recorde, superando os 4,72 kg/hab./ano de 1965. Sendo também maior que o consumo per capita da Itália, da França e dos EUA.
A ABIC estima que as vendas do setor possam ter atingido R$ 7 bilhões (aproximadamente US$ 4 bilhões). Este número, somado ao da receita de US$ 8,7 bilhões nas exportações brasileiras de café em 2011, levam os resultados do setor para US$ 12,7 bilhões e a utilização pelo Brasil de aproximadamente 53,2 milhões de sacas de café verde em 2011 (33,5 milhões na exportação e 19,7 milhões no consumo interno). Esses números significam que ao redor de 40% do café utilizado no mundo é brasileiro. Precisamos agora trabalhar para agregar valor ao café verde do Brasil.
O mercado futuro de café trabalhou em baixa esta semana e tivemos feriado municipal em São Paulo na quarta-feira e em Santos na quinta-feira. O resultado foi mais uma semana de mercado físico desinteressado e com poucos negócios. Atualmente temos uma diferença de 20 a trinta reais entre as idéias de preço de compradores e vendedores.
Até hoje, dia 27, os embarques de janeiro estavam em 1.261.568 sacas de café arábica, 14.835 sacas de café conillon, somando 1.276.403 sacas de café verde, mais 99.779 sacas de solúvel, contra 1.611.322 sacas no mesmo dia de dezembro. Até hoje, dia 27, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em janeiro totalizavam 1.941.239 sacas, contra 2.241.682 sacas no mesmo dia do mês anterior.
A bolsa de Nova Iorque – ICE, do fechamento do dia 20, sexta-feira, até o fechamento de hoje, sexta-feira, dia 27, caiu nos contratos para entrega em março próximo, 805 pontos ou US$ 10,64 (R$ 18,53) por saca. Em reais por saca, as cotações para entrega em março próximo na ICE fecharam no dia 20 a R$ 524,46/saca e hoje, dia 27, a R$ 500,84/saca. Hoje, sexta-feira, nos contratos para entrega em março, a bolsa de Nova Iorque fechou com baixa de 235 pontos.
Fonte: Escritório Carvalhaes
Termina hoje o prazo para o recolhimento da Contribuição Sindical Rural 2012 pelos produtores pessoa jurídica. São considerados como tal aqueles que possuem imóvel rural ou empreendem atividade econômica rural, enquadrados como "empresários" ou "empregadores rurais". A contribuição é obrigatória e prevista na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
No Estado, foram emitidas cerca 5 mil guias. Quem não quitar a cota no vencimento pagará multa de 2% e juro 1% ao mês, além da penalidade inicial de 10%. Segundo o coordenador do Departamento Sindical da Farsul, José Alcindo Ávila, o documento foi remetido pelos Correios com antecedência. Mas, em caso de perda, extravio ou não recebimento, o contribuinte deve pedir a 2 via ao sindicato rural ou à Farsul. Do total arrecadado, os sindicatos retêm 60%, o Ministério do Trabalho fica 20%, a CNA com 5% e Farsul com 15%.
Fonte: Correio do Povo
Fonte: Golden Coffee LV
Os representantes dos produtores, exportadores e torrefadores de café se reúnem na próxima quinta-feira (02), em Brasília, com o secretário de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Manoel Vicente Bertone, para definir os assuntos que serão debatidos pelo Conselho Nacional de Política Cafeeira (CDPC). Além do Ministério da Agricultura, também participam do CDPC representantes dos ministérios da Fazenda, do Planejamento, das Relações Exteriores e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio.
Segundo fontes do Ministério da Agricultura, a data da reunião ainda não está definida, mas deve acontecer em no máximo duas semanas. O clima no governo é de otimismo em relação a um possível consenso no setor privado para a retomada do CDPC. O colegiado, que é responsável pela aprovação da política governamental para o setor cafeeiro, não se reúne desde 2010.
Alguns pontos polêmicos já foram colocados pelo presidente executivo do Conselho Nacional do Café (CNC), Silas Brasileiro, como uma proposta de plano de safra e de preço mínimo de garantia para o café. O CNC também quer definir os critérios para a venda do café adquirido pelo governo por meio dos leilões de opções, a preços entre R$ 311 a R$ 314 por saca.
Fonte: Agência Estado
Chuvas no estado neste mês não castigaram muito a região cafeeira. A água caiu na medida esperada para o enchimento dos grãos. Condições são boas para garantir a safra recordeAs chuvas que castigaram diversas regiões mineiras pouparam as lavouras cafeeiras. E foram, inclusive, benéficas para os cafezais.
O bom volume de água é essencial neste período para o enchimento dos grãos e contribui para a perspectiva de recorde de safra do café para este ano, de acordo com análise feita pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) na semana passada. As precipitações iniciadas por volta de dezembro, no Espírito Santo e em Minas Gerais, eram, inclusive, esperadas. Os dois estados chegaram a registrar prejuízos pontuais em alguns municípios, mas nada que afete, até o momento, a boa perspectiva da produção.
Segundo o coordenador do Núcleo Tecnológico do Café da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), César Botelho, talvez haja algum prejuízo nas plantações mais novas devido à evasão de nutrientes e à diminuição da proteção do solo decorrentes do escoamento das águas pela lavoura, mas nada que comprometa a safra total.
Ele explica que o produtor ainda pode adotar medidas preventivas de conservação do solo, como manejar o mato, levantar terraços emergenciais e bacias de contenção. A previsão é de que, com a bienalidade positiva em 2012, o estado alcance uma produção maior do que a anterior.
Apesar de a safra total não ter sofrido perdas por causa das chuvas, foram registradas exceções. Em Itamogi, na Região do Sul de Minas Gerais, por exemplo, houve prejuízos por conta da chuva de granizo neste mês, atingindo cerca de 17% da área em produção. A perda estimada foi de 10 mil sacas de café, um prejuízo de mais de R$ 5 milhões. A previsão era de que o município colhesse cerca de 170 mil sacas nesta safra. O município tem 90% de sua economia baseada na lavoura cafeeira de pequenos produtores.
No Espírito Santo, as chuvas representam benefícios para o café conilon, mantendo as boas previsões de produção para este ano. “A chuva é bem-vinda”, ressalta o pesquisador do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) Antônio Lani. A expectativa para a região é de que as chuvas durem até fevereiro. “O ideal é que chova até o fim de fevereiro, uma estiagem agora pode ser ruim para quem não tiver irrigação, gerando grãos malformados. Aí, sim, é prejuízo”, pondera. No Espírito Santo, a produtividade do conilon vem crescendo a cada ano.
O uso de tecnologias desenvolvidas com o apoio do Consórcio Pesquisa Café vem contribuindo para isso, inclusive neste período de chuvas. Os produtores utilizam cultivares mais resistentes, técnicas de nutrição do solo e combatem pragas e doenças.
Enquanto isso seca curta no Paraná
A estiagem na região produtora do Paraná também não chegou a afetar as lavouras de café. Segundo o agrometeorologista do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) Paulo Henrique Caramori, as águas começaram a cair na região cafeeira ainda em outubro e novembro, havendo apenas um pequeno período de seca em dezembro. “A partir desta semana, a previsão é de que as chuvas na região se regularizem, por isso, não se espera prejuízo na região cafeeira do Paraná”, adianta. A expectativa e torcida agora é para que as chuvas continuem no próximo mês. “Esta é uma fase importante para formação dos frutos. Janeiro e fevereiro são meses cruciais para a qualidade do café.”
Fonte: Estado de Minas
Ao aproximar-se de movimentos sociais durante o Fórum Social Mundial Temático, a presidente Dilma Rousseff garantiu que o novo Código Florestal, em tramitação na Câmara, "não será o texto dos sonhos dos ruralistas". Em reunião com 80 entidades da sociedade civil, na semana passada, a presidente sinalizou que vai barrar propostas que aumentem o desmatamento, caso sejam aprovadas pelo Congresso.
O aceno de Dilma foi bem recebido por ativistas. "Dilma disse claramente que o texto não será o código [florestal] dos sonhos dos ruralistas. Ela assumiu esse compromisso", comentou Mauri Cruz, um dos organizadores do fórum social. "Isso não significa que o código vai ser perfeito, mas sinaliza que ela não vai sancionar do jeito que está", disse Cruz. A promessa foi feita em reunião que contou com a presença do ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro (PMDB).
Para representantes dos movimentos sociais, no entanto, o gesto da presidente não foi só uma forma de aproximação, mas também de pedir apoio à Rio +20 que, a exemplo do Fórum Social Mundial Temático. A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, nome oficial da Rio +20, vai acontecer em junho no Rio de Janeiro.
Na reunião com Dilma, ativistas disseram que o Brasil não pode sediar a Rio +20 com uma legislação ambiental "retrógrada". "O Brasil tem o dever de se apresentar bem e levar uma proposta concreta", disse Oded Grajew, um dos idealizadores do Fórum Social Mundial.
O clima de pessimismo sobre o futuro da Rio +20 e de possível fracasso da conferência dominou o fórum social, que foi um encontro preparatório dos movimentos sociais para o evento da ONU no Rio de Janeiro. Como o fórum social foi esvaziado, ativistas temem que o mesmo aconteça tanto na Rio +20.
Fonte: Valor Econômico/ Cristiane Agostine
Na região da Alta Mogiana, norte de SP, os produtores comemoram.
Retorno do trabalho veio na hora em que o grão teve boa valorização.
O cultivo do café é tradição de mais de um século na família de Ismar de Oliveira. Na fazenda em Cristais Paulista, região da Alta Mogiana, interior de São Paulo, a lavoura já se estende por 112 hectares e continua crescendo. “Investi em qualidade de mudas, mecanização, tecnologia e no que é mais importante, a irrigação”.
A aposta deu resultado. Em 2011, a lavoura rendeu 5.600 sacas e o lucro já foi investido novamente. “Agora tenho trator e colheitadeira próprios”, comemora Oliveira.
A Cocapec, Cooperativa dos Cafeicultores, estima que a região da Alta Mogiana colha cerca de 1,5 milhão de sacas em 2012.
Nos últimos 10 anos, a área plantada de café arábica na região aumentou cinco mil hectares, cerca de 10%, mas a produtividade dobrou. Hoje são colhidas entre 25 e 30 sacas por hectare, consequência do investimento no trato da lavoura. “O produtor renovou o parque cafeeiro, colocou variedades mais produtivas e a mudança mais significativa foi em relação à mecanização. Agora, continuamos investindo na lavoura para ofertar ao mundo o suprimento da demanda nos mercados nacional e internacional”, explica Anselmo de Paula, gerente da Cocapec.
Fonte: G1
A Câmara analisa proposta que institui o Estatuto da Microempresa Rural (MER) e da Empresa Rural de Pequeno Porte (ERPP). De acordo com o texto, a pessoa jurídica ou firma mercantil individual poderá ser enquadrada como microempresa rural se tiver receita bruta anual igual ou inferior a R$ 110 mil. Para requerer registro como empresa rural de pequeno porte é preciso ter receita bruta anual igual ou inferior a R$ 1,2 milhão, desde que não esteja enquadrada como microempresa rural.
A proposta (Projeto de Lei Complementar 103/11) define regras para o tratamento diferenciado a ser conferido às micro e pequenas empresas rurais em relação à constituição jurídica, ao recolhimento de impostos e contribuições e ao enquadramento como segurado especial da Previdência Social, além de estabelecer normas para o acesso ao crédito rural e ao mercado institucional (mecanismo governamental que garante a compra de parte da produção de alimentos, principalmente da agricultura familiar).
O estatuto determina, por exemplo, que o processo de abertura, registro, alteração e baixa de MER e de ERPP, bem como qualquer exigência para o início de funcionamento, deve ter trâmite especial e simplificado. O texto também isenta essas empresas do pagamento de taxas, emolumentos e demais custos relacionados a esses processos.
“A transformação da propriedade familiar numa micro ou pequena empresa rural permitirá maior visibilidade e controle por parte do Estado, que poderá apoiá-la com políticas públicas específicas e mais eficazes”, argumentou o autor do projeto, deputado licenciado João Rodrigues (PSD-SC).
Desenquadramento
No caso de exceder os limites de receita bruta anual definidos pelo estatuto, a MER passará automaticamente à condição de ERPP, e se não alcançar o limite de receita bruta, a ERPP retornará à condição de MER.
A perda da condição de MER ou de ERPP, em decorrência do excesso de receita bruta, ocorrerá apenas se o fato se verificar durante dois anos consecutivos ou três anos alternados, em um período de cinco anos.
O estatuto determina ainda que cabe ao Executivo estabelecer procedimentos simplificados para o cumprimento das legislações previdenciária e trabalhista, garantindo ao titular e aos sócios de MER e de ERPP a manutenção da condição de segurado especial.
“Essas empresas contribuirão para aumentar a eficiência e para reduzir os custos de produção, além de representarem uma grande oportunidade para os jovens do meio rural que, mesmo não possuindo terras, vão poder se estabelecer como prestadores de serviços de mecanização agrícola, de transporte de pessoas e produtos, e de construções rurais”, defendeu Rodrigues.
Crédito
O tratamento diferenciado concedido às MER e às ERPP também envolve mecanismos fiscais para estimular instituições financeiras privadas a manterem linhas de crédito específicas para o segmento. Pelo texto, as instituições financeiras oficiais que operam com crédito rural também manterão linhas de crédito específicas para as MER e para as ERPP.
O estatuto também prevê instrumentos de incentivo ao crescimento e ao desenvolvimento de MERs e ERPPs. A proposta, por exemplo, estabelece que no mínimo 25% dos recursos federais aplicados em pesquisa, desenvolvimento e capacitação tecnológica nas áreas de assistência técnica e extensão rural sejam destinados, prioritariamente, para o segmento.
A proposta considera ainda isentos do imposto de renda os valores efetivamente pagos ao titular ou sócio da MER ou da ERPP, salvo os que corresponderem a pro labore, aluguéis ou serviços prestados.
Tramitação
O projeto será analisado pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois segue para o Plenário.
Fonte: Agência Câmara
O valor restante de R$ 130 milhões será destinado até 31 de julho apenas ao financiamento de custeio.
As liberações do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) para financiamentos de estocagem e custeio somaram este mês R$ 57 milhões. Para estocagem, foram liberados mais R$ 10 milhões, totalizando R$ 466 milhões autorizados desde junho do ano passado. As operações para esta linha encerraram hoje, 31 de janeiro. Já para o custeio, foram destinados R$ 47 milhões e totalizam, desde outubro de 2011, R$ 468 milhões.
O valor consolidado dos recursos do Fundo, até esta data, alcançou R$ 1,79 bilhão. Os R$ 130 milhões restantes deverão ser disponibilizados aos agentes financeiros até 31 de julho, apenas para financiamento de custeio.
De acordo com Manual de Crédito Rural, os itens financiáveis do custeio da safra de café abrangem os tratos culturais e colheita das lavouras, despesas com aquisição de insumos, mão-de-obra, operações com máquinas e equipamentos, arruação e transporte para o terreiro e secagem. As despesas relacionadas à colheita de café integram o financiamento de custeio desde julho de 2011, pela resolução do Banco Central nº 3.995.
O Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento repassa os recursos do Funcafé aos agentes financeiros de acordo com as regras do Conselho Monetário Nacional (CMN). São 22 instituições financeiras que integram o Sistema Nacional de Crédito Rural (SNCR), contratadas em 2011 para esta finalidade.
Fonte: Mapa/ Inez De Podestá
Beber duas xícaras de café por dia altera os níveis de estrogênio em mulheres – mas se o hormônio sexual é levantada ou abaixada depende de sua etnia. Os cientistas descobriram que as mulheres asiáticas que consumiram 200 mg de cafeína por dia – o equivalente a dois Americanos – tinham níveis de estrógeno quando comparadas às mulheres que consumiam menos.
No entanto, as mulheres brancas que consumiam 200mg tiveram níveis de estrogênio ligeiramente menor do que aqueles que tinham menos, enquanto as mulheres negras viu poucas mudanças. A equipe da Universidade de Utah, que estudou mais de 250 mulheres entre 2005 e 2007, descobriu que a fonte de cafeína poderia alterar os resultados. Mulheres que consumiam cafeína através de suas bebidas gasosas ou chá verde tinham níveis mais elevados de estrogênio independentemente da sua etnia.
No entanto, essas mudanças não pareceu afetar a ovulação entre qualquer uma das mulheres. “Os resultados indicam que o consumo de cafeína entre mulheres em idade fértil influencia os níveis de estrogênio”, disse o Dr. Enrique Schisterman, dos Institutos Nacionais de Saúde, onde algumas das pesquisas foi conduzida. “A curto prazo, essas variações nos níveis de estrogênio entre os diferentes grupos não parecem ter qualquer efeito pronunciado.”
No entanto, o Dr. Schisterman acrescentou: “Sabemos que as variações no nível de estrogênio está associada com doenças como a endometriose, osteoporose e endométrio, mama e ovário. “Porque o consumo de cafeína a longo prazo tem o potencial de influenciar os níveis de estrogênio durante um longo período de tempo, faz sentido levar o consumo de cafeína em conta na concepção de estudos para entender esses transtornos.”
A maioria dos participantes do estudo relatou à clínica do estudo 1-3 vezes por semana durante dois ciclos menstruais. Os autores observaram esta informação produziu mais precisas sobre a relação entre cafeína e hormônios do que era possível em estudos anteriores. O estudo foi publicado online na revista American Journal of Clinical Nutrition.
Fonte: Café da Terra
A exportação colombiana de cafés especiais se mantém estável em 2012 devido aos níveis menores de produção e a debilitada demanda na Europa, de acordo com fontes da Federacafe (Federação Nacional dos Cafeicultores da Colômbia). O país sul-americano é o principal produtor mundial de grãos arábica de alta qualidade e experimentará em 2012 seu quarto ano consecutivo de produção abaixo de sua capacidade, devido às chuvas torrenciais que atingem as lavouras.
A expectativa é que as remessas de grãos especiais fiquem em um nível aproximado de 1 milhão de sacas nestes anos, ligeiramente acima das 970 mil sacas de 2011, segundo apontou Andrés Valencia, diretor de vendas da entidade. "Temos produção suficiente como para atender a demanda dos grãos especiais da Colômbia.
O consumo de specialties coffees poderia cair na Europa devido à crise econômica", afirmou. A Federação representa 65% das exportações totais de cafés especiais do país andino, que são apreciados por seu sabor doce e aroma intenso, que o tornaram muito popular em mercados como da Alemanha, Suíça e Japão. Valencia disse que, no atual momento, não se verifica a necessidade de certificar mais hectares cultivados com cafés especiais. "Não queremos gerar um excesso de oferta sem necessidade", precisou. O país teve seu pior ano em mais de três décadas em 2011, depois que as fortes chuvas que atingiram a nação afetam parte das lavouras e a ferrugem reduziu a produção total a um nível inferior à média histórica de 11 milhões de sacas. A Federacafe admite que é provável que a safra deste ano também fique abaixo, variando entre 8,5 e 9,5 milhões de sacas.
A demanda global por grãos especiais cresce entre 8% e 10% anualmente, de acordo com a Federação, acompanhando a concordância dos consumidores em se dispor a pagar mais por um produto cultivado organicamente, com menos impacto ambiental.
Os compradores pagam um prêmio de até 32,74 dólares por libra de café especial colombiano, em comparação com o valor de 2,49 dólares, que é a média atual do preço de referência do grão verde, segundo avaliou Juan Alvaro Arboleda, um exportador local. "Minha demanda de café especial cresceu mais de 100% em relação ao ano passado", sustentou Michael Pollack, diretor da torrefadora Brooklyn Roasting, em Nova Iorque. "Essa demanda por especiais continua crescendo a taxas razoáveis e quando passamos a verificar que a safra da Colômbia deste ano ia ser novamente pequena, foi uma grande decepção", complementou.
Fonte: Jornal Comarca de Garça
Foram quase seis milhões de sacas enviadas para o exterior no ano passado. A receita gerada foi a maior já movimentada.
O Espírito Santo fechou 2011 com um total de 5.782.992 sacas de café exportadas, o segundo maior volume da história da exportação de café no Espírito Santo, perdendo apenas para o ano de 2002. Outro recorde foi o valor movimentado, que superou as expectativas e atingiu U$S 1.062.572.263,70. Os dados são do relatório divulgado pelo Centro do Comércio de Café de Vitória (CCCV), que segue anexo.
Foram exportadas 1.122.229 sacas a mais do que em 2010. O destaque é para o café conilon que, em 2011, enviou para o exterior 2.538.023 sacas da espécie, volume 153% superior ao exportado no ano anterior. Já de arábica, foram 2.958.988 sacas. Na lista dos países compradores do grão, os Estados Unidos aparecem em primeiro lugar. Eles foram responsáveis pela importação de 22,72% do café que embarcou pelo Espírito Santo. Alemanha e México ocupam a segunda e terceira posições, respectivamente.
A safra de 2011 também foi a maior da história do Estado, com recorde mais uma vez para o café conilon. Dos 11,5 milhões de sacas colhidas no ano passado, 8,5 milhões foram da espécie, uma boa notícia para iniciar 2012, ano do centenário da chegada dos primeiros grãos de conilon no Espírito Santo, trazidas pelo então governador Jerônimo Monteiro.
“Outro dado importante é que cresceu consideravelmente a qualidade do nosso café, tanto do arábica quanto do conilon. As chuvas ajudaram e o trabalho desenvolvido pelo Incaper e pelo Cetcaf foram fundamentais para a mudança dos cafeicultores em relação à necessidade de se produzir cafés capixabas com qualidade. Isso mudou o olhar do Brasil e do mundo sobre o nosso produto. Eles já nos tratam com mais respeito”, afirma o presidente do CCCV, Luiz Polese.
Fonte: Portal Fator Brasil
Nos últimos 10 anos os cafeicultores brasileiros fizeram uma verdade “revolução da qualidade”. Dados estão aí que mostram uma cafeicultura focada na qualidade, produzindo cafés gourmet, sustentáveis, orgânicos, especiais, de origem e etc.
O fato é que estes investimentos em qualidade (seja no produto ou no processo produtivo) custaram muito. Quem pagou a conta foram os cafeicultores que investiram em novas tecnologias de plantio, manejo e colheita. Investiram na produção do café cereja descascado e, principalmente, mudaram sua visão de mercado.
Estes cafeicultores passaram também a visualizar os cafés de qualidade como uma saída para a crise de preços que assolou por quase 10 anos a cafeicultura mundial. Porém agora o cenário é diferente, desde 2010 vimos uma aceleração nos preços das commodities globais, e o café, dentre todas, se destacou.
As chuvas continuam favorecendo os cafezais de todas as regiões produtoras do Sudeste, com os níveis de umidade do solo acima dos 85%, o que é um índice muito bom para suprir toda a demanda hídrica da planta. O destaque parte do boletim agrometeorológico semanal da Somar Meteorologia.
Por outro lado, aponta a Somar, o excesso de dias chuvosos, tempo nublado e temperaturas mais amenas, estão favorecendo a proliferação de doenças, o que afeta a produtividade dos cafezais. Essas condições impossibilitam que os produtores consigam realizar as devidas pulverizações para o controle dessas moléstias, ressalta o boletim. Mas, até o momento, os impactos negativos são
mínimos, já que devido à elevada taxa de umidade, os índices de área foliar estão bastante altos, isto é, as plantas encontram-se bem enfolhadas, o que dá pleno suporta a demanda nutricional dos grãos, pondera a Somar.
Os grãos estão na fase de granação e apresentam-se em bom estado.
Apenas o seu tamanho ainda está um pouco abaixo do normal para o período, comenta a Somar, o que está diretamente ligado à forte estiagem ocorrida no ano passado. No Espírito Santo, os cafezais da variedade robusta já estão bem adiantados e com boa perspectiva de produção, e a colheita deverá ser iniciada em meados de março, aponta o boletim.
Para essa semana, a Somar prevê dias tipicamente de verão sobre as regiões produtoras de café do Sudeste, com tempo aberto, elevação das temperaturas e pancadas de chuvas no final do dia e início das noites. Dessa forma, as condições se manterão bastante favoráveis ao desenvolvimento
vegetativo das plantas e o crescimento e desenvolvimento dos grãos.
Fonte : Safras & Mercado
Fenômeno que já reduziu o número de boias-frias na cana, atinge cada vez mais os cafezais da Alta Mogiana.
A mecanização da cafeicultura paulista está afastando os migrantes da região produtora mais tradicional do Estado, a Alta Mogiana.
Agora, a região montanhosa da Mantiqueira, onde está o município de São João da Boa Vista, é a que atrai o maior número de trabalhadores volantes, os migrantes.
Levantamento do IEA (Instituto de Economia Agrícola) mostrou que, na última safra, em média, a região de São João da Boa Vista atraiu cerca de 15,3 mil migrantes.
Foram 17,1 mil no início da safra, em abril, e 13,4 mil em agosto, quando a colheita já estava se finalizando e iniciaram-se os tratos culturais.
Os migrantes foram responsáveis por colher a produção de 1 milhão de sacas, o que fez da região o principal polo de café desta safra.
Por ser área montanhosa, é difícil a implantação da colheita mecanizada e o café precisa ser apanhado com as mãos, disse Maria Carlota Vicente, pesquisadora do IEA.
Na região de Franca, onde a mecanização da colheita está bem avançada, uma média de 5,8 mil migrantes participaram da safra -é a quarta região no ranking do IEA, atrás de Avaré e Araraquara.
Foram 5,9 mil em média no mês de abril e 5,7 mil em agosto. A pouca variação entre os meses de início e término de colheita indica que houve somente a mão de obra estritamente necessária para a retirada do café e que grande parte do trabalho foi feito pelas máquinas.
Essa é a primeira vez que o IEA compila dados sobre trabalhadores volantes. Assim, não há dados históricos que indiquem a presença dessa mão de obra ao longo dos anos na cultura de café.
Mas, para Irineu Monteiro, presidente do sindicato do produtor rural de Patrocínio Paulista, cada vez menos os produtores buscam trabalhadores de fora para participarem da colheita. "Tudo por causa da máquina", disse.
Segundo ele, os que aparecem são aqueles que atuaram em safras passadas e ainda procuram os cafeicultores por conta própria, correndo o risco de ficarem sem trabalho.
Neste caso, conta Monteiro, eles alugam imóveis na periferia das cidades, colocam 12 homens em uma casa e procuram contrato de safra.
Para o presidente do sindicato, o recrudescimento das leis trabalhistas encareceu a manutenção da mão de obra -para abrigá-los é preciso ter alojamento, cozinha e sanitários adequados.
"O produtor prefere investir na mecanização porque assim paga só o operador da máquina e elimina a mão de obra", disse Monteiro.
Anselmo Magno de Paula, gerente de comercialização de café da Cocapec (Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas), de Franca, confirma a queda dos migrantes na região de um modo geral.
"O produtor enxerga que depender do trabalhador inviabiliza a cultura", disse.
Fonte: Folha de S. Paulo-Ribeirão Preto/ Elida Oliveira