O porto de Santos exportou 673.175 sacas, o porto de Vitória embarcou 77.445 sacas, o porto do Rio de Janeiro enviou 2.900 sacas, o porto de Sepetiba exportou 1.440 sacas, o porto de Salvador enviou -??, enquanto os outros portos exportaram 11.123 sacas de café.
Também até o dia 13, o Cecafé registrou a emissão de 1.065.603 certificados de origem, dos quais 900.001 são referentes a arábicas, 69.288 a conillon e 96.314 de solúvel.
O vencedor do concurso e que recebeu R$ 20 mil foi o do cafeicultor, Valdeci Luiz Evaldy, do município de Marechal Floriano.
Os dez melhores cafés da variedade arábica da região Serrana do Estado foram premiados na noite de sábado (03) em Venda Nova do Imigrante, na cerimônia do 11º Prêmio de Qualidade para os Cafés das Montanhas do Espírito Santo. O evento é uma iniciativa do Instituto Capixaba de Pesquisa Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), com a participação de autoridades, produtores e profissionais ligados a cadeia produtiva do café.
O evento contou com as presenças do governador Renato Casagrande, do Secretário de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), Enio Bergoli, do diretor-presidente do Incaper, Evair Vieira de Melo, entre outras autoridades de organizações públicas e privadas do Brasil e dos países Asiáticos da Tailândia, Indonésia e Japão.
O governador Renato Casagrande frisou que “transformando o Estado damos mais oportunidades a todos, e priorizando as questões agrícolas conseguiremos avançar sempre. Temos crédito para os agricultores e a cafeicultura está nesta lista, pois temos um programa de crédito rural no Estado para incentivar a produção do café de qualidade aumentando nossa produtividade. Somos o segundo maior produtor de café no Brasil, mas temos a maior produtividade média, e nossa Safra bateu recorde com mais 11,5 milhões de sacas produzidas de café conilon e arábica. Isso reflete nas ações do Governo do Estado que nos deixa mais animados mantendo otimismo com os bons resultados do nosso Estado. Em especial a cafeicultura que é uma atividade que mostra a força dos capixabas, nos trazendo sempre boas notícias”.
O secretário estadual da agricultura, Enio Bergoli , ressaltou a importância da competição para a cafeicultura capixaba. “Este prêmio é fruto de muito trabalho do setor público e privado, associações, cooperativas, mas principalmente dos nossos cafeicultores que devotam a vida em busca de um produto de excelência, que tanto orgulha nosso Estado. Este que foi o melhor ano de nossa cafeicultura, em termos de produção, não poderia terminar de outra maneira, a não ser numa grande comemoração”.
“O concurso reconhece o trabalho dos produtores que atuam de forma sustentável nas montanhas capixabas. Também é uma maneira de incentivá-los na busca constante da melhoria da qualidade, como meio mais eficaz de conquistar novos mercados e atender à crescente demanda. A adoção de tecnologias no campo, como opção de agregar valor ao produto e reduzir o impacto ambiental nas propriedades, teve papel fundamental nos bons resultados obtidos pelos participantes do concurso. Somos o Estado com a maior produtividade de café do Brasil e isso é fruto das várias tecnologias aplicadas à produção de café no Espírito Santo, aliadas à competência dos nossos cafeicultores”, afirma o diretor-presidente do Incaper, Evair Vieira de Melo.
Desde 2001, participamos deste concurso de qualidade no Espírito Santo. E percebemos que este ano recebemos muitas amostras, mais que os outros anos, e a cada ano está crescendo mais do que os anos anteriores. Os cafés das montanhas do Espírito Santo são os mais conhecidos no Japão, por causa da preocupação dos produtores com a qualidade e o meio ambiente.” diz o diretor da UCC Ueshima, Katsuyuki Gohde.
Os dez primeiros colocados receberam certificados de qualidade e prêmios em dinheiro. A décima colocação ficou com o município de Vargem Alta, Laerte Carlos Venturim, a nona foi para o produtor, Clarindo Buzatto, e a oitava colocação foi para Gustavo Ludovico Kröling, ambos do município de Marechal Floriano, todos receberam R$ 1 mil.
O sétimo colocado ficou com o município de Vargem Alta, Marcos Marchioli, que recebeu o prêmio de R$ 2 mil. O sexto lugar ficou como cafeicultor Constantino Kröling, de Marechal Floriano, que recebeu R$ 3 mil. O quinto lugar foi para o município de Castelo, com a produtora Márcia Lopes, que recebeu R$ 4 mil, e o quarto lugar recebeu R$ 5 mil reais e foi a colocação do produtor de Vargem Alta, Anilton Afonso Mineguiti.
O terceiro lugar foi do cafeicultor de Castelo, Ismael Finn, que recebeu R$ 10 mil. O segundo lugar recebeu R$ 15 mil e foi para o produtor de Afonso Cláudio, Joelson Anselmo Braga. O vencedor do concurso e que recebeu R$ 20 mil e o prêmio de melhor café das montanhas capixabas foi o do cafeicultor, Valdeci Luiz Evaldy, do município de Marechal Floriano.
“É muita alegria, depois de muito trabalho conseguirmos chegar e ganhar este prêmio. Tratar o café de modo adequado, secando direito, e dando muito trabalho conseguimos ganhar o concurso. Eu e minha família somos preocupados com o meio ambiente e queremos deixar nosso produto com qualidade. É o conjunto de muito trabalho para fazer com mais qualidade sempre”, revelou o campeão do 11º Prêmio de Qualidade, Valdeci Luiz Evaldi.
O prêmio é uma parceria do Incaper com a Real Café Cafuso, Empresas Tristão, UCC Ueshima Coffee, Sebrae e Bandes, além de coordenação da Cooperativa dos Cafeicultores das Montanhas do Espírito Santo(Pronova). Os produtores classificados cultivam o café em 16 municípios capixabas. Além dos aspectos sensoriais, como sabor, corpo e aroma, também são levados em consideração alguns critérios como as boas práticas voltadas para preservação dos recursos naturais presentes nas propriedades competidoras.
A cerimônia também homenageou os finalistas que obtiveram pontuação máxima nas avaliações das auditorias socioambientais. Cerca de 20% dos produtores inscritos e que passaram para a etapa das auditorias tiveram pontuação máximas nos quesitos voltados para as práticas agrícolas sustentáveis.
Também foram premiados com R$ 1 mil os cafeicultores destaques dos concursos.
Concurso
Foram inscritas 761 amostras de café. Destas, 55 conquistaram uma melhor aprovação e disputaram a etapa final. Durante o período de avaliação dos participantes, as propriedades competidoras receberam auditorias dos critérios socioambientais, em que foram analisadas a rastreabilidade dos cafés, o uso de fertilizantes e de defensivos agrícolas, além da análise da gestão do solo, colheita e pós-colheita. A segurança e a saúde do trabalhador também contaram nesta etapa, que equivale a 20% da nota final dos cafés. Após as auditorias, o concurso promoveu as provas sensoriais, que representaram 80% da nota final.
As amostras finalistas passaram por uma etapa com o teste de aroma do pó seco do café, o aroma em fusão - quando tem a introdução de água quente, e a avaliação do aroma com a quebra da crosta - após a mistura do café. E por último a prova de degustação. As amostras finalistas foram avaliadas por degustadores capixabas, de outros estados brasileiros, da Tailândia, Indonésia e Japão.
Os lotes de cafés inscritos desde o início das avaliações foram comercializados com o Grupo Tristão, a partir de negociação feita pela Pronova. Ao todo, foram enviadas 13 mil sacas à organização do evento, sendo que apenas duas mil ainda estão em processo de venda. Antes da entrega do prêmio, os finalistas ainda participaram de um Seminário de atualização socioeconômica ambiental. As palestras foram realizadas na sexta-feira (02) e tiveram o objetivo de difundir as experiências de empresas e cafeicultores consagrados, para aprimorar a cafeicultura de qualidade da região.
Nesta segunda-feira, o sol ainda aparece entre muitas nuvens e chove várias vezes ao longo do dia no Espírito Santo e no norte do Rio de Janeiro e de Minas Gerais. Muita nebulosidade também no litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro, mas com aberturas de sol e sem chuva. Nas demais áreas, um dia de sol forte e tempo abafado, com pancadas de chuva a partir da tarde.
Regiao Norte
Nesta segunda-feira, o Amapá, o Pará, o centro-norte do Tocantins e o leste de Roraima ficam com sol forte e tempo mais aberto, porém a elevada umidade do ar causa aumento de nuvens e ocorrem algumas pancadas de chuva a partir da tarde. Nas demais áreas do Norte, o sol aparece sempre entre muita nebulosidade e chove a qualquer hora do dia.
Regiao Nordeste
Nesta segunda-feira, o tempo fica instável no centro-sul e no oeste da Bahia, com sol entre muitas nuvens e chuva a qualquer hora. Já na faixa entre o sertão de Sergipe e o norte do Maranhão, o sol brilha forte e o tempo fica seco, com pouca nebulosidade e calor intenso à tarde. Nas demais áreas do Nordeste, o sol também predomina, mas o ar fica abafado, algumas nuvens se espalham e provocam pancadas rápidas de chuva no decorrer do dia.
Regiao Centro Oeste
Nesta segunda-feira, o sol aparece sempre entre muitas nuvens e chove a qualquer hora do dia no Distrito Federal, no centro-norte de Goiás e de Mato Grosso, no sul e no oeste do Mato Grosso do Sul. Nas demais áreas do Centro-Oeste, o sol predomina, mas a nebulosidade aumenta com o tempo abafado e há previsão de pancadas de chuva a partir da tarde.
Regiao Sul
Nesta segunda-feira, o sol aparece entre muitas nuvens e há previsão de chuva fraca pela manhã no leste do Paraná e no nordeste de Santa Catarina. No leste do Rio Grande do Sul e catarinense, o sol brilha forte, o tempo fica bem aberto e não há previsão de chuva. Nas demais áreas do Sul, o sol também predomina, mas o tempo fica abafado, as nuvens aumentam e há previsão de pancadas de chuva a partir da tarde.
Existem 37 pragas no cafeeiro e, apesar de ser grande o número, todas são controláveis, desde que o cafeicultor procure conhecê-las, monitorá-las e controlá-las. Para se obter a produtividade esperada na lavoura de café, o controle das pragas deve ser feito juntamente com os tratos culturais normais, como adubações, capinas, podas, desbrotas e outros.
Das 37 pragas, 9 são as principais: Bicho-mineiro, Broca-do-café, Mosca-da-raiz, Ácaro-vermelho, Ácaro da mancha anular, Cigarra, Formiga cortadeira, Cochonilhas e Lagartas-taturanas.
Júlio César de Souza, professor do curso Pragas do Cafeeiro – Reconhecimento e Controle, elaborado pelo CPT – Centro de Produções Técnicas, explica como reconhecer e controlar a Broca-do-café.
Broca do café
Considerada uma das principais pragas do cafeeiro no Brasil, a broca-do-café (Hypothenemus hampei) surgiu no país em 1913 através da importação de sementes de café da África e Java. Rapidamente o inseto se disseminou por todos os estados produtores, causando vultosos prejuízos quantitativos, qualitativos e econômicos, que refletiram diretamente na economia nacional.
Para assegurar aos cafeicultores que possam produzir cada vez mais um produto de qualidade que atenda ao mercado interno e às importações, a EPAMIG (Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais) vem desenvolvendo, desde 1972, trabalhos de pesquisa sobre a broca-do-café, buscando informações sobre sua flutuação populacional, monitoramento, época de controle, defensivos mais eficientes, entres outras.
A broca-do-café ataca os frutos em qualquer estágio de maturação. Ela é uma praga monófaga, tendo como hospedeiro apenas o cafeeiro. Possui um ciclo biológico relativamente curto e uma grande capacidade de proliferação que a classifica como um problema fitossanitário em quase todos os países produtores de café.
A alta umidade das lavouras favorece a sobrevivência da broca nos frutos remanescentes na árvore e no chão. A broca sofre metamorfose completa, ou seja, passa pelas fases de ovo, larva, pupa e adulta. O adulto é um besourinho preto luzido de corpo cilíndrico e ligeiramente recurvado para a região posterior. As fêmeas apresentam asas membranosas e voam, já os machos as possuem atrofiadas, não voam e permanecem nas sementes dos frutos de onde se originaram.
Existem três métodos de controle dessa praga: a cultural, a biológica e a química. Para o controle cultural deve-se evitar frutos nas plantas e no chão, pois a broca poderá sobreviver neles durante a entressafra para infestar, posteriormente, a nova frutificação. Nas lavouras adensadas, mais favoráveis à broca e de difícil controle com o inseticida endosulfan via pulverização, a prática da catação por terceiros após a colheita e a varrição do café devem ser estimuladas, procurando-se, assim, evitar a sobrevivência da broca nos frutos remanescentes na entressafra.
A colheita deve ser iniciada pelos locais ou talhões mais infestados da lavoura, pois a broca apresenta grande capacidade de reprodução. Em anos de alta infestação, os últimos talhões colhidos são os que apresentam maiores níveis de infestação. Devem-se também, com o intuito de reduzir fontes da broca, eliminar cafeeiros não explorados comercialmente, como talhões velhos e já improdutivos e as lavouras abandonadas, bem como estimular os vizinhos a fazer o mesmo e também controlar a praga.
Para o controle biológico da broca-do-café, atualmente, ainda têm sido feitas tentativas com espécies de parasitóides. O controle químico normalmente não é feito em toda a lavoura, fica limitado a talhões, já que a broca apresenta infestação desuniforme. Este controle visa matar os adultos (fêmeas) que estão penetrando nos frutos antes que ponham ovos nas sementes e as larvas eclodidas causem prejuízos ao se alimentarem delas. O controle químico da broca poderá ser feito conjuntamente com o da ferrugem e com a aplicação de micronutrientes em adubações foliares.
O curso Pragas do Cafeeiro – Reconhecimento e Controle, produzido pelo CPT – Centro de Produções Técnicas, contém informações mais aprofundadas sobre a broca-do-café e também sobre o reconhecimento e o controle das principais pragas do cafeeiro.
Fonte: Indústria Rural/ Virgínia Maria de Araújo
Por Clóvis Rossi
Peço de saída perdão ao leitor deste espaço por insistir em uma das minhas raras fixações, que já exerci mais de uma vez na Folha-papel. Trata-se do inconformismo com o fato de que o Brasil, grande produtor de café, não consegue pôr de pé uma rede de cafeterias como a Starbucks.
O que atiçou minha fixação foi uma notícia de dias atrás no 'Financial Times', dando conta de que a Starbucks está planejando expandir sua rede no Reino Unido, abrindo 300 novas lojas em cinco anos e, melhor ainda, empregando mais 5 mil pessoas.
Eu já acho que há Starbucks demais em Londres, pelo menos na zona de Mayfair, bairro central, em que geralmente me hospedo. O 'FT' informa que são 700 lojas em todo o país, o que significa que haverá uma expansão de uns 40% com a adição planejada.
Mas não é birra com a marca. Ao contrário: José Meirelles Passos, notável jornalista que morreu este ano, me comentou uma vez, enquanto cobríamos uma conferência internacional em Seattle, que foi a Starbucks que ensinou os norte-americanos o que é de fato café. Até que ela fosse 'inventada', os americanos bebiam uma água suja como se fosse café, só tolerável com a adição de creme.
Meu problema com a Starbucks é inveja. Não consigo entender como é que o Brasil não inventou até agora algo parecido, embora seja um grande produtor. Ou seja, continuamos exportando matéria prima crua, em vez de agregar valor.
Minha inveja só fez aumentar quando me vi frente a frente com um tal de Juan Valdez, a rede de cafeterias criada pela Federação de Cafeicultores da Colômbia, que teve peito de abrir loja até em Seattle, o berço da Starbucks. Com todo o devido respeito e carinho pela Colômbia, o Brasil tem dimensões muito maiores e, portanto, mais condições de dar o salto, em tese.
Será que não conseguimos agregar valor nem naquilo que produzimos com tamanha abundância? Não há no Brasil algum empreendedor capaz de inventar nosso próprio João da Silva e sair pelo mundo vendendo-o?
Se houver um, que me desculpe desde já, mas nunca vi uma loja de café brasileiro no exterior (exceto um ou outro Café do Ponto em países vizinhos).
E olhe que esse tipo de loja, embora empregue muita gente apenas 'part-time, é uma saída interessante para estudantes que precisam de renda: segundo o 'FT', 70% do pessoal da Starbucks têm menos de 24 anos de idade e muitos combinam o emprego com o estudo.
Clóvis Rossi é repórter especial e membro do Conselho Editorial da Folha, ganhador dos prêmios Maria Moors Cabot (EUA) e da Fundación por un Nuevo Periodismo Iberoamericano. Assina coluna às terças, quintas e domingos no caderno Mundo. É autor, entre outras obras, de "Enviado Especial: 25 Anos ao Redor do Mundo e "O Que é Jornalismo".
Fonte: Folha.com Colunistas
Em uma solenidade marcada por forte emoção, o Sindicato Rural de Cabo Verde prestou homenagem de reconhecimento a José Ademir Rabelo, produtor rural que – mesmo estando afastado por problemas de saúde, é uma das mais respeitadas e influentes figuras do meio sindical rural de Minas Gerais.
Ex-dirigente da Associação dos Sindicatos Rurais do Sul de Minas – Assul, José Ademir é uma referência pela amplitude e resultados que conquistou como líder classista, unindo e fortalecendo o sistema sindical e estimulando as forças políticas ao engajamento na defesa do setor rural, em função do significado econômico e social que o campo tem para as comunidades.
A homenagem a José Ademir aconteceu na tarde de segunda-feira (05/12) no núcleo da Cooxupé, em Cabo Verde, reunindo dezenas de produtores, lideres de sindicatos rurais e do setor cooperativista do Sul e Sudoeste de Minas, do presidente da Assul, Leonilton Moreira, além do prefeito de Cabo Verde, Cláudio Siqueira (Tatu); do tesoureiro da Faemg, João Roberto Puliti; do presidente da Comissão de Café da CNA, Breno Mesquita. O presidente da Comissão de Agropecuária e Política Rural da Assembléia Legislativa de Minas Gerais, deputado Antonio Carlos Arantes, enviou ofício e o secretário de Transportes e Obras Públicas de Minas, deputado federal Carlos Melles – representado no evento por seu assessor de comunicação Paulo Henrique Delfante – enviou uma mensagem de vídeo, exibida no local.
“Ele é mineiro que a gente sempre soube que faz a diferença. Ele soube como construir pontes e principalmente como derrubar muros, soube medir as palavras e colocar o tom de voz correto nos discursos que faz com o seu ideal. Se hoje o Sindicato de Cabo Verde mereceu esta medalha (Medito Rural Faemg) é porque há muito tempo ela estava sendo forjada na inalienável consideração do Ademir pelos produtores rurais”, disse o presidente do Sindicato, Jerônimo Giaccheta, que emocionado entregou placa ao homenageado e ofereceu a homenagem maior, nomeando a Medalha recebida da Faemg, como sendo “Medalha do Mérito José Ademir Rabelo”.
Por meio de uma mensagem de vídeo o deputado Carlos Melles transmitiu os cumprimentos a José Ademir, resgatando o passado de trabalho em um momento difícil para o meio sindical. “Olha José Ademir, de coração, receba meu abraço de agradecimento e de profundo reconhecimento, a você e a sua família. Você sempre nos encorajou, lutou junto, e foi além do trabalho no meio sindical, me apresentou como deputado e me fez melhor ministro”, destacou Melles, recordando o espírito de parceria e construção que caracteriza a figura de José Ademir.
Ao parabenizar o Sindicato de Cabo Verde e os produtores pela homenagem, Melles destacou o valor do setor cafeeiro e fez menção ao Fundo Estadual do Café – Fecafé, que o governador lança oficialmente no dia 16 de dezembro.
Com a voz embargada e em lágrimas, o vice-presidente da Cooxupé e ex-prefeito de Cabo Verde, Carlos Augusto Rodrigues de Melo, falou oficialmente em nome dos presentes. “Me desculpem a emoção, mas a minha identidade foi e sempre será muito grande com o José Ademir. Nada melhor do que o coração para dizer as palavras que tem que ser ditas, nada melhor do que a emoção e o coração que fale de dentro de nossa alma”, disse Carlos Augusto, enaltecendo em outro momento a gestão de Jerônimo à frente do Sindicato.
“Carlos Melles foi muito feliz em suas palavras, no passado as coisas eram realmente muito mais difíceis. Eu preciso dizer que o José Ademir tem conosco não somente um passado de sindicalista, mas também de político e produtor rural. Se hoje estou onde estou na minha vida pública, eu tenho que atribuir a este grande incentivador, a esta pessoa que nos momentos mais difíceis da minha vida senpre se faz presente, porque é na dificuldade e que a gente conhece e enxerga o homem”, disse Carlos Augusto, tomado pela emoção do início ao fim de sua fala.
O diretor tesoureiro da Faemg, João Roberto Puliti, homenageou Ademir com uma placa de reconhecimento e enalteceu a sua esposa Clarice. “Aquele velho ditado, junto de um grande homem tem sempre uma grande mulher”.
O presidente da Comissão de Café da CNA relembrou alguns momentos de sua trajetória ao lado de José Ademir. “Foi o Pulitti e o Leonilton que me levaram para a Faemg, mas para a comissão técnica de café, foi o José Ademir. Houve um problema e em uma reunião na Cooparaíso o José Ademir me falou que, naquele momento, eu era a pessoa certa para assumir”.Breno ressaltou que “José Ademir é uma pessoa que sempre acreditou nas mudanças, mas as mudanças feitas pela política, pela meritocracia, não pela politicagem”.
“O que seria de nós caboverdenses, o que seria de nós produtores rurais, sem o José Ademir?”, questionou o prefeito de Cabo Verde, Cláudio Siqueira, o Tatu, dizendo que hoje em dia os prefeitos lutam junto com deputados, como Carlos Melles e Antonio Carlos, fazem a representação política do setor rural.
A esposa de José Ademir, Dona Clarice, muito emocionada agradeceu a iniciativa do Sindicato e o carinho de todos que se manifestaram, desejando que Deus abençoasse a todos e sobretudo os produtores rurais. “Agradeço muito a Deus por nestes 9 anos (a partir da doença de José Ademir) ela manter as forças e, mesmo sem seu marido não poder falar, ela poder entender tudo o que ele necessita.
O padre Henrique abençoou a solenidade e numa breve e sensível fala, destacou a grandeza de José Ademir, citando uma passagem bíblica. “Eu não entendia muito quando lia a passagem que diz que quando nos calamos as pedras falam, mas convivendo com o Ademir compreendo perfeitamente. Ele não precisa falar, mas ele diz tudo. Eu não vi Deus criar as coisas, mas eu entendo Deus. Não estive aqui quando o José Ademir atuava na comunidade, mas vejo hoje os frutos de seu trabalho”.
Após a solenidade festiva, houve uma palestra sobre mercado de café proferida por Lúcio de Araújo Dias, superintendente de operações e comercial de mercado interno da Cooxupé.