Cotações nas bolsas

- 30061999


Mercado físico

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Nova Iorque fecha julho com alta e setembro com baixa

- Mais um dia de calma e de expectativas pela chegada de uma frente fria no mercado de café. Os poucos negócios registrados nas regiões produtoras brasileiras nos últimos dias se mantiveram e os índices de Nova Iorque apresentaram leve alta para julho e queda para setembro e dezembro. As oscilações nas cotações do pregão foram intensas, o que pode ser um reflexo do feriado da próxima segunda feira, nos Estados Unidos.

Nova Iorque teve julho e setembro fechando com o mesmo preço, 101,40 centavos por libra peso, sendo que julho teve alta de 10 pontos e setembro queda de 35; dezembro fechou com queda de 20 pontos, com 103,30 centavos por libra peso. O índice Liffe de Londres teve queda de 4 dólares para julho, com 1316 dólares a tonelada; setembro fechou com zero, em 1348 dólares por tonelada e novembro subiu 5 dólares, com 1350 dólares a tonelada.

Na região de Garça a quarta-feira foi de poucos negócios, a exemplo do que já vem acontecendo nos últimos dias. "O mercado está de lado, só de olho nas previsões meteorológicas", disse um corretor ouvido pelo Coffee Break.


Dívidas da cafeicultura são prorrogadas por 90 dias

- O Conselho Monetário Nacional prorrogou nesta quarta-feira, por 90 dias — até o dia 30 de setembro — as dívidas da cafeicultura brasileira. A prorrogação é válida desde que o produtor liquide 25% do saldo devedor até o dia 31 de julho. A dívida que foi prorrogada pelo Conselho, é avaliada em R$ 150 milhões e é referente a custeio e pré-comercialização.

Segundo o vice-presidente do CNC (Conselho Nacional do Café), Manoel Vicente Fernandes Bertone, a medida é tardia, contudo, atende aos objetivos da produção que poderá dispor de um maior tempo para discutir a questão do endividamento, procurando, dessa maneira, colocar em prática o projeto que foi desenvolvido pelo CNC e pela comissão de café da CNA (Comissão Nacional da Agricultura). O projeto apresentado pelo setor produtivo prevê a transformação da dívida em CPR’s que teriam um vencimento para os próximos 20 anos.


Colômbia quer frente comum de produtores

- A Colômbia vai procurar criar uma frente comum com outros países produtores, evitando assim, que o Brasil torne-se um problema para os produtores mundiais de café. Foi o que disse o presidente do Comité Nacional de Cafeteros de Colombia, Jorge Cárdenas, à agência Associated Press. Segundo Cárdenas, essa posição deverá ser ratificada nos próximos dias 6 e 7 durante a reunião dos países produtores em Brasília.

Na opinião de Cárdenas seria importante uma revisão das metas brasileiras de exportação, que nos anos de 98/99 ultrapassaram a barreira das 15 milhões de sacas, o que fez, segundo ele, que ocorresse uma baixa nos preços no mercado internacional. O presidente do Comitê afirmou que é partidário de que a APPC (Associação dos Países Produtores de Café) adote procedimentos para que se façam cumprir os compromissos, principalmente dos fluxos de exportação, mesmo que para isso a Associação tenha que criar mecanismos de proteção. Cárdenas não especificou quais seriam esses mecanismos, nem como eles poderiam ser utilizados para regular o mercado.


Para Cárdenas desvalorização favorece café colombiano

- Em entrevista a agência Reuters, o presidente da Federación Nacional de Cafeteros de Colombia, Jorge Cárdenaz, apresentou que no período de junho e agosto o país irá colher dois milhões de sacas de café, contra os três milhões previstos inicialmente. Segundo ele, a principal razão da queda de produção foi as chuvas que assolaram as regiões produtoras no início de 1999.

Na safra 1998/1999 é esperada uma produção de 11 milhões de sacas; na safa 1997/1998, o país colheu cerca de 12,1 milhões de sacas. Segundo Cárdenas, um fator que poderá ajudar a cafeicultura colombiana é a desvalorização do peso — que ocorreu no último domingo e foi da ordem de 9%. Para ele, com o novo patamar da moeda poderá ser corrigida a taxa de câmbio em relação aos custos de produção de café.


OIC divulga exportações referentes a maio

- A agência Dow Jones divulgou que em maio de 99 forma exportadas 7.463.564 sacas de café, 11,81% a mais que no ano passado, no mesmo período; as informações foram fornecidas pela OIC (Organização Internacional do Café). A Organização destacou que o aumento deve-se a grande safra brasileira, que subiram 55% em 1999. O país deveria exportar, segundo as cotas de exportação da APPC (Associação dos Países Produtores de Café), 15 milhões de sacas no ano safra 98/99, contudo, é esperada uma exportação de cerca de 21 milhões de sacas. Esse volume maior de exportações vem gerando um certo desconforto em outros produtores, principalmente na Colômbia; o país deverá propor durante o encontro de países produtores em Brasília, a formação de uma frente de produtores na busca da solução do problema dos preços alcançados no mercado internacional.


Temperaturas em elevação no final de semana

- O boletim meteorológico do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) aponta que a região sudeste deverá ter um dia de nublado a parcialmente nublado. A partir do sábado uma frente fria deverá trazer nebulosidade a região, contudo ela se deslocará provocando chuvas no leste de São Paulo e sul de Minas Gerais; as temperaturas, por sua vez, começarão a se elevar. A previsão do Ipmet (Instituto de Pesquisas Meteorológicas, da Unesp, Bauru) aponta que uma nova frente fria deverá estar chegando no domingo, o que deve trazer chuvas ao leste paulista.


Abastecimento das torrefações continua estável

- O IOCI (Índice de Oferta de Café para a Indústria), entre 21 e 25 de junho, ficou em 4,56 pontos, um pouco maior que a semana anterior, quando fechou em 4,86. Segundo o Sindicafé (Sindicato da Indústria de Café do Estado de São Paulo), esse número indica que as torrefações vêm mantendo um nível seletivo, com ligeira melhora se comparado ao início do mês de junho.

Nathan Herszkowicz, presidente do Sindicafé apontou que o abastecimento vem mantendo as mesmas características da semana que antecedeu o último leilão de 150 mil sacas de café. "Como julho é um dos meses mais frios e com as vendas em alta, isto deve significar que o governo deverá oferecer maior quantidade de café no leilão desse mês, se não quiser prejudicar a operação das torrefações e o abastecimento do mercado", refletiu Herszkowicz.

Acompanhe os números do IOCI no período de 21/06 a 25/06: dificuldade com o abastecimento, 4,37; dificuldade com a qualidade, 5,04; dificuldade com a fonte, 4,29; média geral, 4,56.


Colheita baiana começa após período de chuvas

- Após um período de chuvas, a colheita de café começa a ser retomada na Bahia. É a partir de julho, também, que a Chapada Diamantina inicia a colheita, o que ocasiona um impulso nos números cafeeiros daquele estado. A safra do Estado deve ser de 1,2 milhão de sacas, com cerca de um milhão de sacas de robusta e 200 mil de conillon. A safra inicial esperada para o estado era de 1,8 milhão de sacas, contudo, a seca do ano passado fez com que essa expectativa fosse diminuída em cerca de 30%.


Números da Esalq/BM&F apontam aumento de 0,35%

- O índice de preços da Esalq/BM&F indica que nesta quarta-feira indica que o valor à vista ficou em R$ 179,87, enquanto que o valor a prazo foi estipulado em R$ 181,49. O preço médio por região produtora ficou em: Cerrado, R$ 180,30; Mogiana, R$ 180,14; Sul de Minas, R$ 180,19; Paulista, 165,63. A média de preços se refere a café Arábica, do tipo 6, bica corrida, bebida dura para melhor, sendo que o valor a prazo é de sete dias a retirar.


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criado em 01/07/1999