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22/02/2012

 

Mercado incerto para o café, via Cmix Investimetos

O gerente da Federação Nacional de Cafeicultores da Colômbia, Luis Genaro Muñoz, reconheceu que a Colômbia fechou 2011 com a produção mais baixa dos últimos 15 anos: 7,551 milhões de sacas de 60 quilos.

 

 

"Não temos permitido que as dificuldades e baixas produtividades dos últimos anos nos façam falhar em nosso grande propósito: a reconversão", disse ele à publicação "Al Grano", da própria Federação.

O principal problema, disse Muñoz, foi o inverno, ocasionado pelo fenômeno La Niña e a infestação de ferrugem nos cafezais do país. Na nota, o gerente solicitou aos cafeicultores que tenham uma cafeicultura "climaticamente inteligente", pondo em marcha nas fazendas várias estratégias, como ter um plano de renovação com a variedade Castillo, o manejo das densidades ou número de cafezais por hectare, o manejo sanitário dos cultivos (para a ferrugem ou broca), o manejo adequado das sombras, e dar um manejo adequado aos solos.

Muñoz é otimista com relação a um melhoramento dos indicadores de café esse ano, devido aos altos níveis de renovação da área cultivada, que somou 117.000 hectares no ano passado, o que permitirá ao setor conseguir uma maior produção e produtividade, mesmo com as condições climáticas não sendo as melhores. "Enfrentar com inteligência os efeitos da variabilidade climática é o desafio prioritário para esse ano.

Como nem todas as suas seqüelas se manifestam igualmente nas diferentes zonas cafeeiras, estão proscritas as soluções únicas e somos receptivos para adotar novos conceitos e utilizá-los quando se comprove sua pertinência em benéfico da sustentabilidade de nossa cafeicultura".

No campo da comercialização e do valor agregado, a Federação espera que as exportações de cafés especiais sigam acima de um milhão de sacas anuais, enquanto anuncia uma segmentação do negócio, segundo as necessidades dos clientes. Isso, sem descuidar do consumo interno, apoiando campanhas como a iniciativa Toma Café e a consolidação das lojas Juan Valdez e sua expansão, tanto local como internacional.

Em geral, Muñoz não projetou dados de produção ou exportações, mas convidou os produtores a seguir as recomendações, a reportagem é do Portafolio, traduzida e adaptada pela Equipe CaféPoint.

A Câmara dos Deputados aprovou na semana passada, a medida provisória que estabelece incentivos tributários para café não torrado e outros produtos da cadeia, além de estabelecer regras de crédito presumido para exportadores do setor. A Medida Provisória 545 tem o prazo até oito de março para ser votada no Congresso Nacional.

Como é de conhecimento geral, a edição da Medida Provisória n.º 545, de 29 de setembro de 2011, que, dentre outros assuntos, veio alterar a incidência da Contribuição para o PIS/PASEP e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - COFINS na cadeia produtiva do café, foi resultado de um amplo e extenso trabalho realizado que contou com a colaboração de todo o segmento, inclusive com participação direta do Conselho Nacional do Café - CNC, representado por suas Cooperativas, onde tiveram a oportunidade de discutir a questão tributária na cadeia café junto aos Ministérios da Fazenda (MF) e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), contando com o imprescindível apoio dos Senhores Ministros das Pastas.

É importante destacar a participação do Secretário Executivo do MAPA, Dr. José Carlos Vaz e da equipe da Secretaria de Produção e Agroenergia, bem como da equipe do Ministério da Fazenda e da Receita Federal do Brasil, coordenada pelo Secretário Executivo, Dr. Nelson Barbosa, e dos Senhores Dyogo Henrique de Oliveira, Gilson Bittencourt e Sandro Serpa, que tiveram a sensibilidade em relação ao problema da tributação do PIS/PASEP e da COFINS e ajudaram a elaborar a proposta de um novo modelo tributário e de sistemática de cobrança das referidas contribuições, que foi oficialmente apresentada pelos representantes da cadeia café e pelo CNC, em 04 de agosto de 2010, com o importante apoio dos Deputados membros da então Frente Parlamentar do Café, atual Frente Parlamentar Mista em Defesa da Cafeicultura, na época presidida pelo Deputado Carlos Melles e, hoje, pelo Deputado Diego Andrade.

A proposta que resultou na edição da MP 545, de 2011, fruto do entendimento de toda a cadeia do agronegócio café, representada pelo CNC, CECAFÉ, ABIC, ABICS e a Comissão do Café da CNA, e assimilada pelo Governo Federal, foi elaborada com o propósito de reduzir, ou até mesmo eliminar, as distorções trazidas com o antigo modelo não cumulativo, no qual os produtores transferiam crédito presumido em valor mais reduzido (35% da contribuição de 9,25%) e tinham a utilização do crédito presumido limitado às operações de mercado interno, gerando desinteresse nas compras junto aos produtores pessoas físicas.

O modelo anterior trazia dúvidas quando as Cooperativas que não realizavam o processo industrial destacavam integralmente o crédito e, para o Setor Comercial, observava-se a exclusão das pequenas empresas (maquinistas), com papelimportante junto aos Produtores, além de estimular o surgimento de firmas laranjas, com reflexos nas receitas do FUNRURAL, e incentivar o aparecimento de novas empresas na atividade exportadora de café, motivadas pelo direito ao crédito tributário com liquidez garantida nas operações com o mercado interno, gerando desigualdade nas condições concorrenciais em prejuízo também do preço externo de venda do café brasileiro, sem contar, ainda, o favorecimento à concentração industrial pela absorção da Indústria pequena.

Foram essas as motivações que levaram o Governo a entender o problema da Cadeia do Agronegócio Café e o assunto já estaria sendo trabalhado para inclusão pelo Relator da matéria, durante a discussão da MP 517, de 2010, no primeiro semestre de 2011, atual Lei n.º 12.431, de 2011. O tema não foi incorporado à época porque o texto ainda não estava ajustado em toda a Cadeia. Ficou acordado, então, que o mesmo seria tratado em MP a ser editada pelo Poder Executivo, surgindo, assim, a MP 545, de 2011, a ser apreciada pelo Congresso até o próximo dia 08 de março de 2012.

A mudança favoreceu os produtores, pois, anteriormente, as empresas torrefadoras preferiam comprar café de maquinistas, o que lhes dava direito à apuração de crédito cheio, no percentual de 9,25%, gerando distorções concorrenciais dentro da Cadeia. Empresas que eram apenas exportadoras de café verde ficavam prejudicadas em relação a empresas que exportavam café verde e tinham outra atividade industrial dentro do País.

Essas primeiras não conseguiam efetuar a compensação destes créditos, ao passo que as empresas exportadoras, que tinham também o processo de industrialização no mercad interno, compensavam esses créditos em suas vendas à rede atacadista e varejista, repassando o benefício para seus clientes no mercado externo. O sistema anterior também estava atraindo para o mercado empresas estranhas ao Setor, que compravam café para revendê-lo, com o intuito de se apropriar destes créditos em suas atividades distintas da economia cafeeira.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação da CNC e da Agência Reuters

 

 

 

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