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06/02/2012

 

Mercado continua sem direcionamento concreto

Em janeiro as exportações brasileiras de café alcançaram o volume de 1,952 milhão de sacas de 60 quilos, o que representa redução de 24,56% em relação ao mesmo mês de 2011 (2,587 milhões de sacas), e recuo de 25,76% na comparação com dezembro de 2011.

 

 

Em termos de receita cambial, houve pequena queda de 0,62% no período, para US$ 559,2 milhões em comparação com US$ 562,7 milhões em janeiro de 2011, e 24,9% menos que em dezembro de 2011.

O valor de créditos outorgados ao setor cafeicultor cresceu 29,8% entre janeiro e novembro de 2011, com relação a 2010, segundo as mais recentes estatísticas publicadas no site da Superintendência do Sistema Financeiro (SSF) de El Salvador.

Segundo a Superintendência, nos primeiros 11 meses de 2011, os bancos salvadorenhos desembolsaram US$ 56,16 milhões, frente aos US$ 43,24 milhões reportados no mesmo período de 2010. Isso implica que os cafeicultores obtiveram US$ 12,92 milhões a mais para financiar suas atividades. Os melhores preços internacionais mostrados pelo café durante o ano favoreceram a outorga do crédito para o setor, pois representam uma garantia de pagamento.

Segundo o Conselho Salvadorenho de Café (CSC), o preço médio do quintal (saca de 46 quilos) chegou a US$ 202,70 em 2010/2011, frente aos US$ 147,36 registrados no ciclo anterior. Além disso, nos primeiros três meses da safra de 2011/2012, o preço médio alcançou US$ 238,93, versus os US$ 170,62 reportados no mesmo período da safra anterior. Somente o Banco de Fomento Agropecuário (BFA) aprovou durante 2011 US$ 15,1 milhões em empréstimos para o setor, US$ 4,6 milhões a mais que em 2010, que foi de US$ 10,1 milhões. "O valor dos créditos se elevou quase 50%",

 

disse a presidente do BFA, Nora Miranda. A quantidade de empréstimos aprovados também registrou crescimento de 46,8%, passando de 217 em 2010 para 317 em 2011, 101 créditos a mais.

Miranda disse que, dentro desse total, existem pelo menos 50 cooperativas cafeeiras.

O principal destino desses créditos foi a manutenção dos parques cafeeiros. Para essa linha de crédito o BFA aprovou US$ 10,6 milhões distribuídos em 175 créditos. Em 2010, a instituição aprovou somente 134 créditos, no valor de US$ 6,1 milhões. Assim como em 2010, o financiamento para viveiros foi a segunda linha de crédito com maior demanda. O BFA aprovou 58 créditos, por US$ 486.472 no ano passado.

Os créditos para cultivo de novas áreas, 34 no total, foram de US$ 1.054.317. Os empréstimos destinados à renovação do parque cafeeiro baixaram de 14 em 2010 para oito em 2011 (US$ 110.825). Enquanto que outras linhas como renovação, produtividade, compra de fazendas de café e industrialização de café se mantiveram sem maiores aumentos.

O ministro da Agricultura de El Salvador, Guillermo López Suárez, disse que esse ano iniciará a renovação do parque cafeeiro, cujos estudos iniciaram no ano passado. Ele disse que há vários viveiros interessados em começar a distribuir as mudas para os produtores beneficiados e também ressaltou que algumas escolas já estão funcionando. As exportações de café salvadorenho cresceram 117,7% durante 2011 com relação a 2010, segundo o Banco Central de Reserva (BCR).

Os bons preços do grão permitiram que as exportações registrassem um valor de US$ 464 milhões entre janeiro e dezembro de 2011, frente aos US$ 213,2 milhões obtidos em 2010. Dentro do setor de exportações tradicionais, o café foi o produto que reportou maior crescimento. Nos primeiros três meses da colheita de café de 2011/12, as exportações seguiram registrando crescimento, ainda que em volume tenham registrado uma baixa.

Segundo o CSC, as vendas de outubro a dezembro de 2011 acumularam um valor de US$ 42 milhões, frente aos US$ 39,83 milhões alcançados no mesmo período do ciclo anterior. No entanto, em volume, as vendas baixaram 24,7%, sendo exportadas 134.762,36 sacas de 60 quilos, frente às 178.964,5 sacas no período anterior.

 

Na Índia

A produção de café da Índia deverá declinar para cerca de 295 mil toneladas de café nesse ano devido à menor produção de café robusta, de acordo com especialistas da indústria. O país produziu 302 mil toneladas de café em 2010-11 (outubro-setembro), que incluiu 94.140 toneladas de arábica e 207 mil toneladas de robusta, de acordo com dados do Coffee Board. "Esperamos que a produção de café decline na atual safra devido a uma queda esperada na produção de robusta por causa das fortes chuvas e também porque esse ano é o de baixa produtividade", disse o presidente da Associação de Exportadores de Café da Índia, Ramesh Rajah.

A produção de arábica, entretanto, deverá ser de 100 mil toneladas, disse ele. O presidente da Associação de Agricultores de Karnataka, Marvin Rodrigues, concorda com Rajah, e disse que as tendências iniciais sugerem que a produção de robusta poderá ser menor devido ao clima. "Esperamos que a produção de robusta seja de cerca de 200 mil toneladas, enquanto a de arábica deverá ser de cerca de 95.000 toneladas", disse ele.

 

Fontes: The Economic/ Agência Estado/ Elmundo.com.sv,

 

 

 

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