Café - Informativo Coffee Break

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27/01/2012

 

Relatório semanal sobre mercado de café, via Cmix Investimentos

O governo vai realizar hoje, dia 27 de janeiro, mais um leilão de café dos estoques oficiais.

 

 

O aviso de venda número 29/12 oferta 3.872.085 quilos, ou 64.535 sacas de 60 quilos, com lotes de grãos depositados em Minas Gerais e em São Paulo. O pregão será realizado na modalidade "cartela", por meio do Sistema Eletrônico de Comercialização da Conab, em Brasília/DF.  O café está sob gestão do Funcafé (Fundo de Defesa da Economia Cafeeira), com leilão realizado pela Conab (Companhia Nacional do Abastecimento.

O café é uma bebida consumida por 97% da população brasileira - em termos de penetração, só perde para a água. Nos últimos oito anos, o consumo do cafezinho fora de casa cresceu 307%, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic). Para o diretor-executivo da instituição, Nathan Herszkowicz, a bebida é uma das mais democráticas que existe, já que o preço da xícara varia de R$ 2,50 a R$ 3, em média.

A junção do aumento do número de pessoas que fazem refeições fora de casa com o baixo custo do café faz com que abrir uma cafeteria seja uma oportunidade de negócio vislumbrada por muita gente. Segundo Herszkowicz, a expansão do segmento está apenas no início. Por isso, existem pontos comerciais interessantes em todas as regiões do País. O formato das cafeterias também pode variar: desde o modelo restaurante - em que há mais opções no cardápio - até quiosques, em que o objetivo é que o tempo de permanência dos clientes seja menor.

Outro aspecto interessante é a quantidade ainda pequena de espaços onde o café seja a bebida principal. Estimativa da Abic aponta que existem cerca de 3,5 mil cafeterias espalhadas pelo País. Desse total, entre 1,2 mil e 1,3 mil são unidades de grandes redes.

A maior parte pertence a empreendedores individuais. "Isso acontece porque o investimento para a abertura de uma cafeteria é relativamente pequeno, entre R$ 80 mil e R$ 100 mil", esclarece Herszkowicz. O Starbucks, maior player mundial no segmento de cafés, ainda não é um concorrente de peso no Brasil, diz executivo. Atualmente, a rede - que não opera por meio de franquias - possui 32 unidades no País. O McCafé, do McDonalds, também não é um concorrente com

volume significativo.

Mais do que apenas um lugar para tomar café, as cafeterias tornaram-se ambientes de convivência. Não é raro ver pequenas reuniões de negócios acontecerem nesses espaços. "Porém, o que ainda garante a fidelização do cliente é a qualidade do produto", afirma Herszkowicz.

Por isso, o diretor recomenda a busca de conhecimento técnico para quem deseja empreender nessa área. Isso inclui saber quais são os tipos de grãos, os pontos de torra e o melhor jeito de tirar o café da máquina. Feito isso, a dica é garantir que a cafeteria fique em um lugar de bom fluxo de pessoas.

Depois, é preciso adaptar o negócio à realidade do local: perceber qual é o público principal do entorno e o tipo de uso que os clientes farão. Por exemplo, não vale a pena montar uma cafeteria- restaurante em uma rua cuja característica seja de fluxo intenso, mas passageiro.

 

Grão expresso

Presente no mercado há dezesseis anos, a rede de cafeterias grão expresso possui unidades em 90% dos estados brasileiros. Nos últimos cinco anos, época de sua maior expansão, a franquia vem crescendo, em média, a um ritmo de 20 a 30 unidades por ano.

Atualmente, entre lojas em atuação e outras em fase de implantação, a rede contabiliza 260 unidades. Em 2011, o faturamento foi de R$ 120 milhões. A meta para este ano é crescer 15%. Breno Bromberg, gerente de expansão da rede, garante que as unidades não são "engessadas", apesar de o foco da franqueadora ser o de cafeterias em que o cliente não gasta muito tempo.

Para atender desde a classe A até a D, a rede varia o mix de produtos, sem, no

entanto, mexer no carro-chefe do negócio, o café gourmet - bebida extraída a partir de um grão mais sofisticado.

Dados da Abic mostram que o segmento de cafés finos e diferenciados, embora represente uma parcela pequena do consumo, tem apresentado taxas de crescimento de 15% a 20% ao ano. Uma unidade do grão expresso no modelo de loja custa entre R$120 mil e R$ 180 mil.

Já o formato quiosque, geralmente em shoppings ou pontos confinados, custa entre R$ 90 mil e R$ 120 mil.

 

Vanilla Caffé

Embora os alvos da cafeteria Vanilla Caffé sejam os públicos A e B, a rede tem olhado para a classe C. Prova disso, diz o gerente de expansão da franquia, Eduardo Pires, é que este ano a rede já começou o contato com shoppings populares. "O ramo está aquecido, sem previsão de estagnação.

Há oportunidades de expansão em todas as praças", afirma Pires. A rede possui 20 unidades e quer chegar a 30 ainda em 2012. Assim como o diretor-executivo da Abic, Pires também cita o fato de as pessoas fazerem refeições na rua com mais frequência como um dos impulsionadores do segmento de cafeterias.

Além disso, fora de casa é possível encontrar um café mais sofisticado, que dá mais prazer ao consumidor. "Um número cada vez maior de pessoas valoriza isso", diz ele.

 

Chuvas

As chuvas ocorridas nos últimos dias em regiões de lavouras cafeeiras têm sido benéficas. O bom volume de chuva é essencial nesse período para o enchimento dos grãos e contribui para a perspectiva de recorde de safra do café para este ano. As precipitações iniciadas por volta de dezembro, no Espírito Santo e em Minas Gerais, eram bastante esperadas.

Os dois estados chegaram a registrar prejuízos pontuais em alguns municípios, mas nada que afete, até o momento, a boa perspectiva da produção estadual.

Segundo o coordenador do Núcleo Tecnológico do Café da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), César Botelho, talvez haja algum prejuízo nas plantações mais novas devido à evasão de nutrientes e à diminuição da proteção do solo decorrentes do escoamento das águas pela lavoura, mas nada que comprometa a safra total. "O produtor ainda pode adotar medidas preventivas de conservação do solo, como manejar o mato, levantar terraços emergenciais e bacias de contenção", explica.

A previsão é de que, com a bienalidade positiva em 2012, o estado alcance uma produção maior do que a anterior. Em Itamogi, na região do sul de Minas Gerais, houve prejuízos por conta da chuva de granizo que aconteceu nos últimos 30 dias, atingindo cerca de 17% da área em produção. A perda estimada foi de 10 mil sacas de café, um prejuízo de mais de R$ 5 milhões. A previsão era de que o município colhesse cerca de 170 mil sacas nesta safra.

O município tem 90% de sua economia baseada na lavoura cafeeira de pequenos produtores. No Espírito Santo, as chuvas trazem benefícios para o café conilon, mantendo as boas previsões de produção para este ano. "A chuva é bem-vinda", ressalta o pesquisador do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), Antônio Lani.

A expectativa para região é de que as chuvas durem até fevereiro. "O ideal é que chova até final de fevereiro, uma estiagem agora pode ser ruim para quem não tiver irrigação, gerando grãos mal formados. Aí sim, é prejuízo".

No estado, a produtividade do conilon vem crescendo a cada ano. O uso de tecnologias desenvolvidas com o apoio do Consórcio Pesquisa Café vem contribuindo para isso, inclusive nesse período de chuvas.

Os produtores utilizam cultivares mais resistentes, técnicas de nutrição do solo e combatem pragas e doenças. A estiagem na região produtora do Paraná também não chegou a afetar as lavouras de café.

Segundo o agrometeorologista do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Paulo Henrique Caramori, as águas começaram a cair na região cafeeira ainda em outubro e novembro, havendo apenas um pequeno período de seca no mês de dezembro. "A partir desta semana, a previsão é de que chuvas na região se

regularizem, por isso, não se espera prejuízo na região cafeeira do Paraná", adianta.

A expectativa e torcida agora é para que as chuvas continuem até o próximo mês. "Essa é uma fase importante para formação dos frutos. Janeiro e fevereiro são meses cruciais para a qualidade do café", conclui. www.embrapa.br/cafe.

O Brasil lidera a produtividade agrícola na América Latina e Caribe e apresenta índices de crescimento acima da média mundial, segundo estudo da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) de 2011. Os dados da OCDE mostram também que junto com o Brasil, China, África do Sul e países do Leste Europeu são os que apresentam as maiores taxas de crescimento da produtividade.

O movimento é contrário ao verificado no resto do mundo, especialmente entre os países desenvolvidos que apresentam decréscimo nas taxas de produtividade.

Enquanto países como França, Inglaterra e Estados Unidos crescem abaixo da média histórica de 1,48% ao ano, verificada no período que compreende os anos de 1961 e 2007, o Brasil pressiona o crescimento produtivo agrícola na América Latina.

O crescimento anual da produtividade do Brasil é de 3,6 % ao ano comparativamente aos 2,6% da América Latina, 0,86 % dos países desenvolvidos e 1,98% para o conjunto de países em desenvolvimento. Pelo menos três fatores contribuem para esses resultados, na avaliação do coordenador geral de Planejamento Estratégico do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), José Garcia Gasques.

O avanço na área da pesquisa, liderada pela Embrapa, é considerado preponderante no aumento da produtividade da agricultura brasileira. Aliado a isso, o aumento das exportações também contribuiu, assim como a variação positiva dos preços internos e ampliação do crédito rural.

O Ministério da Agricultura está atento a esse cenário positivo e vem trabalhando na implantação de políticas para a área. Resultados ainda preliminares sobre as projeções mostram que, até 2022, a produção de grãos deverá aumentar 22%.

A soja é a cultura que vai puxar esse crescimento, com média de 2,3% ao ano, seguida do trigo (1,9%) e do milho (1,8%). O segmento de carnes também terá desempenho positivo, com incremento na produção de 40% nos próximos 10 anos. A carne de frango deverá liderar o ranking com estimativa de crescimento de 4,2% ao ano, seguida da carne bovina e suína, com 2% ao ano, cada segmento. "Esses dados são importantes porque exigem um conjunto de ações e medidas que o governo deverá adotar para que as projeções se concretizem, especialmente no aprimoramento da política agrícola e no direcionamento dos instrumentos para a concessão de crédito", salienta.

O técnico destaca também o fato de o crescimento da produtividade agrícola ocorrer sem a ampliação, nas mesmas proporções, da área cultivada, reforçando a importância do incentivo à inovação e pesquisa que o Mapa vem dando à área. Um exemplo disso é o Plano de Emissão de Agricultura de Baixo Carbono (ABC), que incentiva a produção de várias culturas numa mesma área. Hoje, o país detém 65,3 milhões de hectares de áreas plantadas sendo 50 milhões em grãos e o restante em hortaliças.

Um financiamento de 27,5 milhões de lempiras (US$ 1,41 milhões) beneficiará produtores de cafés especiais na região ocidental de Honduras para melhorar a competitividade de suas empresas. Os recursos foram dedicados a seis organizações que apresentaram planos de negócios para melhorar a infraestrutura, adquirir maquinaria, materiais e insumos e receber assistência técnica para processar, armazenar e comercializar cafés especiais e orgânicos destinados à exportação.

Os fundos foram aprovados pelo conselho de avaliação e pelo Conselho Orientador do Projeto de Competitividade Rural da Secretaria de Agricultura e Pecuária, disse o ministro Jacobo Regalado. Durante o primeiro ano de execução desses projetos, serão feitas vendas de 33.176 sacas de 60 quilos de café pergaminho seco que representam mais de US$ 1,750 milhão em receitas líquidas, calculou Regalado.

Os projetos gerarão também 198 novos postos de trabalho e beneficiarão diretamente cerca de 1,8 mil pessoas participantes nas seis organizações de produtores que operam nos departamentos de Ocotepeque, Copán e Lempira. Trata-se de um apoio aos produtores organizados do ocidente do país que se estenderá a outras cadeias agroalimentares. Essa iniciativa é liderada tecnicamente pela Secretaria de Agricultura, bem como pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), com o apoio financeiro do Banco Mundial e da Cooperação Suiza, na América Centra. Honduras tenta na atual colheita de café superar os 4,21 milhões de sacas de café ouro para exportação e isso deixaria um valor estimado de US$ 1,5 bilhão nesse ano.

O Brasil está no caminho para se tornar o maior consumidor de café do mundo em alguns anos, devido à combinação de um aumento da produção, campanhas de marketing e melhora da renda, disse o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, nesta terça-feira, dia 24.

"O Brasil é o segundo maior consumidor de café, e em alguns anos deve ser o número um", disse Ribeiro Filho em coletiva de imprensa, durante visita à Organização Internacional do Café. "Eu espero que a produção de café cresça de maneira sustentável e crie empregos, respeitando a regulamentação social e de meio ambiente", acrescentou ele. "As estratégias de marketing do café por atores do setor privado estão em andamento, e os aumentos de renda vão tornar o café cada vez mais disponível para os consumidores no Brasil." Os brasileiros beberam mais café no ano passado, ocupando o segundo lugar no ranking, perdendo apenas para os Estados Unidos.

O país da América do Sul consumiu 19,7 milhões de sacas de 60 kg de café em 2010/11, alta de 3,1 por cento, disse nesta terça-feira a Abic, associação que reúne a indústria. O consumo durante novembro-outubro ficou abaixo do crescimento de cinco por cento projetados pela Abic mais cedo no ano, enquanto a oferta global para o arábica estava baixas e os preços em alta.

O consumo em 2012 deve subir 3,5 por cento, para 20,4 milhões de sacas, levemente acima das projeções de economistas para o crescimento da maior economia da América Latina. O consumo per capita do café torrado no Brasil atingiu um recorde de 4,88 kg, ante 4,81 kg no ano anterior, disse a Abic. Mas o volume está abaixo dos cerca de 13 kg consumidos pelos países nórdicos.

O Brasil não possui planos imediatos para estocar café para sustentar os preços, disse João Carlos Bona Garcia, diretor financeiro da agência de abastecimento Conab. "Não há planos imediatos, mas se necessário pode ser feito", disse. No Brasil, os preços do café robusta tendem a recuar a partir de abril, com o avanço da colheita no Espírito Santo.

Neste ano, porém, mesmo com a expectativa de aumento da safra, o preço do grão pode não chegar a níveis baixos. Isso porque a oferta de robusta da safra vietnamita 2011/12 está limitada. As estimativas de associações locais mostram considerável recuo frente à temporada anterior.

Além do menor volume produzido, cafeicultores e exportadores vietnamitas têm limitado as vendas à espera de preços melhores. Essa postura do maior produtor mundial de robusta, por sua vez, tem impulsionado as cotações internacionais do grão. Com relação ao mercado de robusta no Brasil, o ritmo segue lento.

O Indicador CEPEA/ESALQ do robusta tipo 6 peneira 13 acima fechou a R$ 297,71/saca de 60 kg na quarta-feira, queda de 1,3% em relação à quarta anterior. O tipo 7/8 bica corrida foi de R$ 290,26/saca na quarta, baixa de 0,84% no mesmo período – ambos a retirar no Espírito Santo,

 

Fonte: Reuters/ Prensa Latina/ Mapa/ Terra/ Agência Safras/ CEPEA

 

 

 

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