23/01/2012
Mercado continua sem saber que rumo tomar
A produção de café do Vietnã no ano safra corrente, 2011/12, deverá totalizar 17,5 milhões de sacas de 60 quilos, queda de 10% quando comparado à safra anterior, após fortes chuvas nas principais regiões produtoras causarem a queda dos frutos antes da colheita, afirmou o presidente da Associação de Café e Cacau do Vietnã, Luong Van Tu.
A menor disponibilidade de grãos do Vietnã poderá apertar a oferta mundial de café robusta e sustentar os preços internacionais do grão, mesmo com o Brasil entrando em um ano de alta produtividade dentro do ciclo de bienalidade da cultura. A produção de robusta do Brasil é estimada em 12,9 milhões de sacas no ano safra que se inicia em 1º de abril, acréscimo de 14% ante ao total produzido em 2011/12, de acordo com a Organização Internacional do Café (OIC), citando projeções iniciais do órgão representativo do setor brasileiro. Os preços do café robusta na Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres (Liffe) recuaram cerca de 13% frente ao ano anterior, em meio à fraqueza do quadro macroeconômico mundial e as expectativas de uma grande safra vietnamita.
Com a colheita de café vietnamita para o ano safra que começou em 1º de outubro praticamente concluído, a última estimativa da associação é 5% menor do que a projeção anterior, divulgada em outubro. A tendência de declínio da produção doméstica deverá continuar em 2012/13, uma vez que a safra já foi atingida por condições climáticas adversas, afirmou Van Tu. Já se registra a abertura de floradas, um processo que idealmente aconteceria apenas daqui a um ou dois meses, "ameaçando a qualidade e o volume da safra", completou. Produtores e exportadores têm segurado os grãos da safra atual, com a expectativa de preços melhores, limitando ainda mais a oferta de café do Vietnã, diante dos estoques de passagem de 2010/11 já apertados.
Internacional
Continuando a falar de mercado internacional, segundo o prognóstico de colheita do Instituto Hondurenho de Café (IHCAFE), a produção do grão para a temporada de fechamento de 2010-2011 e início de 2011-2012 supera o recorde atual de 3,9 milhões de sacas de 60 quilos.
O café é cultivado em 15 dos 18 departamentos e em uns 210 municípios de Honduras, com 114 mil famílias envolvidas diretamente na produção e gerando um milhão de empregos diretos no processo. A colheita de café para Honduras, segundo os prognósticos alcançaria 4,6 milhões de sacas de café ouro para exportação, disse o gerente técnico do IHCAFE, Mario Ordoñez. Ele disse que "essa produção deixaria ao país um valor estimado de US$ 1,5 bilhão que, de forma benéfica se distribui na economia rural de Honduras".
O IHCAFE mantém um parâmetro que cataloga os pequenos produtores como os que geram 2,3 sacas de café, de forma que esses, a nível nacional, somam uns 60 mil produtores. "Estamos oferecendo empréstimos para tecnificação de suas pequenas fazendas e temos apoiado uns 20 mil produtores que de 2,3 sacas aumentaram para 30,7 sua colheita de café. Esse financiamento é por seis anos, com base em linhas de crédito ágeis".
De acordo com colaboradores do Cepea, compradores com maior necessidade de aquisição têm oferecido preços mais elevados, de modo geral. No entanto, vendedores seguem retraídos. Na quarta-feira (18), o Indicador CEPEA/ESALQ tipo seis bebida dura para melhor, posto na capital paulista, fechou a R$ 492,43/saca de 60 kg, alta de 1,5% na parcial de janeiro.
Fontes: Agência Safras/ La Tribuna/ Cepea