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16/01/2012

 

Mercado não sabe ainda que caminho irá tomar

Análise semanal do mercado de café, via Cmix Investimentos.

 

 

 

Minas Gerais deverá ter uma produção recorde de café e grãos em 2012. É o que indicam as previsões de safra divulgadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta terça-feira (10). No caso do café, a produção mineira deverá ficar entre 25,5 milhões e 27,1 milhões de sacas (60 kg). Os números superam os recordes de 2002 e 2010, quando o Estado produziu 25,1 milhões de sacas.

Em relação a 2011, a produção de café em Minas Gerais deverá crescer entre 15,2% e 22,3%. “A expectativa de uma safra recorde é o resultado da melhoria dos tratos culturais nas lavouras e da bienalidade da cultura, que alterna um ano de safra alta e outro de safra baixa”, explica o secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, Elmiro Nascimento.

Segundo o secretário, o bom momento vivido pelo setor cafeeiro, com preços elevados nos mercados interno e internacional, justifica o investimento na produção. O crescimento de Minas supera a média nacional, que numa previsão mais otimista terá um aumento da safra de 20,2%. A pesquisa também mostra que, neste ano, Minas será responsável por 52% da safra brasileira.

Os números da Conab se referem aos dados coletados entre 8 de novembro e 17 de dezembro. Números de Minas Gerais – safra 2012 Café: 25,5 milhões a 27,1 milhões de sacas (alta de 15,2% a 22,3%).

Pelo terceiro ano (2008, 2010 e 2011) a Cooxupé alcançou o primeiro lugar em exportações de café verde. As informações foram divulgadas pelo CECAFÉ – Conselho dos Exportadores de Café do Brasil, em 10 de janeiro. A Cooxupé embarcou 2.465.736 sacas de café arábica e alcançou o topo do ranking dos exportadores. O superintendente de mercado externo, Joaquim Libânio Ferreira Leite destaca a importância dessa conquista. "Esse é um marco histórico.

Nenhum exportador brasileiro havia alcançado esses números antes". Para Joaquim o fato de a Cooxupé ser uma cooperativa formada por pequenos produtores (80%) e alcançar o primeiro lugar por três vezes é realmente fruto de um grande esforço conjunto de toda a organização.

A SMC- empresa exportadora da Cooxupé embarcou 178.876 sacas que somadas aos números da Cooxupé, totalizamos 2.644.612 sacas exportadas. "Um número que só foi possível graças ao trabalho dos colaboradores e a confiança dos nossos cooperados", comenta Carlos Alberto Paulino da Costa, presidente Cooxupé.

Comparando com as exportações da Cooxupé de 2010 (1.868.339 sacas)  houve um aumento de 31,97%. O café arábica respondeu por 82% das vendas do país, enquanto o solúvel por 9,9%, o robusta por 8% e o torrado e moído por 0,2% das exportações.

Segundo o CECAFÉ a receita do país com a exportação de café foi 3,6% superior a registrada em 2010 e atingiu US$ 8,706 bilhões. O porto de Santos embarcou 77,2% do café. O porto de Vitória ficou em segundo, com 14,5% do total e o porto do Rio de Janeiro embarcou 6,2% do café brasileiro.

 

Mais exportações

Segundo dados divulgados na semana passada (dia 11 de janeiro), pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), o complexo santista embarcou 25.826.614 sacas de 60 quilos do grão em 2011, um aumento de 3,3% em relação ao total obtido no ano anterior, quando passaram pelos terminais da região 24.983.557 sacas de 60 quilos.

A receita obtida com as vendas externas por Santos chegou a US$ 7,107 bilhões no último ano. Em 2010, foram US$ 4,447 bilhões. O crescimento foide 59,81%. Tanto este índice como o obtido na comparação dos volumes embarcados foram superiores aos verificados no cenário nacional. Porto líder nas exportações de café no Brasil, o cais santista respondeu por 77,2% dos carregamentos nacionais em 2011, ou seja, mais de três de cada quatro sacas vendidas ao exterior foram embarcadas pela região. No ano anterior, o índice chegou a 75,5%.

Depois de Santos, os principais portos no envio do café nacional para o mercado internacional foram Vitória (ES), que teve uma participação de 14,5%, o Rio de Janeiro (considerando a movimentação tanto do complexo carioca como a de Sepetiba), com 6,2%, e Salvador (BA), com 0,8%. Em relação à receita, o cais santista foi responsável por 81,63%dos recursos vindos para o País como comércio dessa commodity.

Diferente dos demais grãos, como a soja e o trigo, o café é transportado nos navios em contêineres, devido a seu valor de mercado. Pelo menos 98% dos volumes remetidos a outros países seguiram dentro de cofres de carga, de acordo com levantamento do Cecafé.

 

Fonte: Jornal A Tribuna

 

 

 

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