16/12/2011
Relatório Semanal: Mercado indefinido na semana, mas mantendo a tendência baixista.
As exportações de café do Vietnã, maior produtor mundial da variedade robusta, podem crescer para cerca de 2,5 milhões de sacas, ou 150 mil toneladas este mês.
As informações são da Archer Consulting. No mês passado, a nação do sudeste da Ásia exportou 70.745 mil toneladas de acordo com um boletim oficial divulgado pela Central Geral de Alfândega do país, direto da Bloomberg. Representantes do Conselho Nacional de Café (Concafé) de Honduras fixaram a cota de café para consumo interno, que será de 190.133 sacas de 60 quilos, que representa 4,5% da produção de 4,44 milhões de sacas exportáveis estimadas ao fechamento do atual ciclo. No ciclo cafeeiro anterior, foram destinadas 161.766,66 sacas de 60 quilos para suprir a demanda do mercado nacional e, para esse ano, a cota aumentou em 28.366,66 sacas. Durante a reunião da Concafé, que agrupa produtores, exportadores, torrefadores e autoridades do Governo, ficou pendente o preço de compra, que será estabelecido de acordo com as variáveis registradas na bolsa de valores. O presidente da organização, Samuel Reyes, disse que as partes garantirão a estabilidade de preço ao consumidor final e o abastecimento. "Haverá café para o consumo interno, desaparece o fantasma do desabastecimento que rondava atualmente". Ele disse que os custos do produto terminado ao consumidor final serão inspecionados pelas autoridades do Instituto Hondurenho de Café (Ihcafé) e pela Secretaria de Indústria e Comércio (SIC). No entanto, o presidente da Comissão de Café do Congresso Nacional, deputado Mario Segura, disse que os aumentos na bolsa de café serão inevitáveis, porque muitas variáveis impactam nos custos de produção. "Necessariamente haverá aumentos. Recordemos que o grão somente é uma parte na torrefação de café e existem outras variáveis que serão consideradas: aumento da energia elétrica, o celofane e os contínuos movimentos dos combustíveis". A reportagem é do www.latribuna.hn, traduzida e adaptada pela Equipe CaféPoint. O consumo global de café deve crescer na temporada 2011/12, mas por conta dos paises em desenvolvimento, como Índia, China, Argélia, Ucrânia e Rússia. Os grandes importadores como UE e EUA, responsáveis por 70% do consumo mundial de café, aumentaram apenas 0,7% na temporada 2010/11 (outubro-abril), ante ao mesmo período da temporada passada. Esse consumo pode enfraquecer ainda mais em 2011/12, refletindo a perspectiva ruim para a economia global. O crescimento do consumo nos mercados em desenvolvimento deverá permanecer relativamente firme em 2011/12, cerca de 3,6%. Outro fator que compromete a performance do arábica é o forte aumento da oferta do grão robusta. Historicamente, o arábica está muito mais caro que o robusta e a indústria pode usá-lo para conter custos. Em um ambiente de economia fraca, as pessoas podem abrir mão de uma xícara de café mais refinado, por uma xícara de café expresso, e grandes empresas como a Nestle, fabricante do Nescafé e Nespresso, vão se aproveitar do baixo custo do grão robusta. Sendo o Brasil o maior produtor do grão arábica, fica aqui um assunto interessante para o novo diretor do Departamento do Café, da Secretaria de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Edilson Alcântara. Ontem, o Indicador CEPEA/ESALQ tipo 6 bebida dura para melhor, posto na capital paulista, fechou a R$ 483,83/saca de 60 kg, baixa de 2,9% em relação ao dia anterior.
Fonte: Cmix Investimentos