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12/12/2011

 

Mercado indefinido na semana, mas mantendo a tendência baixista

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, com recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), liberou mais R$ 14,3 milhões para a cafeicultura no período de 18 a 30 de novembro deste ano dinheiro deve ser aplicado na contratação de linhas de crédito para custeio (R$ 622 mil), estocagem (R$ 13 milhões) e financiamento para aquisição de café (R$ 736 mil).

 

 

O valor consolidado das liberações do Funcafé até esta data foi de R$ 1,4 bilhão. O Funcafé repassa os recursos de acordo com as regras do Conselho Monetário Nacional (CMN). Os recursos também são direcionados à promoção do café brasileiro nos mercados interno e externo e para apoiar eventos do setor, comentou o DCI – Diário do Comércio & Indústria. No mercado Mundial as preocupações com o clima nas regiões produtoras da Colômbia e América Central e incertezas quanto à safra 2012 do Brasil estimularam o movimento comprador. As informaçõespartem de agências internacionais de notícias. Embora as condições climáticas tenham melhorado para a colheita na América Central e Colômbia, a secagem dos grãos segue problemática e há temores em relação ao ritmo dos embarques de arábica lavados dessas nações, em um período de demanda crescente no Hemisfério Norte com a chegada do inverno. Os preços do café fecharam com alta forte na Bolsa de Nova York, no dia 5, sustentados pela escassez do grão no curto prazo. Cresce a preocupação de que cafeicultores do Vietnã, segundo maior produtor mundial, segurem a venda da nova safra à espera de preços mais altos, disse o analista Hernando de la Roche, da INTL Hencorp, à agência Dow Jones.

O contrato março disparou 2,98%, para 236,40 centavos de dólar por libra-peso. A desvalorização do dólar ante outras divisas durante o pregão nova-iorquino também contribuiu para a alta do café e de outros produtos agrícolas negociados naquela bolsa. Mas no final da tarde, a moeda norte-americana voltou a subir por causa de uma notícia do Financial Times dizendo que a agência de classificação de risco Standard & Poor's colocaria em revisão negativa o rating triplo A de seis países europeus: Alemanha, França, Holanda, Áustria, Finlândia e Luxemburgo.

Quando a informação surgiu, vários mercados agrícolas já estavam fechados em Nova York. Não foi o caso, contudo, da Bolsa de Chicago, onde as cotações dos grãos abriram em alta, inverteram a direção e aprofundaram a queda após a notícia do FT. O contrato janeiro da soja recuou 0,84%, para US$ 11,2625 por bushel; o março do milho recuou 0,71%, para US$ 5,91 por bushel e o mesmo vencimento do trigo cedeu 2,24%, para US$ 6,1150 por bushel. O mercado de grãos também foi pressionado por dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos mostrando que as exportações do país seguem fracas.

A receita com as exportações de café do Brasil cresceu 59%, a US$ 7,88 bilhões, no acumulado do ano até novembro, informou há pouco o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

No período, o país embarcou pouco mais de 27,53 milhões de sacas, o que significa um aumento de 3% em relação ao volume apurado no mesmo período do ano passado. De acordo com o Cecafé, o crescimento das divisas foi impulsionado pela escalada nas cotações internacionais. O preço médio de exportação no ano é de US$ 294,69 por saca, 47% maior do que o praticado nos 11 primeiros meses de 2010.

Guilherme Braga, diretor-geral do CeCafé, estima que os exportadores devem fechar o ano com uma receita de US$ 8,4 bilhões, 48% maior que a registrada em 2010, apesar de um volume semelhante ao do ano passado.

 

Fonte: Valor Online/ Cmix

 

 

 

 

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