O porto de Santos exportou 613.447 sacas, o porto de Vitória embarcou 63.534 sacas, o porto do Rio de Janeiro enviou 20.727 sacas, o porto de Sepetiba exportou 15.760 sacas, o porto de Salvador enviou 1.720, enquanto os outros portos exportaram 6.021 sacas de café.
Também até o dia 18, o Cecafé registrou a emissão de 1.567.187 certificados de origem, dos quais 1.392.581 são referentes a arábicas, 14.413 a conillon e 160.193 de solúvel.
Você já ouviu falar no Kopi Luwak, o café mais exótico e caro do mundo, produzido a partir dos grãos comidos pelo civeta, um mamífero indonésio parecido com o gambá brasileiro? Maior produtor e exportador mundial de café, o Brasil escolheu o segundo café mais exótico do mundo para ser o seu representante nas Olimpíadas de 2014. O Jacu Bird Coffee é feito a partir dos grãos comidos e expelidos pelo pássaro de mesmo nome na Fazenda Camocim, no Espírito Santo. “Demos a nossa contribuição para ajudar a mostrar o país de boas qualidades, integrado com a natureza e que tem coisas bacanas e diferenciadas. Pelo menos café bom eles tomaram”, brinca o carioca Henrique Sloper, dono da fazenda.
“Nós levamos um ano e meio para dominar a técnica de fazer bebida boa a partir de cocô de passarinho”, comenta Sloper, detentor da patente do café. Segundo ele, foram interceptadas em Minas tentativas de produtores de copiar a técnica desenvolvida na Camocim, mas de forma errada, com os jacus presos em cativeiro. “Ficamos sabendo que alguns produtores estavam tentando prender o jacu e ensiná-lo a comer café. Mas não foi assim que aconteceu na nossa fazenda, onde o processo nasceu naturalmente”, diz.
Frutas
Com formação em marketing, Sloper garante que, apesar do jacu ser um pássaro natural da Mata Atlântica, encontrado principalmente no Espírito Santo e em Minas, é na Fazenda Camocim onde estão concentradas as condições geográficas ideais para a fabricação do café excêntrico. Segundo essa tese, a fazenda atrai os jacus por estar localizada no município capixaba de Domingos Martins, entre o Parque Pedra Azul, o Parque do Caparaó e o Pico da Bandeira. “Para não espantar o pássaro, desenvolvemos o sistema de agrofloresta, que garante um lugar silencioso, sem mecanização e com pouca gente trabalhando (cerca de 10 funcionários)”, afirma ele.
Ao todo, são cerca de 300 hectares de café e eucalipto, além de árvores frutíferas como amora e jabuticaba, que agradam os pássaros. Nesse espaço, são criados soltos cerca de 150 jacus que, por estar em extinção, não podem ser reproduzidos em cativeiro. Sloper conta que, há cerca de três anos, ao voltar de um passeio às ilhas da Indonésia, teve a ideia de transformar em solução o problema do excesso de jacus na fazenda, que exterminavam os pés de café. “Você já viu um bicho desse. Não se pode dizer que é um passarinho, é mais parecido com uma galinha gigante. É um cenário assustador ver mais de 100 jacus se apoderando dos pés de café. A gente fica espiando de longe e depois vai lá colher o café que eles ‘fizeram’. Você já ouviu o ditado de que fruta boa é a que passarinho bicou? O segredo é que eles escolhem os melhores grãos, que saem inteiros nas fezes, mas com menos acidez”, explica ele, que fabrica 12 sacas de 60 quilos ao ano.
Pelo jeito, quem quiser experimentar do café do jacu deve procurar diretamente os distribuidores da Camocim, em Belo Horizonte. Na Casa do Porto e no Supermercado Super Nosso Gourmet, ambos localizados na Avenida Nossa Senhora do Carmo, na Região Sul da capital, o quilo do Jacu Bird Coffee custa R$ 272, quase 30 vezes mais que o valor dos tradicionais. Para quem não estiver disposto a dar R$ 68 no pacotinho de 250 gramas do café, poderá provar da bebida na xícara, ao custo de R$ 8. “É difícil não gostar de um café que já traz toda uma história. Para mim, pareceu muito delicado na boca e com cheiro muito bom”, afirma Cristóbal Pérez, 20 anos, atendente da Casa do Porto. Ele acredita já ter mais de 100 clientes do Jacu Coffe, inclusive alguns que compram o produto de 15 em 15 dias. “Não posso revelar os nomes, porque é gente de alto poder aquisitivo”, completa.
Terroso
No Café Kahlua, o Jacu Bird Coffee consta no cardápio da casa, assim como o Kopi Luwak, mas nem sempre os dois podem ser encontrados pelos clientes. Só mesmo quando o dono da cafeteria, Ruimar de Oliveira, volta nos campeonatos internacionais de baristas que, este ano, serão realizados em abril na Califórnia (Estados Unidos), em julho na Inglaterra e em outubro no Japão. “O Kopi Luwak é a sensação do evento. No último dia, eles aparecem com pacotinhos de 250 gramas, distribuídos para cada delegação”, afirma o especialista que, entretanto, prefere o café do jacu. “O sabor do Kopi Luwak, que é um marsupial e se alimenta também de carne, é mais terroso, tem um cheiro muito forte. Já o do jacu é um normal, mais frutado”, conclui. A xicrinha do primeiro, porém, custa R$ 25 e o do segundo, três vezes menos, R$ 8.
Fonte: Estado de Minas
Brasil deverá se tornar o maior consumidor mundial de café em 2012.
Variedade de sabores mostra mercado mais maduro, diz especialista.
Na maior fabricante de cafés do país, uma equipe de cerca de dez pessoas é responsável por encontrar e desenvolver novos sabores e misturas. Além disso, o time de desenvolvimento da sede da Sara Lee, em Jundiaí, no interior de São Paulo, tem ainda o reforço de cerca de 50 degustadores – pessoas treinadas a identificar nuances de sabor da bebida.
O investimento é para ganhar espaço em um setor em expansão: de acordo com Nathan Herszkowicz, diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), o mercado de cafés do Brasil deve crescer 5% nos próximos anos dentro de uma perspectiva “razoavelmente conservadora” – neste ritmo, o país se tornará o maior consumidor do produto no mundo em 2012.
À medida que o mercado amadurece, cresce também a procura por novas variedades de café. “Os brasileiros estão tomando mais doses de café por dia. A gente identifica que os consumidores ampliam também o consumo de outros tipos de café, como o espresso, o cappuccino e outras variações com leite”, explica Herszkowicz.
Uma pesquisa da Abic mostra também que aumentou o número de pessoas que consomem café fora de casa – em 2008, 37% dos entrevistados pelo levantamento da Abic disseram ter este hábito, índice que era de 17% cinco anos antes.
Entre 2003 e 2008, a proporção das pessoas que bebem café espresso fora de casa aumentou em 30%, conforme a Abic. Para o cappuccino, o índice subiu 127% no mesmo período. No caso do café coado e do instantâneo, a proporção do consumo fora de casa quase não se alterou entre 2003 e 2008.
Segundo Americo Sato, diretor do Café Floresta, o segmento de cafés especiais cresce entre 10% e 15% ao ano, acima da média geral do mercado. “Os cafés especiais acompanham a evolução, a cultura sobre café do consumidor, que está ficando mais atento a variações, tipos, mais ou menos como cultura do vinho”, diz o empresário.
Apostando nessa tendência, a empresa de Sato já tem cerca de 50% de seu negócio voltado para o segmento de cafés especiais. A empresa investiu no setor de cafés aromatizados – com sabores de trufas de chocolate, amêndoas ou baunilha e nozes e ganhou um nicho de mercado onde há poucos competidores.
Consumo de café no Brasil em 2010 deve crescer 5%, diz associação Café de fezes vendido em SP é o mais caro do mundo Consumo de café fora de casa cresce e já representa 40% do mercado
Novos sabores
O lançamento mais recente da Sara Lee foi o “Pilão Sabor de Verão”, um café com sabor mais suave, no último mês de novembro. A gama de cafés especiais da Sara Lee, no entanto, é mais extensa – e antiga. “Vem desde que a Sara Lee comprou o Café do Ponto (em 1998), porque a empresa já tinha um portfólio de cafés especiais”, diz Ricardo Souza, diretor de Marketing da companhia.
“Desde então nós damos segmento a isso, sempre buscando inovar”, defende o executivo. O consumo desse tipo de bebida, que é voltado ao segmento das classes A e B, ainda é restrito. “Mas o segmento de cafés especiais está ao redor de uns 5% do mercado e estamos seguindo essa tendência”, diz Souza.
Na busca por mais consumidores, a empresa, que também é dona das marcas Seleto e Caboclo, criou um programa para padarias, “essas que estão se especializando em ser quase uma cafeteria”, segundo Souza.
A estratégia é fornecer o maquinário, o café e o treinamento para os funcionários, transformando a padaria em uma “miniloja” Pilão. “Ele [o cliente] vai buscar numa cafeteria e depois vai querer tomar em casa, é interessante pra conhecer nossa linha”, explica.
Cursos de barista
Não basta comprar um café especial, é preciso saber preparar: os cursos de barista, torrefação e degustação de café oferecidos pelo Centro de Preparação de Café, em São Paulo, atraíram mais de 300 pessoas no segundo semestre de 2009, de acordo com as estatísticas disponíveis. De acordo com a barista Cleia Junqueira, professora de muitas das turmas, parte do público é formada por pessoas que querem abrir cafeterias.
Cleia conta que o curso básico de preparação de café, que ensina os alunos como tirar café espresso e fazer as misturas de leite na medida correta, custa R$ 490. Entretanto, turmas mais avançadas, como a de degustação e a de torrefação, exigem investimento de R$ 1.500 e R$ 1.350, respectivamente.
Adauto Neto, 29 anos, que fez o curso de barista em São Paulo nesta semana, não é estranho ao mundo do café: sua família produz e distribui o café da marca Grão de Chapada na Bahia, em Sergipe e Alagoas. Além de ter uma cafeteria modelo em Salvador, a empresa também distribui o "pacote completo" – grão de café, cardápio e maquinário – para 90 pontos-de-venda do Nordeste.
“No Nordeste, apesar do calor, toma-se muito café. Tenho um cliente em Aracaju que consome 15 quilos de café por semana – e 1 quilo de café de 120 a 130 xícaras”, explica Adauto. “No Nordeste, estamos substituindo o café que ainda é oferecido de graça no fim da refeição, com uma balinha para disfarçar o gosto ruim, por um produto de qualidade.”
Outro aluno do curso de barista, Eduardo Rosa, de 26 anos, planeja abrir nos próximos meses, em sociedade com a irmã, uma cafeteria em Americana, interior de São Paulo. “É um mercado que tem poder aquisitivo e que ainda não tem um produto como esse”, diz.
A cafeteria, conta o aspirante a empresário, será aberta em um salão de cerca de 150 metros quadrados e terá, além de cafés, vinhos, uísques, cervejas especiais e uma sala de jogos. “Mas o nosso carro-chefe será o café. Queremos oferecer uma carta de café gourmet a um mercado que ainda não tem [acesso a] isso.”
Novos competidores no mercado
Na Mitsui Alimentos, dona do Café Brasileiro, as vendas de cafés especiais ainda são pequenas comparadas ao total, mas já atraem atenção. “A gente não tinha foco nesse tipo de café, mas recentemente a demanda por esse tipo de produto está aquecida. A companhia está procurando trabalhar e atuar nesse setor”, diz Manoel Assis, diretor comercial e industrial da Mitsui.
Segundo Assis, a chegada da rede norte-americana Starbucks obrigou o mercado a se mexer: “Vários operadores de cafeterias pequenas tiveram que se movimentar, buscar know-how”, aponta. Para a Mitsui, “se mexer” incluiu o lançamento do Café Bandeirantes, que ressalta a origem paulista dos grãos.
Na empresa, a especialização chegou ao ponto de lançar um café voltado para a colônia japonesa, com uma torra diferenciada para o paladar nipônico. “Também estão em expansão os cafés rastreáveis, os sustentáveis também vai ser uma demanda crescente e também devemos desenvolver alguma coisa. Sachê também nos interessa e pretendemos lançar”, diz o executivo.
Fonte: G1.
Nem os produtores mais preparados estão conseguindo cobrir os custos de produção.
Minas Gerais, o maior Estado produtor de café do país, enfrenta uma dura realidade. Até os produtores mais preparados não conseguem cobrir os custos de produção. Os preços baixos do café atingem diversas regiões do Estado.
No Triângulo Mineiro, o município de Araguari tem a tradição na cafeicultura moderna. Na ultima década, a área plantada reduziu em 20%, mas a produtividade aumentou. São 15 mil hectares, com uma produção média de 525 mil sacas por safra. Minas Gerais tem diferentes realidades de cafeicultura, principalmente em função do clima. Araguari fica no Cerrado e vem avançando na tecnificação e na irrigação. A mecanização da colheita, por exemplo, está em 90% dos cafezais.
O investimento ajuda a reduzir os custos para encarar os preços baixos. Mesmo com toda a vitalidade aos 81 anos, o cafeicultor Gonçalo Apolinário Souza parou de investir depois de 60 anos trabalhando com cafeicultura. A produtividade começou a cair, e a renda foi embora. A comercialização do café não cobre mais os custos de produção.
Fonte: Canal Rural ( Marcelo Lara).
Na segunda-feira, o ar mais seco predomina e deixa o tempo firme com sol no litoral sul do Espírito Santo, centro-leste e no litoral do Rio de Janeiro, no litoral norte e no leste paulista, na capital de São Paulo e na baixada santista. Nas demais áreas, o sol também aparece e faz calor. Ao longo do dia devido ao aquecimento a nebulosidade aumenta e chove de forma rápida e isolada a partir da tarde.
Regiao Norte
Nesta segunda-feira, o sol aparece forte e não chove apenas na região de Boa Vista. No sul do Tocantins e nas demais áreas de Roraima, o sol predomina e ocorrem pancadas de chuva a partir da tarde. Nas demais áreas da Região, o tempo fica instável e abafado, com muitas nuvens e chuva a qualquer hora do dia.
Regiao Nordeste
Nesta segunda-feira, áreas de instabilidade atuam sobre o centro-sul do Maranhão e do Piauí, no leste da Bahia e sobre a faixa litorânea entre o Rio Grande do Norte e de Pernambuco. Nessas áreas, o sol aparece entre muitas nuvens e há previsão de pancadas de chuva a qualquer hora do dia. Nas demais áreas do Nordeste, o sol aparece forte e o tempo fica mais aberto, mas algumas nuvens se espalham e provocam chuva rápida e isolada no decorrer do dia.
Regiao Centro Oeste
Nesta segunda-feira, o sol aparece forte e faz calor em quase todo o Centro-Oeste. No norte e no oeste de Mato Grosso, o céu fica com muitas nuvens e há previsão de pancadas de chuva a qualquer hora do dia. Nas demais áreas da Região, o tempo abafado favorece o aumento da nebulosidade e ocorrem pancadas de chuva típicas de verão, rápidas e fortes.
Regiao Sul
Na segunda-feira, a instabilidade de uma nova frente fria provoca chuva ao longo do dia com algumas aberturas de sol no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. No Paraná, o sol aparece na maior parte do dia e a temperatura fica elevada. Ao longo do dia a nebulosidade aumenta e acontecem pancadas de chuva a partir da tarde.
Produção de café poderá superar últimos anos.
Chuvas nos últimos três meses podem beneficiar safra, mas produtores estão apreensivos com floradas desiguais.
A produção de café na região de Franca, em 2010, deverá apresentar um crescimento em torno de 15%. Em clima de otimismo, Wanderley Cintra Ferreira, do conselho da Cooperativa dos Cafeicultores e Agropecuaristas de Franca e Região - Cocapec -, relatou que entre o clima é um dos itens favoráveis à produção.
Em 2009, os produtores vivenciaram um ano de safra menor, mas neste ano com as lavouras novas e pelo ano de safra a produção poderá surpreender. O percentual comercializado em 2009 na região de Franca ficou em torno de 19 milhões de sacas de café, enquanto em 2008 foram 17 milhões.
As intensas chuvas na região tem deixado o solo encharcado, mas Wanderley Ferreira ressaltou que algumas lavouras tem sido beneficiadas. "Elas não são torrenciais e não estão provocando estragos na produção de café" citou. Mas, o clima irregular trouxe efeitos para alguns cafezais. Os problemas têm sido as floradas desiguais ou diversas floradas. Isso provoca o desenvolvimento do fruto em fases diferenciadas enquanto alguns estão em granação, outros podem estar no ponto da colheita.
Em conseqüência, o grão a ser colhido a partir de maio corre o risco de ir para o mercado com baixa na qualidade, advertiu o engenheiro agrônomo Saulo Faleiros, também da Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas da Alta Mogiana, entidade que reúne produtores dos municípios de Franca, Pedregulho, Cristais Paulistas, Jeriquara, Ribeirão Corrente, Patrocínio Paulista e São José da Bela Vista. Segundo ele, nesse período do verão tem chovido pouco na região, mas as chuvas fora de época durante o inverno atrapalharam o processo natural de desenvolvimento da planta."O café se desenvolve com tempo chuvoso e quente, mas precisa do momento seco e frio para o estado de dormência necessário ao seu metabolismo", explicou Faleiros. Ele acredita, no entanto, que em termos de quantidade, a maioria não terá do que reclamar. Dados apurados pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA) no escritório regional da secretaria em Ribeirão Preto indicam estimativa de perdas de até 10%, principalmente pelo comprometimento da infraestrutura para o escoamento da safra.
Além de implicar maiores custos para a colheita e o beneficiamento, o excesso de umidade fora de hora pode levar alguns grãos a ficar murcho, alertou o pesquisador científico do IEA, Celso Vegro. Ele acrescentou que em razão das fases mistas de grãos maduros com outros sem estar no ponto certo de maturação, ou ainda verdes, o resultado poderá ser "o daquele gosto adstringente da bebida". A previsão para a safra 2010, feita em janeiro pela Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), indicou um crescimento de 12,7% a 19,9% na colheita no estado, passando de 3,8 milhões para 4,1 milhões de sacas de 60 quilos.
Fonte: Diário de Manhã On Line de Goiás.
Na próxima sexta-feira (26), às 14h, a Expocafé, maior evento nacional de transferência de tecnologia e de extensão do agronegócio café passará a ser, oficialmente, responsabilidade da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig). Será assinado em Três Pontas, onde o evento é realizado anualmente, em junho, acordo de mútua cooperação entre Epamig, Universidade Federal de Lavras (Ufla), prefeitura de Três Pontas, União Cooperativa Agropecuária Sul de Minas (Unicoop) e Cooperativa dos Cafeicultores da Zona de Três Pontas (Cocatrel), com a interveniência da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa/MG), que formalizará a transferência da responsabilidade de realização para a Epamig a partir deste ano.
O acordo de mútua cooperação é acompanhado do Plano Anual de Trabalho proposto pela Epamig para realização da 13ª edição da Expocafé, entre os dias 16 a 18 de junho, na Fazenda Experimental da Epamig em Três Pontas.
O Plano de Trabalho, elaborado pela Epamig, em conjunto com os apoiadores da Expocafé, constitui um conjunto de ações, no qual são descritos desde o cronograma dos trabalhos até as receitas e despesas. Durante sua execução, o plano poderá sofrer ajustes com a intenção de adequá-lo às necessidades da melhor administração dos eventos. A partir da assinatura desse acordo, que tem vigência de 20 anos e poderá ser prorrogado, a Epamig passa a ser, oficialmente, a realizadora da Expocafé e Seapa, Ufla, Prefeitura de Três Pontas, Cocatrel, Unicoop, Polo de Excelência do Café, os apoiadores.
A coordenação da Expocafé será feita por um Conselho Deliberativo, órgão superior de deliberação coletiva, composto por um conselheiro formalmente indicado por cada instituição participante do acordo assinado. O Conselho Deliberativo, que será presidido por conselheiro indicado pela Epamig definirá o calendário e a forma de realização das atividades de cada edição do evento, apreciará a prestação de contas e o relatório anual da exposição apresentado pela Epamig, dentre outras funções.
Expocafé 2010
A Expocafé segue um processo natural de crescimento. No ano passado, segundo a Ufla, a exposição contou com 167 estandes em 8.790m². Para este ano, a Epamig reservou, até o momento, 186 estandes que cobrem 10.270 m² da Fazenda Experimental. Para a edição deste ano, está sendo providenciada uma praça de alimentação, com novo restaurante para fornecimento além de refeições, de café da manhã e lanches rápidos para expositores e visitantes.
Segundo o coordenador da Expocafé e chefe do Departamento de Transferência e Difusão de Tecnologia da Epamig, Mairon Mesquita, o evento mudará muito já a partir deste ano, pois sua organização está sendo feita nos moldes do tradicional Congresso Nacional de Laticínios, que a Epamig realiza anualmente em Juiz de Fora e é referência internacional no setor de lácteos. “Além das novidades já citadas, informatizamos as vendas dos estandes; também temos pré-cadastro online de visitantes; temos uma secretaria automatizada com o Manual do Expositor online. Nosso expositor receberá convites para seu publico alvo, o que segmentará mais o público visitante; estamos melhorando a sinalização interna da Expocafé; teremos um circuito científico na exposição com intensa programação de palestras, cursos e debates; trabalhamos num projeto de área de convívio dentro do evento, um lounge, que não existia nas edições anteriores. Também faremos a solenidade de abertura oficial da Expocafé no dia anterior à abertura dos estandes”, explica.
O presidente da Epamig, Baldonedo Napoleão, propôs a reestruturação das instalações da Expocafé. “Pretendemos construir dois pavilhões. Um para abrigar os estandes e outro para abertura dos eventos, palestras, cursos, etc. Já estamos agilizando os processos com nossos Departamentos de Obras e Compras. Os recursos também já estão sendo negociados com parceiros como os governos federal, estadual e municipal, com as cooperativas da região de Três Pontas. Visamos melhorias não apenas para esta edição da Expocafé, mas para as outras edições e para todos os outros eventos de transferência e difusão de tecnologia que ocorrem durante todo o ano na região”, anuncia Baldonedo. Para este ano há um projeto de melhorias no paisagismo da Fazenda Experimental de Três Pontas, produzido pelos pesquisadores do Núcleo Tecnológico de Floricultura.
A evolução da Expocafé
A Expocafé é realizada desde 1998 no campo e não tem fins lucrativos. Foi criada e organizada por docentes da área de Máquinas e Mecanização Agrícola do Departamento de Engenharia da Ufla, com o propósito de contribuir para a sustentabilidade do agronegócio café. O evento permite aos produtores buscarem, por meio da troca de informações e do conhecimento, novas tecnologias e fundamentos necessários à cafeicultura, no qual o aumento da produtividade, a melhoria da qualidade e agregação do valor ao produto, a redução do custo de produção via otimização de todo o sistema produtivo, o encurtamento da cadeia de comercialização aliadas à preservação dos recursos naturais exercem papel de extrema importância no agronegócio.
A integração entre ensino, pesquisa e extensão, indústria, comércio e produção permitem uma dinâmica sustentável do agronegócio, onde o elo da cadeia produtiva é reforçado. O expositor divulga sua linha de produtos e relaciona-se com seus clientes. Desta forma, tanto produtores quanto expositores são orientados em relação às tendências e investimentos futuros.
Fonte: Agência Minas.
NOSSO PASSADO colonial, marcado pela escravidão, nos deixou como herança uma forte resistência à formalização do trabalho, sobretudo ao contrato entre empregador e empregado. O mesmo não ocorre com os trabalhadores autônomos, hoje denominados microempreendedores individuais pela Lei Geral da Micro e Pequena Empresa.
A formalização desse segmento é vista com certa simpatia, talvez por ser uma parcela da população que, mesmo gerando riqueza com seu trabalho para toda a sociedade, ainda vive em situação de desigualdade no que se refere aos direitos sociais.
Vale lembrar que foi Getúlio Vargas quem deu o passo mais importante na formalização do contrato de trabalho. Naquele momento, na primeira metade do século
Depois desse período, a formalização avançou um pouco mais com a Constituição de 1988, ao passar para o texto da carta magna, em que houve conquistas relativas ao contrato de trabalho e à formalização dos empreendedores autônomos.
Entre as leis que regulamentaram a Constituição, a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa se destaca pela sua importância na organização do setor. No entanto, as demandas provenientes do crescimento da economia nos últimos anos levaram o segmento a reivindicar adequação do marco regulatório à modernização e à inclusão social.
Criamos a Frente Parlamentar Mista de Apoio à Micro e Pequena Empresa, em 2007, articulamos o trabalho da frente com os ministérios da Previdência, da Indústria e Comércio, com a Receita Federal do Brasil, com o Sebrae e todas as entidades representativas do setor para debater e propor as mudanças.
Hoje o setor está organizado em um grande movimento nacional. Aprovamos a Lei do Empreendedor Individual, em vigor desde julho de 2009, e demos um importante passo não só no sentido da formalização, mas também em relação ao acesso ao crédito, aos direitos previdenciários e à cidadania empresarial. A lei reduziu sobremaneira os valores de contribuição para no máximo R$ 62,10.
Em 2009, conseguimos ampliar para mais de 400 atividades profissionais e estabelecemos, para
No ano passado, o sistema on-line criado para o atendimento não suportou a alta demanda e muitas juntas comerciais não estavam devidamente estruturadas. Esse tipo de problema está equacionado. O novo portal do EI simplificado para o registro já está disponível desde 8 de fevereiro.
A força do segmento é tamanha que a pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM), que mede a taxa de empreendedorismo em vários países, inclusive no Brasil, revelou que pela primeira vez o número de empreendedores brasileiros por vocação superou os que procuraram ter o próprio negócio. O estudo é feito pelo Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade (IBQP), com apoio do Sebrae.
Os jovens, quando saem da universidade, querem montar seu próprio negócio. Trata-se de criar oportunidades para a nova geração. Analistas atribuem esse crescimento ao aumento da escolaridade e à melhoria do ambiente econômico que permite horizonte para os projetos dos empreendedores.
Há dez anos, a cada 100 empresas que abriam, 40 iam à falência. Hoje a relação é de 27 para 100. As micro e pequenas empresas foram menos afetadas pela crise no último ano devido ao crescimento do mercado interno de consumo e pelo fato de não terem tradição exportadora.
O ano de 2010 será o ano da desburocratização. O movimento dos microempreendedores individuais está fortalecido e organizado. Com a superação de mecanismos burocráticos, o Brasil estará resolvendo uma pendência histórica da formalização do trabalho autônomo -antes tratado com indiferença pelo setor público- e incluindo o segmento no projeto de desenvolvimento econômico sustentável.
| Araguari | 25/01/2010 | 20/01/2010 | |
| Tipo 6 Duro | - | - | - |
| Tipo 6 Duro para melhor | - | - | - |
| Cacoal | 25/01/2010 | 20/01/2010 | |
| Tipo 6 Conillon | - | 138,00 | - |
| Caratinga | 25/01/2010 | 20/01/2010 | |
| Cereja Descascado | - | - | - |
| Tipo 6 Duro | - | - | - |
| Tipo 6 Duro para melhor | - | - | - |
| Franca | 25/01/2010 | 20/01/2010 | |
| Tipo 6 Duro | - | - | - |
| Tipo 6 Duro para melhor | - | - | - |
| Garça | 25/01/2010 | 20/01/2010 | |
| Tipo 6 Duro | - | - | - |
| Tipo 6 Riado | - | - | - |
| Tipo 8 Duro | - | - | - |
| Tipo 8 Rio | - | - | - |
| Guaxupé | 25/01/2010 | 20/01/2010 | |
| Tipo 6 Duro | - | - | - |
| Tipo 6 Duro para melhor | - | - | - |
| Londrina | 25/01/2010 | 20/01/2010 | |
| Cereja Descascado | - | - | - |
| Tipo 6 Duro | - | - | - |
| Tipo 7 Rio | - | - | - |
| Patrocínio | 25/01/2010 | 20/01/2010 | |
| Cereja Descascado | - | - | - |
| Tipo 6 Duro | - | - | - |
| Tipo 6 Riado | - | - | - |
| Piraju | 25/01/2010 | 20/01/2010 | |
| Cereja Descascado | - | - | - |
| São Gabriel da Palha | 25/01/2010 | 20/01/2010 | |
| Tipo 7 Conillon | - | - | - |
| Tipo 8 Conillon | - | - | - |
| São Sebastião do Paraíso | 25/01/2010 | 20/01/2010 | |
| Cereja Descascado | 150,00 | - | - |
| Tipo 6 Duro | 250,00 | - | - |
| Tipo 6 Duro para melhor | 300,00 | - | - |
| Uberaba | 25/01/2010 | 20/01/2010 | |
| Cereja Descascado | - | - | - |
| Tipo 6 Conillon | - | - | - |
| Tipo 8 Duro | - | - | - |
| Varginha | 25/01/2010 | 20/01/2010 | |
| Cereja Descascado | - | - | - |
| Tipo 6 Duro | - | - | - |
| Tipo 6 Duro para melhor | - | - | - |
| Vitoria da Conquista | 25/01/2010 | 20/01/2010 | |
| Tipo 6/7 Duro | - | - | - |
| Tipo 6/7 Rio | - | - | - |
| Cacoal | 25/01/2010 | 20/01/2010 | |
| Tipo 8 Conillon | - | 56,00 | - |
| Caratinga | 25/01/2010 | 20/01/2010 | |
| Tipo 7 Rio | - | - | - |
| Tipo 8 Rio | - | - | - |
| Garça | 25/01/2010 | 20/01/2010 | |
| Tipo 8 Cob | - | - | - |
| Tipo 8 Resolução | - | - | - |
| Guaxupé | 25/01/2010 | 20/01/2010 | |
| Tipo 8 Cob | - | - | - |
| Patrocínio | 25/01/2010 | 20/01/2010 | |
| Tipo 8 Cob | - | - | - |
| São Gabriel da Palha | 25/01/2010 | 20/01/2010 | |
| Tipo 8 Cob - Conillon | - | - | - |
| Tipo 8 Resolução - Conillon | - | - | - |
| São Sebastião do Paraíso | 25/01/2010 | 20/01/2010 | |
| Tipo 8 Cob | 270,00 | - | - |
| Uberaba | 25/01/2010 | 20/01/2010 | |
| Tipo 6 Conillon | - | - | - |
| Tipo 8 Duro | - | - | - |
| Varginha | 25/01/2010 | 20/01/2010 | |
| Tipo 8 Cob | - | - | - |
| Nova York (ICE) | |||
| Mês | Fechamento | Dia Anterior | Variação |
| Londres (Liffe) | |||
| Mês | Fechamento | Dia Anterior | Variação |
| Janeiro/2010 | 1295 | 1295 | 0% |
| Março/2010 | 1227 | 1272 | - 45% |
| Maio/2010 | 1264 | 1306 | - 42% |
| São Paulo (BM&F) | |||
| Mês | Fechamento | Dia Anterior | Variação |